Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Tenho livros para oferecer

Sim. Leram bem.

 

Tenho mesmo livros para oferecer. Não é um passatempo é uma partilha. Os meus livros estão a ganhar muito pó. Muito mesmo.

 

Eu, como sabem estou numa de serviços mínimos e quero tentar fazer uma coisa que nunca antes fui capaz. É daquelas coisas que custam bastante. Libertar-me das coisas. Já começámos com toda a coragem retirando uma grande estante da sala e, como tal, retirando todas as coisas que lá estavam. Ganhámos espaço. Em todos os sentidos.

 

Agora, serei capaz de me desapegar dos meus livros?

 

Pois bem este é o meu desafio, mais um nesta quaresma.

 

Vou escolher 5 para começar.

 

Não sei ainda como farei, talvez os portes fiquem ao encargo de quem recebe o livro. (normalmente com tarifa especial rondam o 1,50€ para livros grandes)

 

Para receberem basta enviar um email para olivia.adocao@sapo.pt com o nome do livro e a morada, ao fazerem isto fazem também um compromisso convosco próprios de, na próxima semana, fazerem pelo menos uma das obras de misericórdia... eu nem preciso de saber qual, isso é convosco!

 

Se funcionar sábado que vem há mais! se não funcionar... logo penso noutra ideia!

 

 

E os livros (todos em bom estado) são:

 

 - O Código do I.V.A. - Estava a brincar...

 

 

 - Uma mulher diferente - Penny Vincenzi (bolso)

 - A arte de amar - Elizabeth Edmonson

 - Reencontros - Kathy Kelly

 - Alguém como tu - Kathy Kelly

 - O café do amor - Deborah Smith

 

 

14565735967341267257578.jpg

 

Para não dar confusão, irei riscando desta lista os que forem escolhidos e claro a entrega é por ordem de chegada dos emails (ao minuto).

 

 

então olívia, conta lá...

... e essa quaresma?

 

A caminhada vai andando ou parou?

 

Bem, parece que está parada, mas na verdade vai andando... andei uns tempos a "viver com os olhos postos no passado", mas como dizem os outros lá naquela música "o que foi não volta a ser". É confuso, mas eu explico. 

 

Comecei esta caminhada sempre tendo como ponto de referência aquilo que fiz/fizemos no ano passado. E era a desilusão... porque no ano passado foi assim e agora não, porque fizemos assim e este ano não conseguimos, e por aí fora.

 

No outro dia percebi que nunca andaria para a frente se continuasse a olhar para trás. Simples, mas difícil de colocar em prática. Portanto, é hora de me fazer ao caminho afinal já vamos a caminho a 3ª semana...

 

Este ano não estou a conseguir fazer um jejum daqueles mesmo a sério... então procurei jejuar numa das coisas que mais tenho tendência a quebrar: não gritar com as minhas filhas e não responder "torto."

 

Se estou a conseguir? Digamos que ainda tenho muito para conquistar, mas aos poucos sim, estou a conseguir controlar-me.

 

Por outro lado, o meu plano biblico vai no bom caminho, estou no dia 53 com dois dias de atraso para recuperar até ao fim da semana, tenho tentado que ao sábado não tenha nenhum dia em atraso...

 

E ainda tenho estado mais atenta às obras de misericórdia.

 

Cheguei à conclusão que estão ao alcance de todos (mesmo quem não é crente) em gestos tão simples como:

 

*Dar comer a quem tem fome: fazer as refeições em casa (com carinho)

 

*Dar beber a quem tem sede: às vezes não é apenas sede de água, mas de atenção... cinco minutos de atenção e fazemos a diferença!

 

*Vestir quem não tem roupa: doar roupa que não se usa ou ajudar alguma família com as questões do vestuário

 

*Visitar os doentes: levar-lhe consolo e uma palavra amiga, e quem sabe oferecer-se para ajudar nalguma tarefa...

 

*Dar abrigo ao peregrino: quem diz dar abrigo pode ser apenas arranjar uma cadeira em nossa casa de forma a que quem chega perto de nós cansado possa descansar...

 

*Visitar os presos: sim, quem está na prisão cometeu um crime, mas está lá a cumprir a sua pena, já foi julgado e está só... e a família? Será que não podemos ajudar a família de alguém que foi preso?

 

*Enterrar os mortos: acompanhar as famílias dos que morrem é uma obra verdadeiramente importante, dar-lhes apoio, um ombro amigo para chorarem, a nossa companhia...

 

... estas são apenas metade das obras de misericórdia, certamente encontrarei mais ideias para por em prática as restantes obras...

 

 

 E assim vamos caminhando...

