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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Sábado, 30.04.16

Obrigada

 

Pela vossa visita e por me darem a alegria de ver o meu mapa de visitas assim "pintadinho"

 

mapa blogs sapo abril.png

 

Thank You

 

 

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Sexta-feira, 29.04.16

Hoje é dia

De fingirmos que nāo sabemos que os nossos filhos trouxeram prendas para o dia da mãe escondidas na mochila! !!!!! 😇😇😇😇

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Sexta-feira, 29.04.16

Vocês sabem

1. Que termina amanhã o prazo para entregar o irs da 1a fase??

 

2. Que termina amanhã o prazo para as empresas enviarem o R.U. Certo?

 

3. Que é dia de processamento de salarios???

 

4. Que até dia 10 tenho de enviar as declarações de remunerações para a segurança social e para as finanças???

 

5. Que faltam 15 dias para os ivas trimestrais?

 

6. Que dia um começa a 2a fase dos Irs?

 

Então nāo se zanguem comigo... mas não consigo escrever mais do que isto!

 

Entretanto como é sexta feira podem dar um salto ao blogue da agente da autoridade mais in da blogosfera!

 

Sim, que alguém tem de tomar conta deste bairro e ela é A Rapariga do Autocarro!!!

 

autocarro.png

 

 

Bom fim de semana!

 

Eu por cá... trabalho!

 

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Quinta-feira, 28.04.16

Persistência e dedicação

Ao quarto ano de participação no concurso de fotografia da sua escola, a Margarida foi premiada com o 3º lugar. Ano após ano, concurso após concurso, viu os prémios serem entregues aos seus colegas, este ano a história foi diferente, o júri escolheu uma das suas fotografias!

 

E com todo o mérito pois as fotos com que participou eram muito boas (bem sei que tenho de a colocar aqui, está para breve), ao todo participaram 19 alunos com quatro fotos cada. Portanto ter uma fotografia com o 3º maior número de votos em 76 que estavam a concurso é uma excelente meta!

 

O tema era "Os elos do desporto" e as fotografias deveriam estar relacionadas com a atividade fisica e desportiva, havia lá fotografias de ginástica, golf, motocross, surf... e muito, muito mais!

 

Os prémios, oferecidos por empresas, foram imensos, todos os participantes receberam uma lembrança. Ao 3º lugar foi oferecido o diploma, um curso de fotografia, 6 meses de assinatura de uma revista de fotografia, uma máquina fotográfica*, uma caixa com os cogumelos que nascem das borras do café, uma moeda de coleção, uma caneta e um livro de poesia:

 

IMG_20160427_184512.jpg

 

 

Agora que lhe tomou o gosto espero que se dedique ainda com mais afinco ao seu passatempo favorito, que a preguiça nunca seja superior ao desejo de se superar em cada dia e que vença a inércia que teima em fazer com que não avance na concretização dos seus sonhos!

 

---

* A máquina fotográfica já tem destino, como o prometido é devido, a Margarida vai oferecer a máquina à sua avó que não tem e que gosta de participar no concurso de fotografias da freguesia onde moramos, até agora participou com a máquina emprestada, mas este ano poderá fotografar a nossa terra com a sua máquina! A Margarida já lhe tinha dito que se ganhasse uma das 3 máquinas lha ofereceria!

 

Parabéns Margarida pelo prémio e pela tua generosidade!

 

 

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Quarta-feira, 27.04.16

De consulta em consulta

 

Desde que a Lúcia nasceu que continuamos a ir às consultas no hospital. No início a ansiedade era muito maior, com o tempo vai diminuindo!

 

No passado dia 18 fomos então repetir os exames a ver se existia alguma alteração na atividade cerebral.

 

Pensei que aos cinco (quase seis) meses a Lúcia teria alta, mas ainda não foi desta. E realmente é bastante bom saber que os médicos são interessados o suficiente para que exame após exame continuem a seguir uma criança, mesmo quando não parece haver indícios de problemas graves.

 

A partir de agora, basta estarmos atentos ao desenvolvimento dela, quando comparada com as crianças da sua faixa etária.

 

O médico que a segue desde o dia zero admirou-se, tal como as pessoas que convivem com ela, com a sua vivacidade e alegria... sim a Lúcia passa os dias a sorrir, a palrar e a observar este mundo que agora é o dela!

