Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Quarta-feira, 31.08.16

Palavra partilhada - o outro lado

Porque este apostolado faz parte da minha vida (o que eu gostava que mais famílias se juntassem à aldeia do Ribatejo e sentissem o desejo de fazer parte do processo do envio das cartas da Palavra Partilhada) aqui fica um pouco daquilo que realmente acontece para que um dia ao abrirem as vossas caixas do correio lá esteja uma carta diferente contendo um pequeno tesouro!

 

Quando a inscrição é feita - graças aos formulários do google - ficamos com uma base de dados em excel (eu adoro tabelas de excel). Se a inscrição for feita até meio do mês ainda será contemplada na lista desse mês, se for mais para o final só constará na tabela do mês seguinte. Normalmente a tabela é colorida de forma a que eu tenha uma perceção das cartas de continuidade e da primeira carta (onde consta uma pequena apresentação da Palavra Partilhada).

 

No primeiro sábado de cada mês, a Teresa coloca à nossa disposição o ensinamento mensal - pode ser imprimido aqui. Este ensinamento está, desde julho, acessível a todas as pessoas no site e é com grande expetativa que o imprimo sempre antes de ler. Depois leio-o muito rapidamente para ficar com uma noção do tema em si e começo logo a meditar nele pouco a pouco, sublinhando as frases mais marcantes.

 1472570003483-340004104.jpg

 

 

O passo seguinte é criar uma folha timbrada - nunca igual ao mês anterior - com uma passagem bíblica.

 

pp.png

 

Na primeira carta que foi escrita pertencendo já ao movimento Famílias de Caná, demorei muito tempo para encontrar o que escrever, afinal já não era apenas a Olívia a escrever, mas um movimento que estava representado nesta iniciativa... aos poucos fui percebendo que a coisa mais importante é estar disponível - de coração - e receber a Palavra diariamente, continuei o meu plano de leitura da bíblia e em certos dias lia uma passagem que me transmitia uma mensagem adequada ao tema do ensinamento. Apontava-a e continuava.

 

 

Assim, ao longo de cerca de duas semanas é feito um esboço, muito riscado, com passagens, apontamentos e ideias - fruto de muitos minutos de meditação e oração - como não consigo escrever cartas muito longas ou então só enviaria metade, faço um resumo e testo-o na folha timbrada. Daqui sai mais uma quantidade de riscos e setas... até ficar com a  carta do mês, que fotocopio e guardo num arquivo para que possa ser consultada no futuro. Depois é só escrever as cartas, uma a uma e dobrá-las assinalando na tabela o "Visto" para não ficar nenhuma esquecida!

 1472570235725-666289160.jpg

 

 

Enquanto isto, a Margarida ajuda a recortar o logótipo desenhado e que identifica cada uma das cartas, depois compramos os selos (nacionais e para fora da Europa) e os post'its que eu gosto que sejam bonitos. Deus merece o nosso esmero e quem recebe a carta merece o nosso empenho! 

 

1472570403016374545293 (1).jpg

 

Ora ainda é preciso escolher um ou dois versículos dos salmos dos próximos domingos e escrevê-los nos post'its, este mês resolvi fazer uma experiência, vamos ver como corre!

 

20160628_221456 (1).jpg

 

 

Finalmente, há que escrever os nomes e moradas nos vários envelopes e com as cartas escritas, colamos os post'its. Depois passo uma última vistoria no conjunto a ver se todas têm as citações e e colocamo-las nos envelopes sempre seguindo a mesma ordem. Fechamos o envelope e assinalamo-lo com o logótipo, colamos o selo respetivo. 

 

1472570599946298982773 (1).jpg

 

 

Com uma pequena oração levo as cartas aos correios e coloco-as no marco "nacional" e "internacional", e com tudo isto já estamos no final do mês e a Teresa já preparou mais um ensinamento... estou desejosa de o ler no próximo sábado e recomeçar todo o processo de partilha!

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Segunda-feira, 29.08.16

A brincadeira no trabalho

Entreter uma criança pequena durante um dia inteiro não é tarefa fácil, desenganem-se aqueles que ainda pensam que a casa/espaço continuará "depois dos filhos" a ser igual ao "antes dos filhos".

 

Mostrem-me uma casa de uma família feliz - com filhos - e que não tenha brinquedos, livros infantis um pouco por todo o lado e aí eu até posso mudar de opinião! No entanto continuo com a minha. As crianças precisam de se entreter. Sem computadores, tablet ou telemóveis de preferência (pelo menos na maioria do tempo).

