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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Regressar...

Desde o início do verão que a nossa família optou por "escolher" uma paróquia diferente para participar na missa dominical. Ao contrário do que muitas vezes se pensa não foi uma escolha motivada por teimosia ou algo parecido...

 

Foi uma escolha apenas prática, não é fácil sair de casa no verão, pelas 17h numa tarde em que as temperaturas chegam aos 39º em alguns dias e nos outros mais frescos rondam os 35º, subir uma encosta até ao cimo do monte... e ainda conseguir estar lá de "corpo e alma" sem estar sempre a queixar do calor que se faz sentir, da sede, das tonturas...

 

E foi assim que começámos a ir à missa ou às 8h da manhã ali mesmo ao lado, ou às 9.30h um pouco mais adiante, ainda que para isso tenha de me levantar pelas 7 da manhã ao domingo!

 

Mas, no outro dia, fiquei a pensar que estava na hora de regressar, sei que algumas das pessoas já tinham comentado com a minha mãe que sentiam saudades das meninas na missa... afinal são as mais novas da nossa comunidade e alegram sempre as "avós"!

 

Ontem, finalmente regressámos. E foi bom que o tivessemos feito, senti-me bem por estar de volta, por poder voltar a participar lendo uma leitura (coisa que não acontecia na outra paróquia), a Margarida voltou a acolitar ao lado do senhor padre, e tudo voltou ao normal!

 

Bem sei que durante as férias as nossas igrejas tendem a ficar mais vazias, nós procuramos ir seja onde for, pois o importante é mesmo participar desta alegria em família e em comunidade, mas a verdade é que o "nosso lugar" está sempre lá à nossa espera, mesmo que deixemos de aparecer, o Pai guarda-nos sempre um lugar privilegiado, basta que para isso regressemos de todo o coração...

 

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Quando a tristeza nos inunda o coração

Não acredito que alguém consiga ficar indiferente ao drama que vivemos na Europa. Numa Europa da qual fazemos parte, quer queiramos quer não o que se passa aqui ao lado afeta-nos. 

 

Não há palavras para descrever a tristeza que sinto quando penso naqueles milhares de pessoas... cansadas, abandonadas, perdidas, esfomeadas, desalojadas, desanimadas...

 

Podiam ser portugueses, podiam ser a minha família, a nossa família...

 

Que desespero pode fazer com que se rume contra uma morte adiada? Que desespero pode fazer com que se decida agarrar no nada que se tem e avançar na incerteza?

 

Mulheres grávidas, mulheres novas outras não tão novas assim... crianças, jovens, homens fortes e menos fortes fogem da tortura, fogem de casa... para onde? Para onde meu Deus? 

 

Bem sei que aqui no meu cantinho protegido e cheio de riquezas que tantas vezes desvalorizo nada posso fazer... bem sei que para a maioria das pessoas não há nada que possamos fazer, ainda assim e porque sou uma mãe católica com o coração partido por saber de tantas mães desesperadas peço a Deus a graça de que a bondade das pessoas venha ao de cima, para que os milhares de voluntários não desanimem, para que os altos governantes não virem as costas, porque mesmo sabendo que existem pessoas más e cruéis, sei também que existem Pessoas capazes de agir, capazes de dar a mão, capazes de colocar em prática a mais bela lição de amor:

 

O que fizeres a um destes pequeninos é a Mim que o fazeis"

 

 Bem sei que haveria muito mais a escrever, mas neste momento estou realmente em palavras...

 

 

E depois ao fim do dia leio esta notícia e sim, ainda acredito na bondade das pessoas!

 

 

 

Dezenas de pessoas estão a disponibilizar-se para acolher famílias ou crianças refugiadas, revela a presidente do Conselho Português para os Refugiados (CPR), que diz estar também a receber ofertas de empresas e outras instituições."

 

 

 

 

De malas à porta...

... e não é para ir de férias, mas para a maternidade!

 

Na verdade quando digo que faltam dois meses e meio para a Lúcia nascer as pessoas têm tendência a perguntar se já tenho tudo pronto, malas feitas e essas coisas...

 

A resposta sincera é: tenho tudo, mas nada está "pronto"... da lista que fiz consegui reunir tudo entre amigas e famíliares, as malas também as tenho - vazias - as roupas continuam  guardadas ainda por lavar e assim por diante!

 

No domingo tive vontade de lavar algumas peças, mas faltava-me o detergente, sim (dizem) que as roupas dos pequeninos devem ser lavadas com detergentes próprios para bebés, e ao que parece segundo me disse a farmacêutica, mães com problemas respiratórios têm mais probabilidade de ter filhos com problemas de pele, com a Maria foi um problema, e com a Margarida também - espantem-se!!! 

 

 Apesar de por diversas vezes ter entrado no supermercado para procurar o dito detergente, esqueço-me sempre... é que aquilo deve estar nalgum lugar muito escondido... e pior nunca há promoções dos detergentes "baby", porque será? Mas brevemente terá de ser!

