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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Quinta-feira, 31.07.14

História XVIII o debate

O debate judicial

 

...

«Eis então chegado o dia do debate judicial, que não é mais do que uma forma de se decidir qual é o "supremo interesse da criança", temos uma família biológica, uma instituição e uma família amiga (aqui somos mesmo a  3ª e última hipótese, graças ao Sr.. Procurador que teve a sensibilidade de nos chamar para este debate, caso não o tivesse feito nunca poderíamos ter a hipótese de ficar com a Gui. 

Pressupõe-se que a audição dos convocados é feita individualmente pelo que quando eu entrasse o meu marido ficaria cá fora e vice-versa, o que eu não tinha noção era se a família biológica se cruzaria connosco, de todas as formas fomos "avisados" para não responder a provocações, manter o "nível" e acima de tudo ignorar alguma coisa que fosse dita. De notar que a Gui também seria ouvida, mas iria com a sua tutora legal (da instituição) uma vez que a idade já o permitia.

 

Nesse dia acordámos cedo, nervosos e cheios de ansiedade. Estávamos em Março de 2008 e eu estava grávida de 5 meses, que se notavam e muito! 

 

Chegámos ao tribunal e não se via praticamente ninguém. 

Aquilo que se passou a seguir apenas merece umas breves linhas porque só de pensar nisso me agonia e me deixa muito triste, mesmo antes de dar conta aparece a dita senhora, chamada progenitora (não confundir com mãe, pois a mãe cuida dos seus filhos) e começa a disparar impropérios por todos os lados, que nós lhe queríamos roubar a filha, que a filha era dela, que lhe estávamos a desgraçar a vida, que me matava a mim e ao bebé, e por aí fora... naquele átrio só se ouvia a mulher histérica a gritar, a gritar cada vez mais... apenas uma pessoa ficou ao pé da porta a ouvir, todas as outras pessoas dispersaram, nós já íamos avisados, mas confesso que nunca pensei que fosse assim. Só tínhamos vontade de lhe dar um par de estalos, mas o meu marido apenas pediu que se chegasse para trás, uma vez que eu estava sentada e ela estava praticamente em cima de mim.

Nesse momento ouvem-se chamar uns nomes no piso de cima, entre os quais o dela, deixámo-la ir e depois de ouvirmos também os nossos  lá fomos... a tentar recuperar do sucedido.

 

(bolas que está a ser difícil escrever este texto)

 

Neste momento apenas estava com medo pela Gui, por aquilo que esta senhora lhe dissesse quando a encontrasse ali no tribunal, pelas ameaças, mas um olhar para as técnicas da instituição deu-me a sensação que a coisa estaria controlada, tudo fariam para que elas não se cruzassem.

 

Foram ouvidas algumas pessoas, que eu não conhecia, depois o meu marido, depois a Gui, que passou por nós "camuflada" pela capa negra da escrivã e que ia escondida, apenas eu e o meu marido demos por ela passar...depois entrei eu enquanto ela saía para uma sala contígua à nossa e lá ficava escondida protegida.

 

Lá dentro foi tudo muito simples, quando estamos nesta batalha por amor nada nos derruba!

O procurador do ministério público conduziu o seu "interrogatório" apelando ao sentimento, perguntando coisas que me levaram literalmente às lágrimas, fez-me descrever alguns dos episódios mais significativos destes 6 meses... e confesso que chorei ainda mais quando disse que a minha maior dor não era ela não ficar connosco, mas o facto de ela voltar à vida que tinha, sem futuro, sem apoio... (ok, já entenderam que chorei mesmo muito...)

O advogado de defesa da família biológica apenas me perguntou onde trabalhava e quanto ganhava, até aqui se pode ver que não nos iria dificultar a vida, afinal ele defendia uma pessoa disfuncional, que não amava os filhos e não se arrependia disso.

 

Depois do meu testemunho (emotivo) fiquei um pouco na sala a aguardar que se preparasse a saída da Gui pela outra porta ao mesmo tempo que a progenitora entrava pela porta onde eu íria sair, no entanto e em "off" os juízes perguntaram-me como estava, como corria a gravidez, ao que respondi que pelo menos esta eu sabia que eram 9 meses já a da Gui... eles concordaram (até porque nada nos garantia que o tribunal decidisse a nosso favor, apenas a fé nos iluminava o caminho) o juiz perguntou-me se estava a par do processo, e eu respondi com sinceridade, sabia que estávamos no debate, art. 116º, mas que daqui para a frente desconhecia como seria, foi uma conversa informal que me esclareceu e me acalmou os nervos.

 

Fui "convidada" a ficar a assistir ao que a progenitora tinha a dizer e eu recusei, fiz bem sabem? Eu não teria aguentado ouvir tantos disparates e depois ainda fazia alguma coisa de que me iria arrepender, é que o bom senso tem limites... quando saí soube que não tinham dado pela Gui, ela estava a "salvo" já fora do tribunal.

 

A senhora que ficou perto de nós aquando daquela triste cena de gritaria veio ter connosco e ofereceu-se para ser nossa testemunha caso quiséssemos apresentar queixa na polícia, o que nós não fizemos, é que para gente desta, quanto mais longe melhor... mais uma etapa... mais um passo, mais umas semanas para recuperar... e acho que nunca recuperarei!

