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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

31
Jan15

A família é para isto!


Olívia

Olá, aqui fica um pedido para as famílias de Caná, e não só!

 

«Queridas Famílias de Caná,

Tenho um pedido a fazer-vos. Peço-vos com toda a humildade que rezem por mim a Deus. Por favor

Estou quase a terminar os exames, só me falta mais um. Contudo, este último exame é o mais díficil de todos. Tem um formato de exame diferente, e será a minha primeira vez a ser avaliada por ele. 

Estou assustada. Tenho medo. Tenho receio de que todo o esforço dum semestre não seja visível quando mais necessário. E estou tão cansada.

Tenho continuamente que me lembrar o porquê de estar a fazer isto e por Quem. E só isso me dá forças....

Acreditem que, para mim, a Quaresma já começou. Tenho oferecido todo o meu trabalho, todas as minhas preocupações, sofrimentos e angústias a Deus. É por Ele que faço tudo isto. Que seja sempre feita a Sua vontade.

 

 

O exame é na 5ªfeira de manhã, provavelmente perto da hora de almoço. Por favor, se se lembrarem, se puderem ou se quiserem, rezem por mim, por favor. Agradecer-vos-ei eternamente do fundo do meu coração! Que Deus vos abençoe a todos!»

 

Querida Marisa, continuamos sempre a rezar por ti!

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31
Jan15

E eu, também tenho medo dele?


Olívia

É raro que ele apareça, afinal a vida está de tal forma acelerada que raramente me apercebo dele, desde que me levanto até que me deito, quantas vezes dou por ele e o sinto? 

Será que ando a fugir dele? Ou apenas o evito para ser mais fácil continuar distraída da vida?

 

Ah, mas quando ele chega...

 

Até me arrepia...

 

Até me assusta...

 

Pois é! O SILÊNCIO é daquelas coisas que me deixam estranhamente feliz!

 

Mas se durar mais tempo do que o necessário para respirar fundo... aí sim, começo a pensar na vida, começo a fazer perguntas a mim mesma, a minha cabeça trabalha a mil à hora... lembro-me de coisas há muito esquecidas e o pior é mesmo quando fico com medo... medo de não conseguir fazer esta ou aquela tarefa, medo de não saber como agir aqui ou ali...

 

Se entro no carro, fico em silêncio ou ligo logo o rádio?

Se entro em casa fico em silêncio ou ligo logo o rádio ou a televisão?

 

Muitas vezes me apercebo de uma ideia que as pessoas que vivem sós me transmitem: o silêncio é sinal de solidão, de vazio, de dor... o silêncio é um inimigo e quanto menos se fizer sentir melhor... 

 

Por outro lado tenho-me apercebido de que é no silêncio que me encontro, é no silêncio que me deixo levar nas minhas preces, nas minhas inquietações... há muitos anos ouvi esta expressão e para ser sincera não percebi bem o seu significado: «o barulho ensurdecedor do silêncio».

Agora nesta fase mais sábia madura da vida, consigo perceber tão bem esta frase... quando nos deixamos embalar pelo silêncio sentimos algo inexplicável, uma sensação de paz se estamos em paz, uma sensação de pânico quando estamos cheios de problemas, uma sensação de "tudo" quando estamos cansados da confusão, uma sensação de vazio quando nos sentimos abandonados...

 

Quando vou no carro sozinha (as meninas gostam de ir no autocarro com a avó mais cedo para casa dois dias por semana) não ligo o rádio e fico ali a escutar os ruídos exteriores à minha volta, fico a pensar no meu dia, e se por qualquer motivo disser uma palavra (olhem que não estou louca para falar sozinha) essa palavra faz eco no resto do meu dia... se cantar, essa música enche-me a alma - e eu canto mesmo mal - mas dá para perceber a ideia...