 

 

 

Encontrado nos rascunhos

 Ora como não estamos em época de esbanjar, muito menos esbanjar tempo, encontrei este texto já muito antigo nos rascunhos... estava à espera de uma valente birra da Maria boa oportunidade de o publicar... ao que parece não tem havido birras por aqui... mas não deixa de ser um texto que escrevi num desses fatídicos dias de birra!

 

***---***

 

(Este não é um texto científico, nem pretende criticar ninguém, foi escrito minutos depois do encontro com esse monstro terrível que se chama birra!)

 

 

Não podia deixar passar este tema, que provavelmente é tão conhecido das mães como os bordados são conhecidos das bordadeiras.

 

Sabemos que elas existem, na maior parte das vezes até lidamos bem com elas e através delas conseguimos aprender/ensinar grandes lições, mas há dias em que durante o processo nos "picamos" a sério e a coisa perde o controlo!

 

Bem sei que este meu blogue já foi apelidado de "enjoativo" por causa das flores cor de rosa que havia ali em cima e dos textos escritos com mais sentimento, então depois destes textos aqui fica um texto que mostra que em nossa casa as coisas são como na maioria das casas com crianças e adolescentes...

 

Há dias em que, bem... o tom sobe uns decibéis e a chamada birra faz-se ouvir a cerca de dez quilómetros de distância... e dependendo da menina que a faz ainda tem:

  • lágrimas desmedidas que dão para lavar uma máquina de roupa, ou até mesmo encher um pequeno lago;
  • ou umas "trombas" tão grandes que chegam aos joelhos...

 

A maternidade não é um mar de rosas, muitas vezes para colher estas tão belas flores apanhamos umas valentes picadas nos espinhos, se a coisa perde o controlo eu sou mãe para dar uns gritos valentes, ah e palmadas também, é que há dias que aquela conversa do "escuta o que te digo e pára com isso porque..." nem sequer é ouvida... é certo que depois vem o arrependimento, aquela sensação de tristeza... e o pensamento "bolas para mim, quando é que eu paro de gritar?"

 

Existem cerca de 10.578 técnicas para controlar, evitar e terminar uma birra, psicólogos, pedopsiquiatras, pediatras e outras mais pessoas têm até livros editados sobre o assunto... eu confesso que já fui mais focada em conhecer e experimentar todas as técnicas possíveis, quando não funcionavam dava-me a sensação que o problema era certamente meu.

 

Hoje do alto dos meus oito anos de maternidade, posso dizer que já percebi algumas coisas:

  1. Todas as crianças e adolescentes fazem birras;
  2. As birras são uma forma de chamar a atenção ou de mostrar desagrado;
  3. Existem diferenças entre as birras e a falta de educação;
  4. Na maior parte das vezes se nem ligar, elas acabam por se cansar e esquecem-se até do motivo pelo qual a fizeram...
  5. É preciso muita força de vontade e muita coragem para reconhecer que me descontrolei e que tenho de ser melhor...
  6. Um dia as birras passam...

 

 

Maquilhagem que vale ouro

 

... um olhar sincero!

 

 

... um sorriso verdadeiro!

 

 

 

Ora cá vai a continuação desta observação que tenho feito nos últimos tempos... quando falo com alguém, quando alguém fala comigo.

 

Todos os dias vejo muitas raparigas e senhoras, desde as adolescentes que começam agora a dar os seus primeiros passos num mundo que é o dos adultos fazendo "recados" à mãe ou a à avó, senhoras que precisam de se entreter com qualquer trabalho manual, enfim, são mulheres tão diferentes entre si, mas que só pelo olhar ou pelo sorriso conseguem transmitir muitas vezes aquilo que lhes vai na alma.

 

Existem aquelas pessoas que irradiam uma luz, não precisam de muito para encher uma casa de alegria e de boa disposição! São pessoas que podem usar maquilhagem ou não... quando olhamos para elas só vemos o brilho que têm.

 

Não sei bem porquê, mas tenho a impressão de que são poucas as mulheres que conseguem esta proeza, a sua luz vem de dentro e isso transparece assim que falam connosco, é esta maquilhagem, que para mim, vale ouro! Depois de falar com uma destas pessoas até parece que o nosso dia corre melhor.

 

São pessoas otimistas por natureza, vivem com problemas como toda a gente, mas não deixam que isso lhes carregue o semblante, nem que isso sirva para serem rudes com os outros, acho que já toda a gente já se cruzou com alguém assim, nalguma altura da vida!

 

 

Quem me dera encontrar pelo menos uma destas pessoas por dia, quem me dera poder ser eu, no meu dia a dia, uma pessoa como esta...

 

 

 

 

Quando tenho vontade de desistir

Estava a pensar em como é difícil por vezes encontrar tempo, inspiração e disposição para escrever no blogue (e eu até nem escrevo textos longos, estruturados e cheios de observações fora do normal...)!