 

A incerteza deste dia fez com que tivessemos repensado a nossa vida... colocando a hipótese de se ela ficar na instituição sem poder ser adoptada a acolhermos como "afilhada" e cuidarmos dela, mesmo sem papeis...»

 

A Mãe

 

 

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 30.07.14

Música ou barulho?

Na semana passada houve novidades cá em casa!

 

A  nossa família não tem formação musical de espécie nenhuma tirando as aulas de música obrigatórias no 5º e 6º ano. Cantar não é connosco, mas as pequenas de vez em quando cantam umas músicas...

Este ano tivemos a graça de conhecer uma outra realidade: uma família que sabe tocar instrumentos, em que todos cantam e se alegram por isso... e ficámos com um bichinho a mordiscar... tal como já percebemos não fomos os únicos... outras famílias também se encantaram e estão a aprender a tocar instrumentos!

 

Depois de analisar os vários instrumentos apenas a flauta poderia ser tocada cá em casa, mas não existem muitas pautas disponíveis com as músicas... então as meninas viraram duas latas de colocar os lápis e as canetas e foram buscar uns paus e fizeram um tambor, que durante pelo menos um mês acompanha os nossos cânticos!

 

Uns dias mais tarde em passeio pela rua onde trabalho e ao olharmos para a montra da loja de música eis que vemos uma linda pandeireta... ali mesmo à nossa espera... e umas semanas mais tarde acabei por ir lá buscá-la juntamente com um "ovo" que tem uns grãos lá dentro e faz um som muito bonito! 

 

A alegria lá em casa foi enorme! Antes da oração cantámos e tocámos os nosso belos instrumentos, aos nossos ouvidos foi uma bela música e uns momentos verdadeiramente divertidos e alegres, aos ouvidos dos vizinhos...nem quero pensar!!!!!

 

Mas, afinal o que importa se não somos bons músicos quando temos alegria e vida em família?

Que importa que façamos barulho em vez de melodiosas músicas se Deus sabe que o nosso esforço e o nosso louvor é verdadeiro?

 

(já cá está a foto!!!) 

 

 “A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações.” 

Colossenses 3:16

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por Olívia às 06:00

Terça-feira, 29.07.14

História XVII

(A nossa história pode ser seguida do início através da Tag História)

...

 

«Hoje ao olhar para o que passou tenho a certeza de que tudo aconteceu no tempo próprio, mas penso muitas vezes se teria de ter sido assim tão difícil? Não podia ter sido só: Gostam da Gui como pais? Então podem ir registá-la no Registo Civil com o vosso nome!

 

Claro que as coisas não são assim. Continuando a nossa história e para que se percebam estas coisas é preciso ler tudo o que existe para ler sobre a adopção (também não é muita coisa...) logo eu que nunca tive medo de ler Leis e Decretos -Lei...

 

Resumo:

Medidas de Promoção e Protecção de Crianças e jovens, o que são?

 

As medidas de promoção e protecção estão previstas na Lei de Promoção e Protecção e são de aplicação exclusiva pela Comissão de Protecção ou pelo Tribunal.
Estas repartem-se em dois tipos: as medidas em meio natural de vida - apoio junto dos pais, apoio junto de outro familiar, confiança a pessoa idónea, apoio para autonomia de vida, e, as medidas de colocação - acolhimento familiar e acolhimento em instituição. 

 

 

Em casos em que as medidas de promoção e protecção de vida das crianças passa pela institucionalização, a família biológica é sempre apoiada e terá sempre uma oportunidade de mudar ou melhorar a sua vida para que as crianças possam regressar a casa. Existem organismos e técnicos que trabalham com as famílias que realmente querem os seus filhos, mas que, por causa do desemprego ou de ter perdido a casa não têm condições para que a família esteja junta. Sim, porque existem casos em que por mais boa vontade e amor que haja sem trabalho, casa, comida não se consegue mesmo providenciar o mínimo de condições aos filhos. Sempre que existe boa vontade, esses técnicos ajudam a encontrar trabalho, uma casa com condições e atl para que os pais possam deixar as crianças enquanto trabalham. E assim se tenta reconstruir um lar.

 

Do outro lado da "linha" estão aquelas famílias que acham que os filhos são "coisas": pertencem-lhes, permitem ter uma série de abonos, e podem muito bem ficar sozinhos para que aprendam a desenrascar-se. 

Não cuidam deles porque não querem, porque tudo na vida é mais interessante do que cuidar de crianças pequenas... porque têm muito que fazer por aí e não têm tempo de procurar trabalho, nem estar em casa a tomar conta deles. Pois a verdade é que existem casos destes por todo o lado, em praticamente todas as cidades deste nosso país...

 

Depois das várias tentativas para que a família biológica das crianças comece de novo e esta teima em não fazer nada para que as coisas mudem, há medidas a tomar. 

 

Teria sido mais fácil que a família biológica chegasse à conclusão de que se deixasse a Gui ir para a adopção ela poderia ter uma vida melhor, mas estas pessoas são mesmo assim, nem fazem nada pelos filhos nem deixam que os outros façam (basta saber que em seis meses apareceram três vezes para a visitar e moravam tão perto da instituição...).

 

Assim, e sem o consentimento da família biológica, resta-nos que o tribunal decida o melhor para a Gui e teremos de seguir de acordo com a Lei portuguesa (Lei  147/99 com as alterações na 31/2003 de 22 de Agosto) para um debate judicial - Art. 114º

 

 

Chega a notificação do tribunal com a data marcada...

