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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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II Domingo da Quaresma

Eu sei que hoje ainda é sábado, mas para amanhã já tenho escrito um texto especial, por isso antecipando já o dia de Domingo aqui fica este texto!

 

Palavra de ordem para a semana que amanhã começa: Decisão

 

Eis que rapidamente chego ao início da segunda semana de caminhada... é boa altura para fazer um balanço daquilo a que me propus e daquilo a que me tenho de propor, que isto de caminhar é mesmo assim, há que reorganizar a logística e o objectivo da caminhada pois só assim as coisas fazem sentido.

 

Nesta altura tenho de saber qual é o meu objectivo quaresma, se ainda não sei... é bom que me apresse a descobrir ou a defini-lo melhor.

 

Dei por mim a pensar: Pois muito bem Olívia,

  1. Será que estás a fazer tudo ao teu alcance para que esta quaresma seja realmente um tempo de aproximação com Deus, de mudança e de conversão?
  2. Achas que fazer este e aquele sacrifício te estão a ajudar nesta caminhada?
  3. Achas bem estares a gabar-te de fazer isto e aquilo junto dos outros, blogue incluído?
  4. Não será que os teus sacrifícios e as coisas das quais estás a abster-te são em vão?
  5. Pensas que isso te vai ajudar nalguma coisa? Se sim em quê?

 

É bem verdade que tenho andado demasiado preocupada em tentar fazer passar uma mensagem de quaresma em casa e aqui que já me estava a perder... mas ao ler Mateus 6, 1-4 tratei logo de me colocar nos trilhos outra vez!

 

Quando praticarem o bem, procurem não o fazer diante dos outros para dar nas vistas. Se assim fizerem, já não terão nenhuma recompensa a receber do vosso Pai que está nos céus. Portanto, quando deres esmola, não faças alarde à tua volta, como é costume das pessoas fingidas, nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiadas. Garanto-vos que essas pessoas já receberam a sua recompensa. Mas tu, quando deres esmola, procura que a tua mão esquerda nem saiba o que faz a direita. Deste modo, a tua esmola ficará em segredo; e o teu Pai, que vê o que se passa em segredo, há de recompensar-te."

 

Assim resolvi, dar todo um novo sentido à minha caminhada, passo a passo vou resistindo a duas ou três coisas durante esta quaresma, não direi o que é, oferecerei este sacrifício para que Deus me ajude a corrigir duas ou três coisas que, talvez sozinha, não esteja a ser capaz de fazer e assim tudo faz mais sentido, conto aprender muito, para que passados estes quarenta longos dias consiga continuar a lutar contra estes meus defeitos horríveis pois sei que é possível ser melhor a cada dia!

 

 Conto realizar pequenos gestos de renúncia e de oferta a Deus por algum objectivo especial de crescimento pessoal, e assim de cada vez que estiver perante alguma situação daquelas mesmo muito tentadoras possa dizer no meu coração, não desistas, lembra-te que isto que fazes será para que Deus te ajude a aprender esta e esta coisa...

 

Nesta quaresma, retirei os nossos cartões (ideia retirada daqui) com as passagens bíblicas da caixa onde normalmente estão para que não nos esqueçamos de pegar num logo pela manhã... ao longo do dia dá sempre outro alento poder olhar e meditar nestas palavras...

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 Bom Fim-de-semana!

Daqui para o mundo, do mundo para aqui #4

As surpresas no Postcrossing não têm fim! Ainda no outro dia a Maria ficava amuada com os lindos postais da mana e da mãe, quando ao chegarmos da escola o senhor carteiro lá da aldeia, que sabe onde eu trabalho pois já aqui entregou correio nesta rua da cidade, trazia um envelope A4 para a Maria... qual o nosso espanto! Era grande e fofo!!!

 

A Maria ficou de tal forma cheia de alegria que nem queria abrir o pacote, assim teria para sempre uma surpresa! Tive de insistir e insistir para que abrisse... do lado de fora havia 12 selos de flores, uma morada de Praga...

 

Combinámos abrir e voltar a fechar depois de sabermos o que tinha no seu interior, e ao abrir vimos:

 

1 Fantoche

1 Postal

1 Livro para colorir

1 caixa com lápis de cor

1 chupa 

 

Tudo com a mascote oficial da Republica Checa, o Krtecek, um simpático castor!

 

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Por esta ninguém esperava e não me irei esquecer da cara da Maria a olhar para dentro do envelope a sorrir... são tão poucas as coisas na vida que nos fazem sorrir de pura alegria, aquela alegria que vem de dentro e que se espalha através do nosso olhar! A alegria de coisas simples, a alegria da surpresa!

 

Fiquei a pensar na ideia dela de não querer abrir o pacote... teria para sempre uma surpresa... mas por outro lado nunca teria a alegria de ver o que estava lá dentro! Tenho a ideia de que muitas vezes não arrisquei mais para ter assegurada aquela coisa, e por isso tenho perdido muitas alegrias... é só uma impressão com que ando muitas vezes!!!

 

 

Também é verdade que, no meio da agitação do dia-a-dia, nem nos damos a oportunidade de receber as verdadeiras surpresas da vida, quantas vezes em vez de me alegrar com uma novidade não fico logo a pensar mil e uma coisas que poderão acontecer a partir dali... quanto me custa aceitar as dádivas do meu dia? Estarei eu tão cega para a alegria que tenho deixado passar pequenos momentos sem lhes dar importância? 

 

Na maioria das vezes ando o dia todo preocupada com as coisas que me incomodam, com coisas que me entristecem, de tal forma que se alguém me "presenteia" com alguma novidade... nem dou importância... o primeiro pensamento é deixa-me lá que tenho mais do que fazer e montes de problemas para resolver!!!

