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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Sexta-feira, 31.10.14

Apanhada

Na semana passada fui apanhada pela minha filha mais nova num dos argumentos que uso muito cá em casa. Estávamos a travar a dura batalha contra uma das grandes birras da menina (daquelas com gritaria em estéreo e muitas lágrimas), depois de uns tempos complicados com a Gui a ter um mau comportamento na escola com alguns colegas e recados do director de turma... quando eu digo que os próximos textos do blogue devem ser sobre o comportamento delas, já que não parece haver muito mais a falar, ao que a pequena responde: "mas tu não tens de escrever nada disso, ninguém precisa saber o que se passa aqui, então não estás sempre a mandar fechar os cortinados para não verem o que se passa cá em casa?" (moro perto de um local que aos fins-de-semana tem muita gente e não gosto de ter os cortinados abertos - que a mais nova adora abrir - porque as pessoas gostam de espreitar...).

Não sei como é que ela foi buscar esta comparação, mas não deixa de ter razão! O certo é que fiquei a olhar e tive de concordar... sim, porque se eu quiser aqui colocar trabalhos e desenhos, textos e fotos já posso, sem problemas, mas dizer aqui que também temos dias daqueles de subir pelas paredes... ai isso as meninas já não gostam, claro que não gostam... nessas alturas muitas das vezes acabo por gritar e ralhar, e também não me orgulho disso, fico arrependida, mas há coisas que não posso deixar passar como a falta de respeito para com os outros e o seu trabalho e as birras sem fundamento, daquelas que se passado meia hora se fosse dizer porque começou ninguém era capaz de o fazer... E agora espero que ninguém tenha ficado muito transtornado por saber que aqui em casa também existem dias maus, momentos de crise, frases ditas sem pensar, castigos e uma palmada de vez em quando... mas também existe a oração da noite onde procuramos "curar" as nossas feridas, entregando-nos nas mãos de Deus, pedindo-lhe que nos ajude a sermos melhores a cada dia que passa, porque pior do que a queda é não reconhecer que precisamos de ajuda para nos voltarmos a erguer, pior do que errar é não reconhecer o nosso erro, não pedir perdão e não recomeçar!

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«Compadecei-vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.

Lavai-me de toda a iniquidade 
e purificai-me de todas as faltas

 

Porque eu reconheço os meus pecados 
e tenho sempre diante de mim as minhas culpas.

Pequei contra Vós, só contra Vós, 
e fiz o mal diante dos vossos olhos.»

Salmo 50 (51)

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Quinta-feira, 30.10.14

Biblioteca da Mãe #6

Espero por ti este Inverno pode ser um convite para fazermos a alguém especial, no entanto este é o título de um bonito livro que li este ano. Escrito por Luanne Rice foi o primeiro livro dela que li e desengane-se quem pense que é mais um livro de romance daqueles lamechas... é muito mais do que isso.

Sinopse:

«Com o seu incomparável dom para descrever as alegrias e os desafios do amor e da família, Luanne Rice leva agora os leitores numa viagem emocional pelo território inexplorado entre mães e filhas e pais e filhos. Um romance cativante que vai ao passado para encontrar a chave para um futuro sem limites.
Neve Halloran e a filha partilham o amor pela beleza austera de Rhode Island desde que Neve ajudou Mickey a dar os primeiros passos na costa arenosa. Agora, com Mickey já na adolescência e tendo Neve perdido a esperança de ser feliz com o ex-marido, ambas vão lutar por uma nova vida no meio da paisagem ventosa que as sustém.
Apaixonada pela reserva natural da zona, Mickey avança em direcção à vida adulta na companhia de um rapaz solitário que partilha o seu amor pelos animais. E Neve irá sentir-se atraída por um homem que dedicou a vida a essa reserva, mas que é incapaz de partilhar a dor de uma perda recente.
Lírico, luminoso, absolutamente cativante, Espero por ti este Inverno é um livro marcante que explora de forma comovente os laços que nos moldam e, simultaneamente, nos libertam.»
 