 

O debate judicial será efectuado perante um tribunal composto pelo juiz, que preside, e por dois juízes sociais (pessoas que não são juízes e que são nomeadas da sociedade civil)


Artigo 116.º
Organização do debate judicial
1 - O debate judicial é contínuo, decorrendo sem interrupção ou adiamento até ao encerramento, salvo as suspensões necessárias para alimentação e repouso dos participantes.
2 - O debate judicial não pode ser adiado e inicia-se com a produção da prova e audição das pessoas presentes, ordenando o juiz as diligências necessárias para que compareçam os não presentes na data que designar para o seu prosseguimento.
3 - A leitura da decisão é pública, mas ao debate judicial só podem assistir as pessoas que o tribunal expressamente autorizar.

 

Assim, não estávamos mais perto de conseguir ser pais da Gui... ainda havia uma longa batalha pela frente... e nem fazíamos ideia do que aí vinha...»

 

A Mãe

 

 

 

 

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Segunda-feira, 28.07.14

Leituras...

Os livros na nossa casa são muito estimados, com eles aprendemos, viajamos, sonhamos e rezamos... eu sempre gostei de ler e confesso que uma das coisas que mais gosto de fazer é viajar através das páginas de um livro, ir até ao local da história, estar com as personagens e viver as suas aventuras!

 

Cá em casa temos livros na cozinha/sala de jantar, nos quartos e na sala... no móvel da entrada também estão alguns! Quando não se sabe o que fazer o melhor é pegar num livro e ler...

 

Depois de nos tornarmos Família de Caná o nosso local de oração foi "promovido" e está agora na sala, não é nada muito elaborado, é um local simples onde colocámos frases, imagens e onde colocámos também os nossos livros de oração - para todas as idades - desde a Bíblia ilustrada (infantil) à nossa Bíblia de família, aquela que recebi no 4º ano de catequese e que trouxe comigo para a minha nova casa. Está velhinha e até tem sublinhados... mas ao olhar para ela vejo que é bom sinal! 

 

Agora temos por hábito numa noite contar uma história da Bíblia e na noite seguinte fazemos ou pintamos um desenho que ilustra a história da noite anterior, é bom porque assim meditamos mais tempo na história! Uns dias andamos com Moisés no deserto, outros estamos com Jesus num barco no meio do Lago!

 

Juntar a família em torno de histórias da Bíblia é aproximar a família de Deus e torná-la mais unida.

 

 

Estou ainda a preparar a nossa leitura e meditação das histórias cá em casa através do livro "Os Mistérios da Fé I" (a ver se conseguimos começar durante o mês de Agosto).

 

 

Este é um livro que eu considero um guia, quer para quem sabe muito sobre a Bíblia, quer para quem sabe pouco ou quase nada... é fascinante o modo como nos apresenta a vida do Povo de Deus através dos tempos seguindo os mistérios do terço, mas mais fascinante ainda é a relação entre o Antigo e o Novo Testamento.

 

Neste guia além das leituras temos um texto que nos situa no tempo e no espaço e nos explica de forma muito simples e fiel o que está nas leituras, temos ainda perguntas para recordar e sugestões de actividades práticas para viver a Palavra; no final temos uma oração como resposta a tudo aquilo que aprendemos!

 

Agora que os dias são maiores e temos mais tempo (!?) podemos dedicar-nos com mais afinco à leitura!!!

 

 

 

 

 

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por Olívia às 06:05

Domingo, 27.07.14

História XV

...

 

«Entretanto vamos à entrevista na Segurança Social...

 

Escusado será dizer que esta não é de todo das melhores recordações a guardar na nossa memória, quem passou por ela (elas) sabe bem aquilo que eu quero dizer, para quem nunca lá foi e ainda há-de ir fica um conselho amigo: Nós vamos lá porque queremos muito um filho, não vamos lá para ser enxovalhados, sabemos o que queremos e não temos medo deles!

 

Depois deste pequeno desabafo posso então andar mais uma etapa na nossa história, penso que a convocatória tenha sido feita por telefone, mas não me recordo ao certo. Avisámos no trabalho e naquele dia lá fomos. Ao ver a técnica que se apresentou logo com todas as credenciais (adoro quando as pessoas dizem eu sou a Dra. Ana p.ex. até me arrepio toda...) «e aqui está a Dra.. Tânia, a psicóloga que estará presente durante a entrevista»... 

 

Escusado será dizer que aquilo foi uma entrevista muito comprida.... onde basicamente respondemos às questões que já tínhamos preenchido no questionário (não fossemos nós ter inventado alguma coisa...) Depois vem a questão da barriga proeminente, e de que provavelmente nós não aguentaríamos duas crianças de uma vez, porque muitos casos corre mal etc etc coiso e tal.

Reconheço agora que as senhoras estavam a fazer o trabalho delas e o problema nem foi o que nos disseram ou os avisos que deixaram, mas a maneira de falar e o tom autoritário como que o fizeram.

 

O pior veio mesmo no final, já depois de uma pessoa estar de rastos por ver a sua infância, adolescência e vida adulta ser esmiuçada, então não é que levantaram a questão de não ser possível a adopção por eu estar grávida... saímos de lá em estado de choque, nunca pensei que me poderia sentir assim, valeu-me sempre a convicção nas minhas ideias, valeu-nos o mútuo apoio um ao outro enquanto casal.

