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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Sábado, 31.10.15

Dia de Todos os Santos

Amanhã, dia 1 de Novembro celebramos a Solenidade de Todos os Santos, recordando todos aqueles que são já participantes na festa da alegria, e tendo esperança de que nós, a quem nos foi oferecida a santidade no dia do nosso batismo, um dia possamos estar também nessa grande festa!

 

Se alguém se quiser juntar à iniciativa da Kendra, é ver aqui as regras do concurso, no ano passado foi muito engraçado!

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 Por cá, em terras portuguesas também houve fatiotas a rigor... ora aqui ficam eles!

 

 

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por Olívia às 05:39

Sexta-feira, 30.10.15

Recomeços # 1

Quando consigo distanciar-me e ver o quanto estou errada tenho duas opções:

 

1. Ignorar e continuar na mesma.

 

2. Mudar.

 

Hoje escolho mudar, sim porque eu nunca serei teimosa ao ponto de dizer " quem quiser que mude, eu sou assim"

 

Lutarei por ser cada dia uma pessoa melhor, assim Deus me ajude!

 

Voltarei a errar, voltarei a cair na mesma burrada, mas não vou desistir. 

 

 

 

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Pode parecer pouco, mas hoje abraço um grande desafio, crescer como pessoa, como mãe e como amiga....

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Quinta-feira, 29.10.15

Parêntesis

Andei a pensar se contava aqui o que vi no outro dia e resolvi fazê-lo... é como se fosse um parêntesis na temática do blogue...

 

Ora então... preparem-se!

 

Na terça feira regressei ao hospital para repetir umas análises que a doutora me pediu, cheguei cedo, sim que lá para que tudo vá correndo bem temos de chegar 30 minutos antes da hora e se o fizermos somos mesmo atendidos à hora marcada.

 

Na sala estavam dezenas de pessoas à espera entre elas um menino de cerca de 5/6 anos, muito animado e cheio de energia!

 

Quando chamaram o nome dele entrou a sorrir para a enfermeira, pensei logo eu "coitado... não sabe ao que vai", mas para meu espanto (e das outras pessoas) ele sai de lá na mesma, todo contente somo se nada fosse! Depois fui eu e por aí fora...

 

À saída passei pelo bar para comer um pão com queijo já que estava para me dar uma coisa má com tanta fome, e sentei-me perto da mãe e do tal menino que comia o seu iogurte com imensa satisfação.

 

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A mãe apressava-o e ele ia comendo... já mesmo no final põe a colher na boca... pára, olha muito sério à volta e deita qualquer coisa para a mão...

 

 

A mãe segura com um guardanapo e olha para mim, muito séria perguntando:

 

- Você viu? Não viu?

 

- Sim vi, mas o que é?

...

Não dá para acreditar... eis o que vejo na mão da senhora:

 

 

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...

 

 

Eu ainda perguntei se o iogurte tinha sido aberto no bar, podia ter caído alguma moeda, mas a mãe disse que foi ela que o abriu ali na mesa... pedi para ver a marca e ela mostrou-me a "tampa", confesso: existem coisas que se eu não tivesse visto nem queria acreditar!

 

Portanto, há que mexer bem os iogurtes e olhar lá para dentro... não vá sair de lá o prémio do euromilhões!!!

 

 

 

 

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Quarta-feira, 28.10.15

Coisas de grávida # 10

Há coisas que uma pessoa já nem se lembrava... e uma delas é que quando estamos grávidas vamos mais vezes ao médico em 9 meses do que em 7 anos quando não se está grávida!

 

Eu optei por ser seguida no centro de saúde, mas confesso que passámos algumas dificuldades pois já não temos médico de família há muito tempo, nem eu nem a Maria e a Margarida, pelo que decidimos para bem de todos, pedir a transferência do nosso processo para o centro de saúde onde o pai está inscrito. Eu sei, não é justo, mas este acto egoísta foi a única oportunidade de poder marcar consultas para as meninas sem ter de ir de madrugada para a porta do centro de saúde...

 

O único senão é que o centro de saúde é muito longe, pertence à zona de Loures, e por isso demoramos um pouco mais nas viagens até lá!

 

O médico, que já conhece o meu marido há muito tempo, aceitou este "5 pelo preço de 1" sem grandes alaridos, e claro, como médico de família em Portugal apenas somou mais 4 aos milhares de utentes que já tem (perto de 2.000). Mas nem por isso deixou de nos atender com profissionalismo e dedicação.  