 

 

20160418_184443.jpg

 

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Terça-feira, 26.04.16

Caminhar em frente

"Às vezes gostávamos que a nossa vida fosse diferente, mas nem sempre podemos mudá-la. É importante que saibamos retirar as coisas positivas e perceber quais são as que estão ao nosso alcance melhorar em cada dia que passa..."

 

Esta foi uma frase que escutávamos na radio a caminho de uma pequena pausa na nossa vida de trabalho. Por dois dias foi-nos possível viver experiências diferentes das que vivemos durante dias e dias. É normal nestes casos dizermos que convém deixar os problemas de lado e seguir em frente, mas já percebi que nada adianta. Os nossos problemas estão connosco, são parte daquilo que somos, fazem parte da nossa bagagem, são eles que fazem de nós as pessoas que realmente somos, sem máscaras, e é por causa deles que a nossa vida toma determinado rumo.

 

Para quê deixar para trás aquilo que nos incomoda, fingir que somos diferentes por dois dias e voltar ao mesmo dali a pouco tempo? De que adiantaria?

 

O mais importante é que consigamos viver com os pequenos (e grandes) problemas que fazem parte da nossa vida, ir resolvendo os que dependem de nós e trabalhar para que o resto se vá diluindo nas nossas vivências e o mais certo é que acaba mesmo por se ir resolvendo!

 

Assim, pegámos nas nossas filhas, num sem número de "coisas" e por dois dias afastámo-nos das contabilidades, das linhas e tecidos, dos orçamentos, das remodelações... o que estava pendente assim ficou... foi connosco de "férias" e voltou.

 

Durante estes dois dias, os primeiros desta semana, conseguimos sorrir, conversar, descansar, improvisar, brincar, quase que conseguimos ir ao mar... mas ficámo-nos pelas vistas... partilhámos o pouco que somos e tornámo-nos maiores!

 

Ah, quando temos a coragem de sermos nós próprios entre amigos, sentirmo-nos acolhidos sem imposições, sem restrições, percebemos que a nossa vida é tão maior do que aquilo que um dia imaginámos... poder dar umas valentes gargalhadas, guardar um momento de silêncio, partilhar uma bolacha, um pedaço de sombra num dia de sol, um copo de água... uma música... um sorriso, uma confidência... fortalece-nos, dá-nos outro ânimo... ninguém devia viver isolado, sem amigos!

 

Poderia terminar este pequeno texto dizendo que tinham sido dois dias perfeitos, mas não o vou fazer, foram dois dias maravilhosos, que certamente repetiremos em breve, não foram dias de paragem, mas de pausa.

 

Hoje, com outro ânimo retomamos as nossas rotinas, ou talvez não... porque os imprevistos acontecem e quanto a isso, o melhor sempre... é caminhar em frente!

 

 

20160425_111632.jpg

 

 

(Queriam mais fotos não era? Talvez se forem ali à casa da família Power consigam ver algumas!!!)

 

 

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Sábado, 23.04.16

Duas coisas

que nunca me sobram:

 

 - Tempo e dinheiro

 

No momento em que dou conta de que me está a sobrar uma destas coisas então é porque algo grave me escapou!

 

Todo o meu tempo é ocupado, nos bocados que tenho mais livres gosto de ler, aqui na blogosfera ou alguma coisa escrita em papel... também gosto de rabiscar... o dinheiro esse anda sempre contado, se me sobra algum é porque me esqueci de pagar alguma conta!

 

À noitinha quando penso que tenho um tempo de sobra, basta olhar para o relógio e ver que é hora de dormir!

 

E se, me acontecer como na outra noite em que me sobrou tempo para andar na internet, mais vale parar e rever mentalmente a lista de afazeres do dia...

 

 

Quando dei conta tinha-me esquecido de fazer a sopa da Lúcia! Só faço de dois em dois dias e estava convencida que ainda tinha, mas não... ou seja era meia noite e tal e eu a triturar a sopa!

 

 No entanto este fim de semana sairemos da rotina... encontraremos tempo para nos divertirmos, para passearmos... para estarmos juntos!

 

Até terça-feira !

 

 

 

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por Olívia às 06:49

Sexta-feira, 22.04.16

E agora?