Críticas de imprensa:
 
«A magia do amor narrada com a sensibilidade e o realismo que caracterizam Luanne Rice.» Publishers Weekly
«Uma história inesquecível sobre o amor, a perda e a redenção.» Booklist

«Luanne Rice é uma autora enolvente, adorada pelos leitores.» Daily News 

«Rice é uma excepcional contadora de histórias» Romantic Times

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Este é um bom livro para ler... este Inverno!

 

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por Olívia às 06:12

Quarta-feira, 29.10.14

Mãe como Maria...

... Aconselha

 

«Como uma boa mãe,

Maria educa-nos a sermos, como ela,

capazes de fazer escolhas definitivas;

escolhas definitivas, neste momento

em que reina, por assim dizer,

a filosofia do provisório.

É tão difícil empenhar-se na vida

definitivamente! E ela ajuda-nos

a fazer escolhas definitivas

com aquela liberdade plena

com que respondeu «sim» ao plano

de Deus sobre a sua vida.»

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"A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador"

Lc 1, 46-47

in Mãe como Maria - Papa Francisco

 

 

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por Olívia às 06:00

Terça-feira, 28.10.14

Onde está a castanha assada?

Com a chegada do Outono viramos mais uma página deste ano e recebemos com alegria as maravilhas desta estação, mas verdade seja dita é difícil deixar de pensar no Verão com temperaturas destas... era suposto arrumarmos os brinquedos do quintal, a mesa e as cadeiras do jardim, retomar a plantação de alfaces e ervas aromáticas na horta...

Apesar do Verão prolongado cá em casa já começou a pergunta típica: «quando é que fazes castanhas assadas?» pois ainda não foi esta semana, mas estará para breve -eu não gosto de castanhas assadas, mas o cheirinho é maravilhoso! - A lenha que o pai arrumou na garagem em pleno verão já está sequinha e pronta para vir para a lareira aquecer a nossa casa, sim que morar no campo é muito bom, mas o frio do inverno até faz bater o queixo!

Agora que a hora já mudou e os serões já estão maiores regressa a vontade de fazer assados no forno de lenha, pão caseiro, bolachinhas de canela e tarte de frutos secos!

Está na altura de retomar os bordados à noitinha, as costuras ao fim de semana (a ver se é desta que aprendo a cozer à máquina), já apetece ler um livro de mantinha nas pernas (agora parecia uma velhota a falar... mas eu adoro a manta) e claro, uma chávena de chá quentinho a acompanhar!

Esta mudança de horário demora a entranhar-se no meu organismo, mas apesar de tudo tentamos manter as rotinas de casa, os horários da brincadeira, das refeições, da oração! A paisagem essa... também vai demorar a ficar colorida com os tons de Outono...

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«Uma geração vai, outra geração vem,
mas a terra continua sempre a mesma.
O Sol nasce e depois esconde-se;
regressa cansado ao seu lugar,
para dali voltar a nascer.
O vento sopra para o sul e roda para o norte;
o vento gira e vira sem parar.
Todos os rios correm para o mar,
mas o mar nunca se enche.
Voltam para a sua origem
para retomarem o mesmo caminho.»
Eclesiastes 1, 4-7

 

 

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Assuntos Importantes:

por Olívia às 06:00

Segunda-feira, 27.10.14

A tia Adelaide

A tia Adelaide é minha tia avó-materna a quem sempre tive como uma avó, já que ela não casou não tem filhos nem netos, por isso os seus netos somos eu, a minha irmã e os meus primos. A tia Adelaide tem 90 anos e está numa casa de repouso pois praticamente não anda. Esta tia esteve presente na maior parte da minha vida e desde que está na casa de repouso que procuramos visitá-la todas as semanas, estar com ela levar-lhe um pouco das novidades aqui da aldeia, das novidades das meninas, um pouco de companhia.

