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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Muito mais do que uma cara bonita

É verdade, eu já desconfiava. E fico muito feliz por "conhecer" mais um pouco sobre esta senhora da televisão, e não só (felizmente).

 

Estou a falar de Catarina Furtado. 

 

Grandes personagens que povoam os meios de comunicação podem dar-se ao luxo de escolher quem querem ser. Muitas certamente se deixam arrebatar pelo mediatismo e pela popularidade e usam isso para seu benefício promovendo a sua imagem, esquecendo o seu "conteúdo", outras dá-me a sensação que são apenas personagens criadas por alguém para dizer e fazer aquilo que o "povo" gosta.

 

Ainda bem que no meio de tanta cara bonita de vez em quando sobressai alguém pela sua vivência pessoal e por aqui que é interiormente e não só pela imagem que tem.

 

O livro da Catarina Furtado, escrito na primeira pessoa leva-nos primeiro à sua infância e conta-nos pequenos episódios que contribuíram para fazer dela a pessoa que hoje é. Depois somos levados pelo mundo desfavorecido e esquecido longe das luzes e dos holofotes, um mundo que na maior parte das vezes fingimos que nem sequer existe...

 

Aquilo que ela viu e não esquece é bom que também nós o conheçamos, ainda que "longe". Muitas das situações relatadas no livro fazem doer o coração, em especial estando eu grávida e ficando a conhecer realidades tão, mas tão cruéis por esse mundo fora...

 

Quantas vezes reclamei por causa de coisas tão insignificantes e a essa mesma hora, a muitos quilómetros de distância existiam meninas e mulheres a morrer porque não tinham condições para que os seus filhos nascessem em segurança? 

 

Sou de facto uma pessoa muito egoísta, vivendo aqui neste mundo tão calmo e tão cheio de confortos que me esqueço frequentemente de que algures lá longe nada é assim!

 

Aqui fica o meu (minúsculo) contributo para espalhar a palavra. Leiam o livro se tiverem coragem. 

 

Associem-se a estas causas se puderem... porque:

 

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E parabéns Catarina Furtado por nunca desistir de lutar pelo que é justo.

 

 

 

Eu não quero ser mãe de "totós"...

Isto de sermos responsáveis pela educação dos nossos filhos tem destas coisas, um dia olhamos para trás e vemos que errámos e que se não mudamos rapidamente estamos mesmo a criar um bando de totós. Quem ainda não deu conta do que estou a escrever aqui fica o link.

 

Não vale a pena dourar a pílula pois bem sei que sou fui do tipo de mãe que usa demais a expressão «cuidado senão cais», e de que adianta dizer isto vezes sem conta se de facto eles um dia caem mesmo? Sim não adianta... há uns tempos que tenho vindo a tentar corrigir-me e deixar de lado esses medos abstratos, lutando muitas vezes contra mim própria...

 

E no fim de semana passado quando li este artigo, bem escusado será dizer que me serviu que nem uma luva, «ora toma lá, para ver se acordas»!

 

Logo eu, que na infância vivia livre e fartava-me de esfolar os joelhos, os braços e tudo mais... tornei-me numa mãe super protetora... e nada me tira cá das ideias que o medo da Maria ir à piscina/praia não tem mesmo que ver com este excessivo «tem cuidado».

 

Se não lhes damos espaço como podem superer-se a si próprios? Se os sufocamos como podem ser livres? Se os abafamos com cinco mil recomendações como queremos que sejam responsáveis e autónomos?

 

Falar é fácil, escrever no blogue também, mas a realidade é muito mais complicada... por aqui fica a promessa de continuar em mudança, de continuar a investir mais nas atividades ao ar livre em vez de estarem sempre em casa, de continuarmos com as aulas de culinária mesmo tendo de acender o  fogão, de as deixar correr e nem um «cuidadooooo» gritar...

 

... de todas as formas acho que é melhor equipar convenientemente a caixa de primeiros socorros! 