 

Agora que já passei as 38 semanas o meu processo foi transferido para o Hospital Beatriz Ângelo, já lá fui e devo dizer que fui muito bem atendida, sem tempos de espera extra. Lá tive a oportunidade de ficar a saber a opinião da médica sobre os próximos passos até ao nascimento da Lúcia, não vim muito animada, mas já me conformei, bastaram vinte minutos!

 

Quando saí da consulta resolvi procurar a chamada "sala de culto", que seria por aquilo que percebi o mais aproximado de uma capela de hospital, mas que seria um pouco mais abrangente do que a religião católica. Segui as indicações e nada... nem de um lado, nem do outro... vi no mapa, nos esquemas, nada... cansada de andar às voltas sentei-me num banco e esperei.

 

Em frente a mim estava uma porta, ao lado uma placa que tinha escrito "Sala de Culto", ali estava ela... e eu, nem a via!

 

Quando abri a porta tinha um hall e outras duas portas, numa podia ler-se que não se devia pisar a carpete com calçado, na outra nada dizia... abri com jeitinho essa que não tinha nada escrito e finalmente ali estava ela! A capela!

 

No silêncio dessa manhã deixei-me ficar ali, a pensar, a fazer perguntas, a tentar encontrar respostas, assustada, receosa, pensando repetidamente "já passei por isto antes, não quero voltar ao mesmo"... depois de brigar comigo mesma, quem nem uma teimosa durante algum tempo, resolvi entregar tudo e confiar... ah... abençoados vinte minutos...

 

 

 

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Terça-feira, 27.10.15

Planos para o futuro

Uma das coisas boas da vida é que em cada dia podemos manter ou alterar o rumo das nossas vidas. Podemos olhar para o que já vivemos e podemos imaginar como será daqui por dez, vinte ou cinquenta anos...

 

Na semana passada muito se falou do filme "regresso ao futuro", porque ao que parece o "futuro" já passou num certo dia e hora... se eu disser que não vi estes filmes, provavelmente ninguém acredita, mas é a verdade. 

 

Ao ler vários posts sobre esse dia, voltei a recordar-me dos meses em que andávamos a construir a nossa casa e a pensar que um dia, no futuro, iria ver crianças a brincarem no jardim... ou sentadas à lareira... que havíamos de passar os Natais ali juntos em festa...

 

Na verdade esse futuro já chegou! Em cada dia que a nossa família se reúne, em cada brincadeira ou tarefa estou a viver aquilo que sonhei vir a viver, não, estou a viver muito mais do que aquilo que sonhei, estou a viver o que Deus sonhou para mim!

 

Não deixa de ser estranho pensar nisso, ainda no domingo na catequese familiar falávamos dos sonhos que Deus tinha para nós ainda nós nem existíamos, e que ainda tem, nós é que não os conhecemos... podemos imaginar, fazer planos, sonhar, faz parte do ser humano... importante, além de sonhar, é agradecer o presente, o hoje, a vida assim, conforme a vivemos em cada dia! 

 

Na verdade nem eu nem o meu marido jamais imaginávamos o que seria a nossa vida no momento em que dissemos o nosso "sim" na presença de Deus e dos nossos familiares e amigos, nesse dia começámos um projeto a dois, nesse dia abrimos o coração à família, nesse dia também nós continuámos o sonho que Deus tinha traçado para nós... éramos dois miúdos, jovens, muito jovens, com uma grande dose de loucura daquela saudável e muita vontade de viver!

 

 

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Hoje já não somos dois miúdos, mas ainda somos jovens... oh se somos, e ainda temos muita vontade de viver... e muita da loucura da juventude!!!!

 

 

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Segunda-feira, 26.10.15

Quando a chuva cai

A melancolia tende a invadir os meus pensamentos e as minhas atitudes, fico rabugenta e mal humorada... e é extremamente difícil contornar este grande defeito que tenho. Posso andar um dia inteiro a fingir que não me afecta, mas quando chega à tardinha... vejo que são 6 da tarde, olho lá para fora continua a chover e já está escuro... aí não há volta a dar... é que eu não gosto nada destes dias chuvosos, muito menos com a mudança da hora à mistura!!

 

Bem sei que terei de me acostumar que daqui até ao Natal os dias hão de ficar cada vez mais pequeninos, até começarem novamente a crescer, mas não é fácil. É preciso muita ginástica mental para que por cada pensamento negativo em relação ao tempo e à hora, me ocorra logo um pensamento de gratidão...