Dos seus noventa anos muitas histórias ainda tem para recordar já que a sua cabeça continua a trabalhar praticamente a 100%, lembra-se de tudo o que tem na sua casa, dos sítios onde colocou as coisas, da cor dos vestidos e das toalhas que tem na sua arca do enxoval. 

Uma vez por ano era o dia de abrir a arca e tirar tudo para fora, limpar e voltar a guardar. Desde muito pequena que depois da escola ia para casa da avó Constantina (bisavó) onde também moravam três dos seus cinco filhos a tia Adelaide, a avó Sofia e o tio Zé que já estão os dois junto de Deus, hoje a casa está vazia. Mas recordo sempre com muita alegria as tardes lá passadas, com direito a sesta deitada num "panal" era um espécie de saca grande e ao grande momento que era escutar na telefonia os Parodiantes, lembro-me dos verões em que fazíamos piqueniques debaixo das laranjeiras, de comer melancia com queijo (daquele alentejano), de receber dezenas de rebuçados que o tio Zé ganhava nas cartas... mas voltando ao dia tão aguardado, o dia de abrir a arca (eu achava que era como uma arca do tesouro), assim que percebia que a arca estava aberta voluntariava-me sempre para ajudar, e sim era mesmo para ver se me calhava alguma coisa, porque a tia era e é muito forreta, então tudo o que conseguisse que ela me desse era realmente uma alegria! Desta arca recebi um guarda-jóias, umas tigelas, dois copos, uma toalha de mesa (já em idade adulta) e pouco mais.

A arca continua lá fechada na cozinha... guardando os sonhos de uma menina que em tempos queria casar, usar as suas loiças, os seus panos bordados, os seus lençóis de linho...

Muitas vezes me recordo da arca cheia de coisas que em tempos considerei tesouros e que hoje muitos considerariam "tralha", esta arca faz-me pensar em tudo aquilo que andamos a amealhar nesta vida, em tudo o que guardamos para usar um dia e que, vendo bem, não nos fazem falta, faz-me pensar que as coisas não foram feitas para estarem guardadas, mas para usar, para partilhar, para nos servirmos delas, por isso tudo o que me deram em tempos para o meu enxoval já foi usado, pelo menos uma vez, não me importo de ter partido dois copos de cristal, porque isso me recorda do 1º Natal aqui em casa, não me importo de ir perdendo uns talheres (para onde é que eles vão?) pois isso mostra que gostamos de refeições em família, não me importo de manchar a toalha branca que a tia me deu porque essas manchas são sinal da alegria que nos reuniu à volta da mesa, não me importo de usar o bule xpto para fazer o meu chá porque se mo ofereceram foi para que me trouxesse alegria e quando bebo o belo do chá à noite... que bem me sabe!

 

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(chávenas do enxoval da minha mãe a usar em breve!)

 

«Não tenham medo, pequeno rebanho! O vosso Pai achou por bem dar-vos o seu reino. Vendam o que têm e deem o dinheiro aos pobres. Arranjem bolsas que nunca se estraguem e depositem no Céu uma riqueza que não se esgota. Ali não chegam os ladrões, nem a traça. Pois onde tiverem a vossa riqueza, aí terão o coração.»

LUCAS 12:32-34

 

 

 

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Domingo, 26.10.14

A Mãe recomenda... #4

...Sermos generosos!

 

Ser generoso com alguém faz de nós pessoas melhores, penso que não haverá ninguém que, já tendo sido generoso, o possa contestar. Se foi realmente generoso de coração, fosse qual fosse a reacção do "outro" deve ter sentido uma enorme alegria interior.