No fim de semana passado comecei a ler a Amoris Laetitia - A alegria do amor - e na nossa catequese familiar dedicámo-nos a ler e interiorizar este pedaço de uma carta muito especial... o tema é o "Amor", palavra pequenina, mas que contém uma imensidão de ações... grande parte das pessoas queixa-se frequentemente que é "contra muitas coisas na igreja", é normal, se formos a ver bem a igreja é feita por pessoas, errantes como eu... no entanto era importante que nos dessem uma pequena oportunidade... de vez em quando...

 

Posto isto, lemos várias vezes e cada uma de nós escreveu-o numa folha para levar para o quarto, um ficou na sala.

 

IMG_20160417_150823.jpg

 (1Cor 13: 4-7)

 

Que bonito que é!

 

 

"O amor é paciente,

O amor é prestável,

Não é invejoso,

Não é arrogante nem é orgulhoso,

Nada faz de inconveniente,

Não procura o seu próprio interesse,

Não se irrita,

Nem guarda ressentimento

Não se alegra com uma injustiça

Mas rejubila com a verdade.

TTudo desculpa

Tudo crê

Tudo espera

Tudo suporta."

 

 

Parece-me a chave da perfeição e o caminho para a felicidade. Se todas as pessoas cá de casa (e não apenas uma) viverem de acordo com ele tudo se torna mais fácil.

 

Ora vamos à prática:

Em primeiro lugar: O amor é paciente, ou seja aceitar pacientemente as limitações, contrariedades... acho que viver assim, umas horas, uns dias, não é assim tão difícil... umas semanas, uns meses, não sei... talvez...uns anos ?!? Como, meu Deus, como?...

 

Na verdade, ao fim de uns dias começamos a falhar... pior, sabemos que estamos a falhar... conseguimos identificar logo no momento em que falhamos... e nem saí da primeira linha, da primeira! 

 

Ora a pergunta que se impõe é: E agora?

 

Vale a pena continuar a tentar mesmo que já sabemos que nunca conseguiremos viver verdadeiramente assim?

 

Provavelmente vale, nem que seja pelo esforço constante em ser melhor a cada dia que passa.

 

Esta "reflexão" embora frquinha de conteúdo ajudou-me a entender que, não importa quantas vezes falho, posso sempre recomeçar.

 

Por isso, hoje, não só irei ser mais paciente, como perdoar uma grande mágoa, que guardo no coração.

 

 

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por Olívia às 06:30

Quinta-feira, 21.04.16

Outra vida.

Acordei.  Tinha na mesa já preparado o meu pequeno almoço, tudo como eu gosto, um café quentinho, as torradas perfeitas, uma taça de morangos.

 

Fui fazer a minha caminhada matinal, percorrendo o circuito com um som agradável e ritmado, pelo caminho encontrei algumas pessoas sorrindo amavelmente.

 

Aproveitei o resto da manhã para organizar a minha mala, que estava com uns papeis a mais, passei os olhos pela imprensa do dia e pela blogosgfera sempre animada e com temas variados abertos a discussão.

 

Na hora do almoço saí para comprar a caras e a visão, almocei com uma amiga de longa data e conversámos imenso sobre o futuro. a comida era uma delícia, havemos de voltar àquele restaurante certamente.

 

De tarde passei os olhos pela revista caras para me atualizar sobre o que se passa no admirável mundo dos famosos. Fui à manicura que estas unhas estavam uma tragédia e aproveitei para dar um jeito ao cabelo que há um mês não era cortado, um mês? Como é que isto aconteceu?

 

No final da tarde consegui ainda ir comprar um presente para o aniversário da minha mãe, ela nem vai acreditar quando o vir!! 

 

Ao final do dia regressei a casa, estoirada de tanto andar, o bom é que o jantar já estava pronto! Era só esperar que o meu marido chegasse para estarmos um bocadinho juntos!

 

Quando ouço a campainha tocar, até me assustei... oh não é a campainha... é o despertador... e agora toca a levantar a ver se tomo banho, bebo um café à pressa e como uma torrada fria enquanto arranjo o pequeno almoço da Maria... antes da Lúcia acordar, a ver se a Margarida já lavou a cabeça que a água quente não chega às duas casas de banho ao mesmo tempo...

 

... oh bolas já são quase sete da manhã... corre Olívia, corre para mais um dia de trabalho!

 

Que vidas assim só mesmo em sonhos, acho eu!

 

 

(hoje deu-me para isto...)

 

 

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Quarta-feira, 20.04.16

Não, eu não entrei numa competição.

Parece mentira, mas não é. 