 

Passado o choque que durou pelo menos 3 dias (em que chorei, desabafei, me revoltei e me acalmei), resolvi imprimir todas as leis sobre a adopção em Portugal e durante um dia inteiro li aquilo de uma ponta à outra, confirmei que nada havia escrito sobre o facto de uma pessoa grávida não poder adoptar.

 

Liguei para a SS e pedi uma reunião, quando as técnicas bem entendessem:

- Mas qual é o assunto?

- Nada que se possa falar pelo telefone.

- Bem vamos agendar, será preciso a presença da psicóloga?

- Façam como entenderem, preciso só de saber a data.

- então fica para dia x. Mas tem a certeza de que está tudo bem? (parece que a assustei!!!!!)

- Há-de ficar tudo bem depois de aí irmos, o meu marido também irá.

Despedimo-nos cordialmente.

 

Quando chegámos (confesso que estava cheia de nervos, mas aparentemente calma) apresentei a Lei 147/99 de 01 de Setembro e a Lei 31/2003 de 22 de Agosto devidamente impressas (com o patrocínio do meu local de trabalho, foi por uma boa causa) e perguntei:

 

- Então digam-me lá onde é que diz na Lei que por estar grávida não posso adoptar?

 

(espanto, silêncio, e uma tentativa fraca de resposta)

 

- Pois, mas nós não dissemos isso assim, foi só para ver se tinham mesmo a certeza de que queriam dar esse passo tão importante e que não tem volta a dar...

 

Bem, mais uma vez deixámos bem claro que era o que queríamos, que não havia volta a dar, que o tribunal estava a fazer de tudo para nos dar essa hipótese e não era a SS que a ia retirar.

 

Mais uma etapa, sofrida... chorada e vencida!»

 

A Mãe

 

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna".

João 6, 68

 

 

 

 

 

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Sábado, 26.07.14

Em Obras...

Quem nos conhece sabe que a nossa família é do género de família que adora mudar as coisas em casa, as paredes estão sempre a mudar de cor, os móveis de lugar... enfim isto já dura desde o ano 2000 quando começámos a construção da nossa casa... mesmo tendo sido nós os dois a fazermos a planta da casa não conseguimos ser-lhe fiéis até ao fim... o quarto passou a sala junto com a cozinha, a sala passou a quarto e por aí fora, o arquitecto prontificou-se a deixar mudar e depois faríamos uma planta final de alterações!

 

Na verdade nós construímos a nossa casa aos fins de semana com ajuda dos nossos pais (sim eu era a servente, o namorado era o oficial) demorámos cerca de 2 anos a terminá-la (bem, terminar não é propriamente o termo correcto porque ainda andamos a mudar umas coisas...) e quando ela estava finalmente concluída, decidimos casar! Estava eu no 3º ano do curso...

 

Um dos grandes sonhos que temos (daqueles que provavelmente nunca iremos realizar, mas que nos deixam os olhos a brilhar e que nos ocupa horas e horas de conversa) era remodelar uma casa antiga, do género palacete abandonado que tanto vemos por aí neste Portugal que deixa cair as suas casas... nós somos assim em especial o Pai! Reutiliza móveis, inventa sistemas de aquecimento, consegue fazer um "furo" de água de forma manual no quintal... a construção faz parte da sua vida profissional, mas também da nossa vida familiar.

 

Esta conversa vem a propósito de um programa de televisão que infelizmente já terminou ao fim de 10 temporadas, mas que está praticamente todo no youtube (é assim que vejo algumas séries que gosto durante a hora de almoço) - Extreme Makeover Home Edition!

 

Este é um dos meus programas favoritos tem duas vertentes muito importantes: a da construção e a da ajuda a quem realmente merece. Deixo aqui um dos muitos episódios "A família Jacobo", sei que não tem legendas, mas mesmo assim decidi colocar aqui este testemunho, até já há muita gente de férias e este programa é muito, mas mesmo muito bom!

 

Muito resumidamente este programa liderado por Ty Pennington tem uma equipa de 3 a 5 designers que com a ajuda de milhares de voluntários e de construtoras americanas constroi uma casa em 7 dias para uma família especial.

 

Aqui temos uma família com 4 crianças que decidiu acolher 5 sobrinhos que sofriam de maus tratos e adoptá-los. Agora terão uma casa suficientemente espaçosa para todos!

 

 

 

 

 

 

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Sexta-feira, 25.07.14

História XIV *O Primeiro Natal*

 e porque faltam 5 meses para o Natal...

 

«

...em nossa casa o Natal é festejado sempre com a família, este ano (2007) não seria excepção. Ainda para mais seria o primeiro Natal com uma criança em casa! E com um bebé a caminho! A barriga já se nota a crescer e a alegria continua bem estampada nas nossas caras.

 

Depois de alguma incerteza quanto ao Natal da pequena Gui, que nos deixou pela primeira vez cientes de que ela não era nossa filha e portanto, nenhuns direitos teríamos, ficou acordado que a iríamos buscar no último dia de aulas antes das férias de Natal e a levaríamos na véspera do início do 2º período evitando assim uma série de contratempos que se estavam a atravessar no nosso caminho e de que não falarei aqui, pelo menos para já...