No Natal passado aderi a uma campanha via facebook através da página da apresentadora Rita Ferro Rodrigues que, se não estou em erro, se chama "Trocas de amor" (para quem tem facebook vale a pena seguir esta página e aderir às campanhas) a campanha essa era dar um presente a uma criança que de outra forma não teria um presente para abrir no Natal, as famílias com carência inscreviam os seus filhos, nós inscrevíamo-nos e depois informavam-nos a quem enviar o presente (roupa, comida, material escolar...) o agradecimento que recebi foi uma foto que a Rita F. Rodrigues colocou na página pessoal dela e que era exactamente o menino a quem eu e a minha família enviámos umas coisas muito simples (via ctt) e nessa foto via-se um sorriso tão, mas tão rasgado que fazia o nosso coração aquecer, soube mais tarde que sendo o pai bombeiro voluntário e estando de prevenção levou as suas prendas para abrir no quartel e disse que este ano não tinha tido um Pai Natal, mas uma Família Natal... e era tão pouco aquilo que recebeu, mas para aquela família foi o suficiente!

Para quem quer ajudar (daqui a dois meses já é Natal) e muitas vezes não sabe como esta é uma boa ideia, também podem ir junto da Cáritas ou instituições da vossa zona saber a quem podem entregar aquilo que têm para oferecer. 

E se é verdade que há mais alegria em dar do que receber, quando existem pessoas generosas connosco também sentimos essa imensa alegria, a de saber que alguém partilhou connosco alguma coisa. Lá em casa é frequente recebermos roupa praticamente nova, por vezes ainda com etiquetas, que vem de famílias bastante abastadas e que pouco vestem as roupas, por isso e como têm muita já sabem que eu não me importo de a receber, e é a festa a escolher o que serve a cada filha. 

Mas num destes dias o Pai chegou a casa e trazia uma surpresa! Era um carregamento de brinquedos, vindos de uma família em que as meninas já estão a crescer e por isso já não brincam com a linda cozinha e os acessórios:

 

 

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ou com a espectacular tábua de passar a ferro:

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também vinham livros de histórias, biberões, póneis e muito mais! Não há palavras para descrever a alegria da pequena Mimi quando via tanta coisa "nova" ali na nossa casa!

A nossa família agradece de coração a generosidade dos outros e pede em oração que em cada dia sejamos nós também capazes de dar com alegria!

Está na hora de sermos generosos, toca a combinar em família quem poderão ajudar aí nas vossas redondezas!

 

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Sábado, 25.10.14

Declaração de Missão

Voltando ao tema do livro "os sete hábitos das famílias altamente eficazes" e depois de escrever sobre o 1º Hábito: Ser proactivo, nesta semana tenho estado a ler o 2º Hábito: Começar com o objectivo em mente.

Sabemos que muitas vezes dispersamo-nos do que é essencial afinal somos "bombardeados" com centenas de coisas "importantes" através dos meios de comunicação, através de amigos, familiares, e quando damos conta "já andamos fora da rota". Pois bem e que rota é essa? Que tipo de família queremos ser? O que realmente queremos fazer? Quais são os princípios que regem a nossa vida familiar? Que causas defendemos? Qual é o nosso objectivo?

Diz lá no livro e muito bem que: viver sem objectivos não é viver, mas ser levado pela vida! Aprecebi-me também de uma coisa muito importante nesta leitura, a minha família é a coisa mais importante da minha vida, se a minha família está bem, unida, feliz tudo o resto parecerá menos preocupante. Por isso a «família em si constitui um princípio universal, intemporal e evidente por si mesmo»!

Somos então convidados neste capítulo a fazer a nossa declaração de missão, que será um elo forte, um sentimento de união, uma motivação para nos fazer ultrapassar os obstáculos do dia-a-dia. Esta declaração será o ADN da nossa família, tornando-se no ADN da vida, definindo assim cada um de nós enquanto grupo e enquanto membros desta família.

Neste momento estou a trabalhar em família através de "jogos", trabalhos artísticos, conversas para envolver toda a família nesta declaração de missão. Temos como premissa que o amor é um compromisso e que aconteça o que acontecer este amor não depende do comportamento, é dado sem restrições, o nosso amor é incondicional!

Através desta declaração vamos examinar, renovar e afirmar as nossas promessas, e através dela as nossas filhas ficam a saber para além de qualquer dúvida de que estamos comprometidos enquanto casal, com elas e com a nossa família.

