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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

30
Jul15

Muito mais do que uma cara bonita


Olívia

É verdade, eu já desconfiava. E fico muito feliz por "conhecer" mais um pouco sobre esta senhora da televisão, e não só (felizmente).

 

Estou a falar de Catarina Furtado. 

 

Grandes personagens que povoam os meios de comunicação podem dar-se ao luxo de escolher quem querem ser. Muitas certamente se deixam arrebatar pelo mediatismo e pela popularidade e usam isso para seu benefício promovendo a sua imagem, esquecendo o seu "conteúdo", outras dá-me a sensação que são apenas personagens criadas por alguém para dizer e fazer aquilo que o "povo" gosta.

 

Ainda bem que no meio de tanta cara bonita de vez em quando sobressai alguém pela sua vivência pessoal e por aqui que é interiormente e não só pela imagem que tem.

 

O livro da Catarina Furtado, escrito na primeira pessoa leva-nos primeiro à sua infância e conta-nos pequenos episódios que contribuíram para fazer dela a pessoa que hoje é. Depois somos levados pelo mundo desfavorecido e esquecido longe das luzes e dos holofotes, um mundo que na maior parte das vezes fingimos que nem sequer existe...

 

Aquilo que ela viu e não esquece é bom que também nós o conheçamos, ainda que "longe". Muitas das situações relatadas no livro fazem doer o coração, em especial estando eu grávida e ficando a conhecer realidades tão, mas tão cruéis por esse mundo fora...

 

Quantas vezes reclamei por causa de coisas tão insignificantes e a essa mesma hora, a muitos quilómetros de distância existiam meninas e mulheres a morrer porque não tinham condições para que os seus filhos nascessem em segurança? 

 

Sou de facto uma pessoa muito egoísta, vivendo aqui neste mundo tão calmo e tão cheio de confortos que me esqueço frequentemente de que algures lá longe nada é assim!

 

Aqui fica o meu (minúsculo) contributo para espalhar a palavra. Leiam o livro se tiverem coragem. 

 

Associem-se a estas causas se puderem... porque:

 

coraçoes c coroa.png

 

 

E parabéns Catarina Furtado por nunca desistir de lutar pelo que é justo.

 

 

 

29
Jul15

Eu não quero ser mãe de "totós"...


Olívia

Isto de sermos responsáveis pela educação dos nossos filhos tem destas coisas, um dia olhamos para trás e vemos que errámos e que se não mudamos rapidamente estamos mesmo a criar um bando de totós. Quem ainda não deu conta do que estou a escrever aqui fica o link.

 

Não vale a pena dourar a pílula pois bem sei que sou fui do tipo de mãe que usa demais a expressão «cuidado senão cais», e de que adianta dizer isto vezes sem conta se de facto eles um dia caem mesmo? Sim não adianta... há uns tempos que tenho vindo a tentar corrigir-me e deixar de lado esses medos abstratos, lutando muitas vezes contra mim própria...

 

E no fim de semana passado quando li este artigo, bem escusado será dizer que me serviu que nem uma luva, «ora toma lá, para ver se acordas»!

 

Logo eu, que na infância vivia livre e fartava-me de esfolar os joelhos, os braços e tudo mais... tornei-me numa mãe super protetora... e nada me tira cá das ideias que o medo da Maria ir à piscina/praia não tem mesmo que ver com este excessivo «tem cuidado».

 

Se não lhes damos espaço como podem superer-se a si próprios? Se os sufocamos como podem ser livres? Se os abafamos com cinco mil recomendações como queremos que sejam responsáveis e autónomos?

 

Falar é fácil, escrever no blogue também, mas a realidade é muito mais complicada... por aqui fica a promessa de continuar em mudança, de continuar a investir mais nas atividades ao ar livre em vez de estarem sempre em casa, de continuarmos com as aulas de culinária mesmo tendo de acender o  fogão, de as deixar correr e nem um «cuidadooooo» gritar...

 

... de todas as formas acho que é melhor equipar convenientemente a caixa de primeiros socorros! 

