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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

25
Mai17

Diz que hoje é feriado.


Olívia

Aqui no concelho onde vivemos, por isso estamos em casa. O pai, a trabalhar em Lisboa, não teve esta benesse. E, alguém se esqueceu de avisar a Lúcia deste dia já que a rapariga acordou às seis e meia da manhã... são agora quase nove e meia e daqui pouco irá dormir a sesta. Eu, aproveitei para limpar e arrumar as bancadas da cozinha que têm andado mesmo desprezadas.

 

Ainda tenho muitas coisas que quero fazer hoje, a pensar na greve de amanhã!

 

Mas, hoje é feriado, um feriado católico (?), mas não é dia santo. Penso que em tempos passados a quinta feira da Ascensão era feriado, hoje em dia celebramos a Ascensão no próximo domingo, quer isto dizer que ainda estamos na Páscoa! No tempo da Páscoa! Até à grande festa de Pentecostes!

 

Bem, vou tentar dar conta das minhas tropas!

 

 

 

 

23
Mai17

Envelhecer lado a lado


Olívia

Quando temos quinze anos talvez nos custe pensar que aos trinta e seis ainda sejamos novos, ou que aos quarenta poderemos estar ainda melhor... na maior parte dos dias sinto que tenho cinquenta anos, sinto-me incomodada com tanta coisa, tenho dores nas costas, sofro de ansiedade, oh... é um rol de coisas capaz de encher uma resma de folhas!

 

Normalmente é em conversa com outras pessoas que vejo que ainda sou, de facto, bastante nova. E, é o meu marido quem faz questão de me recordar isto muitas vezes... apesar de ter mais dois anos do que eu, tem uma postura muito mais "animada" quanto às nossas idades!

 

Não é que eu tenha medo de envelhecer, porque gosto de viver, sei que não estou sozinha e que vamos os dois envelhecendo juntos... dia após dia. E tentamos viver bem o tempo que nos vai sendo dado, partilhando as alegrias e as tristezas, a saúde e a doença, tal como prometemos há uns anos um ao outro, respeitando-nos e à nossa família.

 

O ritmo da nossa vida foi sofrendo muitas alterações, umas forçadas outras planeadas, em vários momentos vimos aquilo que era "garantido" tornar-se imprevisível, muitas vezes não concordamos com as mesmas coisas, temos discussões por coisas importantes e outras sem importância nenhuma! Não pensem que lá em casa é tudo sorrisos e jarras de rosas perfumadas, há espinhos e daqueles que picam bastante, caras amuadas e lágrimas de tristeza. 

 

No entanto, é preciso continuar a lutar por sermos uma família, não de cinco, mas de sete. Sim, fazemos questão de convidar Jesus e Maria para lá viverem connosco em casa. E sim, ainda tenho o sonho de, quando formos velhinhos, vermos entrar na nossa casa as famílias dos nossos filhos que nos virão visitar e encher de mimos!

 

Até lá parece-me que temos de nos esforçar a sério para não deixarmos de ser um casal, mais do que pais, somos um só, e se perdermos isto, não nos restará muito mais do casamento quando as pequenas saírem do ninho! Ou será que queremos olhar um para o outro, quando estivermos só os dois e perguntarmo-nos "quem é este/a"?

 

É um desafio muito grande olharmos um para o outro na loucura que é o dia a dia sempre cheio de acontecimentos e coisas para fazer.

 

Há uns tempos eu achava que para manter o meu casamento vivo e emocionante era preciso fazermos um fim de semana só os dois, depois comecei a pensar que talvez bastasse um dia a passearmos juntos, mas ultimamente tenho começado a pensar se não nos bastará aproveitar bem aqueles momentos em que estamos juntos... dez minutos aqui, meia hora acolá... e é por isso que não abdico da hora de deitar as nossas filhas, à hora marcada, mais coisa, menos coisa, a casa fica sossegada, e podemos enfim estar os dois, como se de facto nada mais importasse! 

