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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Quinta-feira, 30.06.16

Sem filtro

Uma das tags que mais vejo neste verão no Instagram é #semfiltro ou muito mais chique #nofilter, quer isto dizer que a fotografia que vemos não levou com uns retoque de cor e que a imagem é assim "pura". Eu sei isto, mas quando vejo a tag, o que me vem à memória é outra coisa muito diferente. 

 

Quem já me conhece sabe que eu às vezes tenho "a minha pancada", assim como que diz, sou uma pessoa estranha... portanto, o que me vem à memória são fragmentos dos meus dias de verão, em que ia fazer recados à minha mãe. Mas não são todos os recados, é um em particular que me vem à cabeça, e esse recado era ir à taberna da aldeia comprar cigarros sem filtro para o meu avô - sem filtro - perceberam?

 

O meu avô materno era uma pessoa muito diferente da maioria das pessoas, vivia num mundo só dele. Quando era jovem foi-lhe diagnosticada uma doença mental terrível, esteve internado para se tratar, mas saiu a meio pelo que se isolou e nunca viveu com a minha avó e com as filhas (a minha mãe e a minha tia que são gémeas).

 

O meu avô chamava-se Fernando. E em alguma altura da vida parou no tempo. Para ele, na altura 50 escudos (0,25€) davam para comprar imensas coisas e ainda deveria receber troco, mas esse dinheiro só dava por exemplo para um pão. Assim, as pessoas já sabiam, vendiam-lhe as coisas, ele pagava, recebia troco e a minha mãe depois passava e pagava o restante, Às vezes acho que as pessoas lhe davam coisas.

 

Ele vivia numa pequena casa da paróquia e de lá não queria sair, vinha comer a casa da minha mãe ou da minha tia, entrava, nós aquecíamos a comida, ele sentava-se e comia, depois saía. Assim, sem uma palavra. Um dia, porque o telhado da casa ameaçava ruir, esperámos que ele saísse de manhã para ir à horta na sua bicicleta como todos os dia fazia, tirámos tudo da casa e uma máquina veio mandar tudo ao chão... ele ficou tão triste, de todas as formas já tinha uma casinha independente no quintal da minha mãe à espera... e lá teve de aceitar a mudança...

 

É estranho ter tido um avô que apenas me dirigiu meia dúzia de frases enquanto viveu e ele viveu até ao ano 2002, morreu com setenta e poucos anos depois de ter piorado muito da doença e ter ficado acamado. Ainda acamado, tinha sempre o seu cigarro no bolso do pijama... para o final já eram cigarros com filtro, mas durante muitos anos ele fumou uns cigarros pequeninos "sem filtro" chamados "kentuky", a embalagem era branca e vermelha e quando os ia comprar trazia sempre um chocolate redondo com cerca de sete centímetros de diâmetro achatado embrulhado numa prata colorida...

 

Sim, eu comecei a ir aos recados com cerca de sete anos, e sim, o senhor António André vendia-me o tabaco para o avô... outros tempos... outras memórias... às vezes dá-me para isto... recordar para não deixar que o tempo e a vida agitada levem para sempre as lembranças dos que viveram comigo!

 

 

 

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Quarta-feira, 29.06.16

Palavra Partilhada #4

Continuando este apostolado de partilha, tenho tirado algumas horas do meu dia para escrever as cartas deste mês, que seguem viagem amanhã bem cedo rumo a vossas casas... e desta vez com uma surpresa!

 

 

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Estejam atentos à caixa do correio, não a digital, mas a caixa de correio físico!

 

 

 

 

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Assuntos Importantes:

Quarta-feira, 29.06.16

Convite

No dia 27 recebemos por email uma notícia maravilhosa, tal como há muito ansiávamos, o Movimento Famílias de Caná teve reconhecimento diocesano (Aveiro).

 

Para celebrar este marco importante irá haver no próximo domingo dia 3 de julho pelas 15.30h uma celebração presidida pelo senhor bispo de Aveiro, D. António Moiteiro no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora

 

Para esta celebração todos estamos convidados, famílias de Caná e amigos, leitores dos blogues católicos e todos quantos partilham desta alegria. 

