Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Advento 2015

Tal como tinha planeado conseguimos viver estes primeiros momentos de advento com muita alegria e muito trabalho... pois era preciso montar a árvore, retirar todos os enfeites das caixas, ir buscar o musgo (tarefa do pai, com ajuda das filhas mais velhas)...

 

Todas estas tarefas foram feitas "às prestações" pois com um bebé em casa é difícil ter muito tempo seguido para fazer seja o que for. Assim comecei bem cedo a preparar as coisas e terminámos já a tarde se transformava em noite! Pelo meio muitas coisas fomos fazendo... encontrámos ainda tempo para irmos em família à celebração da missa do 1º domingo do Advento, e que bom que é sairmos todos em família, agora em versão alargada!

 

Retomar estas actividades fez-me sentir muito bem, é bom estar de volta à vida em família!

 

O dia terminou com a 1ª história da bíblia, alusiva à "Árvore de Jessé"

 

Aqui ficam algumas imagens do nosso domingo!

IMG_20151129_172026.jpgIMG_20151129_171542.jpg

IMG_20151129_180504.jpg

IMG_20151129_180456.jpg

IMG_20151129_183007.jpg

1448855992145.jpg

1448856048908.jpg

 

 

IMG_20151129_184930.jpg

1448855927322.jpg

IMG_20151129_171949.jpg

Como o tempo passa...

Uma das coisas mais curiosas de ter estado fora da minha aldeia foi o que vi quando vim dormir a casa no domingo dia 8... num jardim central estava já uma árvore de Natal feita com fitas de luz em forma triangular... ao ver aquilo exclamei "querem ver que me fui embora no dia 4 de novembro e regressei no dia 8 de dezembro??"

 

Mas não. Ainda estávamos em novembro! 

 

Um pouco por todo o lado já começam a aparecer as cores de Natal, um pouco por todo o lado já se enfeitam as montras, as portas das casas, nas caixas do correio já se acumulam ao molhe os catálogos de brinquedos e a chamada para aproveitar as promoções já se faz ouvir bem alto!

 

Já começam as distrações, não vão as pessoas acharem que no Natal se comemora o nascimento de Jesus... não... o importante é resumir o Natal aos doces, aos presentes, às luzes... o mesmo, portanto, dos anos anteriores...

 

Cá em casa ainda não se respira o espírito de Natal, na verdade tenho andado tão compenetrada nesta tarefa de mãe de 3, dona de casa e esposa que ainda não consegui dedicar-me ao Natal. E ainda bem.

 

Cada coisa a seu tempo. O Natal só começa a 25 de dezembro! Agora o Advento está mesmo aí, quase, quase a chegar! Esta semana aprecebi-me que é já no próximo domingo que começamos então a preparação para a grande festa!

 

Pela primeira vez desde que comecei a namorar, e já lá vão 18 Natais, a árvore de Natal e o presépio não serão feitos no dia 8 de dezembro, e porquê? Porque nesse dia será o batismo da Lúcia!

 

Por isso, este ano começamos uma nova tradição. A árvore e o presépio serão feitos no primeiro dia de Advento! Não sei se já há musgo debaixo das grandes pinheiras e sobreiros ali junto à escola primária, mas o pai há-de lá ir ver, há-de trazer um bocadinho para o nosso presépio... e aí sim, ao som de cânticos alegres de Natal, pouco a pouco começará a nossa caminhada.

 

A nossa árvore, à semelhança da do ano passado, contará com uma história da bíblia e uma imagem por cada dia, será assim chamada "Árvore de Jessé"!

 

Nestas quatro semanas temos muito para melhorar, para fazer...  para isso: Coração aberto à vida e ao encanto que nos traz esta época e mãos à obra!

 

 

A Lúcia

Eu sei, o tema está a ser muito repetitivo, mas há que recuperar o tempo em que não vim aqui diariamente contar as novidades... ontem ao olhar para o calendário ali na barra lateral até fiquei de boca aberta... num mês escrevi meia dúzia de dias!

 

Agora que a rotina se volta a instalar cá em casa, sinto que devo esforçar-me mais por escrever nem que sejam apenas umas linhas!

 

A Lúcia está a crescer a olhos vistos! É um doce, não chora a não ser que esteja com muita fome, ou com dores de barriga... ah e no banho, claro!

 

Ora então aqui ficam os "valores métricos" da nossa pequenina:

 

Nasceu no dia 5 de novembro pelas 17h57m com 3,075 kg de peso e 48,5 cm de comprimento, agora que está em casa está muito mais tranquila, come, tem momentos em que está acordada a observar tudo e dorme como se espera de qualquer bebé recém-nascido!