 

Eu não quero envelhecer sozinha, isolada e seca, quero viver lado a lado com as pessoas que fazem parte da minha vida, criar laços, fazer memórias, deixar saudades... 

 

 

 

 

 

 

 

 

22
Mai17

Não sei se é boa ideia!


Olívia

Antes de termos filhos fizemos a experiência do campismo. Com uma pequena tenda para dois, uma mesa e mais um monte de coisas na mala do carro partimos à aventura. A primeira vez que o fizemos a sério foi com um casal de primos, fomos pela nacional até Miranda do Douro, com paragem em Foz Coa. A experiência correu tão bem, que decidimos adotar este estilo de vida: férias é para acampar. Comprámos uma tenda um bocadinho maior, um colchão que se enche através do isqueiro do carro, e lá fomos nós! Chegámos até  levar a minha irmã e uma amiga quando tinham 12 anos.

 

Depois vieram as filhas e como mãe cheia de preocupações que era decretei que não iria acampar com crianças (muita tralha e muita confusão), mas acabei por mudar de ideias quando a Maria já tinha uns 3 anos e lá fomos (nem me lembro para onde), verdade seja dita, é preciso um espírito muito aventureiro, muita calma e descontração quando se faz campismo com gente pequena! E, não é que não tenha gostado, mas aquilo ainda dá muito trabalho... 

 

Como a vida entretanto tinha melhorado um bocadinho decidimos começar a procurar os chamados "bungalows" nos parques de campismo, facilita muito na hora de fazer a lista de coisas a levar porque tem tudo desde roupa de cama de casa de banho e utensílios de cozinha. O único senão é o preço, que não se compara com o de levar tenda, mas compensa em termos de conforto.

 

Optámos pelos parques da Orbitur por causa das infraestruturas, porque tem piscinas gratuitas, algumas com escorrega e com uma própria para crianças pequenas ultimamente parece que nem são os melhores...). Estivemos no da Madalena, no da Quarteira e no de Mira, até descobrirmos este, que é municipal, mais em conta e muito melhor do que os outros!

 

Entretanto, no feriado do dia 1 de maio fomos a Mora ao fluviário, e reparámos que no espaço exterior havia uma barragem com um parque de campismo, o pai - bem mais aventureiro do que a mãe - acabou por sugerir que voltássemos a acampar... desde então a ideia anda a ganhar raízes nas nossas cabeças, nem é preciso grandes conversas para convencer as filhas que já foram convencidas só pela ideia!

 

Já eu... não sei se gosto da ideia... da ideia até gosto, mas a Lúcia ainda é pequena, certo? Ou não? Ando na internet em busca de testemunhos de quem vai acampar com crianças, encontrei este que me parece excelente para quem está como eu, sem saber por onde começar!

 

O pai, sempre solícito já comprou o Roteiro do Campista (eu nem sabia que ainda havia este livro), agora ando a ver o que tem Portugal para oferecer em termos de campismo... gostava de voltar a Milfontes, gostava de ir à Figueira da Foz, S. Pedro de Moel, ao de Évora e bem mais perto temos o de Montargil... bem, vamos ver... se é boa ideia!

 

 

 

19
Mai17

Pressa


Olívia

 

O carro à nossa frente vai sempre demasiado devagar.

 

A luz vermelha do semáforo acende sempre que lá chegamos.

 

O sinal dos peões teima em não passar a verde.

 

A fila da caixa ao lado parece que anda sempre mais depressa do que a nossa.

 

O rolo do papel da registadora acaba e nós temos de esperar.

 

Duas pessoas conversam no passeio e nós mal as vemos, temos pressa.

 

Muita pressa. 

 

Quando foi que deixámos de reparar nas pessoas, ver as coisas com olhos de ver e nos tornámos escravos da indiferença movidos pela constante sensação de que se não nos apressarmos não conseguimos viver?