 

Nesta fase, a Lúcia está a tornar-se um pequeno Indiana Jones, quer explorar e de preferência os locais mais altos, mais escondidos e com mais perigo. Quando vem para a loja, tem vários pequenos espaços onde pode circular, nunca sem perigo pois isto é uma retrosaria e tem muita coisa por todo o lado...

 

Temos um parque para quando preciso de medir e cortar e sei que vou demorar:

 

20160829_153329.jpg

 

Temos uma zona perto de mim atrás do balcão:

 

20160829_153316.jpg

 

A zona da entrada (estamos a ensiná-la que não deve sair da porta para fora, a porta está sempre aberta)

 

20160829_153245.jpg

 

20160829_153258.jpg

 

E temos ainda uma sala onde ela dorme e brinca na hora do almoço.

 

Quanto aos brinquedos... pois... os brinquedos são a desilusão da criançada! No outro dia esteve aqui uma menina de dois anos e meio, ao ver o meu telemóvel tratou de me pedir para ver uma foto; eu mostrei a inicial, mas ela com o dedo clicou na "galeria" e basicamente foi correndo com o dedo a ver as fotos. Eu tirei o telefone da mão dela e ela chorou, a mãe tentou consolar a pequena, mas sem sucesso ao que eu digo:

"Podes brincar com os brinquedos da Lúcia!" Ela adorou a ideia, mas quando os viu amuou...

 

Ora aqui ficam eles:

 

Caixas e mais caixas com fitas...

 

20160829_153233.jpg

 

 

... nem o carro de luxo a convenceu!!!

 

20160829_153527.jpg

 

 

Boa semana!!!

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Olívia às 15:50

Quinta-feira, 25.08.16

Fazer com amor

Existem compromissos que são uma honra cumprir, este é um deles. 

 

 

 

1472125489975-1247844198.jpg

 

E, que tudo o que humildemente ofereço, seja para Sua maior glória.

Só assim este apostolado faz sentido.

 

Para quem ainda não se inscreveu, mas sente vontade de o fazer, basta clicar aqui.

 

 

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Assuntos Importantes:

Quarta-feira, 24.08.16

Sinto que estou a falhar

Este é o pensamento que mais me persegue nos últimos tempos. A minha mente consegue encontrar formas de ignorar certos pensamentos, assim que percebo o que aí vem, dispara o alerta e entro em modo "seguir em frente".

 

Eu sei que se parar muito tempo a pensar vou começar novamente a fazer o balanço das coisas - talvez seja mania de contabilista - como se na vida, tal como ela é - os débitos devam ser iguais aos créditos, se não for, algo se passou e é preciso encontrar a falha numa lista interminável de números perfeitamente alinhados.

 

Na verdade a expressão "pior mãe do ano" que uso com frequência numa espécie de piada quando por exemplo me esqueço que a Maria devia ter tomado banho mais cedo, ou que a Lúcia ainda não lanchou daí a sua impaciência ou que mais uma vez estava a exagerar nas chamadas de atenção à Margarida, parece muitas vezes tornar-se mais a sério do que era suposto.

 

Desde o momento em que ser mãe passou de uma teoria para a realidade - ainda que "escondida" dos olhares e da perceção dos outros - o pensamento "sinto que estou a falhar" dá muitas vezes o ar da sua graça, aparecendo sem ser convidado para fazer abanar toda uma estrutura mental que preparei desde a altura em que decidi ser mãe. E abana, abana, na tentativa de fazer estragos consideráveis, uma dúvida aqui, mais uma acolá e um dia uma pessoa quase que acredita que 90% do que de bom fazemos pode ser arrasado por 10% de "distrações", "más palavras" ou "más ações".

 

Daí que ter confiança naquilo que me tornei enquanto pessoa se reflete naquilo que quero ser enquanto mãe ajuda bastante. Isso e ter amigas que inesperadamente se lembram de me recordar que "visto de fora" até nem me estou a sair mal, e elas conhecem a nossa realidade, conhecem as minhas falhas e sabem que neste momento preciso desta palavra de alento. Fazem-no quase despercebidamente com um telefonema, uma mensagem, um email.

 

E é bom. É sempre bom saber que alguém está connosco mesmo estando longe, é bom saber que o "fazer quase nada por ti" é na verdade um sinal de muito já estão a fazer... 