 

Quando comecei, tinha como propósito escrever um texto por dia, era uma forma de "tirar" um bocado do dia só para mim, fazer desse bocado o meu tempo pessoal, escrever nem que fosse uma pequena ideia dava-me muito gosto e como tal esta era uma "tarefa" simples de executar.

 

Com o tempo, o cansaço e cada vez mais tarefas dou comigo muitas vezes a pensar que estou a escrever apenas para desabafar, ou para me "queixar" da vida... e não como forma de me sentir bem comigo mesma...

 

Se pensei em desistir de escrever? Sim. Dias houve em que provavelmente isso me passou pela ideia, são dias em que recebo mensagens "azedas", comentários estranhos, alturas em que parece que mais valia ter estado a dormir em vez de ter escrito ou partilhado alguma coisa...

 

... mas depois vejo um comentário de alguém que conheço e que me dá "força", outras vezes é o comentário de alguém que eu nunca vi, outras vezes de alguém que eu conheço e que eu nem sabia que lê o blogue! São palavras e frases que embora possam parecer pequenas me deixam a pensar que realmente hoje em dia alguém lê o que escrevo porque gosta e não por mero acaso!

 

Recordo sempre com muito carinho todas as mensagens que me enviaram nos comentários, por telemóvel, email ou através de outros blogues a propósito do atribulado nascimento da Lúcia, mensagens que me fizeram chorar de gratidão, que me mostraram que não importa onde estamos, qual a religião que professamos ou o género de família que somos. São momentos carregados de emoção e que nunca serei capaz de esquecer!

 

Aliás de vez em quando ainda recebo mensagens de pessoas que apenas estiveram comigo uma ou outra vez, de pessoas que nunca me viram, de pessoas que vivem longe, mas que querem partilhar comigo uma ideia, um desabafo ou dar-me alguma dica...

 

Como poderia deixar de vir aqui escrever se existe alguém capaz de me escrever a dizer "obrigado por ter o blogue", "obrigada pelo tempo que dedica ao blogue"? 

 

É por isso que não importa se escrevo de "véspera" quando a casa está em silêncio ou na loja de manhã com a Lúcia ao colo, não importa se escrevo um pouco antes de levar a Maria à escola ou antes de ir buscar a Margarida... não importa se escrevo quando a página das finanças vai a baixo ou quando estou cansada e cheia de sono... não importa se dou muitos erros, ou se os textos fazem pouco sentido, importa que ao escrever me sinto feliz, que em cada registo deixo um pouco de mim e da minha família... um pouco da história que vamos vivendo em cada dia!

 

DSCF6885.JPG

 

 

Também não se acende uma candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas sim em cima do velador, e assim alumia a todos os que estão em casa. Do mesmo modo, brilhe a vossa luz diante dos homens de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus." Mt 5 14-16

 

 

A filha da empregada

Sou eu.

 

Sim desde sempre que me recordo de ver a minha mãe trabalhar como empregada doméstica, e por vezes nas campanhas do morango, tomate, uva e pimento, aliás, eu mesma fui com ela trabalhar no campo nas férias de verão...

 

Ser empregada doméstica não é ser menos do que os outros, não é como nas "novelas" onde os filhos dos patrões e os filhos dos empregados mal se falam... ou pior não se movem nos mesmos "círculos".

 

A minha mãe foi trabalhar como interna numa casa na cidade quando acabou a quarta classe, tinha dez anos. Depois disso trabalhou em muitas outras casas, numa das quais ainda trabalha e começou também a trabalhar na casa do filho que agora formou a sua família.

 

Vem esta conversa toda a propósito de um comentário que o "patrão" da minha mãe fez no outro dia quando nos encontrámos no registo civil, ele ia registar o bebé e eu ia buscar o cartão do cidadão da Lúcia:

 

"Manda um beijinho à tua mãe, bem sei que ela vem trabalhar amanhã, mas dá na mesma... ela faz-nos muita falta. Nem sei como seria sem a ajuda dela..."

 

O reconhecimento de que a minha mãe faz mais do que a obrigação dela deixou-me inchada de orgulho... ela podia chegar fazer o que lhe pagam para fazer e ao fim do dia sair com o seu dinheiro, mas ela não é assim... faz o que pode, o que não pode e ainda inventa mais qualquer coisita para fazer! Mas mesmo assim parece-me que ela faz as coisas por "amor", nota-se...

 

Tudo isto me deixou a pensar quantas vezes eu faço as mesmas tarefas de forma automática?

 

Quantas vezes dou por mim a fazer as coisas por obrigação e não por amor?

 

 

Pág. 1/4