 

Existe um momento, num dia do ano, numa hora específica que reflecte tudo isto:

Quem vai à missa saberá do que eu estou a falar, quem não vai tem de ir para ver e sentir. A celebração da Sexta-feira Santa começa em silêncio, ouvem-se os passos do sacerdote, ele inclina-se e prostra-se no chão, não se ouve barulho, ninguém diz nada... aquele silêncio arrepia-me, saber que aquele é o dia mais triste do Ano Litúrgico deixa-me comovida... não consigo descrever, só mesmo estando lá para nos deixarmos arrebatar por estas emoções!

 

Vale a pena fazer a experiência do silêncio na nossa vida, resta então saber:

E eu, também tenho medo dele?

 

 

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30
Jan15

Daqui para o mundo, do mundo para aqui #2


Olívia

E eis que, quando a esperança já se estava a desvanecer... chega o meu primeiro postal! Tive de esperar muitos dias 44 dias para que isto acontecesse, os meus cinco primeiros postais, juntamente com os da Margarida e dois da Maria seguiram viagem na segunda-feira dia 15 de Dezembro e chegaram até agora três meus, três da Margarida e um da Maria... portanto quatro dos nossos postais ainda não chegaram ao destino... por isso fiquei realmente feliz por finalmente ver um postal para mim!

 

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 Da Bielorrússia, a Ilora mandou-me uma parte da fauna local.

 

A Maria ainda não recebeu nenhum, e ontem ficou mesmo aborrecida...tive que lhe explicar que só podemos começar a receber quando os nossos lá chegam, não tarda chegará um para ela!

 

A Margarida recebeu o seu primeiro postal no início de Janeiro e veio da Lituania, quem lho enviou foi uma rapariga chamada Monike. 

 

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Ontem chegaram mais dois: da Holanda o Marcel enviou este mosaico:

 

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 Da Filândia a Mervi mandou este postal bem engraçado:

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 ***

Num daqueles meus cadernos, descobri ainda na última folha a morada e o nome da minha correspondente francesa, a Angélique, naquela época a minha professora de Francês falou com uma amiga que também era professora (em França) e cada aluno da minha turma ficou a corresponder-se com o aluno de número correspondente na turma francesa. A mim calhou-me esta rapariga, e devo dizer que nos correspondemos durante muito tempo! Talvez escreva para a morada, pode ser que ainda lá vivam os pais dela... nunca se sabe, afinal só passaram 20 anos! Depois dou notícias...

Nesse mesmo ano trocámos correspondência também na aula de português com uma turma de Oeiras, exactamente como em francês, a mim calhou-me uma rapariga chamada Tânia o n.º 13 da turma, ainda me recordo dela, pois organizámos na nossa escola um encontro entre as duas turmas no final do ano lectivo! Foi muito divertido! Mas nunca mais soube nada dela...

Por isso professoras, aqui fica uma ideia, podem encontrar forma de se corresponderem com outras turmas deste país, em português, em francês, inglês ou espanhol! Se quiseresm avisem que eu falo com as professoras da Margarida! Nós adorámos este projecto, e quem sabe a juventude de hoje não ache também uma boa ideia! Sempre se pratica a escrita, e as várias línguas envolvidas!

 

Parece-me boa ideia continuar a escrever estes postais durante este ano, e ir ensinando as minhas filhas a dar importância à escrita, ao intercâmbio, à observação da beleza que vamos recebendo de todos estes países! Quem sabe até mande fazer uns postais com as fotos da Margarida, afinal são tão bonitas!!!

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 «Vosso é o céu e Vossa é a Terra,

o mundo e tudo o que ele

contém, Vós é que o criastes.»

Sl 89 (88) 12

 

 

29
Jan15

Tirado do baú #2


Olívia

A juventude é a época em que tudo está acelerado! Tudo parece importante, tudo é explosivo, cada palavra, cada gesto é interpretado com grande significado! As cores têm mais vida, o céu é mais azul, as palavras mais sentidas e os sonhos não têm limite!

Quem não se recorda das amizades dos tempos de escola? Dos almoços e lanches, das piadas e das conversas animadas no bar da escola, debaixo das árvores no recreio ou nas filas para o almoço na cantina? Nos intervalos grandes íamos até à sala dos alunos onde estava uma televisão na VH1 ver os videoclips das músicas da moda!!!!