 

***

 

- Oh... e a chuva que está teimosa tenho o chão todo molhado...

- Sim, mas a horta está a ficar bem regada...

 

- Ai o estendal cheio e a roupa não enxuga...

- Pois, mas ainda tens um monte para passar e muita nos armários para vestir...

 

- Bem, uma pessoa vai à missa e não leva chapéu e quando sai apanha uma molha...

- Pois mas foi uma celebração tão alegre pelos 10 anos de serviço do pároco...

 

- Nem vale a pena sair de casa, já está escuro...

- Mas ficar aqui em clima de paz a fazer a oração familiar vale ouro...

 

 ****

 

E assim conto ir vivendo estes dias pequenos e chuvosos de inverno, sei que o primeiro pensamento será sempre do "contra", mas logo depois consigo ver algo mais do que o imediato! 

 

Quem sabe um dia não consiga ver primeiro aquilo que vale mesmo a pena e o resto fique para 2º plano?

 

Como escutámos ontem...

 

 

"Que queres que Eu te faça?"

"Mestre, que eu VEJA!"

 

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Sábado, 24.10.15

Sonhar

Vinha no carro para o trabalho a pensar que realmente hoje em dia muitos dos nossos meninos não têm sequer hipótese de sonhar... e pergunto-me se não seremos nós pais, a cortar da infância deles a capacidade de querer ser mais do que bons profissionais com contas bancárias recheadas...

 

Então recordei-me desta música...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É Fim-de-semana, aproveitemos para sonhar e para deixar sonhar!!!

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por Olívia às 10:54

Sexta-feira, 23.10.15

Follow Friday

A Propósito da minha ida a Lisboa, cidade grande e cheia de vida, pessoas e muitas histórias (onde estarei novamente hoje grande parte do dia) gostaria muito de registar aqui um novo blogue, um sítio que descobri por acaso e que procuro ir seguindo.

 

Chama-se Histórias Ir(reais), cada texto relata um pedaço da vida de alguém, sem julgamentos, sem opiniões, é como que uma fotografia com palavras.

 

«Conversas no bairro, no banco do jardim, no café, onde calhar, são histórias da vida. As histórias são minhas, reais e irreais...»

 

Porque sou e serei sempre uma apaixonada pela vida, pela família e por histórias de amor destaco a história de Amor #1... não sei se é real ou irreal, mas gostava  muito que de facto fosse verdadeira!

 

Casaram faz um ano, cada vez que os vejo estão de mãos dadas, sorriso no rosto e olhar carinhoso.

Vejo-os muitas vezes, no jardim, no café, pelas ruas do bairro.

Conhecem-se há uma vida, brincaram em crianças, ainda namoriscaram em miúdos, a vida separou-os.

Casaram, tiveram filhos e foram felizes, separados por muitos quilómetros, que ao fim de sessenta e poucos anos de vida, se encurtaram.

Quis o destino que após terem ficado viúvos acabassem no sitio que os viu nascer.

Re-apaixonaram-se e casaram, vivem dias felizes, pelas ruas e jardins do bairro."

 

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Quinta-feira, 22.10.15

Superar os medos

Dizem muitas pessoas que quando temos algum "medo" é melhor enfrentá-lo logo de uma vez e assim ele vai desaparecer.

 

Será?

 

Quando estamos de fora as nossas opiniões são sempre muito convictas e fundamentadas, mas quando somos nós a passar pelas situações talvez aí a coisa mude de figura.

 

Este ano na escola primária, a ida às piscinas começou no 1º período. No ano passado foi uma tragédia, a Maria pura e simplesmente tem pavor das piscinas, ou melhor de imaginar a água a tapar mais do que as pernas. Bem me recordo de que no ano passado ela só entrou na primeira e na última aula, a primeira porque não sabia como era, na última porque o professor de natação disse que iriam brincar. Em todas as outras aulas ela assim que se chegava ao pé da água tremia, gelava e ficava branca como a cal e chorava em pânico.

 

Aula após aula, nunca a professora da escola desistiu de a incentivar a vestir o fato de banho e a tentar superar o medo, mas o resultado foi sempre o mesmo. Eu optei por nunca estar presente em nenhuma das aulas, bem sabia que assim que me visse ela desatava logo a chorar e era bem pior.

