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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

23
Fev17

"O enxoval


Olívia

que não vai com a noiva, tarde ou nunca lá chega!"

 

Talvez a realidade hoje em dia seja outra... as pessoas estão mais modernas, não se pensa tanto no casamento o que faz com que arranjar um enxoval de jeito seja a última das prioridades. 

 

Há cem anos, as meninas passavam os seus tempos livres a bordar, costurar, fazer rendas e aos poucos iam enchendo uma arca de madeira com os seus pequenos tesouros, que levariam para a sua casa nova antes de casarem. Os tempos vão mudando mentalidades, modernizaram-se as confeções e os têxteis para o lar passaram a ser acessíveis a praticamente todas as classes sociais.

 

Quem não podia comprar os lençóis de linho comprava de algodão e quem não podia comprar atoalhados da San Pedro comprava uns mais em conta, bonitos na mesma, o importante era que a filha ou neta não passasse vergonha quando recheassem a casa nova!

 

Neste momento, posso dizer que se contam pelos dedos da mão as raparigas que têm enxoval, bem como as que querem aprender as artes dos bordados e da costura, é certo que a costura criativa aliada ao desemprego fez com que muitas mulheres fossem procurar as máquinas Oliva e Singer antigas e estejam a aprender o básico, mas não é para fazer enxoval que isso já não se usa.

 

Pois eu digo que se não fosse o enxoval que a minha mãe e as minhas avós e tias me davam nos Natais e aniversários (e que eu detestava) a minha vida teria sido muito mais complicada quando casei e ainda estava a estudar... foi só nessa altura que eu dei valor ao esforço e sacrifício que essas pessoas fizeram para que eu pudesse ter o mínimo indispensável para o dia a dia.

 

Na verdade, tinha coisas de sobra que rapidamente foram resgatadas do fundo da arca quando a família aumentou, não houve toalha de banho e de mesa que escapasse! Até os lençóis de camas "de corpo e meio" estão a uso nas camas das minhas filhas!

 

... sim eu tenho uma arca dessas de madeira, que foi a avó Sofia que me deu.

 

E agora deixo-vos um desafio:

 

Quem acertar no conteúdo desta arca ganha um prémio! Uma coisita para o enxoval da casa... não se acanhem e comentem:

 

O que está neste momento dentro da minha arca de madeira?

 

 

 

 

 

22
Fev17

A Ana Lúcia


Olívia

Nos anos 80, lá na aldeia apenas havia uma escola primária, não havia jardim escola ou creche. A vida era outra e os pais e os avós conseguiam ficar connosco até aos seis anos. 

 

Não sei muito bem de quem foi a ideia, mas emprestaram uma casa antiga e a junta de freguesia instalou lá aquilo que hoje a ASAE fecharia num minuto de visita, uma pré escola sem grandes condições, mas que foi o delírio de pais e crianças na altura. 

 

Utilizávamos uma sala na entrada para fazer os "trabalhos" que tinha mesas e cadeiras pequeninas, as professoras pintaram nas paredes figuras dos contos de fadas e havia também uns quadros para afixar as obras de arte. Nem sei se havia uma casa de banho para meninos e meninas ou se era a mesma. Algumas portas permaneciam fechadas, eram quartos que poderiam ser mil e uma coisas dependendo da imaginação de cada um... havia também um quintal onde podíamos brincar tempos sem fim, com areia e água e alguns brinquedos.

 

Não havia cantina! As nossas mães/avós/vizinhas levavam as comidas já quentes na hora do almoço e comíamos nas mesmas mesas de "trabalho". Os meninos da minha idade foram os primeiros a estrear esta bela pré escola, mas como naquele tempo as coisas eram bem mais simples, também andavam lá meninos mais novos. 

 

A Ana Lúcia era uma destas meninas, dois anos mais nova do que eu e muito engraçada... era bastante teimosa, tenho pena de não guardar mais recordações dessa idade, mas era demasiado criança... um dia, a bela da rapariga embirrou que só comia a canja se a professora lhe despejasse os morangos lá dentro. Bem dito, bem feito!!! Foi uma galhofa total!!!

 

Mas, numa tarde de inverno, ao sair do autocarro na paragem com a mãe, a Ana Lúcia foi a correr para casa que era do outro lado da estrada, fugiu da mão da mãe e correu... 

 

O camião que vinha em sentido contrário não a viu por causa do autocarro que estava estacionado e atropelou a menina. Foi um dos dias mais negros da aldeia. A Ana Lúcia tinha cinco anos e não resistiu aos graves ferimentos. A aldeia inteira chorou esta menina no seu funeral, o primeiro a que fui.