 

Mais sobre esta notícia Aqui:

 

 

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por Olívia às 09:07

Quarta-feira, 29.06.16

Estou de férias!

Mentira.

 

Continuo a trabalhar.

 

Portanto não tenho hotéis para sugerir...

 

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Nem praias...

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nem restaurantes...

 

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Para quem está a trabalhar, como eu, um abraço solidário!

 

Para quem já descansa, divirtam-se muito!

 

 

 

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Segunda-feira, 27.06.16

Para mim, ou "para o outro"?

Como é que uma pessoa faz a coisa certa, e o sentimento com que fica é de tristeza em vez de satisfação?

 

A resposta encontrei-a à bem pouco tempo. De facto há uns anos, eu pensava que devia fazer bem aos outros, para ser boa pessoa, para ser boa amiga. Assim, sempre que fazia alguma boa obra orgulhava-me de o ter feito e sentia uma enorme satisfação.

 

Por outro lado, nas coisas mais significativas  que fiz nunca em momento algum me senti " a maior". Ora a contradição de tudo isto fez com que aos poucos conseguisse ver a tal linha que separa a caridade da caridadezinha. Quantas vez eu fiz a segunda em vez da primeira? Muitas, infelizmente.

 

Cada vez que dei uma roupa que já não me servia a alguém, cada vez que dei o que me sobrava, cada vez que me senti orgulhosa de contribuir para alguma "causa". Uma série de vezes, portanto.

 

Poucas foram as vezes em que, desprendida de orgulhos e munida de humildade ofereci aquilo que me fazia falta, ou fui ao encontro de alguém quando pecisava desse tempo para outras coisas, quando foi então que fiz alguma coisa e senti, no final, uma dor tão forte no coração em vez de uma alegria imensa?

 

É um bom exercício que tenho feito: considerar zero tudo o que faço só para me sentir bem, afinal não o estou a fazer pelo "outro", mas para mim mesma! Não estou a fazer o bem, apenas a alimentar o meu ego...

 

Se imaginar duas caixas vazias - uma para a verdadeira caridade outra para a caridadezinha e, por cada "boa obra" que já fiz, me questionar se o fiz por mim ou pelo outro, qual a caixa que enche primeiro? Pois é, a verdade custa sempre muito a admitir... certamente que poucas foram as vezes em que aquilo que fiz foi totalmente desprovido daquela sensação de superioridade perante os outros e foi feito com dor e humildade...

 

Acho que já vai sendo altura de deixar de falsos moralismos e falsas obras de caridade... preciso de encher a minha caixa da caridade com verdadeiras obras em favor dos outros!

 

 

 

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Noutra ocasião estava Jesus sentado no templo, em frente da caixa das ofertas, e observava como o povo lá deitava dinheiro. Muitas pessoas ricas deixavam grandes esmolas. Nisto, chega uma viúva pobre e põe na caixa duas moedas de cobre com pouco valor. Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Fiquem sabendo que esta viúva pobre deitou mais na caixa do que todos os outros. Eles deram do que lhes sobejava; ela, porém, na sua pobreza, deu tudo o que tinha para viver."    Mc 12 41:44

 

 

Boa semana!

 

 

 

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Sexta-feira, 24.06.16

Quando os filhos (pensam que) mandam

Eu já não tinha noção de que os nossos filhos começam cedo nesta coisa do "eu quero, posso e mando"! Mas a realidade do meu dia a dia faz questão de me mostrar isto a cada quarto de hora!

 

A Lúcia cresceu, já tem sete meses, quase oito e acha que é o deus Sol, quando percebe que na verdade é apenas uma de três filhas, que precisa de dividir atenções com o restantes membros da família é capaz de soltar um berreiro daqueles que se ouvem a léguas...

