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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Apanhada

Na semana passada fui apanhada pela minha filha mais nova num dos argumentos que uso muito cá em casa. Estávamos a travar a dura batalha contra uma das grandes birras da menina (daquelas com gritaria em estéreo e muitas lágrimas), depois de uns tempos complicados com a Gui a ter um mau comportamento na escola com alguns colegas e recados do director de turma... quando eu digo que os próximos textos do blogue devem ser sobre o comportamento delas, já que não parece haver muito mais a falar, ao que a pequena responde: "mas tu não tens de escrever nada disso, ninguém precisa saber o que se passa aqui, então não estás sempre a mandar fechar os cortinados para não verem o que se passa cá em casa?" (moro perto de um local que aos fins-de-semana tem muita gente e não gosto de ter os cortinados abertos - que a mais nova adora abrir - porque as pessoas gostam de espreitar...).

Não sei como é que ela foi buscar esta comparação, mas não deixa de ter razão! O certo é que fiquei a olhar e tive de concordar... sim, porque se eu quiser aqui colocar trabalhos e desenhos, textos e fotos já posso, sem problemas, mas dizer aqui que também temos dias daqueles de subir pelas paredes... ai isso as meninas já não gostam, claro que não gostam... nessas alturas muitas das vezes acabo por gritar e ralhar, e também não me orgulho disso, fico arrependida, mas há coisas que não posso deixar passar como a falta de respeito para com os outros e o seu trabalho e as birras sem fundamento, daquelas que se passado meia hora se fosse dizer porque começou ninguém era capaz de o fazer... E agora espero que ninguém tenha ficado muito transtornado por saber que aqui em casa também existem dias maus, momentos de crise, frases ditas sem pensar, castigos e uma palmada de vez em quando... mas também existe a oração da noite onde procuramos "curar" as nossas feridas, entregando-nos nas mãos de Deus, pedindo-lhe que nos ajude a sermos melhores a cada dia que passa, porque pior do que a queda é não reconhecer que precisamos de ajuda para nos voltarmos a erguer, pior do que errar é não reconhecer o nosso erro, não pedir perdão e não recomeçar!

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«Compadecei-vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.

Lavai-me de toda a iniquidade 
e purificai-me de todas as faltas

 

Porque eu reconheço os meus pecados 
e tenho sempre diante de mim as minhas culpas.

Pequei contra Vós, só contra Vós, 
e fiz o mal diante dos vossos olhos.»

Salmo 50 (51)

Biblioteca da Mãe #6

Espero por ti este Inverno pode ser um convite para fazermos a alguém especial, no entanto este é o título de um bonito livro que li este ano. Escrito por Luanne Rice foi o primeiro livro dela que li e desengane-se quem pense que é mais um livro de romance daqueles lamechas... é muito mais do que isso.

Sinopse:

«Com o seu incomparável dom para descrever as alegrias e os desafios do amor e da família, Luanne Rice leva agora os leitores numa viagem emocional pelo território inexplorado entre mães e filhas e pais e filhos. Um romance cativante que vai ao passado para encontrar a chave para um futuro sem limites.
Neve Halloran e a filha partilham o amor pela beleza austera de Rhode Island desde que Neve ajudou Mickey a dar os primeiros passos na costa arenosa. Agora, com Mickey já na adolescência e tendo Neve perdido a esperança de ser feliz com o ex-marido, ambas vão lutar por uma nova vida no meio da paisagem ventosa que as sustém.
Apaixonada pela reserva natural da zona, Mickey avança em direcção à vida adulta na companhia de um rapaz solitário que partilha o seu amor pelos animais. E Neve irá sentir-se atraída por um homem que dedicou a vida a essa reserva, mas que é incapaz de partilhar a dor de uma perda recente.
Lírico, luminoso, absolutamente cativante, Espero por ti este Inverno é um livro marcante que explora de forma comovente os laços que nos moldam e, simultaneamente, nos libertam.»
 
Críticas de imprensa:
 
«A magia do amor narrada com a sensibilidade e o realismo que caracterizam Luanne Rice.» Publishers Weekly
«Uma história inesquecível sobre o amor, a perda e a redenção.» Booklist

«Luanne Rice é uma autora enolvente, adorada pelos leitores.» Daily News 

«Rice é uma excepcional contadora de histórias» Romantic Times

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Este é um bom livro para ler... este Inverno!

 

Mãe como Maria...

... Aconselha

 

«Como uma boa mãe,

Maria educa-nos a sermos, como ela,

capazes de fazer escolhas definitivas;

escolhas definitivas, neste momento

em que reina, por assim dizer,

a filosofia do provisório.

