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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Bons dias #3

Bom dia Alegria!

Este sábado foi um  dia em cheio, com um pouco de tudo: trabalho, oração e passeio... conto-vos tudo amanhã, porque hoje quero aqui deixar um pequeno texto para começarmos o Advento em força e com bastante coragem.

Conto*

«Um viajante aproximou-se de um grupo de canteiros a trabalharem a pedra e perguntou ao primeiro:

- Que estás a fazer?

- É como vê: a suar como um animal à espera das sete horas para ir para casa.

Perguntou ao segundo:

- E tu, o que fazes?

- Eu estou aqui a ganhar o pão para mim e para os meus filhos.

Perguntou finalmente ao terceiro:

- E tu?

- Eu estou a construir uma catedral!»

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Estes três homens fazem aparentemente a mesma coisa, o que difere é o espírito e a dedicação no que fazem! Os cristãos de todo o mundo embora façam as mesmas coisas do que os outros como trabalhar, estudar, conviver, dão-lhe uma nova dimensão, um novo sentido e uma nova cor!

Sentem-se felizes na sua caminhada diária sabendo que colaboram com Deus na construção do Seu reino, um reino de justiça, de paz e de amor, sem egoísmos, sem vinganças, nem invejas!

Que neste 1º Domingo do Advento eu consiga estar alerta e vigilante, que eu consiga transparecer esta forma única de viver a vida segundo os valores cristãos, não apenas para ser "bonito" ou "politicamente correcto", mas para que, com as minhas acções, eu consiga apoiar quem precisa de ajuda, dar uma palavra a quem está só, amar quem vive no ódio, consolar quem está a viver tribulações! Só com este espírito de quem está atento aos outros consigo que o meu coração esteja pronto para receber com alegria o Menino Jesus!

Um bom domingo e uma semana repleta de boas acções!

 

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*in Bons dias oração jovem

 

Coisas simples da vida #2

Ajudar um amigo a escolher o presente para a sua cara-metade...

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Escolher em família como celebrar o Natal

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 Fazer compota e bolachas caseiras ( e sim vale ir comendo enquanto se cozinha)

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Procurar as caixas com os enfeites de natal... há meses guardados... e espalhar tudo pelo chão!

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E o mais importante de tudo: Encher de alegria e vida estes dias até à festa do Natal!

 

«Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
aclamemos a Deus, nosso Salvador.
Vamos à sua presença e dêmos graças,
ao som de cânticos aclamemos o Senhor.»

Salmo 94 (95), 1-2.4-5.6-7

 

 

 

Já nasceu!

Não, não estou a falar do menino Jesus!!!

Estou a falar da bebé Constança, a nossa afilhada! A pequenita resolveu adiantar-se e não quis esperar até ao dia 2 de Janeiro... nasceu ontem, dia 27 e com ela trouxe-nos uma grande alegria e uma enorme responsabilidade: a de sermos padrinhos!

Há muitos anos convidaram-nos para sermos padrinhos de uma menina, ela nasceu, e quando perguntei a data do baptismo iam adiando a conversa, ao fim de seis meses tive como resposta "Não temos dinheiro, não há baptismo", como se o mais importante fosse a festa... 

Desta vez, assim que recebi o convite, disse que só aceitava se fosse para ser como deve ser, assim que possível baptizamos a menina! Os pais aceitaram, apesar de não serem praticantes, querem educar a filha dentro dos valores cristãos e isto deixa-me realmente muito feliz!

Ser madrinha e padrinho de uma criança é muito mais do que mandar presentes duas vezes por ano, é muito mais do que dar um vestido e uma vela para o baptismo. Sermos padrinhos obriga-nos a assumir uma grande responsabilidade.

Eu sei o que se espera de nós, sei que devemos ajudar os pais da Constança em tudo aquilo que precisarem, mas acima de tudo devemos velar pela educação cristã desta bebé que agora nasceu!