 

Enquanto ela dorme os seus pequenos sonos da manhã aqui a mãe consegue algum tempo para organizar a casa, para vir aqui escrever e adiantar o almoço e o jantar!

 

De tarde bem que gostaria de dormir uma sesta, mas como tenho sempre muito que fazer (trazer lenha para casa, apanhar a roupa do estendal, varrer a cozinha...) só consigo passar pelas brasas uns dez minutos!  

 

À tardinha vamos à cidade buscar as manas à escola, e regressamos antes que o sol se esconda por completo, acendemos o lume e depois dos trabalhos de casa feitos e de alguma brincadeira lá jantamos!

 

Ainda não temos a rotina do banho bem definida... e a oração da noite já foi feita no hall de entrada... aos poucos vamos adaptando o nosso dia-a-dia às novas exigências da família, afinal de contas dia 1 a mãe irá regressar ao trabalho, com um horário reduzido, claro que a vida é mesmo assim!

 

 

IMG_20151120_194921.jpg

 

O que não nos mata... fortalece-nos!

Durante dias recordei esta frase dita por alguém que agora não me lembro quem foi, e é justamente assim que me tenho sentido.

 

Dos vinte dias de vida da Lúcia, o início foi realmente complicado, muito atribulado e acima de tudo cheio de grandes dúvidas.

 

Depois de regressarmos a casa, as coisas começaram aos poucos a acalmar. Havia toda uma dinâmica familiar que foi interrompida - já sabíamos que o iria ser, nunca nos passou pela cabeça que fosse desta forma!

 

Durante os sete dias em que me "afastei" de casa, as nossas filhas ficaram entregues à minha mãe e à minha irmã. Foi lá que dormiram, comeram, tomaram o seu banho... foram elas que as levaram à escola e que as foram buscar, foram elas que as auxiliaram nas questões da escola, que lhes prepararam as roupas... ter de "entregar" a gestão da vida familiar não é fácil. Metade da família num local, outra metade longe... deixava-me bastante triste...

 

Apesar de tudo, em cada manhã eu sentia-me uma pessoa abençoada, grata e cheia de esperança! Em cada manhã pelas 8 horas o meu marido deixava-me à porta do hospital para mais um dia.

 

Enquanto ele ia trabalhar, eu entrava e pedia a identificação para poder circular nos corredores e portas onde está escrito "acesso reservado" e a senha do pequeno almoço - no hospital Beatriz Ângelo as mães que estão a amamentar e que têm bebés internados têm direito ao pequeno almoço, ao almoço e ao jantar - depois de comer dirigia-me à capela e ali ficava por meia hora em oração e...em grandes acessos de choro, confesso.

 

Ali era o único local onde eu conseguia "extravasar" tudo o que sentia, ali podia chorar sem que ninguém me julgasse, ali conseguia desarmar-me de todas as "fortalezas" exteriores... ali podia ser eu, no melhor ou no pior, ali podia ser simplesmente uma mãe de coração partido!

 

Às nove horas já estava a entrar na unidade de cuidados neo-natais para ir dar o banho e o pequeno almoço à minha filha mais pequena! Seguiam-se umas fotos com o telemóvel para mostrar ao pai e às manas, e para enviar aos amigos mais chegados. Depois repetiam-se as refeições até à hora de ir embora, apenas saía na hora do almoço por meia hora. Durante a noite podia ir telefonando para saber como estava a nossa pequenina.

 

Depois da ressonância feita no dia 10 e visto que havia realmente sinais de que o pior já tinha passado combinei com o meu marido levarmos o "ovo" de transporte na quarta feira, assim caso a Lúcia tivesse alta podíamos trazê-la logo para casa.

 

Na quarta feira de madrugada apanhei o único botão de rosa do nosso jardim para levar para a capela do hospital, um gesto simples, demasiado simples para tamanha gratidão que sentia no coração (era a esperança de em breve estarmos em casa todos juntos que me fazia sentir assim), voltei a repetir a rotina de cada manhã, desta vez com mais alegria, o botão de rosa deixei discretamente na capela...

 

Perto do meio dia saí para almoçar e resolvi passar de novo na capela, estava tudo preparado para a celebração da missa, em vez de ir almoçar fiquei. Já não ia à missa há tanto tempo... o botão de rosa que havia deixado de manhã cedo estava agora aos pés de Maria, junto ao sacrário, alguém o colocou lá.

 

Nessa mesma tarde a Lúcia teve alta, que alegria! Com calma guardei todas as papeladas, escutei com atenção todas as recomendações da pediatra e das enfermeiras e aguardei que o pai chegasse com o "ovo" para regressarmos finalmente a casa!

 

Pág. 1/4