 

 

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Coisas de quem não tem muito para fazer...#2

Bem, na verdade eu até tenho sempre muito que fazer, mas também gosto de me distrair um bocadito das obrigações... por isso tenho feito ponto cruz!

 

E aqui estão os meus lindos bordados, com a costura maravilhosa da minha mãe, que eu e a máquina não nos entendemos... ainda!

 

Foram feitos com restos de turco (de toalhas) e com os bocadinhos de fitas que vão sobrando na loja)

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Muitas pessoas que vêm à loja normalmente são pessoas que trabalham diariamente com papeis, com letras e números... professoras esgotadas do dia-a-dia de aulas, médicas e profissionais da saúde com grande responsabilidade no seu trabalho, pessoas jovens e de meia idade... todas procuram uma ocupação para os seus serões!

 

Umas preferem costura, outras bordados, outras renda ou Arraiolos e ainda algumas gostam de ponto cruz como eu!

 

É muito bom poder distrair a cabeça com este género de "artes", enquanto estamos entretidas a bordar o tempo passa e nós descontraímos ficando com uma sensação de tranquilidade!

 

Muitos terapeutas e psicólogos aconselham a que as pessoas muito ansiosas tenham um passatempo dentro deste género de trabalhos manuais dependendo do que cada pessoa gosta mais de fazer, como me dizia uma senhora «mãos ocupadas, cabeça sã»!

 

E é tão bom podermos olhar no final de várias horas de "trabalho" as pequenas (e grandes) peças que vamos fazendo!

 

Pareço ou não pareço uma daquelas mães/donas de casa super prendadas?

 

 

Orçamento Doméstico

O orçamento doméstico de uma família é um assunto muito sério! Cá em casa já tivemos várias fases, a dois, a quatro e agora será a cinco. Alteram os residentes na família, mas o orçamento vai-se mantendo! é preciso alguma ginástica e muita criatividade! (Sim, e eu sou daquelas que controla as compras de supermercado numa folha de excel..)

 

O ritmo durante o ano letivo é um, nas férias é outro...

Todos os dias de manhã recheamos esta nossa amiga:

 

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E porquê? Vamos À praia? Não. Vamos para o trabalho, e no trabalho não temos frigorífico e se uns dias estou sozinha, noutros estou com a Margarida (que almoça comigo mesmo participando nas atividades) e outros dias somos três!

 

Agora imagine-se almoço para três no restaurante... aqui em frente temos uma churrasqueira e mesmo assim não nos ficava por menos de 12€... por dia, fora lanches de manhã e de tarde... e três meses são muitos dias...

 

É por isso que a nossa geleira vem connosco, lá colocamos água, sopa, e mais o que houver para o nosso almoço, trazemos fruta e trazemos manteiga para o pão que compramos aqui ao lado, pois só em sandes para as três ficava numa fortuna se as comprássemos na pastelaria...

 

Eu sei isto está a soar a forreta, mas é a nossa realidade... num dia fomos comer tostas de galinha e beber uns sumos ao almoço e lá se foram 10€, mas um dia não são dias e de vez em quando sabe bem!

 

A parte boa vem no fim do almoço, uma vez que fomos poupadinhas até essa hora temos disponíveis 3€ para comprar um gelado para cada uma!

 

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Caminhada...

Passo a maior parte do dia "presa" pois trabalho na loja das 9 às 19h, na hora de almoço costumava fazer uma caminhada em volta dos quarteirões por ali perto, mas com o calor... nem pensar, ainda me dava uma coisinha má! Pelo que passo a hora de almoço a fazer a minha adorada sesta de 40 minutos e mais um pouco com as pernas levantadas para não ficar com os pés inchados... eu sei... a gravidez tem destas coisas... 

 

A minha vida é do mais sedentário que existe, chego a casa e além das tarefas de "dona de casa" e "mãe" não me mexo muito mais, o que é uma pena... tenho tido algum cuidado para ver se não engordo muito, mas ás vezes abuso nos doces... pronto já confessei! De todas as formas dos seis quilos que perdi no primeiro mês, ainda só ganhei quatro nestes quase seis meses, por isso a coisa até nem tem corrido muito mal!