Para ter material suficiente para elaborarmos a nossa missão (pode ser uma frase, um texto, um poema...) tenho procurado obter respostas (de todos) para algumas destas perguntas:

  • Qual o propósito da nossa família?
  • Que tipo de família queremos ser?
  • Que tipo de coisas queremos fazer?
  • Que tipo de sentimentos queremos encontrar em casa?
  • Que tipo de relação queremos ter uns com os outros?
  • Como queremos que falem connosco?
  • Qual a maior prioridade da família?
  • Como podemos contribuir para a sociedade?
  • Quais são os nossos talentos e habilidades?
  • Quais são as nossas responsabilidades?
  • Quem são as pessoas verdadeiramente importantes?
  • Quais as tradições importantes que queremos celebrar em família?
  • O que nos faz ter vontade de vir para casa?
  • De que forma queremos ser lembrados?

O nosso primeiro trabalho em família foi um cartaz onde estivemos a trabalhar na nossa identidade enquanto família, desde o nosso casamento até ao nascimento delas, as meninas colocaram palavras que nos definem enquanto família católica. A partir daqui tentarei conversar várias vezes sobre estas coisas sem pressionar, claro senão nem me respondem como deve de ser... só para despachar a chata da mãe... e para que funcione todos devem sentir-se integrados e identificados com a missão, vamos então fazer este processo gradualmente (cerca de um mês), e depois de definida a declaração será impressa e emoldurada, colocada à entrada da nossa casa, só assim podemos olhar para ela e ver se realmente andamos na rota!

Agora inspirem-se e mãos à obra!!!!

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por Olívia às 06:48

Sexta-feira, 24.10.14

A Alegria do Evangelho #2

Acabadinha de ler, esta pérola da Igreja católica trouxe-nos muito em que pensar, escrita para os bispos, padres, missionários e escrita também para mim, que apesar da minha pequenez, tenho vindo a descobrir a alegria dos evangelhos. Pequenos passos, pequenas reflexões, pequenos gestos têm vindo a mudar a minha vida quase por completo.

Ao olhar para a minha caminhada cristã, desde o dia do meu baptismo aos dois anos de idade, sempre estive rodeada de bons exemplos de fé e caridade cristã, e fui crescendo, fui descobrindo sempre a novidade da Palavra de Deus na minha vida, vivi mais próxima, depois afastei-me e acomodei-me a esta monotonia de ir à missa, rezar à noite, participar em campanhas solidárias e na maior parte das vezes colocava o tal cartaz a dizer "não incomodar". Era o suficiente? Para mim certamente que sim. Dava para viver com a consciência mais ou menos tranquila, caso não pudesse ir à missa numa semana que mal haveria? Iria na próxima. Já dizia alguém que «eu cá tenho a minha fé, não preciso de andar sempre na missa...» e será que isso chega? Será que eu podia dizer aos meus pais «gosto muito de vocês, não estejam é a pensar que vos vou ver todas as semanas»?

No dia 24 de Maio algo mudou em mim, algo que andava a "fermentar" cresceu e transbordou da taça, tive então plena consciência do quão afastada andava de Deus, mesmo indo à missa e rezando, tinha a sensação de que Deus estava lá muito longe e por vezes era preciso dizer-lhe: «Estou aqui». Então não sabia o Pai que eu estava ali? Não via o Pai que o caminho que eu escolhi estava cheio de curvas e buracos? Cheio de matos para desbravar? Será preciso que nos afastemos assim tanto para reconhecer a alegria do regresso? Pois foi exactamente o que senti, em cada Eucaristia descubro a alegria de estar ali, junto de Cristo no momento em que se entrega por mim, pelas minhas filhas e pelo meu marido, e saber que a minha família está unida a mim neste ideal é de facto uma alegria profunda!