Diz-nos o Dicionário Elementar da Liturgia:

Na celebração dos sacramentos, às vezes são os pais que têm o protagonismo, quando os que acedem a eles são crianças ou meninos de tenra idade. Assim, na celebração do Baptismo de uma criança, o diálogo inicial interpela os pais sobre as disposições e o seu compromisso de ajudar o seu filho a viver como cristão.
Mas, ao lado dos pais, também os padrinhos exercem um protagonismo de testemunho e de ajuda. A palavra vem do latim, patrinus (aquele que, sem ser pai, exerce uma certa função paterna).

 (...)
Actualmente, o papel dos padrinhos continua a ser valorizado. «Dê-se quanto possível, ao baptizando um padrinho, cuja missão é assistir na iniciação cristã ao adulto baptizando, e, conjuntamente com os pais, apresentar ao baptismo a criança a baptizar e esforçar-se por que o baptizado viva uma vida cristã consentânea com o baptismo e cumpra fielmente as obrigações que lhe são inerentes» (CDC 872). Os padrinhos, no Baptismo das crianças, respondem às perguntas dirigidas a eles, no início da celebração e, a seguir, professam a fé eclesial, junto com os pais.
O padrinho ou madrinha deve ter a maturidade necessária para esta função, e tem que ter recebido os três sacramentos da iniciação (Baptismo, Confirmação e Eucaristia) (cf. CDC 874), e ser escolhido, não tanto por motivos sociais ou familiares, mas por um desejo sincero de assegurar aos seus filhos uns padrinhos que, pela sua idade, proximidade, formação e vida cristãs, sejam capazes de influenciar, no seu dia a dia, eficazmente na educação cristã daqueles. Talvez seja melhor prescindir do padrinho a escolher um para mero cumprimento ou sem as qualidades requeridas 18.
Também no caso do Baptismo de adultos, o seu Ritual descreve as qualidades do padrinho (cf. RICA 42-43: EDREL 108-109). Na Confirmação, segundo o costume, «a cada confirmando assistirá habitualmente um padrinho, cuja missão é conduzi-lo à recepção do sacramento, apresentá-lo ao ministro da Confirmação para a sagrada unção e ajudá-lo depois a cumprir fielmente as promessas do Baptismo, segundo o Espírito Santo que recebeu» (Ritual 5). O ideal é que o padrinho do Baptismo seja também o mesmo da Confirmação, para manifestar uma união dinâmica entre estes dois sacramentos. Pode ser também outra pessoa, e inclusive podem ser os próprios pais que apresentem o seu filho a este sacramento: neste caso não se chamarão padrinhos, evidentemente. 

 

Assim sendo, e plenamente conscientes desta tão bela tarefa pedimos a Deus que nos ajude a guiar-te sempre no bom caminho, a educar-te com valores cristãos e a amparar os teus pais quando for preciso, sê bem vinda a este nosso mundo pequena Constança!

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O que traz alegria ao mundo...

Esta foi a frase que me calhou no encontro mensal da F. Andaluz, um encontro que fazemos para descobrir a alegria de caminhar para Deus com Luíza Andaluz ao nosso lado, guiando-nos através do exemplo que foi a sua vida!

No início do encontro cada pessoa tinha uma frase para completar, por exemplo "Sinto alegria quando..." ou "quando falo de Deus a alguém..." e a minha era justamente esta: "o que traz alegria ao mundo..." e confesso que demorei bastante para encontrar uma resposta correcta do meu ponto de vista, mas eu tenho noção de várias coisas que trazem alegria ao mundo... o dinheiro, o divertimento, roupas "fashion", telemóveis topo de gama, viagens, e por aí fora. Foi esta a minha resposta, claro que depois de terminar tive de a completar com outras coisas, as outras coisas que dão alegria ao mundo como a generosidade, a caridade, o amor pelo outro, o serviço ao outro...

Penso que as primeiras coisas não são totalmente incompatíveis com as segundas, felizmente que existem pessoas com muito dinheiro que o usam para o bem comum, felizmente existem pessoas que apesar de terem muitos bens materiais são pessoas que trabalham sem descanso na caridade ao próximo, posso ter "coisas" e partilhá-las com os os meus amigos dar-me-há mais felicidade do que ter coisas só por ter...