 

O tão aguardado dia chegou e este ano com boa notícias: pela primeira vez a Gui está a progredir na aprendizagem, o esforço já se nota ainda que não seja nada do outro mundo, isso já nos enche a alma! 

 

A animação é mais do que muita!!! Serão quinze dias seguidos em casa, no seu quarto, com a sua nova família.

 

A tradição da família é fazer o presépio e a árvore de Natal no dia 8 de Dezembro, e irá manter-se também este ano! Para não variar muito chove nesse dia, mas o super-pai regressa com as caixas do musgo e fazemos a árvore e o presépio, o Menino Jesus é guardado para ser colocado na noite de Natal, mais uma tradição nossa!

 

É de facto uma grande alegria ter a casa toda enfeitada, presentes debaixo da árvore e acima de tudo o coração cheio de alegria. 

Uma das coisas mais curiosas deste Natal foi o facto de mais de uma pessoa, que não é da nossa família, ter vindo ter connosco e nos oferecer um presente para a Gui devidamente embrulhado e etiquetado para abrir na noite de Natal! As pessoas são de facto surpreendentes!

 

Foi um bonito Natal em família, em partilha... dentro das "botas" colocamos um papelinho com os nossos pedidos:

 

- o da Gui além de brinquedos era que recebesse esta família como sua, para sempre.

- o nosso era que a Gui pudesse ser nossa filha... no papel, pois no coração já era!»

 

 A Mãe

 

 

 

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Quinta-feira, 24.07.14

Em modo micro-férias

Num destes fins-de-semana entrámos em modo férias, quer dizer micro-férias!

 

Nós nem somos muito exigentes, trabalhamos por conta própria por isso as férias não são um assunto a discutir, enquanto há trabalho trabalha-se e agradece-se a Deus por isso. Quando não há contêm-se as despesas, procura-se trabalho e confia-se na Providência Divina.

 

De vez em quando dedicamos algum tempo à família "fora do ninho", neste caso juntámos o 1º reencontro das Famílias de Caná com uma ida ao norte e estada por lá durante o fim-de-semana.

Posto isto era preciso encontrar um local com os 3B's: Bom, Bonito e Barato. O local encontrado foi o Pharmacy Hostel, que como o nome indica não é um hotel, mas uma pousada. Uma "unidade hoteleira" com grande simplicidade, originalidade e onde nos receberam de forma simpática e prestável!

 

 

O fim de semana começou às 6 da manhã de sábado:

 

Acordar cedo, despachar, arrumar as coisas no carro, verificar a lista de "coisas a não esquecer" e abalar!

 

A viagem fez-se muito bem e chegámos cedinho ao local combinado, depois de nos juntarmos às outras famílias (que na maioria não conhecíamos) fomos então para a Mata do Buçaco. Um lugar de uma beleza natural, cheio de história!

 

 

Passámos então o sábado na Mata do Buçaco entre amigos, as crianças divertiram-se quase tanto como os adultos, pois que nós podemos ser mais velhos, mas sabemos aproveitar bem o dia!

Trocámos experiências, ideias, conversámos, celebrámos o amor do Pai em comunhão com a natureza! No final do dia o cansaço era muito, mas o que trazíamos no coração era maior!

 

 

No domingo acordámos ao som da chuva que batia na janela do telhado do hostel, ah como foi bom acordar sem preocupações... foi só chamar a criançada e tomar o pequeno almoço em clima de "família"! Seguimos para o Santuário onde estivemos na celebração da eucaristia. O restante dia foi passado com uma família realmente espectacular!

 

 

Ficarão na nossa memória estas férias de +/-48h... pois quando sabemos aproveitar bem o tempo, tudo nos parece grandioso!

 

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 23.07.14

História XIII

 (A nossa história começa em História I - pode ser seguida através da tag História)

 ....

 

«Como sempre aos fins-de-semana a Gui conta-nos o que se vai passando na escola, entre outras coisas que gosta de partilhar connosco. Numa dessas conversas diz-nos que irá a tribunal falar como o "Luís", que estranho penso eu, quem será este senhor? O que se passará? Realmente ela parece nervosa e preocupada... tento saber através das pessoas da instituição que estão sempre dispostas a falar connosco e descubro que afinal ela será presente ao Procurador do Ministério Publico, que ela encara como um "Juiz" (Luís=Juiz) a fim de se decidir o seu futuro. 

 

Eu e o meu marido falamos na necessidade de estarmos lá com ela pois assim é provável que esteja mais calma. Combinamos então ficar em casa de "férias" um dia para irmos com ela ao tribunal.

 

Depois da conversa numa sala do tribunal, à qual nós não assistimos porque não somos "família", mas em que a directora da fundação está com ela, para que não se sinta só, somos chamados para uma conversa informal.

 

Daqui nasce o primeiro rebento de esperança. soubemos que a Gui falou de nós com muito carinho e nós declaramos que queremos adoptá-la.

 

Ok.

Calma lá com a conversa... as coisas não são assim tão simples... claro que não são.

 

  1. Não sabemos se a Gui pode ser adoptada;
  2. Mesmo como família de acolhimento não temos prioridade sobre a Lista Nacional de Adopção;
  3. Não sabemos onde anda a família biológica.

