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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Quarta-feira, 20.05.15

Quantas recordações cabem no coração?

Imensas certamente!

 

Eu gostava de ser aquela pessoa que anda sempre com a máquina (ou telemóvel) pronto para ir fotografando as coisas que vão preenchendo os dias, especialmente quando vamos em passeio. Gostava de fazer um texto cheio de ilustrações, podia ser que assim conseguisse passar a mensagem.

 

Mas de facto, não consigo e ao chegar à noitinha penso sempre que seria bonito ter uma imagem disto ou daquilo, as imagens eu tenho, na memória, mas torna-se difícil colocar em palavras coisas tão simples como um abraço de amizade ou um sorriso divertido, ou ainda a sensação de alívio quando finalmente chegamos ao local certo depois de andarmos meia hora perdidos às voltas. E o que vimos à chegada?

 

Um pedaço de paraíso!

DSCF6515.JPG

 

 

Ter uma filha que prima pela eficiência com a máquina fotográfica ajuda bastante, ainda que desta vez, ela tenha deixado de lado a máquina (porque havia muita gente a tirar fotos), ou seja, hei-de ver se alguém me manda para o email algumas fotos para recordação!

 

A vantagem de começar o dia cedo (perdoem-me quem não gosta de madrugar) é poder ver o sol a subir bem alto no céu, saber que quando o dia ainda começa para alguns nós já levamos três horas de conversas e de viagem. Viagem essa que felizmente correu bastante bem (quase não se ouviu o tão conhecido "Ainda falta muito?"), lá mais para o  final, estivemos um bocadinho à nora, mas um telefonema resolveu  o problema.

 

Reencontrar amigos é sempre uma bênção, num momento ficamos rodeados de caras sorridentes e exclamações de felicidade, entre grandes e pequenos.

 

Nestes dias de retiro, vivemos um pouco de tudo, conversas, oração, brincadeira, partilha, são momentos calmos e silenciosos misturados com conversas e risos animados, então quando já se conhecem algumas pessoas do grupo é sempre uma diversão! Por outro lado encontramos sempre pessoas que não conhecemos, com quem vamos conversando e que têm toda uma vivência diferente da nossa.

 

Depois de estar um pouco à conversa com algumas pessoas de Barcelos, eis que um menino me diz que tenho um sotaque engraçado! Eu respondo que ele é que tem um sotaque muito nortenho e engraçado e assim nos debatemos na brincadeira até que a mãe do menino me diz que é mesmo verdade, que parece que falo a cantar... curioso não é?

 

Para eles, somos nós que falamos estranho, para nós eles é que falam diferente... e no meio desta diferença encontramos uma coisa muito mais forte, encontramos a mesma raiz que nos fez estar ali vindos de vários pontos do país.

 

A família como o centro da vida, a família como escola de carácter e escola de fé. A família que quer ser mais em cada dia, a família que sabe que a verdadeira felicidade está em amar.

 

Será que em todo este país não existem  mais famílias com esta mesma raiz, que brota já da terra e apenas busca o sentido da vida?   

 

Tenho grandes esperanças para o futuro das famílias, sinto que cada vez mais se está a dar importância ao estar e não apenas ao ter, sinto que as famílias querem passar tempo de qualidade com os que amam independentemente da quantidade de horas que passam juntas!

 

Para isso faz-nos bem conhecer formas intensas de viver, para isso é bom participar nestes dias de retiro, pois uma coisa que tenho descoberto é que ser família (e Família de Caná) é um esforço diário, não vale a pena pensarmos que fizemos isto hoje e pronto a nossa missão terminou...

 

Não.

 

É preciso olhar cada dia como um novo dia, e cada um destes dias como a oportunidade de AMAR, e amar é agir, fazer, dizer, seguir, caminhar, ser, escutar, perdoar!

 

 Ah como foi bom o fim-de-semana!

 

 

 

 

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