 

A experiência do parque, por exemplo, foi uma daquelas capazes de me levar à loucura... quando percebeu que era suposto ficar lá sentada mais do que dois minutos e meio esteve a chorar e a chorar sem parar... claro que eu não a ia tirar logo, ou estava justamente a ensiná-la que para sair de lá bastava chorar! E assim, aos poucos a Lúcia foi aprendendo que o parque é para ficar lá pelo menos vinte minutos a desarrumar os brinquedos todos!

 

A sesta foi outra batalha, desde sempre que a Lúcia dorme bem e dorme bastante. Se no início foi preciso deixá-la chorar na cama para perceber que não se adormece ao colo, passado pouco tempo bastava dar-lhe uns miminhos, dar-lhe  a chucha e deitá-la, ela adormecia numa questão de minutos! Ora a menina Lúcia com o tempo foi experimentando a ver se eu cedia, estava tempos e tempos acordada a choramingar na cama... depois passou a estar mais sossegada, mas sem dormir... eu contínuo sem ceder, na hora de dormir é para estar na cama.

 

Portanto, esta tarefa de ficar com a Lúcia durante o dia está a revelar-se uma luta constante, mas por cada quinze minutos de birra tenho direito a um enorme sorriso!

 

 

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Quarta-feira, 22.06.16

Abrir a porta da casa e do coração ao próximo

Como é bom viver com a minha família na nossa casa, uma casa simples, uma família simples, no entanto nada nos falta. Temos até coisas a mais, teremos sempre coisas a mais a não ser que consigamos usar todo o que temos num dia ou dois... mas o mais importante é termo-nos uns aos outros, sermos unidos.

 

Conseguir uma vivência de comunhão e união entre família pode parecer fácil, mas requer algum tempo e alguma flexibilidade, até nas pequenas coisas como a forma como o nosso marido arruma as coisas ou a maneira como os nossos filhos deixam o seu quarto... ou até a mania que a mãe tem de querer as loiças sempre arrumadas nos mesmos sítios... é de facto um trabalho conjunto e que precisa de persistência. 

 

Numa família unida, que vive em comunhão,  todos se alegram com as conquistas de cada um e todos apoiam aquele que precisa. É assim não é? De que me vale estar toda contente e a pensar em ir sair para comer um gelado se o meu marido precisa de ajuda para resolver uma qualquer situação?

 

Viver numa família onde tudo é de todos é um sonho muito bonito que nem todos vêem concretizado! Viver numa comunidade onde existe partilha equitativa de bens é, neste momento um sonho que não passa disso mesmo... nem sempre o foi, se recuarmos aos primeiros tempos depois da morte e ressurreição de Jesus vemos que:

 

Todos participavam fielmente no ensino dos apóstolos, na união fraterna, no partir do pão e nas orações.
Toda a gente andava impressionada com o que se estava a passar, porque Deus fazia muitos sinais milagrosos e maravilhas por meio dos apóstolos.
Os crentes viviam unidos e punham em comum tudo o que possuíam. Vendiam as suas propriedades assim como outros bens e dividiam o dinheiro entre todos, de acordo com as necessidades de cada um. Reuniam-se diariamente no templo. Partiam o pão ora numa casa ora noutra, comendo juntos com alegria e simplicidade de coração. Davam louvores a Deus e tinham a simpatia de todo o povo."
 
 

Não fui eu que inventei, está escrito nos livro dos Atos dos Apóstolos (2 42:47), eu também gosto deste modo de vida, gostava mesmo de viver assim, com a porta da casa aberta, em comunhão e harmonia com os outros! Mas, na verdade cada vez acredito menos que um dia isto possa voltar a acontecer...

 

Ainda assim, acredito na humanidade...

 

Acredito na bondade das pessoas, na generosidade de quem dá sem esperar nada em troca...

 

Acredito no gesto de simplicidade de quem acolhe na sua casa alguém que precisa de um local para viver e para  curar as feridas da vida...

 

Acredito em quem é capaz de complicar toda a sua vida para dizer "sim" quando é preciso...