Mas a decisão está tomada, informamos também sobre a gravidez e decidimos dar o primeiro passo que é entregar o requerimento na Segurança Social (SS) da nossa área de residência, com todos os (muitos) documentos exigidos anexados (certidões nascimento, casamento, atestado de residência, declarações médicas, registo criminal, documentos pessoais... ui... nunca mais acaba) aos quais acresce um questionário (para cada um de nós) com cerca de 40 perguntas (infelizmente já não o encontro na Internet e gostava de o colocar aqui porque aquilo era cá uma "dose") perguntas essas que esmiúçam a nossa vida desde que nascemos até ao dia em que o preenchemos.

 

Depois de dias a juntar a papelada toda dirigimo-nos à SS a fim de oficialmente dar início ao processo. Somos recebidos por uma técnica que nos informa que deveríamos ter primeiro uma sessão de esclarecimento e só depois ir recolher a papelada... a sério???

 

Mas não foi o que nos disseram no atendimento "geral"... chamada a directora que nos recebe cordialmente e diz que já que ali estávamos dava uma vista de olhos a ver o que faltava. (ai ai)

 

Minutos mais tarde viu que não faltava nadita (!!!) e aceitava a entrega dos documentos.

 

Uma olhadela mais atenta para o dito formulário e repara que estou grávida... mais uma olhadela e na questão da idade, sexo, características da criança viu que escrevemos o nome da menina (não o que tem hoje, mas o que tinha na altura).

 

Pára tudo! «Expliquem-se por favor!»

 

Resumidamente pomos a senhora ao corrente da situação, de como a conhecemos, do que falámos em tribunal... para ouvir um: «pois, mas mesmo assim não sei se poderão ficar com esta menina»

 

Pois... nem nós... mas isso não nos impede de tentar, certo?

 

Era o dia 13 de Dezembro de 2007! Um dia muito importante para nós!

 

Muito ainda estaria para acontecer...»

  

A Mãe

 


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Terça-feira, 22.07.14

Relatório CASA

Por acaso alguém conhece ou já ouviu falar do relatório CASA?

 

Eu nunca tinha ouvido falar. Numa das minhas pesquisas sobre estes assuntos encontrei um "Observatório da Adopção" em Portugal e liguei logo para lá, na esperança de encontrar informação que respondesse a tantas questões que me surgem, mas a resposta não foi a que eu esperava, apenas me informaram para procurar na Segurança Social o tal CASA, bastava "googlar" e encontrava logo.

Não é que a senhora tinha razão?

 

Foi-me dito que sairia em Abril o relatório relativo a 2013, e aqui a Mãe aguardou pacientemente e até agora nada, nadita, foi entregue, mas ainda não foi publicado. Queria tanto ver a evolução das adopções em Portugal... terei de aguardar mais uns tempos, mas para os mais corajosos, aqui fica um resumo de acordo com a Renascença:

 

«O número de crianças institucionalizadas diminuiu em 2013, de acordo com o relatório do Instituto da Segurança Social que o ministro Pedro Mota Soares entregou esta quarta-feira, no Parlamento.


O relatório de Caracterização Anual da Situação de Acolhimento das Crianças e Jovens CASA 2013, revela um decréscimo de 112 crianças e jovens acolhidos. No ano passado, 10. 951 crianças e jovens foram referenciados e, destes, 8.445 foram casos de acolhimento institucional, um número que tem vindo a baixar nos últimos anos. 

A excepção é a faixa etária dos 15 aos 17 anos. Em 2013 estavam em instituições de acolhimento 2.839 crianças e jovens dessa faixa etária, mais 95 em relação ao ano anterior, mais 136 em relação a 2011 e mais 233 em relação a 2010.

Motivos para a retirada do menor à família
O relatório identifica duas problemáticas centrais que justificam a decisão de retirada do menor da família e o seu acolhimento em instituição: a falta de supervisão e acompanhamento familiar e a exposição a modelos parentais desviantes, ou seja, dificuldades relacionadas com a célula familiar e não com a criança ou jovem, mas o  relatório não relaciona o contexto familiar com a actual crise financeira.

As entradas e saídas do sistema de acolhimento estão quase niveladas, ou seja, entraram 2.253 processos e saíram 2.505, mas não significa que sejam as mesmas crianças e jovens. 

 

A maior parte dos jovens fica institucionalizada no distrito onde vive, mas há mais de 1.100 que foram deslocalizados, porque há mais oferta de vagas ou porque é preciso levá-los para longe dos factores de risco.

Nos centros temporários de acolhimento, a média de permanência foi de menos de seis meses, mas há 299 crianças e jovens que estiveram mais de dois anos acolhidos.

 

A preocupação com os jovens que depois dos 18 anos não tem condições para viverem sozinhos, ou seja, serem autónomos, porque estão a estudar ou à procura de emprego, está a implicar uma aposta nos apartamentos de autonomização. No ano passado, foram abrangidos 31 jovens e, para este ano, o objectivo é aumentar as vagas.

 

Por outro lado, há também a necessidade de encontrar respostas para os jovens com deficiência, que vão ficar institucionalizados. No ano passado, foram identificados 385 jovens com mais de 21 anos nesta situação.