 

Quando chegou o recado no caderno no início do mês, o meu primeiro pensamento foi «outra vez...não...», ela já sabia o que dizia o recado, pois a professora explicou-lhes na sala. Combinámos que este ano iria pelo menos entrar na água, mesmo que não conseguisse fazer os exercícios.

 

No dia da aula de natação, dia 13 de outubro, na oração da manhã, pedimos a Maria, nossa Mãe que nos ajudasse a enfrentar os nossos medos... 

 

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Tive pena, mas não pude falar com ela a não ser pelo telefone às 16.10h, quando saiu das aulas pois estive em Lisboa. Ao telefone ela parecia animada, tinha entrado na água, e até tinha feito alguns exercícios. No fim chorou porque não conseguiu mergulhar.

 

Esta semana, já não chorou e de mão dada com o professor até conseguiu saltar para a parte mais funda (que lhe dá pelo peito)... à noite demos graças por isso, demos graças acima de tudo porque ela se esforçou e tentou. Para mim isso é o mais importante, o esforço e a dedicação com que ambas abraçam quer os estudos, quer as tarefas do dia a dia.

 

Em breve também eu vou enfrentar uma das coisas de que, neste momento, tenho mais medo. Sim, o dia do parto. Sei que não vai ser fácil, sei que tal como a Maria provavelmente terei tendência para entrar em pânico, mas enfrentarei este medo com coragem e com muito amor!

 

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 21.10.15

A passo de caracol

É o que me ocorre quando penso que tenho de ir a algum lado... lá vou eu a passo de caracol... é de manhã para ir levar a Maria à escola, é à tarde quando a vou buscar, é no supermercado enquanto faço as compras, em casa nas tarefas domésticas... até o meu marido me disse quase à chegada à igreja depois de percorrer a subida que é deveras inclinada: «então já não chegas lá a cima?»

 

Não deixa de ser uma ironia, logo eu que ando andava sempre apressada e cheia de energia estar aqui a afirmar que neste momento ando mais lenta do que a fila da repartição de finanças em dias de sistema informático avariado!

 

Mas, em tudo na vida temos de nos adaptar, e eu estou a fazer um esforço por não me deixar entristecer pelo simples facto de não dar o mesmo rendimento que dei na gravidez da Maria... a boa notícia é que neste momento acabo de passar a fase complicada, ou seja estou a chegar às 38 semanas, o que deve querer dizer que já não preciso de tanto repouso!!!!

 

Por isso se tudo correr bem, na sexta feira quando for à consulta ao hospital vou confirmar que realmente posso retomar as caminhadas que eu tanto adoro. Vai ser bom, poder desanuviar a cabeça caminhando e pensando enquanto ando, além de que sinto mesmo a falta deste bocadinho de exercício!

 

Ando tão parada... na verdade a semana passada resolvi aproveitar o sol da hora de almoço e fui caminhar, pensei em passar pela igreja, seria a primeira vez que o ia fazer assim a meio do dia, mas foi uma desilusão... primeiro porque quase a chegar lá comecei a ficar cheia de dores fortes, e depois a porta estava fechada!

 

Resultado, tive de voltar para a loja ainda a um passo mais lento do que um caracol, e claro tive de me deitar para que as dores passassem... porquê? Perguntei eu... teria sido tão bom se a caminhada fosse descontraída e se tivesse entrado na igreja... mas não foi nada assim... provavelmente porque as coisas não acontecem apenas porque eu quero! E essa é uma lição valiosa e difícil de aprender.

 

A saúde não aparece porque eu quero, as minhas filhas não são exemplares porque eu quero, o sol não brilha hoje porque eu quero, as igrejas não estão abertas agora porque eu quero, o mundo não gira em torno de mim, nem daquilo que eu quero!

 

Ah, espantem-se as pessoas que acreditam que o universo se vira para elas apenas porque elas querem, que acreditam que ou se tem sorte ou não... a vida é isso mesmo vida, um milagre que me foi dado um dia e cabe-me a mim saber viver da melhor forma, aprendendo com os meus erros e com as minhas falhas, não culpando os outros pelo que me acontece, sendo grata pelo que tenho, mesmo que me pareça pouco, olhando para cada dia como uma dádiva e nunca como um fardo!

 

É ou não uma maravilha saber que apesar de tudo, Deus me ama em cada dia?