Parece-me que por vezes nos deixamos deslumbrar pelas coisas que nos trazem uma alegria imediata e quando finalmente temos essas coisas perdemos o interesse, é por isso que a alegria do "ter" é muito menor do que a alegria do "ser". Por exemplo: eu sempre gostei de ler, e alem de gostar de ler gostava de ter os livros, sempre que podia comprava um, quase que tinha por missão olhar para a estante e enchê-la de livros, quanto mais melhor. Poupava aqui e ali e comprava mais um livro... depois apercebi-me que não preciso de os ter todos ali a "olhar" para mim, percebi que se os desse em troca receberia outros e depois abria mão destes e teria outros mais... eu não era mais feliz quando tinha mais livros, era uma ilusão, eu sou é mais feliz por ler! Este é um pequeno exemplo das coisas que tenho tentado mudar na minha maneira de viver, quanto mais gostamos das "coisas", mais nos custa abrir mão delas, e ser uma pessoa mais desprendida das coisas terrenas é um dos grandes objectivos que tenho para os próximos tempos... 

Cada vez mais me convenço que o segredo da felicidade não está nestas coisas terrenas, mas na forma como vivemos e no bem que fazemos!

Cada vez acredito com mais convicção que a maior riqueza ainda não a podemos ver... mas esse dia chegará e quando chegar... também eu quero ter essa alegria sem igual!

«Pratiquem o que é justo e bom diante do Senhor, para serem felizes e poderem chegar a tomar posse da terra maravilhosa que o Senhor prometeu aos vossos antepassados»

DEUTERONÓMIO 6:18

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Necessidades educativas especiais

Qualquer pai ou mãe, a certa altura da vida dos seus filhos sente grandes expectativas no que diz respeito ao progresso escolar, é normal, é saudável e mostra que nos preocupamos. A diferença está em sabermos de antemão que um dos nossos filhos tem necessidades educativas especiais, mesmo antes de ser nosso filho. É esta uma das grandes vantagens da adopção tardia (crianças já crescidas). À partida já sabemos mais ou menos o que nos espera, resta-nos aceitar as limitações e trabalhar para incutir bons hábitos de estudo e de organização, que a meu ver faltam a grande parte dos alunos e não apenas aos de famílias disfuncionais, mas isso já é outra história!

Para alguns pais identificar ou perceber que os seus filhos não aprendem ao ritmo dos outros é chocante e penso que a maioria nem quer acreditar e ignora, mas um dia acaba por perceber e não podendo lutar contra isso tem mesmo de aceitar, este é o passo mais complicado. Se algum dia no passado, alguém me dissesse que uma das minhas filhas ia ter problemas de aprendizagem eu até me iria rir podem acreditar e no entanto quando isso aconteceu para mim foi simples e normal!

Quando conhecemos a Gui, ela estava matriculada no 3º ano a fazer uma espécie de 2º ano, com um programa específico para ela, era a típica aluna que andava na escola porque era obrigada, que estava sentada numa mesa com os meninos da classe "atrasada" e que aos 10 anos estava sem expectativas e sem objectivos, penso até que muitas das vezes nem percebia bem qual era o objectivo de estar na escola o dia inteiro.

Para todos os pais que têm filhos com estas necessidades educativas especiais aquilo que aqui estou a escrever não é uma novidade, mas para os pais cujos filhos são excelentes alunos talvez seja interessante saber que estas crianças não estão nas turmas ditas normais para "empatar" ou para atrasar a matéria, estão lá porque alguém acredita que a integração ainda é a melhor forma de crescer e aprender e não, não é o ministro Nuno Crato, que esse disse para quem quis ouvir que estes meninos estão integrados para que Portugal fique bonito na fotografia, ou seja para efeitos administrativos já que na prática só podem contar com a dedicação dos poucos professores de ensino especial e dos professores que acreditam que o tempo neles investido é positivo (isto foi um desabafo)...