 

Acredito na coragem de quem larga tudo e vai ajudar nas zonas mais sangrentas deste mundo...

 

Acredito que, se cada um de nós tentar ajudar uma única pessoa, mas ajudar de verdade, o mundo será um dia muito melhor do que aquilo que é hoje!

 

 

 

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por Olívia às 06:40

Segunda-feira, 20.06.16

"Tens tempo, não tens?"

Perguntava-me o Álvaro depois de me pedir que fizesse duas ou três coisas amanhã... olhando-me com um sorriso...

 

 - Sim, tenho tempo.

 

Para aquilo que realmente importa, mesmo que não tenha, hei de arranjar forma de ter tempo. Isto do tempo é uma coisa terrível, às vezes parece que não tenho tempo para nada, depois algo acontece e uma pessoa larga tudo e encontra o tempo para certa coisa.

 

Este foi um fim de semana muito intenso, com pouco tempo, mas com muita vontade de o arranjar. E então, como é que uma pessoa arranja tempo? Boa pergunta. 

 

É muito fácil, há a interminável lista de coisas a fazer, sempre que aparece uma nova faço a seguinte pergunta a mim mesma "isto é mais ou menos importante do que a 1ª coisa da lista?" e conforme a resposta for sim ou não vou adaptando a lista. Pode parecer uma parvoíce, mas tenho fins de semana que a minha lista fica na mesma, no entanto fiz mil e uma outras coisas que apareceram e que considerei mais importantes.

 

Um exemplo simples: na tarde de sábado temos de arrumar a casa, apanhar os alperces que estão a amadurecer, lavar a roupa (na máquina) e estendê-la, apanhá-la, é preciso ainda fazer um orçamento e o pai tem os móveis de uma cozinha para montar. Toca o telefone, alguém muito próximo está a ser levado para o hospital de urgência. Prioridade: largar tudo, o pai segue para o hospital ver o que é preciso, e eu tomo conta do resto, mas não sem antes fazer algum tempo de oração, depois há que  fazer o jantar e tirar a roupa da máquina para não ficar enrolada até ter uma oportunidade de a estender... num espaço de poucos segundos tudo pode mudar na nossa vida... 

 

Nem sei quantas coisas deixei por fazer este fim de semana, não é altura para pensar nisso, sei que o que fiz foi prioritário, este texto por exemplo estou a escrevê-lo enquanto a Lúcia dorme a sesta, depois de termos ido à missa à tardinha, podia não o ter escrito, mas escrevi. Não sei como será esta semana, pouco importa. Momento a momento irei fazendo o que precisa de ser feito, com alegria e dedicação. 

 

Não sei bem quantas coisas estão pendentes na tal lista, mas também não vou enlouquecer por causa disso, uma coisa é certa: a autoridade tributária (finanças) não perdoa, por isso tenho coisas que não posso adiar, as coisas da contabilidade vão ser feitas, sim. As minhas filhas terão atenção, sim. O meu marido terá toda a minha dedicação e atenção quer a nível pessoal, quer a nível de trabalho (aqui gostamos desta mistura explosiva), a 2ª carta da Palavra Partilhada segue esta semana (pelo menos metade) e mais uma ou outra coisa que agora não posso contar para não estragar a surpresa também estão a ser feitas...

 

Agora vou aproveitar o resto da sesta da Lúcia para estender mais uma máquina de roupa, para fazer o jantar, para arranjar as coisas para amanhã, para comer qualquer coisa... sim, que não há Rosa Mota que bata em velocidade uma mãe com uma lista de coisas a fazer enquanto o bebé dorme, certo?

 

(...)

 

Ok, acho que é altura de rever as prioridades da lista... já estou a ouvir ali uma conversa de bebé... agora vou mudar para o "modo filhas acordadas", mais logo pelas 21:00 volto ao "modo filhas a dormir" e continuo a fazer mais qualquer coisa!!!