 

Quando resolvi ter filhos, o meu objetivo não era entrar numa competição desenfreada, para saber em que "nível" estão as minhas filhas na classificação geral das mães. Parece-me que Às vezes se exagera um bocadinho.

 

Quanto peso tem? está tão gordinha?

E anda aqui o dia todo?

Já faz isto, já come aquilo?

Veste-se sozinha? Já sabe as tabuadas? E as frações? E vai passar?

É tão magrinha coitadinha! E ajuda em casa? ...

 

 

Quando dou conta de que estou a entrar por este caminho verdadeiramente perigoso que é o da comparação, respiro fundo e começo a responder na brincadeira!

 

Está mais do que sabido, provado cientificamente, até, que cada criança tem o seu próprio ritmo, cada uma cresce e desenvolve as suas capacidades, não é preciso fazer disto uma competição.

 

Já nem vou falar nas questões mais corriqueiras como qual o tipo de escola, o tipo de amigos, o tipo de roupa, a marca da mochila, os ténis nãoseiquantos... que coisa!

 

Cada uma das minhas filhas é tão diferente entre si... e são tão diferentes em relação aos outros meninos das suas idades, e depois? A Lúcia porque é muito gordinha, a Margarida pela idade, a Maria pela cor do cabelo...

 

Qual será o problema em querer viver sem a ansiedade constante de saber se estão ou não aptas a ter nota máxima em tudo o que é requisito?

 

E se não tiverem nota máxima? E se se portarem mal? E se forem desastradas? E se tiverem uma deficiência? E se não forem as mais caladinhas? E se...?

 

Oh animem-se mães da blogosfera e arredores, existem bebés, crianças e jovens normais!!! Sim, daqueles que têm atitudes normais, gritam, fazem birras, andam às turras, riem à gargalhada, vestem fatos de princesa sem ser no carnaval, trocam os talheres na mesa, deixam tralha espalhada no chão, acordam cedo aos fins de semana e querem é dormir mais nos dias de semana, comem os doces todos que apanham e comiam frango assado todos os dias se houvesse...

 

 

E é tão bom que sejam assim... que cresçam, que aprendam, que errem e voltem a tentar, que caiam e aprendam a levantar-se, que se superem em cada dia porque se sentem capazes e não porque os outros querem, ou porque os outros não querem...

 

 

... é bom que vivam!

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 19.04.16

Aquele burburinho...

A nossa igreja é muito pequena, pode até dizer-se a nossa capela, em vez de igreja. Vivo numa pequena aldeia e cada vez mais os bancos são ocupados por pessoas de mais idade. É o interior do país. Envelhecido... na nossa missa não há coro. Algumas pessoas têm mais aptidão para cantar e "conduzem" todo o resto, assim, dentro da igreja praticamente todos cantam (sem afinação, sem beleza melódica, mas com muita devoção), também todos respondem certinhos, não há gente a começar o Pai-Nosso enquanto que outros vão já a meio... ao mesmo ritmo, um ritmo lento, tipicamente quase-alentejano, a celebração decorre calmamente.

 

Mas, há uma altura em que grande parte das pessoas faz silêncio, e uma pessoa começa num burburinho, assim como nós aqui dizemos a "bichanar", baixinho, mas que se ouve ainda que não se perceba nada... e missa após missa, na altura da consagração, vai sendo sempre igual...

 

Digo já que me fazia alguma confusão... porque é que aquela pessoa, não fazia silêncio? 

 

Mas, um dia, já nem sei bem porquê, fiquei sentada perto da tal pessoa. E, tal como eu já calculava, naquele momento, ouvi claramente a sua voz baixa...

 

E, nesse dia, recebi uma das maiores lições de humildade da minha vida. Nunca mais voltei a incomodar-me com o tal burburinho. Nunca mais voltei a fazer juízos daquilo que os outros fazem ou deixam de fazer na missa.

 

Eu ouvi, palavra por palavra. Ali, naquela pessoa, encontrei vivas várias das parábolas que escutamos nos Evangelhos, ali na simplicidade daquela pessoa, que não sabe ler nem escrever percebi estar uma grande sabedoria...