 

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«Não se vendem cinco passarinhos por duas moedas? Contudo, nenhum deles é esquecido diante de Deus.
Mais ainda, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais. Valeis mais do que todos os passarinhos»

Lucas 12, 7

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 20.10.15

A adoção e o batismo

A propósito de podermos destacar três textos no nosso blogue (são aqueles três que estão mesmo aqui em cima do título do texto de hoje) escolhi colocar lá o texto do batismo da nossa afilhada por considerá-lo um momento marcante na nossa vida, ontem recebi um comentário bastante pertinente, sei que escrevi sobre isso aqui no blogue, há bastante tempo mas, sabendo que é uma questão em que podemos responder na primeira pessoa, e sabendo que para nós o batismo é muito importante, resolvi fazer este pequeno "post".

 

Diz o comentário:

«Tenho umas dúvidas sobre o baptismo da sua filha mais velha... Ela já era baptizada quando a adoptaram? E como têm a certeza disso? Há fotografias? Ela conhece os padrinhos? Desculpe a curiosidade, mas é difícil perceber como se lida com essa situação quando a criança é adoptada, e parece-me que a Olívia é quem saberá melhor...»

 

Como se sabe a Margarida já era crescida quando a conhecemos, e iria frequentar o 3º ano de catequese, ano esse em que se faz a primeira comunhão. Nessa altura ainda não era nossa filha a não ser no nosso coração e no coração de Deus, mas já a acompanhávamos na sua caminhada de educação cristã. Fomos convidados para a sua primeira comunhão que aconteceu em maio de 2008 e uns meses mais tarde estava a viver connosco.

 

Sabendo que a Primeira comunhão estava feita, não haveria dúvidas de que era batizada, afinal essa era a ideia que todos tinham na instituição onde ela esteve.

 

O tempo foi passando e a nossa família começou a dar uma maior importância às questões da fé, aos sacramentos e à vida cristã. Daí a minha tristeza por não sabermos a data do seu batismo. Nessa altura liguei para a instituição e falei com as pessoas responsáveis, com quem mantemos uma relação de proximidade e amizade desde há muitos anos. Foi-me confirmado que ela teria sido batizada ou não teria feito a comunhão, mas as provas, as datas essas não existiam.

 

Na catequese aproximava-se a data da sua Profissão de Fé, e o que seria esse momento sem se saber ao certo se houve batismo ou não? Perante esta dúvida cada vez mais intensa resolvi pedir o conselho do nosso pároco.

 

Na opinião dele: «se não se sabe, se não existem provas, a criança deve ser batizada. Não se deve negar esse direito a ninguém que o queira de coração, muito menos a uma criança.»

 

Perante isto, resolvi propor-lhe que nos auxiliasse numa missão de investigação caso não chegássemos a nenhuma conclusão decidiríamos prepará-la para o batismo, e ele aceitou, pesquisei as paróquias próximas do local onde ela nasceu e viveu em pequena e o pároco escreveu a solicitar a confirmação do batismo da menina (ainda com o nome antigo, claro).

 

A primeira para onde se escreveu respondeu prontamente com a data do batismo. Ficámos assim a saber que efetivamente ela estava batizada e qual a data para celebrarmos a sua entrada na grande família da igreja! 

 

Um dia fará o Crisma, terá a sua madrinha (oficialmente), e professará a fé por ela própria, por agora vai crescendo e aprofundando em casa, na comunidade e na igreja a grande graça de ser chamada Filha de Deus!

 

 

 

 

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Segunda-feira, 19.10.15

Nas páginas de uma revista

A nossa casa bem que podia aparecer nas páginas centrais de uma dessas revistas in de decoração, ou num site de decoração de interiores... Afinal, temos uma casa robusta, onde vivemos e convivemos. Claro que a decoração da nossa casa era coisa para aumentar as vendas das revistas em vários milhares de euros, não só pela arrumação constante, como pelo seu estilo tão próprio e maravilhosamente ornamentado com os mais chiques detalhes!

 

Mentira! 

 

Mas, resolvi fazer uma brincadeira, andei a navegar no instacoiso e vi imagens maravilhosas, de uma tranquilidade e perfeição tal que eu não resisti em mostrar a nossa versão dessas fotos.

 

Sem efeitos especiais... sem decoradores, sem limpezas extra, apenas registar os cenários edílicos de uma casa onde de facto vive gente!