 

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Só consigo aceitar que as coisas fogem ao meu controlo se acreditar desde logo que não sou eu que as controlo, caso contrário o mais certo é começar a enlouquecer cada vez que quero fazer isto ou aquilo e não consigo... na semana passada li este versículo e guardei-o na memória:

 

Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo."
Mateus 6:34

 

 

Boa semana!

 

 

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por Olívia às 06:30

Sexta-feira, 17.06.16

Lembrete #3

Quando a lista de coisas para fazer parece interminável

 

Quando todos se lembram de aparecer com qualquer problema para resolver

 

Quando o desânimo começa a sorrir-te

 

Quando achas que não vais dar conta do/s recado/s

 

 

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Quinta-feira, 16.06.16

A outra aldeia

Hoje não vou escrever sobre a aldeia onde moro, mas sobre a aldeia a que pertenço enquanto família de Caná. Esta nossa aldeia tem estado de certa forma "adormecida", mas vigilante. Sabemos que nem sempre conseguimos estar todos juntos, mas isso não nos impede de sabermos que estamos unidos muito para além da partilha do mesmo espaço físico. 

 

Quando nos propusemos a dar os primeiros passos na concretização desta aldeia sabíamos desde logo que não seria fácil fazermos um encontro mensal, tínhamos na altura alguns projetos e tentámos encontrar formas de nos colocarmos ao serviço. Pensámos em estar junto dos jovens que se preparam para o matrimónio, ou dos pais que pedem o batismo dos seus filhos, pensámos em estar próximos de famílias que precisassem de apoio espiritual... enfim ideias e mais ideias... no entanto o tempo foi passando e algumas destas ideias foram ficando a aguardar oportunidade de serem concretizadas. 

 

Agora, ficámos a saber que está para ganhar "vida" o novo site das famílias de Caná, está aos poucos a receber contributos das várias aldeias e isso fez-me repensar e reanimar a chama que ardia muito pequenina na nossa aldeia.

 

Quem me conhece sabe que eu tenho a ligeira tendência a fazer listas e tabelas, é mais forte do que eu, assim resolvi tentar traçar um "plano" para o resto deste ano de 2016. Depois de trocar alguns emails com a família da Marta e do João chegámos à conclusão de que faríamos o nosso melhor para que a aldeia continuasse e que avançávamos então com o plano anual, que será dedicado essencialmente ao serviço/visitação.

 

O plano completo estará então disponível no novo site, muito em breve, para já fica o convite a quem se quiser juntar connosco no dia 2 de julho - o primeiro sábado do mês - iremos procurar agendar um encontro na instituição onde a Margarida viveu durante algum tempo:

 

 

Local:   Santarém 15h Consagração e Rosário Visita à Fundação Andaluz - Entrega de bens

 

 

É muito simples juntarem-se a nós, basta entrarem em contacto para que possamos encontrar-nos num local central (exemplo: igreja do Milagre), daí seguimos para a fundação onde teremos certamente a oportunidade de fazer uma pequena visita.

 

Não tenham medo de arriscar, apareçam!

 

 

 

 

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Quarta-feira, 15.06.16

caminhar

Terminaram na segunda feira as festas de Santo António lá na aldeia. Foram quatro dias de muita animação, conversas e música, mas foi também tempo de demonstrar publicamente que existe alguém a quem a nossa pequena comunidade vê como exemplo de vida, o nosso padroeiro.

 

Desde pequenina que me recordo destas festas, com músicos conhecidos a abrilhantar as noites, com pessoas vindas de toda a parte e também com a procissão que percorre várias das nossas ruas. 

 

Nos últimos tempos, a nossa família deixou de participar junta na procissão por causa do flagelo que se chama foguetes e que deixa a Maria num profundo pânico. Mas, este ano a Maria cresceu e, como valente que é, lutou contra o pavor aos ditos e resolveu que iria toda a procissão ao lado do nosso padre juntamente com a irmã Margarida, a Lúcia foi no carrinho empurrada pelo pai, claro! 