 

No caso das famílias de acolhimento há 374 processos, mas este modelo tem ainda pouca expressão. Para este ano, a Segurança Social prepara um novo referencial técnico para o acolhimento de crianças mais novas, até aos três anos de idade. O objectivo é aumentar este tipo de resposta social, através de instituições que vão ficar responsáveis por uma bolsa de famílias de acolhimento.

 

A formação para as novas problemáticas do acolhimento de crianças e jovens é também uma aposta. Vão ser feitas 200 acções de formação para quatro mil técnicos das instituições que já trabalham no acolhimento e cerca de 100 técnicos do Instituto de Segurança Social.

 

O relatório indica que no ano passado foram adoptadas 987 crianças e jovens. Quanto ao apadrinhamento civil, continua a ser pouco expressivo, havendo registo de 26 casos. O documento revela ainda que, em 2012, foram apadrinhadas civilmente 19 crianças ou jovens.

Na apresentação do relatório, o ministro da Solidariedade e Segurança Social destacou o facto de menos crianças e jovens terem necessitado de ser institucionalizadas, o que sugere que os problemas estão a ser detectados e abordados mais cedo.

Pedro Mota Soares sublinha que os que foram para instituições estiveram lá menos tempo e promete o reforço da promoção de técnicos para conseguir manter este caminho.»

 

Só nos resta ter esperança e confiança!

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por Olívia às 06:00

Segunda-feira, 21.07.14

História XII

Início da nossa história em: História I

 

...

 

« A nova rotina instalou-se na nossa casa, durante a semana telefonávamos à Gui, à sexta feira vinha a casa e depois regressava à semana escolar. Foi uma adaptação gradual, mas instintiva. Não nos passava sequer pela cabeça deixar de saber pelo menos dia sim dia não como ela estava, nem passar um fim-de-semana sem a irmos buscar.

 

Apesar do nosso trabalho ser em Lisboa nada nos impedia de continuar com esta forma de viver. A certa altura a eu fiquei adoentada, mal conseguia comer, sempre mal disposta, meio esquisita.. passaram-se dias e eis que umas mentes iluminadas no trabalho (Catarina, Isabel e Custódia) sugeriram aquilo que eu nem sequer me lembrei: fazer um teste de gravidez... saí do trabalho em direcção à farmácia, ouvindo um "boa sorte" à saída.

 

O resultado foi positivo! A notícia depressa se espalhou, primeiro na família, depois no trabalho, e depois na aldeia! Muitas pessoas ficaram admiradas porque no seu entender tínhamos uma menina em casa porque não podíamos ter filhos, uns alegraram-se, outros pensaram que a Gui deixaria de vir a nossa casa como se uma criança fosse do género descartável)...

 

Nós andávamos felicíssimos... claro que estávamos!

 

Tínhamos no entanto uma tarefa pela frente, contar à Gui que vinha lá um mano ou mana... sim porque nesta fase do campeonato pensávamos já seriamente na adopção, se bem que ela ainda não tinha o seu plano de vida definido em tribunal.

 

Depois do jantar, enquanto se conversava sobre os avanços escolares (além das educadoras da instituição também nós víamos os cadernos diários, trabalhos e recados da professora, para ir controlando os estudos) resolvemos contar que eu estava grávida.

 

A Gui até chorou de alegria! Finalmente a casa deixaria de ser tão vazia! Depois foram as perguntas sobre quando nasceria, de que tamanho já era....

 

Entrávamos assim numa nova fase!»

 

A Mãe

 

 

 

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Domingo, 20.07.14

"Adopted"


Onde está a nossa raiz? Na genealogia pura? No amor?


Encontrei uma imagem na Internet e achei curiosa:





Todos temos uma história que conhecemos com maior ou menor pormenor. Num Natal foi-me oferecido um "Livro de Família" muito bonito onde vamos escrevendo a história da nossa família.


Quando o comecei já a Gui estava connosco, mas ainda não tinha sido oficialmente adoptada. Decidi então colocar lá o seu nome como nossa primeira filha, um acto arriscado, mas confiante no futuro.


Este ano voltei a pegar nele (esta história de ocupar o tempo de forma produtiva está mesmo a funcionar) Aos serões vou preenchendo página a página a nossa história.


Sabemos de onde a Gui veio, faz parte da sua vida, mas isso não condiciona o futuro. Estamos a aprender a ser família todos os dias. Se nuns dias as coisas correm mesmo muito bem, noutros valha-nos Deus!!!


O mais importante é sentir que estamos unidos, que devemos continuar em frente, aceitar o nosso passado, aprender com ele.


A adopção é como uma tatuagem, num momento não existe, noutro está gravada para sempre em nós!


Que Maria Auxiliadora nos dê a graça de sermos sempre uma Família unida!

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Sábado, 19.07.14

Famílias de Caná

A blogosfera nacional está bem recheada de coisas muito interessantes, pouco interessantes e nada interessantes.

 

Ao longo dos tempos tenho seguido alguns blogues de organização: Dona de Casa Perfeita e Organize sem Frescuras, depois adicionei alguns blogues familiares: Mum's the boss, Pais de Quatro, Profissão Mãe.

 

Cada um destes espaços responde a muitas das inquietações da vida "caseira" e familiar. No entanto havia uma vertente que nunca era falada, reflectida e comentada... a vertente espiritual.

 

Através do Pais de Quatro conheci Uma Família Católica. Aqui, neste espaço encontramos uma forma de viver a religião católica em família, somos convidados a meditar, viver e partilhar as nossas experiências em clima de alegria!