Dos meus tempos de estudante guardei uma coisa bem guardada, dois cadernos cheios de frases, versos e letras de canções, uma recolha afincada por entre várias amigas, uma compilação de histórias e momentos!

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  (as canetas de tinta permanente... não permeneceram assim tanto tempo...)

 

Ora, estes destes cadernos estiveram guardados no sótão muitos anos, e vieram comigo para a casa nova quando casei, mas nunca mais tinham visto a luz do dia, não fosse a Mimi ter recordado aquela frase tão bonita e ainda estariam guardados mais uns anos... a frase essa claro que também consta do registo sob o número 32:

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Quando os computadores ainda eram uma miragem, quando não havia tablets, nem telemóveis para mandar sms, muito menos facebook... eu e as minhas amigas tínhamos este passatempo: cada uma procurava o maior número de frases e quadras e depois passávamos a limpo para um caderno fazendo assim uma espécie de enciclopédia das quadras e versos e como éramos mesmo organizadas até íamos numerando as frases... afinal isto era um assunto muito sério!

Podemos ler coisas tão variadas como n.º131

«Duas flores dentro de água

nunca podem murchar

é como a nossa amizade

que nunca pode acabar!»

 

e ainda no n.º 180:

«Quando fores velhinha 

naquela terra distante

lembra-te da tua amiga

dos tempos de estudante»

 

para terminar aqui fica mais uma pérola (n.º24):

«No dia do teu casamento

Há-de haver um bailarico

Até debaixo da cama

dançará o penico!»

 

 

Dá-me a sensação que a nossa juventude foi muito livre, muito despreocupada, combinávamos às 10 em tal sítio e lá estávamos, agora... ainda falta um bocado já andam todos a mandar mensagens por que A ou B não aparecem... vivem a olhar para o telefone para não perderem nada do que possa estar a acontecer e depois nem reparam nos olhos dos amigos... se estão alegres ou tristes... eu gostei bastante de ser uma jovem rapariga nos anos 90!

Fui uma privilegiada, dava-me bem com toda a gente, e não me metia em confusões... nunca fui de andar com as "estrelas da escola", mas dava-me bem com as "minorias", pregávamos partidas uns aos outros e ríamo-nos a valer! Ninguém levava a mal, se havia problemas eram logo ali resolvidos com uns berros e uns abanões... o tempo corria devagar... a vida era divertida e alegre, desde cedo que a minha mãe me dava responsabilidades, ia à loja buscar o que era preciso e tomava conta da minha irmã (nasceu quando eu tinha 12 anos), fazia recados como ir pagar a água ou a luz... estudava com gosto e adorava estar com as minhas amigas.

De vez em quando tínhamos as chamadas "festas do pijama" ficávamos na casa umas das outras, acordadas até tarde, escrevíamos disparates em blocos, comíamos doces até nos doer a barriga e ouvíamos a Rádio Cidade, claro que no outro dia ...era Domingo!!!

 

Depois conheci o meu príncipe... apaixonei-me e a vida ficou ainda mais bonita!

 

n.º 52

«O Amor é o arquitecto do universo»

Desconhecido

 

 

 

28
Jan15

As cinco pedrinhas e as Famílias...


Olívia

Durante o ano passado, grandes mudanças aconteceram na minha vida tão pobre em espiritualidade... mas Deus, que nunca dorme, tratou de abrir algumas janelas para deixar entrar a luz e me orientar na minha vivência diária.

Mas como "não há pobreza que não dê em fartura" de repente vi-me no meio de um dilema: por um lado conheci as Famílias de Caná e desejava de todo o coração pertencer a este movimento, por outro lado fui chamada a fazer parte de um movimento de leigos na minha aldeia, a Família Andaluz.

Se por um lado um movimento me apelava ao coração e à minha vivência em família, por outro lado era chamada a agir dentro da minha comunidade, cedendo algum do meu tempo para fazer o bem à imagem de Jesus (lema de Luíza Andaluz).