 

E, num clima de simplicidade e de calma pois estava rodeada da família percorri rua a rua caminhando devagar. Desta vez aproveitei, não para rezar o terço como tento fazer nos outros anos, mas para observar, recordar e agradecer tudo quanto temos ao nosso redor.

 

Assim, no final da missa campal, as imagens dos santos que temos na igreja são colocadas aos ombros da rapaziada nova - mais nova do que eu - que ainda há pouco tempo éram uns miúdos que iam vestidos como o Santo António e hoje já têm altura e força para carregar durante cerca de duas horas os andores tão bem ornamentados.

 

A cruz vai sempre na frente, levantada bem alta, indicando o caminho e todos seguimos atrás dela. 

 

Descemos a "ladeira" e aproximamo-nos da nossa escola primária, hoje fechada, mas que em tempos nos acolheu, onde iniciámos os nossos estudos, à frente dezenas e dezenas de degraus que subíamos a toda a velocidade, são degraus mais pequenos do que o normal, na altura eram à medida dos nossos pequenos pés... hoje parecem mesmo pequenos... do outro lado a casa da senhora Quitéria, que foi a cozinheira lá na cantina, substituiu a senhora Natália que já não aguentava por causa da idade... mas fazia umas comidas... naquele tempo ainda não havia empresas de comida para escolas, a comida era feita ali, e sabia ao mesmo que comíamos em casa!

 

Mais abaixo, o jardim pequenino que tinha um repuxo para bebermos água e que acho que já não funciona... os bancos de cimento ainda são os mesmos mas a vida que lhe dávamos quando vínhamos a correr da escola desapareceu...

 

Desapareceu também o talho e a loja do senhor Augusto e da senhora Vitorina... às sextas feiras o talho era concorrido e a minha mãe mandava-me apanhar vez, eu levava o recado num papel e ela aparecia mais tarde para pagar a conta! O senhor Augusto já morreu, atropelado na berma da estrada nacional, a senhora Vitorina vejo-a no lar onde está a tia Adelaide, ela porém já não me pode ver, os diabetes roubaram-lhe a vista há muito tempo...

 

Nesta estrada nacional que atravessa a aldeia agora temos semáforos e uma passadeira para passar "em segurança", mas quando éramos pequenos passávamos a correr sempre que alguém mais crescido nos dizia "passa agora", era alguém que estava na loja do senhor Joaquim, agora aloja é da filha e bem sei que as pessoas de mais idade continuam a desafiar a segurança passando à estrada mesmo ao lado da passadeira - onde sempre se passou!

 

Na rua de baixo as casas são pequeninas, uma delas ruiu este inverno, nunca vi lá morar ninguém, aliás nem sei de quem é aquilo, foi uma sorte não ter caído em cima de ninguém! Este ano não vamos pela rua onde mora a minha mãe, como nos anos anteriores, vamos dar uma volta maior, passamos pelas hortas que desde sempre são utilizadas por quem quiser cultivar, foi a duquesa que as ofereceu à freguesia... pelo caminho consigo ver lágrimas nos olhos de quem espera à porta de casa ou à janela... pessoas a quem a saúde já falta, mas que não querem deixar de homenagear o nosso querido Santo António, fazem uma oração em silêncio e choram de emoção!

 

Estamos quase a chegar a nossa casa, onde terei de ficar para cuidar da Lúcia, ao longe vejo a procissão seguir o seu caminho ao som da banda marcial... fico um pouco à porta a ver desaparecer todo o cortejo, mais uma ano e a tradição permanece... assim que fecho a porta ouço os sinos a tocar a toda a força, a procissão está já a chegar a casa... e sei que no final todos ficarão voltados para a frente, os três andores, os meninos, os colaboradores, o estandarte e claro a cruz. Sei que no final o nosso padre vai dizer mais umas palavras agradecendo todo o esforço e dedicação, sei que no final serão lançados muitos, muitos foguetes... sei eu e sabem todas as pessoas da terra, porque é assim que os nossos avós faziam, os nossos pais continuaram a fazer e agora seremos nós a dar continuidade a esta manifestação de fé.