 

Imagens (Homepolish vs Nossa Casa)

 

I. Cozinha nova em folha, parece de tal forma limpa que dava para fazer o teste do  "algodão não engana!"

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A nossa cozinha, data de dezembro de 2002 altura em que também ninguém a havia usado, agora uma dúzia de anos depois confesso que está a precisar de uma grande limpeza e arrumação, pode ser que na primavera o façamos...

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II. Os armários: com tudo arrumado, loiças a combinar, provavelmente sem lascas nos bordos dos pratos... é por isso que os armários nem portas têm...

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Os nossos armários estão mais ou menos assim, as loiças são de vários conjuntos, copos temos muitos, alguns têm manchas de serem lavados na máquina, as taças são uma de cada cor... o microondas tem sempre companhia (leia-se tralha lá em cima)...

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III. O quarto de casal: ah que maravilha, cores suaves, em tons pastel, cheio de requinte e bom gosto!

 

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O  nosso quarto, com a colcha já um tanto passada de moda, a cor da parede foi uma loucura, o quadro ao menos fui eu que pintei... a mesa de cabeceira com tudo aquilo que precisamos, incluindo despertador, livros, e em certos dias até tem um bocado de pó!!!

 

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IV. A sala: Com tudo nos devidos lugares, mais uma vez nem um grão de areia, até o cão parece não largar pêlos pela carpete...

 

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Por cá temos uma sala e um sofá junto da sala onde jantamos, na sala de estar o cenário é este:

 

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Na sala perto da mesa, onde também temos o cantinho de oração o cenário mais frequente é mais ou menos assim... a espreguiçadeira foi ocupada pela Aurora... e o sofá nunca tem o pano direito... a não ser quando todos saem de casa...

 

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Tempos houve em que olhava para as fotografias das revistas e pensava "também queria uma casa assim", mas agora bem sei que é fácil ter uma casa assim, e uma casa assim, nunca seria um lar! 

 

Num lar existe vida, recordações, cheiros e muita desarrumação, num lar existe vida, conversas, risos, ralhetes e lágrimas, num lar existem pessoas, existe uma família!

 

Por agora dispenso a casa da revista e fico feliz por regressar ao meu lar depois de um dia de trabalho!

 

Obrigada meu Deus por me mostrares que as aparências escondem muitas vezes o vazio, por me recordares que aqui em casa nada é perfeito, porque perfeito só Vós o sois!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sábado, 17.10.15

Nota para a minha agenda

Querida agenda, 

 

Não te encontro. Bem sei que te arrumei num local óbvio, mas não me consigo lembrar qual... vou tentar fazer de tudo para te recuperar neste fim-de-semana. Talvez estejas naquele monte de papeis que eu devia organizar lá em casa, ou junto dos materiais das catequeses, não sei... na minha mochila não estás, na loja não te encontro!

 

Estive a pensar seriamente em substituir-te pela agenda do telemóvel, a ver se me modernizava, já viste como seria tão à frente eu pegar no telemóvel várias vezes ao dia para ver o que tenho de fazer?

 

E olha que experimentei... Mas, após alguns minutos de uso, cheguei à conclusão que aquilo não é para mim. Gosto demasiado de papel e caneta, de lápis e de rascunhar, ir riscando as tarefas feitas... além de que a bateria do desgraçado não aguenta! Culpa minha que ando sempre a consultar a agenda para ver se nada me escapa!

 

E não é que ia escapando? Então a consulta no hospital afinal não é daqui por duas semanas, mas na semana que vem? E o exame ainda por fazer... como é que isto aconteceu?

 

Já foi uma sorte a Maria e a Margarida levarem os alimentos para a campanha "levanta-te contra a pobreza" no dia certo, é que elas têm boa cabeça, mais o livro para a biblioteca da sala da Maria e a peça de fruta para a salada de fruta do dia da alimentação. Agora que penso nisto o livro da biblioteca escolar não foi devolvido a tempo... ficou em cima da mesa de cabeceira... oh bolas!!!!

 

Claro que tenho muitas coisas que quero fazer e não estão escritas, são aquelas que me dão paz e sossego... são aquelas que não entram na categoria das coisas da escola, nem do trabalho, são coisas que fazem bem à alma!

 

Em todo o caso, agenda... fazes-me muita falta!

 

 

 

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Sexta-feira, 16.10.15

A pergunta do momento

«Estás pronta para o nascimento do bebé?»

