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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

A família é para isto!

Olá, aqui fica um pedido para as famílias de Caná, e não só!

 

«Queridas Famílias de Caná,

Tenho um pedido a fazer-vos. Peço-vos com toda a humildade que rezem por mim a Deus. Por favor

Estou quase a terminar os exames, só me falta mais um. Contudo, este último exame é o mais díficil de todos. Tem um formato de exame diferente, e será a minha primeira vez a ser avaliada por ele. 

Estou assustada. Tenho medo. Tenho receio de que todo o esforço dum semestre não seja visível quando mais necessário. E estou tão cansada.

Tenho continuamente que me lembrar o porquê de estar a fazer isto e por Quem. E só isso me dá forças....

Acreditem que, para mim, a Quaresma já começou. Tenho oferecido todo o meu trabalho, todas as minhas preocupações, sofrimentos e angústias a Deus. É por Ele que faço tudo isto. Que seja sempre feita a Sua vontade.

 

 

O exame é na 5ªfeira de manhã, provavelmente perto da hora de almoço. Por favor, se se lembrarem, se puderem ou se quiserem, rezem por mim, por favor. Agradecer-vos-ei eternamente do fundo do meu coração! Que Deus vos abençoe a todos!»

 

Querida Marisa, continuamos sempre a rezar por ti!

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E eu, também tenho medo dele?

É raro que ele apareça, afinal a vida está de tal forma acelerada que raramente me apercebo dele, desde que me levanto até que me deito, quantas vezes dou por ele e o sinto? 

Será que ando a fugir dele? Ou apenas o evito para ser mais fácil continuar distraída da vida?

 

Ah, mas quando ele chega...

 

Até me arrepia...

 

Até me assusta...

 

Pois é! O SILÊNCIO é daquelas coisas que me deixam estranhamente feliz!

 

Mas se durar mais tempo do que o necessário para respirar fundo... aí sim, começo a pensar na vida, começo a fazer perguntas a mim mesma, a minha cabeça trabalha a mil à hora... lembro-me de coisas há muito esquecidas e o pior é mesmo quando fico com medo... medo de não conseguir fazer esta ou aquela tarefa, medo de não saber como agir aqui ou ali...

 

Se entro no carro, fico em silêncio ou ligo logo o rádio?

Se entro em casa fico em silêncio ou ligo logo o rádio ou a televisão?

 

Muitas vezes me apercebo de uma ideia que as pessoas que vivem sós me transmitem: o silêncio é sinal de solidão, de vazio, de dor... o silêncio é um inimigo e quanto menos se fizer sentir melhor... 

 

Por outro lado tenho-me apercebido de que é no silêncio que me encontro, é no silêncio que me deixo levar nas minhas preces, nas minhas inquietações... há muitos anos ouvi esta expressão e para ser sincera não percebi bem o seu significado: «o barulho ensurdecedor do silêncio».

Agora nesta fase mais sábia madura da vida, consigo perceber tão bem esta frase... quando nos deixamos embalar pelo silêncio sentimos algo inexplicável, uma sensação de paz se estamos em paz, uma sensação de pânico quando estamos cheios de problemas, uma sensação de "tudo" quando estamos cansados da confusão, uma sensação de vazio quando nos sentimos abandonados...

 

Quando vou no carro sozinha (as meninas gostam de ir no autocarro com a avó mais cedo para casa dois dias por semana) não ligo o rádio e fico ali a escutar os ruídos exteriores à minha volta, fico a pensar no meu dia, e se por qualquer motivo disser uma palavra (olhem que não estou louca para falar sozinha) essa palavra faz eco no resto do meu dia... se cantar, essa música enche-me a alma - e eu canto mesmo mal - mas dá para perceber a ideia...

 

Existe um momento, num dia do ano, numa hora específica que reflecte tudo isto:

Quem vai à missa saberá do que eu estou a falar, quem não vai tem de ir para ver e sentir. A celebração da Sexta-feira Santa começa em silêncio, ouvem-se os passos do sacerdote, ele inclina-se e prostra-se no chão, não se ouve barulho, ninguém diz nada... aquele silêncio arrepia-me, saber que aquele é o dia mais triste do Ano Litúrgico deixa-me comovida... não consigo descrever, só mesmo estando lá para nos deixarmos arrebatar por estas emoções!

 

Vale a pena fazer a experiência do silêncio na nossa vida, resta então saber:

E eu, também tenho medo dele?

 

 

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Daqui para o mundo, do mundo para aqui #2

E eis que, quando a esperança já se estava a desvanecer... chega o meu primeiro postal! Tive de esperar muitos dias 44 dias para que isto acontecesse, os meus cinco primeiros postais, juntamente com os da Margarida e dois da Maria seguiram viagem na segunda-feira dia 15 de Dezembro e chegaram até agora três meus, três da Margarida e um da Maria... portanto quatro dos nossos postais ainda não chegaram ao destino... por isso fiquei realmente feliz por finalmente ver um postal para mim!

 

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 Da Bielorrússia, a Ilora mandou-me uma parte da fauna local.

 

A Maria ainda não recebeu nenhum, e ontem ficou mesmo aborrecida...tive que lhe explicar que só podemos começar a receber quando os nossos lá chegam, não tarda chegará um para ela!

 

A Margarida recebeu o seu primeiro postal no início de Janeiro e veio da Lituania, quem lho enviou foi uma rapariga chamada Monike. 