 

Sim, os santos não são Deus, mas estão muito mais perto Dele do que nós certamente estamos, é com eles que aprendemos o caminho, sempre seguindo a cruz ao longo desta caminhada aqui na terra e, se a muitos faz confusão o facto de olharmos com carinho para as imagens, como quem olha os seus queridos amigos e as pessoas de quem gosta, a mim tranquiliza-me saber que não estamos sós, antes de nós muitos viveram um caminho rumo à santidade, cabe-nos agora pedir-lhes que intercedam por nós, pelo Filho, junto do Pai!

 

 

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por Olívia às 06:33

Segunda-feira, 13.06.16

Santo António

Não... não estamos de fim de semana prolongado...

 

Sábado trabalhei e hoje também é dia de trabalho! No entanto estou sem computador... mas não podia deixar de desejar um bom dia de segunda feira e bom dia de Santo António para todos!

 

Sim hoje é dia deste grande doutor da igreja! Nós iremos mais cedo para casa que hoje é dia de missa em honra do nosso padroeiro!

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Quinta-feira, 09.06.16

A nuvem

No domingo passado tínhamos combinado sair em família para passear. Sim, mesmo tendo a roupa por passar, a casa desarrumada, o quintal a precisar de uma "geral", apetecia-nos sair. Havia uma encomenda importantíssima para entregar durante a tarde e um espectáculo para assistir, mas a manhã estava livre. 

 

Resolvemos passar por Fátima para a missa das 11 na basílica, chegámos um pouco mais cedo e reparámos na "enchente" no recinto... tanta gente! Ao longe já se ouviam os cânticos a serem ensaiados e foi então que percebemos que a missa seria na rua!

 

Eu, que até sou tão organizada nem um chapéu tinha levado... nada de nada... o sol estava escaldante e estava mesmo a ver que seria assim até ao final do dia... e assim foi, além de termos de estar de pé, tínhamos um sol radioso sobre as nossas cabeças. Quem aproveitou para ir à praia no domingo devia estar muito, muito grato pelo sol que não dava tréguas, mas ao fim de vinte minutos eu começava a ficar cansada, cheia de calor  com alguma irritabilidade.

 

Depois olhei em volta e vi centenas e centenas de pessoas e resolvi que iria aguentar sem me queixar. Coloquei o carrinho de forma a que a Lúcia ficasse protegida e com uma fralda fiz uma espécie de mini toldo para a Maria estar sentada no chão à sombra. Nós, os crescidos fomos aguentando... 

 

 Ao longe por trás da torre da basílica vejo muitas nuvens brancas e penso "que bom seria se estivessem mais altas e daqui a pouco haviam de passar mesmo em frente do sol! Ora, uma pessoa pensa nestas coisas porque além do evangelho em português ainda houve repetição em espanhol, francês, inglês, alemão e croata!

 

Ao fim de uma hora, olho para o céu novamente e vejo que uma única nuvem vai-se movendo em direção ao sol, que alegria pensei, ela vai tapar o sol, de certeza que vai!

 

E assim foi, a nuvem gorda e grande, em abençoada hora tapou o sol e, por breves instantes, eu sorri de alegria e de gratidão!

 

Eu, a sorrir e a agradecer por causa de uma nuvem! Uma nuvem!

 

Mas a sensação de alívio foi tão grande... como naqueles momentos em que alguma coisa está a correr mal, ou a incomodar bastante, e depois algo acontece, uma ajuda, uma palavra, um olhar, um momento em que, por breves minutos sentimos que está tudo bem!

 

Às vezes na vida faz-me falta uma destas "nuvens" para me aliviar de tantas coisas que me impedem de estar bem... mas por outro lado, é bom que eu sinta a falta destas "nuvens" e aprenda a viver com aquilo que é me é dado em cada dia!

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 08.06.16

Aqueles momentos...