 

Recordei-me* daquela passagem que diz que "foi aos pequeninos que as revelastes", recordei-me ainda daquela parábola do fariseu e do publicano que oravam ambos na mesma sinagoga, recordei-me das bem aventuranças, da parábola da viúva que ia insistentemente pedir ao juiz... e de mais umas quantas... e tudo porque ali, na simplicidade das suas palavras ela conseguiu reconhecer, sem reservas, que ali, elevado aos nossos olhos uma e outra vez estava o mesmo Deus que nos deu a vida, que nos deu o Seu Filho, que nos oferece a salvação. Ela confia, ela não duvida, ela tem fé!

 

E eu? Cheia de sabedorias adquiridas em escolas, quantas vezes me questiono sobre este e aquele mistério? Quantas vezes estou afastada da verdadeira confiança apenas porque as coisas não me correm ao jeito?

 

E aquela pessoa, ali, despojada de tudo, entrega-se sem reservas. Confia.

 

Agora, sempre que ouço o aquele burburinho sorrio interiormente e junto a minha oração, à oração daquela mulher, porque, sem saber, mostrou-me pelas suas ações uma grande verdade!

 

----

 *graças à Youversion consegui fazer os links... que eu não sei os versículos de cor...

 

 

 

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por Olívia às 09:25

Segunda-feira, 18.04.16

Voltar atrás no tempo

Andava aqui a pensar as voltas que a vida dá e resolvi registar aqui o grande ponto de viragem na nossa maneira de viver.

 

Estávamos em 2014, mais propriamente em março de 2014. Através de um blogue - Mum's The Boss, fiquei a conhecer o blogue de uma família muito divertida, passei a ser leitora assídua do seu blogue, quem não se lembra do Pais de Quatro?

 

E num dos seus textos, li um comentário que me deixou "com a pulga atrás da orelha", não fui a única pois o JMT responde diretamente a este comentário com um texto... o qual reproduzo aqui uma parte porque um dia o blogue dele vai desaparecer e eu tenho pena de perder esta memória...

 

«A propósito deste meu post, sobre como sair de casa é muitas vezes apenas uma óptima forma de estarmos mais próximos uns dos outros, a Teresa Power deixou o seguinte comentário:

  

"Não é, realmente, preciso ir à Disneylândia - e nos tempos que vivemos, quantos portugueses se podem dar ao luxo de viajar para fora do país? Umas mini-férias de carnaval com seis crianças meio engripadas em casa, a chover lá fora, muitas histórias para contar, muitas batalhas de índios e cowboys para gerir, muitos desenhos para pintar, muitos abraços para dar, misturados com benurons e brufens... Que maravilha!
A noção de cultura também é relativa... Subir à Torre Eiffel não é um acto cultural mais importante do que aprender a distinguir espinafres de agriões - e eu só aprendi esta diferença ao decidir vir viver para o campo, depois de uma vida inteira na cidade, e plantar uma horta no meu quintal! A cultura, afinal, pode estar também no nosso jardim...)"

 

Continuando a falar desta Teresa, diz ele:

 

«Sempre conheci a Teresa Castel-Branco (ainda antes de ser Power) como alguém que vive a sua fé muito profundamente, e as suas convicções religiosas, ao contrário das minhas, nunca vacilaram, mesmo nas alturas mais difíceis (e houve várias, e muito difíceis). Ela tem um blogue onde fala da vivência católica da sua família, chamado precisamente Uma Família Católica. Vale a pena passar por lá.»

 

Estávamos então a dia 10 de Março de 2014 e eu (assim como muitas outras pessoas) resolvi passar pelo referido blogue para ver melhor quem era esta Teresa que tinha dado uma bela resposta ao JMT! Quem não sabe fica a saber que muitas e grandes discussões foram feitas naquelas caixas de comentários... umas mais contidas, outras mais violentas... algumas ainda me deixam triste pela falta de tolerância para com quem quer viver livremente a sua fé.

 

Assim, graças a muita "conversa" debatida naqueles textos muitas vezes provocatórios do JMT eu encontrei um caminho totalmente novo. A passos muito pequenos fui tentando adaptar-me à novidade que era ver alguém que não tinha vergonha de admitir publicamente que era católica e mostrar sem filtros a forma como vivem. Foi um choque!

 

Eu tinha de conhecer melhor estas pessoas, aprender com elas... era importante para mim passar por lá todas as manhãs bem cedo, aposto que era das primeiras leitoras do dia (e ainda sou, mesmo nos dias em que não há nada de novo)! E depois de ler o "relato" de verdadeiras aventuras familiares saía de casa com outro ânimo! Timidamente comecei a comentar... um comentário hoje, outro noutro dia... até ao dia que vi a publicação de um retiro... oh céus, como é que eu ia convencer o meu marido a fazer 200 km para ir a um retiro... eu bem sabia o que era um retiro, mas ele não... comecei por falar desta família com naturalidade, como se os conhecesse e até comentei que ia haver um encontro de famílias... sem saber bem como lá fomos. E a nossa vida mudou!