 

Respondemos ao convite desta família e deslocámo-nos a Mogofores, passámos um dia com outras quatro famílias e partilhámos a nossa vivência, nem todas as famílias decerto se identificarão com esta forma de vida, a nossa no entanto identificou-se e passou a ser uma Família de Caná.

 

Aqui fica a nossa opinião do retiro:

 

Como prometido quero deixar aqui o meu testemunho, se bem que é difícil deixar em palavras tudo aquilo que me passa pela cabeça e pelo coração depois deste retiro. 
Começo por dizer que caso alguém esteja na dúvida se deve ou não participar, participe, não se irá arrepender de passar um dia na companhia da sua família, de famílias católicas, da família Power e da família de Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. 
Poderá ser complicado ir para longe, de carro com crianças e jovens deixando as nossas coisas para fazer, matérias para estudar, trabalhos para acabar, poderá ser complicado despender de algum orçamento familiar para poder fazer esta viagem, mas as coisas podemos sempre fazê-las noutros dias e o dinheiro podemos sempre fazer um mealheiro em família para podermos sair nestes dias!
E vale mesmo a pena chegar a este retiro, ser-mos recebidos como amigos, estar em Paz. Aqui escutámos, cantámos, reflectimos, conversámos sempre descansados porque as nossas filhas estavam a divertir-se muito na companhia das outras crianças e jovens! 
Louvámos Deus e a sua mãe Maria Auxiliadora!
No caminho de regresso a casa trouxemos uma bagagem imensa, não dessas que se colocam no carro, mas daquelas que fazem o nosso coração transbordar.
A Mimi contou-nos que não se irá esquecer de fazer a nossa Bíblia sempre feliz! A Gui não se esquecerá de que mesmo que não tenha vontade deverá “levantar-se” e agir como Deus lhe pede.
O meu marido resolveu que vamos desistir do nosso “cantinho” de oração… para transformá-lo num Local de Oração - um sítio com mais destaque e com a “nobreza” que merece.
Eu reconheci que somos ainda uma família a dar os primeiros passos nesta caminhada de família católica no séc. XXI, mas que todos os dias temos a honra acolher a Deus no nosso coração oferecendo-lhe a nossa oração, dando graças e louvando!
Enquanto família faltou-nos apenas a consagração a Nossa Senhora Auxiliadora porque não pudemos ficar para domingo, mas que iremos certamente fazer num próximo encontro. Entretanto vamo-nos consagrando a cada manhã em família!

 

A nossa vida mudou, aos poucos e vai continuar a mudar, hoje tentamos ser mais alegres, agradecemos mais e acima de tudo somos mais unidos!

 

 

 

Quem não conhece passe por lá e veja como é...

 

 ...e não se irá arrepender!

 

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Assuntos Importantes:

por Olívia às 06:00

Sexta-feira, 18.07.14

História XI

...

 

«Aqui estão nas minhas mãos as recordações desses dias, fotos e mais fotos que vou colando, muitos sorrisos e muitas aventuras para guardar no nosso coração, estavam ali as provas concretas do que poderia ser o nosso futuro e o amor nascia assim, sem programação, sem listas ou hipóteses, tão simples quanto isto: não éramos capazes de não ir buscar esta menina nos próximos fins-de-semana.

 

E a rotina instalou-se nas semanas seguintes, vindos de Lisboa na sexta-feira à noite passávamos na instituição para a levar a nossa casa e saber das novidades da semana, e ao domingo de coração apertadinho lá íamos levá-la de novo à instituição, eram as regras.

 

Durante estes fins-de-semana aproveitávamos para descansar, mas também para arrumar a casa e para ver os trabalhos das férias, que eram um dos maiores desafios.

 

Só de olhar para os livros ela chorava logo porque não entendia nada daquilo, apesar da idade ainda estava a fazer o 2º ano escolar e confesso que me fazia muita confusão ela não ler nem fazer contas por mais simples que fossem e dali a nada começava a escola… era de facto uma realidade que me ultrapassava, eu nunca tinha conhecido ninguém a quem a escola assustasse desta maneira e que detestasse tanto fazer coisas da escola.

 

Não tinha noção de que estas crianças são manifestamente crianças desmotivadas, mas não deixa de ser uma coisa esperada, então se ninguém se interessa para que é que elas se vão importar?

 

Se ninguém pergunta ou quer saber o que aprendeu naquele dia para quê aprender?

 

É muito triste mesmo saber que a negligência abarca todas estas facetas, casa, escola, pessoa.

 

E aquilo fazia-me muita confusão por isso começamos aos poucos, com o alfabeto e os números.

No computador escolheu imagens que começavam por A, B, C e assim sucessivamente... íamos fazendo umas pequenas contas com ajuda de lápis/tampas/botões para contar...

 

Devagar, muito devagar as coisas foram evoluindo!»

 

A Mãe

 

 

 

 

 

(Trabalho/Estudo feito pela Gui 2014)

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Quinta-feira, 17.07.14

As Minhas Magias

Estivemos a "arrumar a casa" e o blogue da Gui agora está aqui mesmo ao lado, nos "Blogs do Sapo", num formato "Fotoblog" onde as fotografia ficam com uma excelente definição!

 

http://asminhasmagias.blogs.sapo.pt/

 

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