Assim sendo, até hoje nós pais tivemos de travar algumas batalhas contra o desinteresse escolar da Gui, e a passinhos de caracol cansado fomos evoluindo, quer no desempenho, quer na autonomia.

Eu ainda acredito que devemos educar os nossos filhos para que sejam autónomos na sua vida escolar, portanto o primeiro passo foi criar hábitos de estudo e de trabalho, horários específicos para estudar.

Mas o caso da Gui era sem sombra de dúvidas realmente preocupante, ela sabia copiar do livro, mas lia muito pouco e a matemática então era o mínimo dos mínimos, às vezes olho para trás nem acredito o quanto já progrediu...mas porque o texto já vai longo, voltarei a ele para registar a nossa caminhada escolar!

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 «O pai que corrige o seu filho ficará satisfeito com ele;

no meio dos seus conhecidos, orgulhar-se-á dele.»

BEN SIRA 30:2

 

A verdade

Com a aproximação da época natalícia parece-me que o tema favorito das crianças na escola não é o menino Jesus, é o Pai Natal e os presentes. Lá em casa já se ouve a frase de ordem «o mais importante do Natal é estarmos em família, não são as prendas», mas já se sabe... lá no fundo as meninas também pensam (muito) nas prendas.

Um destes dias na semana passada a pequena Mimi veio ter comigo a meio de uma brincadeira e diz

- Mãe, existe mesmo um Pai Natal?

- Bem, sabes que existem muitos... 

- Não mãe, aquele mesmo a sério que é gordo e tem barbas mesmo de verdade...

- Sabes esse senhor era o Nicolau, gostava muito de crianças e distribuía presentes às que não tinham quase nada...

- Sim, mas ele ainda existe?

 

(ok, já perceberam, estou a evitar dizer o inevitável...)

 

- Pois o Nicolau já morreu, mas existem outras pessoas muito boas e que dão presentes às crianças que não têm!

- Ah... mas então quem é que foi lá a casa no Natal e deixou duas prendas para mim e para a Gui?

 

(...e agora como é que se diz a uma criança que acredita no Pai Natal que ele não foi lá a casa?)

 

- Já sei!!!! Foste tu e o pai, não foste????

- Sim, fomos nós!

- Ah!!!... e a Gui já sabe?

- Sim, ela já sabia!!!

- Está bem. 

 

(passados alguns minutos regressa)

 

- Olha mãe, eu sei que não é o Pai Natal que deixa lá as prendas, mas podemos fazer de conta que é?

(risos)

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Quando se tem filhos pequenos o Natal tem outro encanto, vivemos cinco Natais apenas junto de adultos e no 1º Natal em que a Gui esteve connosco foi de facto uma grande alegria! Depois veio a Mimi e a alegria multiplicou-se. Celebramos sempre em família, agora com as meninas fazemos sempre uma encenação, cantamos cânticos e fazemos jogos... e claro distribuímos presentes uns pelos outros, afinal o Natal também é partilha. Tento sempre retirar aquela ideia de consumo exagerado, fazemos presentes em casa para distribuir e são as meninas quem ganham as prendas, normalmente fazem uma lista com três coisas e daí escolhemos o que oferecer. Mas o Pai Natal sempre foi lá a casa, já depois de se ter celebrado o Natal cristão, com cânticos enquanto se coloca o menino Jesus junto de S. José e de Nossa Senhora no presépio!

Na manhã seguinte lá vêm elas junto da árvore para desembrulhar uma prenda, que até ao ano passado era deixada pelo Pai Natal, e este ano... faz de conta que também foi ele que a deixou lá!!!!!

É por isso que eu gosto do Natal da vizinha Espanha... Natal é festa do nascimento de Jesus e as prendas só chegam com os Reis Magos!

Mas como por cá fazemos tudo de 24 para 25, há que saber distinguir as coisas!

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Foto do 2º Natal com crianças (em 2009) Mimi 18 meses, Gui 12 anos

 

 

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