Como é que eu podia dizer sim a um movimento e não ao outro? Não consegui escolher e deixei que a vida me fosse encaminhando na direcção certa.

O retiro das Famílias de Caná foi tudo o que eu precisava para viver uma vida familiar mais rica... o primeiro encontro de oração e formação da Família Andaluz também  me seduziu, afinal o convite era dentro de pouco tempo estarmos a agir na nossa terra junto dos que precisam de nós, e quem sabe faríamos alguns outros projectos sociais! Como podia eu escolher?

Foi então que, fui dar o meu testemunho no retiro de Almada e enquanto ia falando (de tal forma que acho que me perdi várias vezes na conversa) percebi que a minha pedrinha da "visitação" estava mesmo pequenina... assim como uma gravilha...

Ora se a pedrinha da visitação é, levar Jesus aos outros, à semelhança de Maria visitando a sua prima Isabel, então sendo Família de Caná o que me impede a mim de pertencer a um movimento que é na prática a vivência de uma das cinco pedrinhas? Nada. 

Ser fiel àquilo que acreditamos e viver de acordo com isso é o nosso grande objectivo, resta-nos compreender qual é o nosso chamamento, aceitá-lo e de acordo com as nossas possibilidades fazer aquilo a que nos propomos!

Quanta riqueza temos diante de nós, estaremos a disperdiçá-la quando nos negamos a agir? Será que não existe ninguém que precise da nossa ajuda? Será que na nossa paróquia não podíamos ler, enfeitar a igreja, ajudar nas tarefas administrativas? E a nossa comunidade não precisará das nossas mãos? Visitar idosos, crianças? Dar uma palavra de alento aquela pessoa que precisa? Ajudar nas compras de supermercado das pessoas que não podem lá ir? Entregar uma parte do IRS que o estado arrecada preenchendo apenas um quadro na declaração? 

 

«Peçam e Deus vos dará; procurem e hão de encontrar; batam à porta e ela há de abrir-se-vos, pois aquele que pede, recebe; aquele que procura, encontra; e a quem bate, a porta se abrirá.»

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MATEUS 7:7-8

 

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 As minhas Famílias a quem dedico um pouco do meu tempo, que me ajudam a crecer e a seguir no caminho certo!

 

27
Jan15

Para que a memória não morra...


Olívia

Obrigada Magda pela lembrança, aqui fica também a nossa homenagem a todos os que sofreram e sofrem ainda hoje...

Porque depois de 70 anos ainda existem casos hediondos de massacres, de prisioneiros e de atentados aos direitos das pessoas...

Porque enquanto existirem pessoas que se acham seres superiores, nunca deixarão de existir atentados à vida humana, nunca existirá a paz.

Que não nos esqueçamos disto, que ensinemos aos nossos filhos o valor da vida, a humildade e o amor ao próximo!

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27
Jan15

A Fundação Andaluz


Olívia

Texto escrito pela Margarida a 25 de Janeiro de 2015

 

«Ontem dia 24 de Janeiro a Fundação Luiza Andaluz celebrou os 90 anos, a fundação acolhe há 90 anos todas as meninas precisam de uma nova casa.

Ouvimos vários testemunhos de pessoas que lá passaram naquela fundação com as irmãs*, depois celebrámos a missa dos 90 anos numa capela na fundação.

Foi para mim, um momento de saudades, alegrias e algumas memórias. É sempre bom visitar a fundação, visitar as amigas e todas as pessoas que trataram de mim, enquanto estive lá.

Se também eu fosse falar sobre o tempo que lá passei eu contava-vos assim:

- Vivia com uma família que não me dava educação, mimos e outras coisas que uma criança precisa. Um dia as senhoras da CPCJ foram buscar-me a casa e fui para a fundação. Eu ia muito triste, quando a Catarina** (Titi) me levou com ela e me acalmou.