É tão difícil empenhar-se na vida

definitivamente! E ela ajuda-nos

a fazer escolhas definitivas

com aquela liberdade plena

com que respondeu «sim» ao plano

de Deus sobre a sua vida.»

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"A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador"

Lc 1, 46-47

in Mãe como Maria - Papa Francisco

 

 

Onde está a castanha assada?

Com a chegada do Outono viramos mais uma página deste ano e recebemos com alegria as maravilhas desta estação, mas verdade seja dita é difícil deixar de pensar no Verão com temperaturas destas... era suposto arrumarmos os brinquedos do quintal, a mesa e as cadeiras do jardim, retomar a plantação de alfaces e ervas aromáticas na horta...

Apesar do Verão prolongado cá em casa já começou a pergunta típica: «quando é que fazes castanhas assadas?» pois ainda não foi esta semana, mas estará para breve -eu não gosto de castanhas assadas, mas o cheirinho é maravilhoso! - A lenha que o pai arrumou na garagem em pleno verão já está sequinha e pronta para vir para a lareira aquecer a nossa casa, sim que morar no campo é muito bom, mas o frio do inverno até faz bater o queixo!

Agora que a hora já mudou e os serões já estão maiores regressa a vontade de fazer assados no forno de lenha, pão caseiro, bolachinhas de canela e tarte de frutos secos!

Está na altura de retomar os bordados à noitinha, as costuras ao fim de semana (a ver se é desta que aprendo a cozer à máquina), já apetece ler um livro de mantinha nas pernas (agora parecia uma velhota a falar... mas eu adoro a manta) e claro, uma chávena de chá quentinho a acompanhar!

Esta mudança de horário demora a entranhar-se no meu organismo, mas apesar de tudo tentamos manter as rotinas de casa, os horários da brincadeira, das refeições, da oração! A paisagem essa... também vai demorar a ficar colorida com os tons de Outono...

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«Uma geração vai, outra geração vem,
mas a terra continua sempre a mesma.
O Sol nasce e depois esconde-se;
regressa cansado ao seu lugar,
para dali voltar a nascer.
O vento sopra para o sul e roda para o norte;
o vento gira e vira sem parar.
Todos os rios correm para o mar,
mas o mar nunca se enche.
Voltam para a sua origem
para retomarem o mesmo caminho.»
Eclesiastes 1, 4-7

 

 

A tia Adelaide

A tia Adelaide é minha tia avó-materna a quem sempre tive como uma avó, já que ela não casou não tem filhos nem netos, por isso os seus netos somos eu, a minha irmã e os meus primos. A tia Adelaide tem 90 anos e está numa casa de repouso pois praticamente não anda. Esta tia esteve presente na maior parte da minha vida e desde que está na casa de repouso que procuramos visitá-la todas as semanas, estar com ela levar-lhe um pouco das novidades aqui da aldeia, das novidades das meninas, um pouco de companhia.

Dos seus noventa anos muitas histórias ainda tem para recordar já que a sua cabeça continua a trabalhar praticamente a 100%, lembra-se de tudo o que tem na sua casa, dos sítios onde colocou as coisas, da cor dos vestidos e das toalhas que tem na sua arca do enxoval. 

Uma vez por ano era o dia de abrir a arca e tirar tudo para fora, limpar e voltar a guardar. Desde muito pequena que depois da escola ia para casa da avó Constantina (bisavó) onde também moravam três dos seus cinco filhos a tia Adelaide, a avó Sofia e o tio Zé que já estão os dois junto de Deus, hoje a casa está vazia. Mas recordo sempre com muita alegria as tardes lá passadas, com direito a sesta deitada num "panal" era um espécie de saca grande e ao grande momento que era escutar na telefonia os Parodiantes, lembro-me dos verões em que fazíamos piqueniques debaixo das laranjeiras, de comer melancia com queijo (daquele alentejano), de receber dezenas de rebuçados que o tio Zé ganhava nas cartas... mas voltando ao dia tão aguardado, o dia de abrir a arca (eu achava que era como uma arca do tesouro), assim que percebia que a arca estava aberta voluntariava-me sempre para ajudar, e sim era mesmo para ver se me calhava alguma coisa, porque a tia era e é muito forreta, então tudo o que conseguisse que ela me desse era realmente uma alegria! Desta arca recebi um guarda-jóias, umas tigelas, dois copos, uma toalha de mesa (já em idade adulta) e pouco mais.