 

Nós éramos crianças. As crianças não deviam morrer. A Ana Lúcia também não.

 

Durante anos e anos permaneceu uma tristeza enorme por causa deste acidente, pouco a pouco os dias foram passando, os seus pais tiveram outros dois filhos e estes foram crescendo. De vez em quando lembro-me da Ana Lúcia, a primeira amiga que perdi.

 

Mas, na semana passada, todos os dias me lembrei dela. Todos os dias sentia no peito uma saudade e uma sensação esquisita. No sábado passado dia 18-02-2017, decidi ir ao cemitério, ao pé da pequena campa dela, rezar uma Avé Maria, conversar com ela.

 

Quando lá cheguei vi que a Ana tinha morrido no dia 18-02-1987, fazia nesse mesmo dia 30 anos que ela foi para o céu. E, não sei bem como, nunca percebi que ela nasceu e morreu em fevereiro... até à semana passada... e hoje seria o dia do seu aniversário!

 

O que passou, ficou no passado, dizem. 

 

Mas não é a soma de acontecimentos que vamos vivendo que faz de nós o que somos hoje? São momentos, vivências, sentimentos que fazem de nós esta pessoa que hoje somos e não outra... eu não quero viver presa ao passado, mas tenho em mim memórias que o tempo não apaga...

 

 

 

 

 

21
Fev17

O lugar mais cobiçado


Olívia

Voltando atrás no tempo, aos primeiros tempos de casados, as nossas refeições eram feitas numa mesa pequena (quatro lugares) que estava encostada a uma parede na cozinha; o meu marido num topo e eu do seu lado esquerdo, nem sei porque não comia também no outro topo... cerca de cinco anos depois chegou a Margarida e foi ela que ocupou então o lugar que faltava. Aliás estávamos justamente assim sentados a esta mesa quando lhe contámos da minha gravidez!

 

Quando a Maria nasceu e foi crescendo era preciso espaço para colocar a sua cadeira alta, daí que a mesa foi arrastada para o centro da estreita cozinha. Mantivemos então os lugares até desistirmos desta pequena mesa (está guardada na arrecadação) e começarmos a utilizar a mesa grande durante o dia a dia. 

 

O pai manteve o seu lugar no topo, eu e a Lúcia estamos do lado esquerdo e a Maria e a Margarida ficam do lado direito, e mais uma vez ninguém ocupa o outro topo da mesa deixando assim um lugar vago (com a mesa fechada). Mas, não é este o lugar mais cobiçado!

 

E então qual é? 

 

Pois, é o lugar do pai! Durante os dias em que o pai está em Lisboa, e nas várias refeições todas disputávamos o lugar... era do género: a primeira a chegar senta-se lá. E foi assim durante muito tempo.

 

Um dia, ao ler algumas coisas interessantes sobre as dinâmicas das famílias na hora das refeições e perceber que nem todas se sentam a jantar/almoçar ao mesmo tempo pelo menos uma vez por dia, fiquei a pensar na história do lugar do pai. 

 

(isto não é nada significativo eu sei, mas fazia-me confusão)

 

Então se o pai não está alguém ocupa o seu lugar? E, numa manhã tomei a decisão de que ninguém se senta naquele lugar a não ser o pai, se ele não está fica vazio. Como lembrança de que ele nos faz falta. De que ele estar em casa ou não, não é a mesma coisa...

 

E assim temos feito. Tentamos jantar sempre juntos, mas nem sempre conseguimos... por muitas razões, mas quando nos sentamos à mesa, nos nossos lugares, recordamos este "circulo" que construímos feito de aventuras, histórias, problemas e conversas...

 

IMG_20170214_194504.jpg

 

Esta fotografia foi tirada no dia 14. O pai fez-nos uma surpresa e ligou a meio da tarde para dizer que jantava connosco. Comemos a comida que tinha sobrado de véspera, fizemos a "bebida especial do Niall" (como lhe chamamos) comprámos um bolo de bolacha e morangos no Pingo Doce e tirámos os copos e os pratos bonitos dos armários, tudo muito simples... e no entanto transbordávamos de alegria!

 

O pai chegava para jantar connosco!... 

 

 

20
Fev17

Marcar momentos, caminhar no tempo


Olívia

Aproxima-se cada vez mais um dos grandes momentos da vida da igreja: A Páscoa. Mas antes da grande festa vêm- para mim - os quarentas dias mais "ricos" de todo o ano litúrgico. Mais ricos? Então o objetivo não é renunciar e fazer sacrifícios? Não é nesses dias que não se comem doces e essas coisas? 