 

 

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28
Jul15

Coisas de quem não tem muito para fazer...#2


Olívia

Bem, na verdade eu até tenho sempre muito que fazer, mas também gosto de me distrair um bocadito das obrigações... por isso tenho feito ponto cruz!

 

E aqui estão os meus lindos bordados, com a costura maravilhosa da minha mãe, que eu e a máquina não nos entendemos... ainda!

 

Foram feitos com restos de turco (de toalhas) e com os bocadinhos de fitas que vão sobrando na loja)

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Muitas pessoas que vêm à loja normalmente são pessoas que trabalham diariamente com papeis, com letras e números... professoras esgotadas do dia-a-dia de aulas, médicas e profissionais da saúde com grande responsabilidade no seu trabalho, pessoas jovens e de meia idade... todas procuram uma ocupação para os seus serões!

 

Umas preferem costura, outras bordados, outras renda ou Arraiolos e ainda algumas gostam de ponto cruz como eu!

 

É muito bom poder distrair a cabeça com este género de "artes", enquanto estamos entretidas a bordar o tempo passa e nós descontraímos ficando com uma sensação de tranquilidade!

 

Muitos terapeutas e psicólogos aconselham a que as pessoas muito ansiosas tenham um passatempo dentro deste género de trabalhos manuais dependendo do que cada pessoa gosta mais de fazer, como me dizia uma senhora «mãos ocupadas, cabeça sã»!

 

E é tão bom podermos olhar no final de várias horas de "trabalho" as pequenas (e grandes) peças que vamos fazendo!

 

Pareço ou não pareço uma daquelas mães/donas de casa super prendadas?

 

 

27
Jul15

Orçamento Doméstico


Olívia

O orçamento doméstico de uma família é um assunto muito sério! Cá em casa já tivemos várias fases, a dois, a quatro e agora será a cinco. Alteram os residentes na família, mas o orçamento vai-se mantendo! é preciso alguma ginástica e muita criatividade! (Sim, e eu sou daquelas que controla as compras de supermercado numa folha de excel..)

 

O ritmo durante o ano letivo é um, nas férias é outro...

Todos os dias de manhã recheamos esta nossa amiga:

 

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E porquê? Vamos À praia? Não. Vamos para o trabalho, e no trabalho não temos frigorífico e se uns dias estou sozinha, noutros estou com a Margarida (que almoça comigo mesmo participando nas atividades) e outros dias somos três!

 

Agora imagine-se almoço para três no restaurante... aqui em frente temos uma churrasqueira e mesmo assim não nos ficava por menos de 12€... por dia, fora lanches de manhã e de tarde... e três meses são muitos dias...

 

É por isso que a nossa geleira vem connosco, lá colocamos água, sopa, e mais o que houver para o nosso almoço, trazemos fruta e trazemos manteiga para o pão que compramos aqui ao lado, pois só em sandes para as três ficava numa fortuna se as comprássemos na pastelaria...

 

Eu sei isto está a soar a forreta, mas é a nossa realidade... num dia fomos comer tostas de galinha e beber uns sumos ao almoço e lá se foram 10€, mas um dia não são dias e de vez em quando sabe bem!

 

A parte boa vem no fim do almoço, uma vez que fomos poupadinhas até essa hora temos disponíveis 3€ para comprar um gelado para cada uma!

 

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25
Jul15

Caminhada...


Olívia

Passo a maior parte do dia "presa" pois trabalho na loja das 9 às 19h, na hora de almoço costumava fazer uma caminhada em volta dos quarteirões por ali perto, mas com o calor... nem pensar, ainda me dava uma coisinha má! Pelo que passo a hora de almoço a fazer a minha adorada sesta de 40 minutos e mais um pouco com as pernas levantadas para não ficar com os pés inchados... eu sei... a gravidez tem destas coisas... 

 

A minha vida é do mais sedentário que existe, chego a casa e além das tarefas de "dona de casa" e "mãe" não me mexo muito mais, o que é uma pena... tenho tido algum cuidado para ver se não engordo muito, mas ás vezes abuso nos doces... pronto já confessei! De todas as formas dos seis quilos que perdi no primeiro mês, ainda só ganhei quatro nestes quase seis meses, por isso a coisa até nem tem corrido muito mal!