 

Recordo com alegria tudo o que daí adveio... palavras, sorrisos, abraços, amigos, família. Sim, um comentário sobre agriões fez com que a minha vida mudasse... quem diria?

 

Na verdade não fui a única, bem sei que mais algumas pessoas chegaram às Famílias de Caná por causa de um blogue! Outras ficaram pelo caminho, continuam a ir lá, lêem, comentam, mas não deram o derradeiro passo do compromisso... outras ainda mantêm-se anónimas, umas colaboram outras nem tanto!

 

A blogosfera é realmente um lugar estranho!

 

Fazem-se amizades, criam-se laços, deita-se conversa fora, discute-se o que não tem discussão, mostram-se vivências, escondem-se realidades... quantos milhares de vidas se cruzam? Quantas se transformam completamente porque, num dia de chuva, resolveram arriscar e clicaram num link...

 

familia catolica.png

 

 

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Sábado, 16.04.16

Aguardo novidades...

... primeiro as coisas alegres e depois as tristes:

 

Lembram-se da prometida história da S. e do seu bebé?

 

Ando há que tempos para a contar, não o queria fazer sem a autorização da mãe embora o que aqui escrevesse fosse de forma anónima.

 

Entretanto ontem contei-lhe deste blogue, acho que já aqui veio espreitar e sabem que mais? Talvez, só talvez ela escreva a sua maravilhosa história... sabem como é que eu sou... lancei o desafio e espero que ela aceite e que em breve nasça um novo blogue aqui neste "bairro"!

 

 ...

 

Ao que parece ontem precipitei-me... deu-me a sensação de que o email que recebi da mentora do jesusmail era claro e que eu estaria incluída nas pessoas que iriam enviar o correio... afinal ela ficou espantada com o meu entusiasmo pela sua ideia... e agora não sei. Sinceramente foi um balde de água fria... demorei tanto para dar este passo e agora terei de recuar humildemente, jamais quero ser acusada de copiar uma ideia ou de me servir das ideias dos outros para meu benefício (como se isto fosse para mim), eu não sou assim... a todos os que se inscreveram aguardem, seja de que forma for, aparecerá alguma coisa na caixa de correio!

 

 Sim, estou desanimada... mas não vou ficar assim muito mais tempo, afinal há um fim de semana grande em breve ... e muita coisa boa para ser feita!

 

 

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Assuntos Importantes:

por Olívia às 06:50

Sexta-feira, 15.04.16

Jesus Mail

 

Sabem aquelas pessoas que têm ideias tão boas, mas tão boas que até temos pena de não termos sido nós a pensar nisso primeiro?

 

Pois é. Descobri no Instagram - sim ainda por lá passo de vez em quando - uma daquelas "Catholic mum's" que, não só parece uma excelente mãe, como dedica muito do seu tempo a Deus e aos outros, chama-se Cassandra e teve esta ideia brilhante:

 

Criar o Jesus Mail.

 

Basicamente as pessoas inscrevem-se e ela envia uma carta, manuscrita com passagens bíblicas, palavras de alento e mensagens de encorajamento, assim de alguma forma é partilhada uma passagem que toca ao coração e algumas palavras simples que dão algum sentido a uma caminhada de vida por vezes difícil. O bom é que a pessoa que se inscreve recebe uma carta de vez em quando... e não apenas uma única!

 

Então não é que isto é uma excelente ideia?!

 

Até eu, já senti mais do que uma vez, que devia enviar uma mensagem a alguém, foi por email, claro, mas enviei e até parece que o fiz em boa altura, pela reação que tive em resposta... uma coisa é mandarmos uma mensagem por um assunto qualquer, outra é mandarmos uma mensagem porque sim, porque sentimos que o devemos fazer! Desde que descobri esta linda forma de partilhar a Palavra que me senti tentada a começar cá algo no género, mas depois pensei que não daria certo... andei que tempos a meditar sobre isto e eis senão quando vejo que tinha uma oportunidade... então decidi seguir em frente!