A Palavra que escutamos no domingo já foi algumas vezes meditada em casa, já nos trouxe alguma novidade, mas o sacerdote tem algo mais a acrescentar, também ele descobriu outra novidade e ali está para a transmitir! Como é bom sentir esta alegria que nos traz o Evangelho, como é bom saber que existem cada vez mais famílias que já o descobriram também. 

Mas o nosso papa (bem como o seu antecessor Bento XVI que deu início a este trabalho) vai mais além, convida-nos a sair de nós mesmos e a levar o evangelho ao mundo, a todos, às periferias e a fazê-lo com entusiasmo com a alegria que só quem foi tocado pelo fogo do Espírito Santo consegue fazer!

Nas Famílias de Caná redescobrimos a Alegria do Evangelho, a alegria da Oração, a alegria de pertencer a Igreja católica, resta-nos agora sair e levar esta alegria a todo o lado, quem sabe um dia faremos um retiro no centro do país... quem sabe?

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por Olívia às 06:08

Quinta-feira, 23.10.14

Quando somos mães...

... muito se espera de nós, muito esperamos de nós. Sinto tantas vezes que não estou a ser uma boa mãe, sinto tantas vezes que a maternidade me mudou e mudou a minha maneira de pensar... que a maternidade me trouxe muitas expectativas, responsabilidades, desafios constantes, dúvidas e angústias... que a maternidade me trouxe descobertas e emoções estranhas, sentimentos de orgulho em coisas minúsculas que as minhas filhas vão conquistando nas suas vidas.

Que mãe sou eu? Que mãe quero eu ser?

Sou mãe há seis anos e nestes seis anos tenho aprendido tantas coisas novas, passei por provas difíceis, momentos de dúvida e angústia, pequenas vitórias e grandes sorrisos, nestes seis anos tornei um sonho realidade, fui mãe! Nestes seis anos aprendi a dar mais valor à minha mãe, a tudo aquilo que ela passou para me educar e para que tivessemos um lar, todos os sacrifícios que ela fez, todas as coisas que me ensinou!

Nestes seis anos tornei-me mais sensível aos sacrifícios que temos de fazer pelos filhos, por nós, pelo nosso casamento. Se esta nossa família começou quando nos casámos, ela está em constante mudança, em constante adaptação. Muitas coisas para viver e aprender, muitas coisas para melhorar, para experimentar...

Em cada noite antes de dormir relembro os piores e os melhores momentos do dia, peço perdão pois nem sempre consigo ser a mãe que desejava.

Em cada manhã peço a graça de ter um coração puro e sábio, que me saiba mostrar o melhor caminho na educação das minhas duas filhas, mas acima de tudo que eu as saiba aceitar como são e amar sempre mais!

 

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Quarta-feira, 22.10.14

No Registo Civil

Depois de terem passado as tais três semanas em que o tribunal enviaria a sentença para o registo civil, lá fui eu perguntar se a papelada já lá estava. E sim, por incrível que possa parecer e apesar de estarmos na província já lá estava a sentença!

A senhora ficou tão feliz por nós que se notou no olhar! Além disso ela também nunca tinha feito um destes registos de "nascimento", e a coisa demorou um pouco... sim a cidadã X era uma e a cidadã Gui seria outra. Isto é um bocado estranho, mas a verdade é que se entende, esta é a data que marca a viragem na vida destas crianças, é neste dia que alguém escreve pela primeira vez que Gui é filha de A e de B. Ver isto ali a piscar no computador e impresso numa folha de papel tem um certo encanto. Ver a primeira assinatura com o novo nome também (Ela queria ser Joana, imaginem... mas eu disse-lhe que todos lhe chamavam Gui por isso ela era Gui, e depois quando ela chegasse à fase em que não se gosta do nome podia sempre culpar os pais, e isto sim, é normal). 

Para quem não anda dentro destas andanças fica aqui uma informação interessante: no dia em que as crianças são consideradas "aptas" para a adopção é riscado no registo civil o nome dos progenitores e a criança fica assim sem os nomes dos pais. No dia em que a sentença da adopção sai o registo civil assenta os nossos nomes. Só quando a Gui entregar a documentação para se casar é que é verificada a filiação de nascimento, e porquê? Para que não haja nunca hipótese de que irmãos se casem com irmãos...