 

Na quarta feira ao chegar a casa reparei que me tinha esquecido de pagar a fatura da luz e no fim do jantar lá fui eu ao multibanco (sim, que aqui na aldeia perdida no interior temos disso!) e não é que aqueles breves minutos a apanhar o ar fresco da tarde me soube tão bem?

 

Por isso combinei com as meninas no dia seguinte irmos dar uma caminhada, ainda que devagar pois o objetivo não é andar que nem uma louca, mas arejar um pouco, e fazer um pouco de exercício que segundo li ajuda bastante nesta fase da gravidez!

 

E assim lá fomos, como à volta da nossa casa há muito por onde escolher fomos pela estrada de terra, o vento fresco a bater na cara e o sol a esconder-se lá ao fundo refletindo nas árvores, o silêncio que nos invade! Tão simples e tão bom!

 

Valeu bem a pena termos saído de casa por dez minutos. Valeu a pena fazer uma pausa, e apenas sentir a paz do final de um dia cansativo, confuso e cheio de coisas complicadas para resolver!

 

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 Parece-me que se soubermos aproveitar as coisas mais simples da vida, somos realmente pessoas mais felizes!

 

Um bom fim-de-semana!

 

 

24
Jul15

Chutos e Pontapés


Olívia

Pois é a tão esperada fase de sentir os pontapés da Lúcia chegou! O pai já tinha sentido os seus pequenos pontapés, mas eram ainda muito fraquinhos...

 

Na terça-feira ambas as manas puderam senti-los com toda a força!

 

A Maria realmente não esperava e fez uma cara de verdadeiro espanto perante a força que a barriga fez contra a sua pequena mão!

 

A Margarida aproveitou para ir contando à Maria como era quando ela era a bebé na barriga e "dançava" ao som das músicas...

 

Confesso que já nem me recordava destas sensações, nunca senti saudades de estar grávida, mas poder viver de novo estas coisas alegra-me bastante, e mais feliz fico por ter com quem as partilhar!

 

Às vezes quando estou só e sossegada penso na aventura que estamos a viver, agora que a minha vida perecia estar a ficar mais organizada, as minhas filhas a serem cada vez mais autónomas, a lida da casa a ser feita com mais organização, tudo está a ficar de pernas para o ar...

 

Tenho roupas em sacos à espera que os roupeiros sejam trocados de quarto, as roupas da Maria que não lhe servem deveriam ser doadas, mas como vem lá outra menina vamos guardá-las... onde? Pois "logo se vê", estão a fazer companhia às outras dentro de sacos na nossa nova biblioteca... temos uma banheira de bebé entalada na casa de banho, brinquedos daqueles que fazem música de novo em casa... uma alcofa de verga à espera do colchão para se tornar na primeira cama da Lúcia, uma caixa com fraldas de tamanho 1, biberões e chuchas no chão do meu quarto... e dá-me a sensação que vai piorar... oh se vai!!!

 

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(a biblioteca)

 

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(os tais sacos à espera de "poiso")

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 (A minha cómoda em versão montra de loja)

 

 

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(A caixa dos produtos de higiene)

 

 

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(A banheira à epera de um makeover)

 

 

IMG_20150723_205130.jpg(o futuro berço)

 

Mas estamos cá para isso, realmente a idade é um posto, e a nossa aprendizagem diária faz de nós pessoas muito mais ponderadas, deixamos de fazer dramas por coisas insignificantes e passamos a gerir a vida com outra alegria, não é comum o que aqui vou escrever, mas ser uma mãe de uma Família de Caná tornou-me realmente numa pessoa muito mais feliz - contínuo com problemas, com confusão à volta e muitas vezes cansada, mas não há dúvida que sou uma pessoa muito diferente, para melhor!

 

Para todos aqui vai um pontapé virtual da pequena Lúcia e umas gargalhadas das manas Margarida e Maria!!!

 

 

 

 

 

 

23
Jul15

«Tu tens um blogue?»