... em que temos mil e uma coisas para fazer, o tempo apertado e não conseguimos avançar com nada. São dias e dias, tabelas, mapas, listas e ao final do dia estamos na mesma. São problemas, coisas pendentes, telefonemas para fazer, passa um dia e à noite está tudo igual...

 

Durante o mês de maio consegui cumprir com as várias tarefas da contabilidade, a muito custo porque o portal das finanças estava constantemente em baixo. Foram tempos complicados, clientes que esperaram até à última para trazerem aquele papelinho que ainda faltava, todos os anos digo que no próximo ano não será assim e no ano seguinte repete-se a mesma coisa.

 

Chega junho, respira-se de alívio, mas só por breves instantes... afinal o trabalho está atrasado, escolheram-se prioridades para maio e o resto ficou por fazer. A lista aumenta, aumenta, como? Exatamente como no ano passado. Estamos em junho, era suposto entregarmos mais umas declarações, o prazo acaba em julho, mas tinha tudo a postos para despachar aquilo esta semana... mais uma vez o portal não deixa. Não há aplicação ainda disponível... os IRS de abril alguns ainda nem foram validados, outros ainda não foram reembolsados e as pessoas acham que a culpa é minha. Uma tristeza.

 

Toda a gente sabe que "a culpa é sempre do contabilista", sempre, seja o que for... chegam a dizer-me isto sem saberem que também eu faço parte desta classe altamente desvalorizada que não faz mais nada senão trabalhar para o estado, e não, não trabalho 35 horas por semana... trabalho muito, muito mais. Sempre com medo de me esquecer de alguma declaração pois sei que a coima me cai em cima, medo de me enganar porque o estado não perdoa.

 

Às vezes estou farta e cansada, hoje é um desses dias, um daqueles dias em que só apetece dizer mal da vida, esquecer o trabalho... sim, era muito mais fácil ir por aí, mas não era decididamente o melhor para mim. Nem sempre consigo perceber o que é melhor para mim hoje, nem sempre consigo ver nas coisas más e complicadas alguma coisa positiva. 

 

Agora que já tive o meu momento "coitadinha de mim", vou trabalhar, vou investir no meu trabalho o melhor de mim, vou recomeçar tarefa a tarefa, aos poucos terei tudo feito, não me posso entregar ao desanimo, não quero entregar-me à tristeza. Não hoje.

 

Só por hoje levantarei a cabeça, só por hoje não desistirei...

 

O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio."
Salmos 18:2

 

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 07.06.16

Junho

O mês de junho, para a igreja católica, é o mês do Sagrado Coração de Jesus, coisa que me passou ao lado durante 32 anos. Mas, como mais vale tarde do que nunca, resolvemos aceitar o desafio proposto no blogue de Uma Família Católica e em 2014 fizemos também nós um coração, para colocar na nossa porta, sinal exterior visível da nossa vivência interior e familiar. 

 

Este coração foi feito em papel crepe, que com o passar dos longos dias de sol começou a ficar velho e descorado. No início de maio, decidida a que este ano teríamos um novo resolvi desfazer-me do outro.

 

O tempo foi passando e, como era de esperar, não consegui fazer um novo coração para a nossa porta. Nem no dia 1, nem no dia 2... primeiro porque não tinha material, depois porque sou muito boa nesta coisa horrível que se chama "adiar". O primeiro pensamento foi "deixa estar faço para o ano"...Uma vergonha! 

 

Entretanto no sábado vim trabalhar sem a minha bebé e quando saí fui a uma loja de utilidades para a casa e vi lá um lindo pé de rosas vermelhas, estava decidido, dessa tarde não passava!

 

Com as flores, um pedaço de papel crepe amarelo, um bocado de uma espécie de esferovite, arame fino e dois pedaços de madeira e uns espinhos da coroa da semana Santa coloquei mãos à obra!

 

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E, ao final da tarde a nossa porta estava assim: 

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Também já revi o coração na porta da Teresa e o lindíssimo coração da família da Sónia! Na verdade, mais vale tarde do que nunca... toca a colocar o coração à porta!

 

 

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