Fui passando meses a aprender coisas novas com as irmãs, educadoras e com as meninas que lá estavam (ex: fazer a cama, ajudar, estudar).

E um dia uma família adotou-me e agora estou feliz com a minha família. Quando vou fazer uma visita à fundação lembro-me sempre dos bons e maus momentos que lá passei.

O dia de ontem foi muito divertido e alegre.»

 

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 (Margarida no "seu" quarto azul na Fundação em 2008)

 

---

*Servas de Nossa Senhora de Fátima

** A Dra Catarina é a directora técnica da casa e as meninas tratam-na carinhosamente por Titi

26
Jan15

" O tempo passa...


Olívia

... a obra permanece!"

 

Esta foi a grande mensagem transmitida no sábado passado naquela que é a instituição do meu coração. A instituição que acolhe crianças e jovens raparigas em situações de risco. A Fundação Luíza Andaluz celebra este ano 90 anos de serviço: Acolher para proteger e educar, e este aniversário foi celebrado com grande simplicidade e entusiasmo na companhia de antigas educandas, benfeitores e amigos da instituição.

Nós também lá estivemos, escutámos testemunhos de meninas - hoje mulheres - que lá estiveram, umas há setenta anos, outras há quarenta, outras há vinte e ainda as que saíram nos últimos anos. Por entre lágrimas de emoção escutámos a mesma mensagem: a eterna gratidão pela casa que fez delas as mulheres que hoje são, que cada ralhete, cada castigo, cada oração, cada palavra não foi em vão.

Foi graças ao esforço, dedicação e confiança de Luíza Andaluz há noventa anos, que centenas e centenas de meninas (nos registos estão cerca de 1210 meninas) foram acolhidas, amadas e educadas numa casa que não era a sua, numa família "emprestada" inserida numa comunidade empenhada que sabe que cada menina é importante, que o seu gesto de partilha e apoio é importante.

Recordo muitas vezes quando, com cerca de 10 anos de idade, as crianças da catequese rumavam à Fundação para passar a tarde com as meninas levando na bagageira do autocarro sacos e sacos de comida que era depois levada por nós e muitas vezes ainda ajudámos a colocar nas despensas... e muitas vezes as despensas já não estavam muito cheias... dizia a Ir. Rita: "Deus nunca nos falta, estávamos a precisar de umas coisas e aparecem aqui vocês!".

Existem muitas instituições, mas esta é especial, pela forma como trabalha, pelo ideal de vida que tem e pelas pessoas que lá estão que são mais do que funcionárias, são como mães e amigas, dão colo, mas também ralham quando é preciso, ensinam e educam, dão uma oportunidade a quem já não tinha mais nada para esperar no futuro a não ser lágrimas e solidão... 

Muitas destas meninas seguem com a sua vida, crescem, estudam, trabalham, constituem família, organizam a sua vida... e a prova disso estava ali na nossa frente, umas de bebé, outras com dois e três filhos em "escadinha", raparigas que recordo ainda crianças, algumas ainda se recordavam de mim!

Esta foi a segunda família da Margarida, foi aqui que recomeçou uma vida nova, foi aqui que a conhecemos e foi aqui que a quisemos ter como filha!

A Margarida reencontrou amigas do seu "ano" no meio de tantas caras sorridentes e cheias de saudades, no meio de risos, abraços e olhares que diziam tudo.

A gratidão sentida e demonstrada comprova que, mesmo quando tudo parecia sem rumo, mesmo quando a vida se complicou, mesmo quando a incompreensão toldava o pensamento, havia vida e alegria para além daquelas portas, e que anos mais tarde, ao regressarem a "casa" reconheceram o bem que lhes foi feito!

Se alguém quiser saber como pode colaborar com esta casa por favor mande-me um e email para olivia.adocao@sapo.pt, há sempre muito que podemos fazer, como dizia Luíza Andaluz:

 

“Mesmo o que é muito pequeno tem importância se com ele podemos provar o nosso amor a Jesus.”

 

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(A Margarida na Fundação em 2008)

 

 

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