 

Pode parecer contraditório, mas os dias em que abdicamos de algumas coisas são dias mais ricos nas coisas realmente fundamentais na vida pessoal, familiar e da comunidade.

 

Dizer que a quaresma é o tempo em que não comemos chocolates é muito pouco. É quase nada. Eu posso não comer chocolate por causa do colesterol. Se realmente quero viver uma caminhada com sentido a primeira pergunta será: qual é a coisa que - mesmo sabendo que não devias - fazes mais vezes? Aí, na resposta sincera podemos encontrar o nosso ponto de partida.

 

Um exemplo - ainda com o chocolate - imaginando que todos os dias saio de casa a gritar com toda a gente, num estado de nervos enorme; logo, se cada vez que não comer chocolate me recordar que devo ser mais serena, mais calma, mais controlada, o sacríficio já começa a ter algum sentido. Se ao fim dos quarenta dias, o meu comportamento tiver melhorado substancialmente, penso que esta minha renúncia teve o fim desejado: contribuiu para que eu mudasse e a partir daí basta esforçar-me por manter essa nova postura - com ou sem renúncia ao chocolate! Existem muitas outras coisas a que podemos renunciar e que não são nem comida nem bebida... renunciar às conversas pouco construtivas, à música alta, às horas que passamos nas redes sociais... enfim... tantas e tantas coisas que precisamos deixar "cair" na nossa vida para que outras coisas boas possam renascer nesse lugar!

 

 DSCF7539.JPG

 

 

Lembrete:

Na terça feira dia 28, além das brincadeiras é preciso "vestir" o canto de oração para a Quaresma. Não sendo uma coisa fundamental ajuda-nos - e às crianças - a entrar num outro momento da vida da igreja.

 

 

 

 

17
Fev17

Futilidades


Olívia

Sim. Também tenho daqueles momentos fúteis. Desde muito nova que sempre gostei de vestidos bonitos. Não tive muitos na juventude nem na idade adulta, aliás o meu vestido mais bonito foi o do casamento... mesmo assim, adorava ver os vestidos dos grandes acontecimentos na televisão como os Óscares ou as galas de Natal, etc... e passava horas e horas de lápis em punho a desenhar vestidos, depois agarrava nos papeis e mandava fora. 

 

Entretanto cresci e nunca perdi o gosto por ver os lindos vestidos das rainhas, das atrizes e sim, das noivas também... existem realmente pessoas muito talentosas, que conseguem criar belíssimas obras de arte com tecidos, pérolas, rendas...

 

Às vezes peço uma dessas revista tipo Vip e Caras ali à vizinha esteticista só para ver "os bonecos" e descansar o cérebro das coisa sérias da vida, eu não conheço dez por cento das pessoas que por lá vejo, mas sempre aprecio os modelitos...

 

E, desde há uns tempos que tenho tido grandes desilusões quando vejo pequenos resumos das "vedettes" nas passadeiras vermelhas... já não existem vestidos... elas vão nuas! O glamour desapareceu, o requinte, a beleza foi substituída pela exibição da nudez. Quanto mais nuas elas vão, melhor é a criação do estilista? A sério? Eu sei que não percebo nada de moda, mas sinceramente, desfilar com tudo à mostra não pode ser sinónimo de beleza e classe...

 

E por agora é só, a programação habitual segue dentro de momentos...

 

 

 

 

17
Fev17

Ora, ontem...


Olívia

... fui à Câmara Municipal, depois fui à conservatória, a seguir fui às finanças, voltei à conservatória, e novamente às finanças. Fui de carro, que as coisas ainda são longe umas das outras e a hora de almoço só tem duas horas...

 

Na verdade andei a tentar descobrir uma coisa, armada em detetive. E sabem que mais?

 

Descobri o que precisava e percebi que adoro desafios... escavar para descobrir coisas, observar, ver os pormenores... seguir a minha intuição, pesquisar... às vezes até me espanto com as coisas que descubro... umas propositadamente outras por acaso!

 

Perdeu-se uma detetive, está visto... mas para compensar ganhou-se uma comerciante que gosta de contas...

 

 

 

 

16
Fev17

Mãe...


Olívia

  • ... tenho um trabalho sobre a roda dos alimentos...
  • ... era para fazermos um trabalho para a exposição do dia dos namorados... Check
  • ... a professora deu-nos um poema para trabalharmos e expor na biblioteca...
  • ... é preciso ver as fotos para o concurso de fotografia, tens de me ajudar a escolher...
  • ... a professora disse que se quisermos podemos fazer um trabalho sobre uma lenda para expor na câmara...
  • ... 

Fevereiro está animado!!!

 

IMG_20170208_220736_932.jpg

 

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