Este foi um dia diferente e cheio de emoções, a folha A4 impressa que trouxemos continha o resumo de todo o processo, agora estava escrito ali quem eram os pais e quem era a filha!

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Terça-feira, 21.10.14

Calendário

Não não estou enganada, bem sei que ainda falta para mudar de ano, mas este calendário de que quero aqui dar testemunho enontrei num dos blogues amigos da Família Power  (ver aqui na barra lateral) pude ver uma ideia que me deixou "em pulgas" para colocar em prática aqui em casa, falo-vos do Calendário Litúrgico. A ideia está nesta página: Família Católica .

 
(imagem retirada da página mencionada)

 

É uma ideia excelente para, em família, irmos seguindo todos os acontecimentos marcantes do novo ano litúrgico que está quase a chegar. E como ainda faltam algumas semanas para o advento dá tempo para estudar a ideia, encontrar um espaço e preparar pelo menos as primeiras imagens e datas.

Vou apresentar a ideia aqui em casa... vamos ver o que dizem! Será certamente mais uma boa oportunidade para trabalharmos na nossa Evangelização Familiar, e é uma boa maneira de explicarmos às nossas filhas os acontecimentos que iremos celebrando em cada domingo!

***

Entretanto, como o ritmo do regresso às aulas já está praticamente implementado estamos de regresso às histórias da Bíblia!

 ***

Estamos também a trabalhar no nossa Arca do Tesouro!

 

«Que os mandamentos que hoje te dou estejam sempre na tua memória. Ensina-os continuamente aos teus filhos e repete-os, tanto ao deitar como ao levantar, quer estejas em casa, quer vás de viagem. Deves trazê-los no teu braço como um distintivo, na tua testa como emblema. Escreve-os nas ombreiras das portas da tua casa e em todos os teus portões

Deuteronómio 6, 6-9

 

 

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Segunda-feira, 20.10.14

Momentos de inspiração... #11

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por Olívia às 14:26

Segunda-feira, 20.10.14

Tirado do baú #1

 

Ser

Posso ser a mais alta estrela

Posso ser a que mais brilho tem

Posso ser uma flor elegante e bela

Posso ser uma branca nuvem!

 

Posso ser o que eu quiser

Basta apenas bem alto sonhar

Sem ter limites no querer

Sem nunca parar de voar!

 

Serei um pássaro que voa

Uma borboleta colorida

O grito que em eco entoa

Que dá voz e que dá vida!

 

Posso ser um raio quente de sol

Ou uma doce gota de água

Numa ilha serei o farol

Que brilha e leva para longe a mágoa...

 

Posso ser o que eu quiser

Ninguém me pode impedir

Só preciso de sonhar e querer

Para viver uma vida a sorrir!

(escrito por mim em 9 de Maio de 2001)

 

 

 

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Domingo, 19.10.14

Dia da família

Cá em casa o domingo é o dia da família, para quem trabalha entre 5,5 a 6 dias por semana o domingo tem um sabor especial, não há pressas no acordar, apesar de acordarmos cedo, não há horários extremamente rígidos e tarefas daquelas que nos deixam enervados e cheios de pressa. Gostamos muito de fica em casa, mas esse post fica para a semana que hoje vamos passear.

Sempre que a vida nos permite gostamos de sair, ver coisas, passear, tirar fotos, aprender em clima de família! Por isso as tarefas de casa têm de ser feitas às prestações ao longo da semana e ao sábado à tarde, assim ficamos com um dia inteirinho só para nos divertirmos e aproveitarmos bem o dia! O itinerário ainda não está feito (estou a escrever o texto no sábado), mas a primeira coisa que combinámos foi a ida à missa semanal e nesse assunto, eu e o meu marido, tivemos a mesma ideia: vamos à missa na igreja do Santo Condestável (S. Nuno de Santa Maria) em Campo de Ourique, Lisboa, e como em Lisboa as coisas são em grande escala temos para escolher missa às 10h, às 11h e às 12h, que maravilha! Depois é só ver onde vamos e o que mais iremos fazer, basta escolher a hora e todo o planeamento do dia será feito em função da eucaristia!