 

Será que me custa assim tanto olhar e reconhecer as alegrias de um dia normal? Olhando para o dia de ontem, serei capaz de enumerar dez coisas que me tenham deixado alegre com a mesma facilidade com que sou capaz de enumerar as coisas que não correram bem e que me deixaram triste?

 

Será que a minha expectativa pela alegria é assim tão grande, que não a consigo ver numa papoila a rebentar no jardim vazio? No sol que brilha fazendo os raios passarem pelas nuvens? Na "bolinha azul" do comportamento da Maria? Nas fotos novas da Margarida?

 

Dou comigo tantas vezes a reparar que o meu coração está fechado, triste, preocupado, dorido... que pessoa posso ser se continuar assim? Se não me abrir à verdadeira alegria e mudar a minha forma de ver os problemas, como quero eu ser uma pessoa melhor?

 

 

Que eu saiba em cada dia ser mais alegre, ter um coração mais generoso, mais compreensivo, mais simples, mais puro e mais sábio!

 

Devemos ser praticamente da mesma idade

Ah, que bom que é este tema!

Porque é que as mulheres têm tantos complexos de dizer a sua idade? Como qualquer ser vivo sabemos que nascemos, crescemos, (com sorte) envelhecemos e um dia havemos de morrer, isto é matéria do ensino primário, certo?

 

Então porque é que a maior parte das vezes em que falo com outras mulheres elas nunca dizem a idade? Normalmente as conversas desenrolam-se à volta do tema filhos, e ouço muitas vezes a frase «devemos ser praticamente da mesma idade» e eu fico à espera que a pessoa continue e diga «tenho 35 anos», mas não... o mais normal é que a outra pessoa fique à espera de que eu diga «sim, devemos ser».

 

Na sexta feira no minimercado encontrei uma senhora que vejo a deixar a filha a escola, ela sorriu e porque se tinha esquecido do leite deixou tudo em cima do balcão e foi a correr buscar, depois disse a sorrir:

 

- Ai a minha cabeça... é da idade!!

- É mas é do cansaço, não é assim tão velha (respondi eu)

- Pois tem razão, devemos ser praticamente da mesma idade!

(será? Eu sorri e esperei...ela esperou... tive de ser eu a continuar)

- Eu faço 35 no verão! (Cara de espanto)

- Eu já tenho 41 e meio (baixinho)

Sorrimos ambas e cada uma seguiu o seu caminho!

 

Eu sei que pareço mais velha do que sou, desde nova que sempre gostei de conversar com pessoas mais velhas, no trabalho sempre tive colegas mais velhas (todas com quarenta e muitos e algumas de sessenta e eu com vinte e poucos), os meus temas de conversa não são destes tempos... parece que nasci noutra época, é estranho, mas sou assim... sei que já sou adulta, gostava de envelhecer serenamente sem complexos, sem medo de dizer sempre a minha idade, sem querer tentar esconder os anos que passam em roupas de miúda e atitudes de miúda...

 

Quero ter sempre orgulho na minha condição seja ela a de mãe, de esposa, de amiga, mas acima de tudo de mulher! Ainda me recordo de na adolescência achar os de vinte e tal muito adultos e os de trinta e tal muito velhos... mas agora que cá estou, não acho que os trintas sejam velhos, mas também não me acho uma rapariga cheia de energia para ir curtir a noite e fazer farras...

 

Espero encontrar sempre um equilíbrio saudável no meu crescimento pessoal, não apenas físico, mas também interior, há tempo para tudo: há tempo de brincar às casinhas, tempo de sair e divertir-se com os amigos, tempo de estudar, de trabalhar, de ter a nossa própria casa (ainda que modesta), ter uma relação sólida, tempo de receber os filhos, de os ver crescer, de os deixar seguir a sua vida e de voltarmos a ser apenas dois em casa...

 

Isto é normal e os cabelos brancos que já comecei a coleccionar também!

 

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A pensar no ambiente

Uma das coisas de que se falou no encontro de sábado foi da nossa forma de sermos mais conscientes com tudo aquilo que nos rodeia, incluindo o nosso meio ambiente, nas escolas fala-se muito disto, fazem-se trabalhos e educa-se com o objectivo de viver sem poluir, reciclar... mas depois na nossa vida de adultos temos tendência muitas vezes a esquecer certas coisas que embora pareçam básicas deixamos para depois.

Uma dessas coisas que lá em casa já se fez, mas que entretanto foi ficando cada vez mais posta de lado é a entrega das embalagens, bulas, e medicamentos fora do prazo nas farmácias.

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Eu bem sei que não custa nada e confesso que tenho andado muito "esquecida", mas desde o início do ano tenho acumulado num saco todas estas coisas, já está quase cheio e está na altura de ir à farmácia mais próxima entregar!

 

É assim que vamos colocando em prática aquilo que já sabemos, o nosso mundo é um presente que Deus nos deu para que aqui possamos fazer a nossa viagem, não podemos estragar tantas coisas bonitas só porque na maior parte das vezes temos mais do que fazer do que colocar as pilhas no pilhão ou o papel no ecoponto azul... o vidro no vidrão e as embalagens no embalão... são pequenos gestos diários que fazemos para que mostremos aos nosso filhos que tudo isto não é nosso, foi-nos emprestado, devemos deixar tudo tão belo quanto encontrámos! 

 

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(este íman está no nosso frigorífico com uma "cábula dos medicamentos" onde basicamente estão alguns dos sintomas e respectivo tratamento, dosagens etc... é só para evitar que o pai e a Margarida tomem coisas que não não são para aquilo que têm... de todas as formas deixei também o aviso:

 

«Se não sabes pergunta à mãe» 

 

 

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