Olívia

«Mas não disseste nada...»

 

 

 

É verdade, a maioria das pessoas que convive comigo diariamente não sabe que temos aqui este cantinho de partilha familiar.

 

Recordo-me há um ano, mandar um email a algumas pessoas para que soubessem onde nos "encontrar" uma vez que desisti do facebook, ainda lá tenho conta, uma conta com um nome que não é o meu, apenas para receber notícias de amigas que estão a viver muito longe, não faço publicações e não exponho a minha vida como já fiz um dia e me arrependi a valer.

 

De todas as formas, num lanche entre amigos e família não sei bem a que propósito falou-se no blogue, o mais engraçado é que depois de saberem o "teor" da maioria das partilhas a resposta foi muito sucinta «ai coisas de igreja também não me interessam muito...»

 

Tantas coisas que aqui escrevo e tudo se resume a ideias preconcebidas... é bom termos um espaço onde nos podemos expressar sem sermos logo criticados, tantas coisas que aqui partilho, recordações de momentos da nossa vida familiar, mas tudo se resume "à religião", como se isso fosse uma coisa horrível...

 

Aqui não se debitam teorias, não se dão palestras do género "só nós é que somos bons", muito pelo contrário... aqui reconhecemos o quanto as coisas por vezes não correm bem... aqui não debato opiniões sobre temas polémicos pois eu não sou polémica... e nem gosto de entrar em pé de guerra com quem não pensa como eu, respeito todas as opiniões e tento compreender quem se mostra interessado em se explicar.

 

Já li em alguns blogues a necessidade de manterem um "perfil" com um nome que não é o da pessoa, onde falam de coisas que acontece no trabalho, na família ou na mercearia da esquina e compreendo isso, já li noutros blogues histórias de pessoas que não colocam fotos para preservarem a sua vida e também compreendo, dos 74 blogues que sigo aqui no Sapo Blogs apenas meia dúzia (se tanto) são blogues católicos e não é por isso que deixo de ler o que escrevem independentemente de concordar ou não com essas pessoas!

 

Por outro lado, recebi palavras de incentivo de uma ou duas pessoas amigas e de pessoas não assim tão próximas, pelas partilhas e pelos episódios aqui contados diariamente, e é por isso que ainda aqui continuo, e é por isso que não deixarei de partilhar as nossas vivências familiares!

 

 

 

22
Jul15

Em contagem decrescente


Olívia

Para grande parte das pessoas julho e agosto significam férias, para um número reduzido de pessoas férias mesmo só depois do 15 de agosto!

 

É verdade, nesta altura onde por todo o lado se respira um clima de descanso e de descontração nas esplanadas, nos jardins ou nas praias, nos escritórios de contabilidade trabalha-se a todo o vapor!

 

Mas está quase, quase a chegar o descanso, o merecido descanso... com a entrega das declarações de IVA até 15 de agosto poder-se-há respirar um pouco de alívio depois da subcarga de trabalho desde o início do ano!

 

Assim o 15 de agosto significa também para mim uma pausa... pequenina, que há sempre coisas para resolver, até porque em novembro haverá nova entrega de declarações e em novembro... pois é, nasce a pequena Lúcia!

 

Assim, quero ir trabalhando aos poucos para que nessa altura esteja tudo organizado e eu não falhe nenhum dos prazos!!!

 

Trabalhar com prazos é para mim uma forma de atingir objetivos, hoje faço isto, amanhã farei aquilo e assim sucessivamente...

 

Com o Álvaro é a mesma coisa, de cada vez que começa com um trabalho a pergunta de ordem é sempre "então e para quando é que está tudo pronto?" E ele trabalha todos os dias, faz horas a mais se for preciso, mas os prazos são cumpridos!

 

E é assim que se passam os meses de verão, com trabalho, com tempo passado em casa junto da família e passeando de vez em quando, que todos precisamos de descansar, não é verdade?

 

Este verão parece-me que vou perder a minha "pose" delicada... acho que mais para o fim da gravidez deverei andar a arrastar-me... quase seis meses de barriguinha a crescer já se fazem notar, não sei se é dos 35ºC de calor ou dos 35 anos de idade!