 

O quarto das meninas pequeninas está a ficar composto, o super pai já tratou das paredes e já as pintou, no domingo deverá colocar o soalho, ficam a faltar umas surpresas que ainda não estão prontas, mas já dá para adiantar alguma coisa...e é bom que haja vontade de arrumar tudo nos sítios!

 

Um dia destes o nosso estendal vai estar cheio de roupinhas pequeninas ao sol, há quanto tempo não vemos peças do tamanho de uma folha A5 estendidas lá fora?

 

Há demasiado tempo...

 

Realmente desta vez estou a conseguir aproveitar muito melhor todo este tempo de gravidez, sem correrias, sem pressas, ir planeando, depois fazendo as coisas...podendo dedicar-me a pouco e pouco às mudanças que a nossa família está a viver, olhar com esperança para o nosso futuro próximo e imaginar que daqui por 10 semanas uma bebé estará ali connosco a aprender tudo aquilo que temos para lhe ensinar!

 

 

 

Serões de Verão

Os serões de verão são bons para muita coisa, para conversar, para caminhar, para ler histórias, para brincar ao faz de conta... para fazer atividades em conjunto!

 

Num destes serões finalmente pudemos terminar os nossos colares de caricas!

 

A ideia que tirei da net era muito boa, mas para a fazer era preciso termos as ditas caricas... andámos a juntá-las durante muito tempo - ajudou termos feito um lanche no aniversário da Maria - e termos comprado garrafas com caricas... estive quase para fazer um peditório num café onde há muitas garrafas destas! Mas lá conseguimos juntar algumas...

 

O pai fez um furo com um berbequim em cada carica no "rebordo" para passar o fio...

 

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Depois foi só copiar as imagens e imprimir com o tamanho do centro da carica (2,50 cm)! Nós escolhemos fazer com a imagem da Nossa senhora Auxiliadora, Mãe de Caná e a pedido da Maria com a Minie e a Elsa do Frozen. Como não tenho jeito para fazer coisas em programas todos xpto, fiz no word, recortámos e colámos no fundo das caricas!

 

Podem tirar ideias daqui: 

imagens caricas colares.docx

 

Arranjei um fio de algodão fino mas resistente e foi só atar! O resultado desta simples ideia é muito bonito e as meninas e meninos adoram!

 

colares de caricas 3.JPG

 

 

Muitas vezes ouço as mães dizerem que os filhos não se entretêm a fazer nada, eu fico feliz por passar um bocadinho de tempo a fazer coisas destas, elas vão aprendendo como se faz e começam a tomar o gosto por fazer pequenos trabalhos "artísticos", muitas vezes em folhas soltas que depois colocamos no canto de oração ou na porta do frigorífico, eu sei é feio ter o frigorífico cheio de tralha, mas quem resiste a um desenho ou a algumas frases dos filhos e dos amigos?

 

Não é verdade António? Obrigada pelo teu desenho eu bem disse que ia ficar giro no nosso frigorífico... ah e o passeio de moliceiro é mesmo muito divertido!

 

 

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O Batismo

No sábado passado, dia de Nossa Senhora Rainha,  tivemos a grande honra de acompanhar a pequena Constança à igreja para que recebesse a graça de ser batizada!

 

Foi com uma grande alegria que partilhámos este dia com os pais e com os amigos da família, foi com grande alegria que assumimos publicamente que somos os padrinhos desta menina!

 

Recordo há uns anos que a mãe da bebé dizia que não iria ter filhos, não se sentia preparada, não conseguia imaginar-se no papel de mãe. Mãe a sério. Eu como amiga sempre lhe disse que um dia, talvez, ela sentisse que lhe faltava alguma coisa, que um dia sentiria que poderia amar um filho... e nessa altura podia contar comigo para ajudá-la, como madrinha da criança!

 

O tempo passou, e um dia... oh um lindo dia... recebi as duas notícias: a primeira que ela ia ser mãe e a segunda que ainda contava comigo e com o Álvaro para padrinhos!

 

E foi assim, que recebemos a pequena Constança na nossa família, foi assim que assumimos o compromisso de ajudar a educá-la na fé cristã, de ajudar os seus pais a recordarem que a caminhada agora começou e que estaremos sempre aqui para a acompanhar longo da sua vida!

 

 

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Dizia o senhor diácono que a grande exigência de se ser cristão hoje (e sempre) é escutar Maria quando nos diz "Fazei tudo o que Ele vos disser!", sem medos, sem receios, tal como os servos das bodas em Caná da Galileia! 

 

A referência a esta passagem, deixou-me alegremente surpreendida, afinal este é o nosso "lema" diário, esta é a nossa meta enquanto Família de Caná!

 

Como poderia este diácono saber disto sem nunca ter falado connosco?

 

De facto Deus gosta muito de nos surpreender!!!

 

 

 

 

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