A arca continua lá fechada na cozinha... guardando os sonhos de uma menina que em tempos queria casar, usar as suas loiças, os seus panos bordados, os seus lençóis de linho...

Muitas vezes me recordo da arca cheia de coisas que em tempos considerei tesouros e que hoje muitos considerariam "tralha", esta arca faz-me pensar em tudo aquilo que andamos a amealhar nesta vida, em tudo o que guardamos para usar um dia e que, vendo bem, não nos fazem falta, faz-me pensar que as coisas não foram feitas para estarem guardadas, mas para usar, para partilhar, para nos servirmos delas, por isso tudo o que me deram em tempos para o meu enxoval já foi usado, pelo menos uma vez, não me importo de ter partido dois copos de cristal, porque isso me recorda do 1º Natal aqui em casa, não me importo de ir perdendo uns talheres (para onde é que eles vão?) pois isso mostra que gostamos de refeições em família, não me importo de manchar a toalha branca que a tia me deu porque essas manchas são sinal da alegria que nos reuniu à volta da mesa, não me importo de usar o bule xpto para fazer o meu chá porque se mo ofereceram foi para que me trouxesse alegria e quando bebo o belo do chá à noite... que bem me sabe!

 

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(chávenas do enxoval da minha mãe a usar em breve!)

 

«Não tenham medo, pequeno rebanho! O vosso Pai achou por bem dar-vos o seu reino. Vendam o que têm e deem o dinheiro aos pobres. Arranjem bolsas que nunca se estraguem e depositem no Céu uma riqueza que não se esgota. Ali não chegam os ladrões, nem a traça. Pois onde tiverem a vossa riqueza, aí terão o coração.»

LUCAS 12:32-34

 

 

 

A Mãe recomenda... #4

...Sermos generosos!

 

Ser generoso com alguém faz de nós pessoas melhores, penso que não haverá ninguém que, já tendo sido generoso, o possa contestar. Se foi realmente generoso de coração, fosse qual fosse a reacção do "outro" deve ter sentido uma enorme alegria interior.

No Natal passado aderi a uma campanha via facebook através da página da apresentadora Rita Ferro Rodrigues que, se não estou em erro, se chama "Trocas de amor" (para quem tem facebook vale a pena seguir esta página e aderir às campanhas) a campanha essa era dar um presente a uma criança que de outra forma não teria um presente para abrir no Natal, as famílias com carência inscreviam os seus filhos, nós inscrevíamo-nos e depois informavam-nos a quem enviar o presente (roupa, comida, material escolar...) o agradecimento que recebi foi uma foto que a Rita F. Rodrigues colocou na página pessoal dela e que era exactamente o menino a quem eu e a minha família enviámos umas coisas muito simples (via ctt) e nessa foto via-se um sorriso tão, mas tão rasgado que fazia o nosso coração aquecer, soube mais tarde que sendo o pai bombeiro voluntário e estando de prevenção levou as suas prendas para abrir no quartel e disse que este ano não tinha tido um Pai Natal, mas uma Família Natal... e era tão pouco aquilo que recebeu, mas para aquela família foi o suficiente!

Para quem quer ajudar (daqui a dois meses já é Natal) e muitas vezes não sabe como esta é uma boa ideia, também podem ir junto da Cáritas ou instituições da vossa zona saber a quem podem entregar aquilo que têm para oferecer. 

E se é verdade que há mais alegria em dar do que receber, quando existem pessoas generosas connosco também sentimos essa imensa alegria, a de saber que alguém partilhou connosco alguma coisa. Lá em casa é frequente recebermos roupa praticamente nova, por vezes ainda com etiquetas, que vem de famílias bastante abastadas e que pouco vestem as roupas, por isso e como têm muita já sabem que eu não me importo de a receber, e é a festa a escolher o que serve a cada filha. 

Mas num destes dias o Pai chegou a casa e trazia uma surpresa! Era um carregamento de brinquedos, vindos de uma família em que as meninas já estão a crescer e por isso já não brincam com a linda cozinha e os acessórios:

 

 

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ou com a espectacular tábua de passar a ferro:

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também vinham livros de histórias, biberões, póneis e muito mais! Não há palavras para descrever a alegria da pequena Mimi quando via tanta coisa "nova" ali na nossa casa!

A nossa família agradece de coração a generosidade dos outros e pede em oração que em cada dia sejamos nós também capazes de dar com alegria!

Está na hora de sermos generosos, toca a combinar em família quem poderão ajudar aí nas vossas redondezas!

 

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