 

Desafio pessoal: Ser uma das pessoas que enviam o #JesusMail

 

Como? (Boa pergunta)

 

Já estou em contacto com a mentora da iniciativa, em principio escreverei também para outros países, mas não deixarei as portuguesas/portugueses de lado!

 

 Arranjar postais, envelopes e selos e - escrever os postais e enviá-los

 

Esperar que quem recebe os postais se sinta de alguma forma próximo, acolhido e lembrado!

 

Estou tão entusiasmada!!!!!!!!!!

 

(Estou a exagerar...)

 

...é tudo confidencial, não vou andar aqui a debitar informações, basta o nome e a morada, este não é um projeto para mim, mas para quem recebe as cartas, este é um trabalho sério de evangelização, o que vai escrito nos postais é uma mensagem, é um pouco daquilo que sou e daquilo que tenho para partilhar, este é aliás um dos únicos textos que vou fazer sobre isto. O que realmente importa é saber que um dia, ao abrir a caixa de correio não estará unicamente lá mais uma conta para pagar, estará lá um pouco da Palavra que conforta, que encaminha e que faz viver!

 

***

 

Enquanto espero já comecei a praticar e os 10 primeiros postais já foram feitos, escritos e enviados, dando assim início ao que eu gosto de chamar o #jesusmail em portugal ...

 

 

 

ADENDA:

O meu projeto pessoal está suspenso até novas indicações da mentora da iniciativa... peço desculpa... acho que estava mesmo a exagerar...

 

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Quinta-feira, 14.04.16

Aquele ditado tão conhecido que diz que...

... Deus escreve direito por linhas tortas, tem sido uma grande verdade na minha vida. Muitas vezes quando estou no meio da "tempestade" estou sempre a perguntar porquê eu, porquê agora... já melhorei muito em relação à minha "juventude" confesso, às vezes consigo até deixar de me preocupar tanto com isso. Se me aconteceu é porque eu tinha de passar por isso. Se caí é porque precisei de aprender a levantar-me, se errei e dei conta disso aprendi mais uma lição nesta vida.

 

Ao olhar para trás, vejo que muitas das situações mais complicadas que já vivi serviram de certa forma para me fortalecer. Sou assim graças a elas. A vida foi-se desenrolando de forma a que eu hoje tivesse as "armas" que preciso para algumas batalhas e assim sendo resta-me agradecer por isso.

 

Recordo agora os tempos que antecederam o parto da Lúcia, tudo tão bem encaminhado e pumba a vida a mostrou-me que afinal não controlo nada! Era uma linda peça de porcelana e ficou em cacos... E depois agarrei nos cacos e fiz outra peça de arte... é assim que tem sido a minha vida. Fui reciclando os cacos e farrapos e construí tudo o que hoje sou!

 

Uma das coisas que mais medo tive quando decidimos aumentar a família foi o "depois", quando o pai estivesse a trabalhar em Lisboa e eu aqui sozinha com as miúdas... achava eu que talvez não desse bem conta do recado, e não dou. Pronto está escrito. Mas lá está o tal provérbio a funcionar mais uma vez.

 

Quando a Lúcia nasceu realmente estive umas semanas (largas) sozinha na maioria dos dias, depois disso o pai ficou por aqui, os trabalhos que teve foram todos coisas mais rápidas (dias e não meses) e nesta zona... coincidência? Claro que não. Providência. O trabalho maior que teve conseguiu ir e vir todos os dias, com grande esforço é certo...

 

O ritmo familiar foi tomando forma, as rotinas voltaram a instalar-se e eis senão quando o pai volta para Lisboa para mais um daqueles trabalhos grandes (como eu gosto de dizer: partir tudo e voltar a arranjar), um não dois. Quando este terminar já tem outro para começar. Graças a Deus, claro que o trabalho faz bem em todos os sentidos e eu sei que ele adora o que faz!

 

Tudo isto para concluir que Deus me deu três meses - completamente grátis - para me organizar, para estabelecer rotinas e horários, nestes três meses estive acompanhada e consegui ultrapassar grandes dificuldades que a maternidade me trouxe!

 

Agora, resta-me seguir em frente, adaptar-me mais uma vez... porque bem sei que daqui por uns anos quando olhar para trás verei que realmente recebi o melhor que podia ter recebido, afinal o tempo de Deus não é o meu tempo e a vontade Dele nem sempre coincide com a minha!!! 

 

 

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