 

Uma coisa é ter tudo pronto para receber um bebé em casa e na família, outra coisa é estar preparada para todas as mudanças que um bebé vai trazer na vida de uma mãe, de um pai, dos irmãos, de uma família... e para isso não há listas, nem blogues, nem conselhos de três gerações de mães que nos valham!

 

A cerca de três semanas e meia de ser novamente mãe existem milhares de dúvidas na minha cabeça...

 

Como vai ser o "sinal"?

Será de noite? a meio do dia?

Estarei sozinha? Estará o meu marido por perto?

Em que hospital nascerá? Aqui perto de casa? Um pouco mais longe?

Como será o parto? Igual ao outro? 

Serei capaz de amamentar?

Ainda me lembro de como se dá banho a um bebe? Como se veste e mudam as fraldas?

 

Pois é... e a lista continua e continua... a sorte é que só por breves momentos me lembro destas coisas, enquanto ando ocupada no meu dia a dia, enquanto as tarefas me mantêm focada num determinado objetivo o tempo vai passando, de tal forma que nem sei bem como e já passaram 30 semanas desde que descobri que estava grávida!

 

Não há como estar preparada, não há como saber, apenas esperar. E nisto digo-vos a gravidez é uma bela forma de ensino: queres ver o teu bebé, então olha espera cerca de 40 semanas.

 

É muito tempo? Talvez! Mas Deus na sua infinita sabedoria lá sabe o porquê destes meses todos de preparação para que uma nova vida nasça! E eu, mais remédio tenho do que aprender a esperar. Não vale a pena andar ansiosa, não vale a pena pensar em como será, quando chegar o momento saberei.

 

Os Preparativos

 

Conto nestes dias que ainda faltam, começar a preparar o meu coração para receber a minha bebé, conto "dar" mais tempo à minha oração pessoal, aos momentos de leitura de passagens marcantes das grandes famílias da história do Povo de Deus.

 

Também já tracei um plano para quando chegar a hora, sabendo que poderei: estar sozinha em casa com as meninas, ou no trabalho e elas na escola, ou em casa com o pai... as malas essas continuam por aqui, que ainda me parece cedo para as colocar no carro...

 

Como se pode ver, parece que tenho tudo pronto, no entanto eu não sei se estou assim tão pronta...

 

 

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Quinta-feira, 15.10.15

A logística de uma família - o carro

Há alguns anos, quando decidimos mudar de carro e ainda éramos dois cá em casa, o meu marido levou-me a ver um carro que eu achei muito feio... e grande, quer dizer ao lado daquele ainda havia um maior, diz que tinha não cinco, mas sete lugares... claro que eu de carros apenas tenho duas opiniões: ou acho bonito ou acho feio, tudo o resto deixo para quem saiba mais do assunto.

 

Portanto, depois de vermos alguns outros modelitos, lá acabámos por ficar com o tal que tem sete lugares (eu sei é um exagero um carro de sete lugares para dois, mas Deus tinha grandes planos para nós... está visto!). Os dois lugares extra estão fechados e assim a mala do carro é maior... enfim nunca temos problemas de espaço!

 

Curioso é que algum tempo depois o carro ficou mais composto... de dois passámos a quatro no espaço de um mês... e agora seremos cinco... que inclui uma cadeira (Maria) e um "ovo" (Lúcia)!

 

Depois de conhecermos a família Power, em que a Maria teve a honra de viajar pelo menos uma vez num dos bancos "extra" e achou o máximo, e depois de se admirar com uma colega que também tem uma "carrinha dessas grandes" decidi pedir ao pai para levantar os bancos e qual não foi o espanto da Maria quando percebeu que também ela pode viajar no banco "extra" a caminho da escola... ontem foi o dia de experimentar, ah quanta alegria por entrar e sair pela porta de trás... eu sei parece estranho, mas a verdade é que foi uma alegria ver a sua expressão!

 

Em alguns dias contamos com a avó a caminho do trabalho e com tudo aquilo que é necessário para um dia fora de casa (mochilas, sacos e comida)... num futuro próximo iremos ter de contar também com o carrinho da Lúcia e os sacos com as mudas de roupa, fraldas, e essas coisas todas... ai que eu já nem estou habituada a isto...

 

 

... Afinal o carro que era tão grande parece que está a ficar cada vez mais "à medida" da nossa família, quem diria que um dia estaria a fazer uma afirmação destas, realmente "Os desígnios de Deus são insondáveis"!

 

 

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