Quero ver se antes do início do ano letivo (que este ano é mais tarde...) consigo ter os quartos arrumados, as roupinhas lavadas e tudo arranjado!

 

Até lá papeis... aqui estou eu!!!

 

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21
Jul15

"Tubarões"


Olívia

Bem sei que estamos em plena época de sol e praia, mas os "tubarões" que me levam a escrever são outros...

 

Vivem perto de nós e têm pernas... e braços... são pessoas que, para conseguirem o que querem, passam por cima de tudo e de todos. São pessoas que não têm consciência, que mentem, abusam da boa vontade dos outros e não conseguem sequer sentir "pena" das suas "vítimas".

 

Quantas vezes me aproximei de pessoas que aparentemente eram "normais", que foram colegas de escola, de curso ou de trabalho, pessoas que vivem perto, pessoas que até parecia seguirem alguns valores morais e depois quando menos esperava me surpreenderam com atitudes de "tubarão", deixando que o único pensamento que me ocorria fosse "eu pensava que era como eu, afinal... esta pessoa enganou-me bem!"?

 

Na verdade parece-me que a culpa é minha, sou eu que confio demais, que não vejo a maldade à espreita mascarada de sorrisos e de delicadezas, sim que a maldade na maior parte das vezes tem uma "cara" bonita, para me cativar... mas a vida e as situações da vida vão-me fazendo estar cada vez mais atenta, na bíblia encontro muitas vezes a palavra "vigiai", porque será?

 

Provavelmente para me chamar a atenção que muitas vezes as aparências iludem, que confiar só mesmo em Deus!

 

Em cada manhã peço a Deus que me conceda, a mim e aos meus, o dom da sabedoria, para que eu possa interpretar as palavras dos outros, para que eu consiga "ver" as suas verdadeiras intenções, para que eu consiga gerir as minhas companhias e as minhas amizades!

 

E para que isto não fique muito depressivo, e porque adoro a Pequena Sereia, aqui fica esta música que não me sai da cabeça!!!

 

Bom dia!

 

 

 

 

20
Jul15

A intolerância, convertida em compreensão


Olívia

É costume lá por casa de vez em quando falarmos da possibilidade de um dia (ainda que longínquo) voltarmos a adotar uma criança, e à volta desta conversa surgem muitas vezes comentários dos quais, nós pais, não gostamos nada.

 

Num destes serões em que deveríamos estar a fazer a nossa oração da noite o tema fugiu para "os chineses e os estrangeiros", ao que parece havia uma certa intolerância da Margarida a outras raças que não a nossa e os "chocolatinhos" (nome dado às bonecas da Maria que são de cor escura e cheiram a chocolate).

 

Daqui a conversa seguiu um rumo diferente, explicámos que na China, por exemplo, os casais não podem ter os filhos que querem, apenas podem ter um, e muitas vezes se têm meninas ou fazem um aborto ou as deixam abandonadas, daí a minha ideia de adotar uma menina chinesa... claro que com isto tivémos de explicar o que é o aborto...e muitas outras coisas tristes que até nem são grande novidade nos dias de hoje...

 

Para que a Margarida compreendesse melhor procurei que imaginasse que estava cheia de fome, mas fome a sério e as duas únicas pessoas que lhe ofereciam comida eram um chinês e um indiano, por exemplo. O que pensava agora ela destes estrangeiros?

 

-"Foram bons para mim!"

 

E essa é a verdadeira lição do serão, as pessoas nunca podem ser exluídas pela cor da sua pele, pela sua origem, pela sua nacionalidade, mas por aquilo que são como pessoas. Jesus procurou sempre estar junto dos que eram discriminados para nos ensinar a ser tolerantes, não para acharmos que somos melhores do que os outros e os olharmos de cima...

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(imagem)

 

Conclusão: passaram-se mais de três quartos de hora, não fizemos uma oração "normal", mas a mensagem ficou, e hoje ambas as nossas filhas irão começar a olhar para o nosso "próximo" com outro olhar... o olhar do coração!

 

 

 

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