 

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Ontem chegaram mais dois: da Holanda o Marcel enviou este mosaico:

 

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 Da Filândia a Mervi mandou este postal bem engraçado:

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 ***

Num daqueles meus cadernos, descobri ainda na última folha a morada e o nome da minha correspondente francesa, a Angélique, naquela época a minha professora de Francês falou com uma amiga que também era professora (em França) e cada aluno da minha turma ficou a corresponder-se com o aluno de número correspondente na turma francesa. A mim calhou-me esta rapariga, e devo dizer que nos correspondemos durante muito tempo! Talvez escreva para a morada, pode ser que ainda lá vivam os pais dela... nunca se sabe, afinal só passaram 20 anos! Depois dou notícias...

Nesse mesmo ano trocámos correspondência também na aula de português com uma turma de Oeiras, exactamente como em francês, a mim calhou-me uma rapariga chamada Tânia o n.º 13 da turma, ainda me recordo dela, pois organizámos na nossa escola um encontro entre as duas turmas no final do ano lectivo! Foi muito divertido! Mas nunca mais soube nada dela...

Por isso professoras, aqui fica uma ideia, podem encontrar forma de se corresponderem com outras turmas deste país, em português, em francês, inglês ou espanhol! Se quiseresm avisem que eu falo com as professoras da Margarida! Nós adorámos este projecto, e quem sabe a juventude de hoje não ache também uma boa ideia! Sempre se pratica a escrita, e as várias línguas envolvidas!

 

Parece-me boa ideia continuar a escrever estes postais durante este ano, e ir ensinando as minhas filhas a dar importância à escrita, ao intercâmbio, à observação da beleza que vamos recebendo de todos estes países! Quem sabe até mande fazer uns postais com as fotos da Margarida, afinal são tão bonitas!!!

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 «Vosso é o céu e Vossa é a Terra,

o mundo e tudo o que ele

contém, Vós é que o criastes.»

Sl 89 (88) 12

 

 

Tirado do baú #2

A juventude é a época em que tudo está acelerado! Tudo parece importante, tudo é explosivo, cada palavra, cada gesto é interpretado com grande significado! As cores têm mais vida, o céu é mais azul, as palavras mais sentidas e os sonhos não têm limite!

Quem não se recorda das amizades dos tempos de escola? Dos almoços e lanches, das piadas e das conversas animadas no bar da escola, debaixo das árvores no recreio ou nas filas para o almoço na cantina? Nos intervalos grandes íamos até à sala dos alunos onde estava uma televisão na VH1 ver os videoclips das músicas da moda!!!!

Dos meus tempos de estudante guardei uma coisa bem guardada, dois cadernos cheios de frases, versos e letras de canções, uma recolha afincada por entre várias amigas, uma compilação de histórias e momentos!

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  (as canetas de tinta permanente... não permeneceram assim tanto tempo...)

 

Ora, estes destes cadernos estiveram guardados no sótão muitos anos, e vieram comigo para a casa nova quando casei, mas nunca mais tinham visto a luz do dia, não fosse a Mimi ter recordado aquela frase tão bonita e ainda estariam guardados mais uns anos... a frase essa claro que também consta do registo sob o número 32:

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Quando os computadores ainda eram uma miragem, quando não havia tablets, nem telemóveis para mandar sms, muito menos facebook... eu e as minhas amigas tínhamos este passatempo: cada uma procurava o maior número de frases e quadras e depois passávamos a limpo para um caderno fazendo assim uma espécie de enciclopédia das quadras e versos e como éramos mesmo organizadas até íamos numerando as frases... afinal isto era um assunto muito sério!

Podemos ler coisas tão variadas como n.º131

«Duas flores dentro de água

nunca podem murchar

é como a nossa amizade

que nunca pode acabar!»

 

e ainda no n.º 180:

«Quando fores velhinha 

naquela terra distante

lembra-te da tua amiga

dos tempos de estudante»

 

para terminar aqui fica mais uma pérola (n.º24):

«No dia do teu casamento

Há-de haver um bailarico

Até debaixo da cama

dançará o penico!»

 

 

Dá-me a sensação que a nossa juventude foi muito livre, muito despreocupada, combinávamos às 10 em tal sítio e lá estávamos, agora... ainda falta um bocado já andam todos a mandar mensagens por que A ou B não aparecem... vivem a olhar para o telefone para não perderem nada do que possa estar a acontecer e depois nem reparam nos olhos dos amigos... se estão alegres ou tristes... eu gostei bastante de ser uma jovem rapariga nos anos 90!

Fui uma privilegiada, dava-me bem com toda a gente, e não me metia em confusões... nunca fui de andar com as "estrelas da escola", mas dava-me bem com as "minorias", pregávamos partidas uns aos outros e ríamo-nos a valer! Ninguém levava a mal, se havia problemas eram logo ali resolvidos com uns berros e uns abanões... o tempo corria devagar... a vida era divertida e alegre, desde cedo que a minha mãe me dava responsabilidades, ia à loja buscar o que era preciso e tomava conta da minha irmã (nasceu quando eu tinha 12 anos), fazia recados como ir pagar a água ou a luz... estudava com gosto e adorava estar com as minhas amigas.

De vez em quando tínhamos as chamadas "festas do pijama" ficávamos na casa umas das outras, acordadas até tarde, escrevíamos disparates em blocos, comíamos doces até nos doer a barriga e ouvíamos a Rádio Cidade, claro que no outro dia ...era Domingo!!!

 

Depois conheci o meu príncipe... apaixonei-me e a vida ficou ainda mais bonita!

 

n.º 52

«O Amor é o arquitecto do universo»

Desconhecido

 

 

 

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