 

Na quarta feira ao chegar a casa reparei que me tinha esquecido de pagar a fatura da luz e no fim do jantar lá fui eu ao multibanco (sim, que aqui na aldeia perdida no interior temos disso!) e não é que aqueles breves minutos a apanhar o ar fresco da tarde me soube tão bem?

 

Por isso combinei com as meninas no dia seguinte irmos dar uma caminhada, ainda que devagar pois o objetivo não é andar que nem uma louca, mas arejar um pouco, e fazer um pouco de exercício que segundo li ajuda bastante nesta fase da gravidez!

 

E assim lá fomos, como à volta da nossa casa há muito por onde escolher fomos pela estrada de terra, o vento fresco a bater na cara e o sol a esconder-se lá ao fundo refletindo nas árvores, o silêncio que nos invade! Tão simples e tão bom!

 

Valeu bem a pena termos saído de casa por dez minutos. Valeu a pena fazer uma pausa, e apenas sentir a paz do final de um dia cansativo, confuso e cheio de coisas complicadas para resolver!

 

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 Parece-me que se soubermos aproveitar as coisas mais simples da vida, somos realmente pessoas mais felizes!

 

Um bom fim-de-semana!

 

 

Chutos e Pontapés

Pois é a tão esperada fase de sentir os pontapés da Lúcia chegou! O pai já tinha sentido os seus pequenos pontapés, mas eram ainda muito fraquinhos...

 

Na terça-feira ambas as manas puderam senti-los com toda a força!

 

A Maria realmente não esperava e fez uma cara de verdadeiro espanto perante a força que a barriga fez contra a sua pequena mão!

 

A Margarida aproveitou para ir contando à Maria como era quando ela era a bebé na barriga e "dançava" ao som das músicas...

 

Confesso que já nem me recordava destas sensações, nunca senti saudades de estar grávida, mas poder viver de novo estas coisas alegra-me bastante, e mais feliz fico por ter com quem as partilhar!

 

Às vezes quando estou só e sossegada penso na aventura que estamos a viver, agora que a minha vida perecia estar a ficar mais organizada, as minhas filhas a serem cada vez mais autónomas, a lida da casa a ser feita com mais organização, tudo está a ficar de pernas para o ar...

 

Tenho roupas em sacos à espera que os roupeiros sejam trocados de quarto, as roupas da Maria que não lhe servem deveriam ser doadas, mas como vem lá outra menina vamos guardá-las... onde? Pois "logo se vê", estão a fazer companhia às outras dentro de sacos na nossa nova biblioteca... temos uma banheira de bebé entalada na casa de banho, brinquedos daqueles que fazem música de novo em casa... uma alcofa de verga à espera do colchão para se tornar na primeira cama da Lúcia, uma caixa com fraldas de tamanho 1, biberões e chuchas no chão do meu quarto... e dá-me a sensação que vai piorar... oh se vai!!!

 

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(a biblioteca)

 

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(os tais sacos à espera de "poiso")

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 (A minha cómoda em versão montra de loja)

 

 

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(A caixa dos produtos de higiene)

 

 

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(A banheira à epera de um makeover)

 

 

IMG_20150723_205130.jpg(o futuro berço)

 

Mas estamos cá para isso, realmente a idade é um posto, e a nossa aprendizagem diária faz de nós pessoas muito mais ponderadas, deixamos de fazer dramas por coisas insignificantes e passamos a gerir a vida com outra alegria, não é comum o que aqui vou escrever, mas ser uma mãe de uma Família de Caná tornou-me realmente numa pessoa muito mais feliz - contínuo com problemas, com confusão à volta e muitas vezes cansada, mas não há dúvida que sou uma pessoa muito diferente, para melhor!

 

Para todos aqui vai um pontapé virtual da pequena Lúcia e umas gargalhadas das manas Margarida e Maria!!!

 

 

 

 

 

 

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