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E porquê? Porque de todas as coisas que fazemos, a única que dá sentido à nossa vida é a Palavra e a Santa Comunhão, porque nos fortalece espiritualmente, nos une e nos dá tudo aquilo de que precisamos para enfrentar mais uma semana de dificuldades, de vida agitada, por uma hora em 168 que a semana tem, nós paramos e juntamos-nos a tantos que pensam como nós, a tantos que se sentem chamados a participar desta celebração de amor e alegria.

Não vivemos nós num país livre? Podemos ir à missa os dias que quisermos, nas horas que quisermos e muitas vezes temos preguiça, enquanto outros, nossos irmãos, se são apanhados a ir à missa são cruelmente assassinados. Demos graças a Deus por vivermos num país livre onde cada pessoa, desde que respeite e o seu próximo, pode viver segundo o seu credo e segundo aquilo que acredita, mais, pode dar testemunho disso na vida do dia-a-dia, nas redes sociais, em casa, em todo lado e em toda a parte, porque a isso somos chamados!

E assim dando a Deus esta hora do nosso dia, teremos um dia cheio, um dia alegre, um dia divertido, um dia em família!

 

«Dai ao Senhor, ó família dos povos,
dai ao Senhor glória e poder.
Dai ao Senhor a glória do seu nome,
levai-Lhe oferendas e entrai nos seus átrios.» Sl 95

 

 

A todos um bom domingo!

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(imagens tiradas da Internet)

 

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Sábado, 18.10.14

Na hora das refeições

A hora das refeições é a hora de juntar a família, sempre que possível, comemos todos juntos, normalmente a refeição em conjunto é a do jantar e o almoço de domingo. Fazemos questão de que, durante esse tempo, não haja extras tecnológicos a minar a refeição. É também a hora das conversas e das novidades e começa com uma oração.

Mas nem sempre foi assim.

Quando a Gui começou a passar os fins-de-semana connosco há sete anos, antes de uma refeição disse:

- Então não rezamos?

- ??!!???

Depois do nosso ar de espanto, ela lá nos explicou como faziam na instituição católica onde estava a viver.

Desde essa altura começámos as refeições com um glória.

O certo é que para nós a bênção da refeição passou a ser realmente importante e como tal passou a ser também um momento de gratidão, um momento em que reconhecemos que estamos gratos por ter comida na nossa mesa e também um momento de, tal como Jesus nos ensinou, pedirmos o pão de cada dia.

Procurei em livros da tradição aqui da nossa região que têm imensos dizeres populares, mas pareceu-me que eram orações de outras pessoas, não nossas...

Então de lápis em punho e papel resolvi escrever aquilo que eu gostava de rezar com a minha família:

 (Sinal da cruz)

«Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre, ámen;

Abençoa Senhor a nossa refeição e que nunca nos falte o pão nosso de cada dia.»

(Sinal da cruz) 

E assim  se tem mantido esta nossa tradição, sempre que estamos sós ou em dias que temos visitas, não começamos a comer sem antes rezar. Dizia o nosso pároco há uns tempos, que a refeição é sagrada, das mais belas formas de partilha e de convivio, nestes nossos tempos em que vemos muitas coisas a serem banalizadas devemos ser nós as famílias católicas a recomeçar os hábitos que se têm perdido, muitas vezes por causa das correrias e das pressas. 

Hoje deixo o convite a que também em vossas casas se faça uma oração.

Claro que existem famílias que elevam a oração a outro nível ora vejam AQUI

 

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 (mesa do Natal passado)

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por Olívia às 06:10

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