 

Quando foi que trocámos as conversas animadas entre amigos e família por dezenas de tarefas e coisas importantes?

 

Quando é que passámos a dar mais importância aos comentários dos amigos do facebook - que nem sequer nos cumprimentam na rua - do que damos às histórias que esta ou aquela pessoa quer partilhar connosco enquanto se convive à volta de uma mesa?

 

Quando é que nos fechámos a uma amizade verdadeira porque não temos tempo para um café?

 

Tanta pressa para quê?

 

Porquê?

 

 

 

18
Mai17

Serviço


Olívia

Como Maria em Caná, as Famílias de Caná procuram estar muito atentas às necessidades materiais e espirituais das famílias que as rodeiam. Discernindo as situações de urgência em que “acabou o vinho”, as Famílias de Caná tornam-se “pessoas-cântaro” (Evangelii gaudium, nº86), oferecendo a todos o “vinho novo” de Jesus."(Aqui)

 

Ser boa pessoa é bem diferente de ser uma pessoa boa. E, ser bom às vezes não chega. Às vezes é preciso ser mais do que isso e eu queria ser sempre "mais"... e um dia percebi que não preciso de me afadigar e encontrar formas de serviço para ficar com aquela sensação de que fiz a boa ação do dia. Isso é muito pouco. Quase nada.

 

Enquanto eu encontrar motivo de orgulho nas ajudas que vou prestando a coisa está muito mal parada! Estar ao serviço não é fazer coisas para acrescentar a lista das minhas boas obras! É estar simplesmente disponível, humildemente presente, sacrificando até uma parte do meu bem estar porque existe algo mais importante do que eu: alguém que precisa de ajuda.

 

Descobrir isto, foi para mim, uma grande novidade... demorei praticamente três anos! Nos últimos tempos tenho vivido algumas situações que me têm feito crescer, e nos últimos dias, pude finalmente compreender o que é ser o "bom Samaritano", que ajuda sem olhar a quem o faz, que pensa no futuro assegurando-se de que a pessoa ficará bem e segue o seu caminho sem publicar isso nos noticiários (e na mercearia da esquina, ou no blogue do bairro)...

 

Estar atento ao que os outros precisam sem ser demasiado presunçoso é coisa para custar um bocadinho a alcançar... deixar de sentir "orgulho" por uma ação e sentir um aperto de dor é de certa forma estranho... ou então não, se recuarmos ao texto das bodas de Caná podemos ver que não está lá escrito:

"Maria, ao ver o primeiro milagre do Seu filho, e ao escutar os elogios do chefe da mesa ficou cheia de orgulho e disse junto das outras pessoas: fui eu que lhe disse para ajudar, o meu filho é o maior!" Espero não estar a cometer nenhuma falha grave fazendo este tipo de comparação, mas a verdade é que a recompensa pelas boas obras não a recebemos já. De nada vale fazer milhares de coisas para termos um grande portefólio de boas ações e depois ficar à espera de uma medalha!

 

Havemos de encontrar muitas oportunidades de estar ao serviço se realmente estivermos atentos... a começar pela nossa família e pelos que estão mais perto de nós!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

17
Mai17

Sobre o dia da família


Olívia

O dia 15 de maio é um dia dedicado à família a nível internacional, por cá penso que é assinalado em várias escolas e que alguns municípios aderem à ocasião fazendo algumas atividades em conjunto.

Para mim o dia 15 de maio ainda é o último dia para entregar os ivas. Uma tristeza. Este ano a coisa ia correndo mal, porque em vez de parar com os irs no fim de abril e retomar no dia 16 de maio, andei com eles até ao dia 10 e atrasei-me a valer! Mas, consegui ter tudo pronto no fim de semana e aproveitei a sesta da manhã da Lúcia para enviar as declarações antes de irmos à consulta dos 18 meses e à vacinação.

 

Ficou assim dividida a nossa família neste dia 15. Uma filha em cada escola, os pais e a pequena no centro de saúde à espera de vez. Na verdade só nos juntámos depois das seis da tarde, quando todos chegámos a casa, e mesmo assim, andou cada um para seu lado, banhos, trabalhos de casa, choro, jantar para fazer, roupa para estender e mais uma quanta para apanhar... corrida para aqui, corrida para ali.

 

Chegada a hora de jantar, todos se juntam à mesa, mesmo a Lúcia que janta mais cedo, senta-se connosco e janta mais qualquer coisinha, que é menina de muito alimento! Respiramos fundo entre esta e aquela conversa e rezamos a oração de graças pela comida que temos nessa refeição. Só então o pessoal começa a comer. É um pequeno ritual que nos concentra num mesmo local, que nos acalma e que permite que todos comecem a comer juntos, até a pequena Lúcia sabe que primeiro vem o "Ámen" e só depois pega no seu prato cheio de coisas boas! Depois da refeição é tempo de arrumar a cozinha, dar uma "geral" na tralha espalhada pelo chão e de fazer a oração da noite. Não temos conseguido ler uma história todos os dias como eu queria, mas temos feito um esforço por ler o evangelho e falar um pouco sobre ele.

 

Ser família também é isto, viver cada dia com as dificuldades e as tarefas que nos separam, mas conseguir encontrar um bocadinho de tempo para nos juntarmos!

 

 

 

16
Mai17

Refúgio


Olívia

Sempre que acontece uma coisa eu penso logo em vir aqui escrever.

 

 

Depois penso: "para quê? Qual é a necessidade?"

 

 

Talvez sejam coisas banais, ou não, mas muita coisa que nos acontece não aparece nestas páginas da blogosfera, quem me dera ter coragem de aqui escrever tudo - certamente que não o consigo fazer - mas hoje vou fazer deste cantinho o meu refúgio.

 

Não há palavras para vos descrever o que sinto. Aquilo que acabei de viver, aquilo que me foi pedido que fizesse... neste momento o meu coração sofre e chora (os olhos também). Chora por uma amiga, pela sua família. É muita dor. Muita tristeza. Mesmo quando nos disseram que "era só uma questão de dias", custa. 

 

Resolvi editar este meu desabafo, porque há um pequeno coração que continua a bater. Não será por muito tempo, continuam a dizer. Fizeram-se as despedidas. Guardam-se as últimas memórias. Sim, isto é bem mais difícil do que se imaginou. 

 

A minha oração constante mantém-se, que Deus os ampare agora e quando chegar a hora.

 

 

 

 

 

12
Mai17

vi um bocadinho


Olívia

das imagens da chegada do papa Francisco...

gostei de o ver sorrir para as crianças, de o ver sair do alinhamento para abençoar um bebé, de ver alguém limpar uma lágrima que caía, de ver um sorriso no rosto de alguns militares, do o ver brincar com uns nenucos...

O suficiente para deitar umas lágrimas...

12
Mai17

Sons


Olívia

Ainda deitada escutava o som da chuva no telhado, do vento a passar nas frestas minúsculas da janela. Os pássaros poisam na chaminé sem se parecerem importar muito com o estado do tempo, vão cantando anunciando que mais um dia começa, o sol já faz clarear as frestas das portadas e ao longe um avião segue viagem a muitos mil pés de altitude. Nas curvas da estrada ouvem-se muitos carros a acelerar. 

 

Já repararam, em como nos dias de chuva, os sons da rua parecem "amplificados"? 

 

Certamente existe toda uma explicação científica para este fenómeno, mas em dias como o de hoje, basta-me tomar consciência desta imensidão que me envolve, da grandeza do universo, da forma como as coisas retomam o seu curso em cada dia que nasce e na dádiva que é ter mais um dia para viver!

 

Desejo-vos um bom dia!

 

 

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