 

Três coisas que tenho feito para afastar este pensamento e para conseguir superar esta fase:

  1. Parar de reclamar da vida. Uma coisa tão simples e que dá muito trabalho para implementar. Em tempos a frase que mais dizia era: Estou cansada. Seguida de um rol de insatisfações e de reclamações. Pois bem, deixei de reclamar e passei a usar a frase "Em tudo dai Graças", sim, em tudo nas coisas boas e nas más. Tem sido extraordinário ver a mudança que isto trouxe na minha vida.
  2. Depósitos na conta bancária emocional - sem sequer contabilizar a quantidade. Ou seja, antes costumava pensar que por ter feito um agrado ou um gesto para com alguém em seguida podia exigir que me devolvessem na mesma moeda - coisa que jamais funcionaria - hoje percebo o verdadeiro significado de "dar sem esperar nada em troca" e tenho feito um grande esforço por depositar nas contas emocionais da minha família tudo, tudo o que posso. No início foi complicado, mas agora faço-o com gosto, faço-o por amor.
  3. Escrever no blogue. Pensei em desistir. Sim, é verdade, mas não posso, não quero e não o farei. Escrever é uma forma muito boa de combater os maus pensamentos. Esta deveria ter sido a minha hora de almoço, hora de pausa, mas estive a escrever e sinto-me muito melhor por isso. Agora vou comer e depois vou brincar com a Lúcia que veio comigo hoje trabalhar!

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Assuntos Importantes:

Quarta-feira, 24.08.16

O MacGyver está de volta?

Sim. Em nova versão.

 

Dá-me a sensação de que não vai ser a mesma coisa... mas ao saber disto, recordei-me da cena que se repetia, domingo após domingo lá em casa... recordei-me da alegria que era vir a correr rua a baixo depois da missa para ver as aventuras deste "agente especial*"... tinha mesmo de correr se queria apanhar um episódio a começar!

 

No intervalo aproveitava para fazer uma torrada ou ir buscar um bocado de bolo para comer, sempre "alerta" para não perder pitada. Todos lá me casa gostávamos bastante de ver esta série, parece-me que o meu pai teve um canivete semelhante ao dele, claro que não fazia as mesmas habilidades...

 

Ainda há pouco tempo lá em casa usámos a expressão "fazer um centro comercial com um cotonete e um canivete como o MacGyver"!

 

Aquilo era uma mentira pegada, os efeitos especiais deviam ser do mais básico que existe, mas era tão engraçado, tão divertido que ainda hoje recordo com um sorriso estas memórias!

 

 

macgyver-season-3-tv-seasons-photo-u1.jpg

 

Na na na na na na, na na na... na na na na na na...

 

 

 

 ---

* que nunca disparou/usou uma arma de fogo

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Terça-feira, 23.08.16

Em casa

O individualismo e o isolamento são das piores coisas numa família. São uma espécie de ferrugem que destrói os laços que unem as pessoas entre si. Digo eu que adoro o meu bocado do dia em silêncio e sem confusão à minha volta. 

 

Por isso, andei a pensar durante uns tempos, quais as formas mais simples de juntar a família em casa em torno de atividades. Não é fácil por causa dos vários gostos e das idades e a única altura em que juntávamos toda a gente era nas refeições e na oração da manhã e da noite (o que é muito bom).

 

Acabei por concluir que cozinhar é uma boa opção, e quem diz cozinhar, diz auxiliar no processo de fazer uma refeição desde preparar as coisas à escolha da toalha e dos pratos e copos, no final todos estão felizes por ter participado e isso nota-se! Temos tido ótimos resultados no lanche de crepes no domingo à tarde (a primeira tentativa foi uma desgraça, mas com o tempo vamos lá)!

 

Uma outra coisa que conseguimos fazer foi dedicar dois pedaços de tarde/manhã para ver um filme em conjunto (enquanto a Lúcia dorme). O filme que vimos este fim de semana chama-se Monte Carlo, nós gostámos, mas elas adoraram.

 

Confesso que tenho alguma dificuldade em encontrar filmes para todas as idades, que sejam divertidos, com legendas em português e que não sejam desenhos animados. Comecei uma lista e já tenho cinco ou seis nomes. Alguns estão no Netflix outros não... e eu quero ver se os consigo de forma legal. Por isso se souberem por exemplo como arranjo este é chegarem-se à frente.

 

Conto com estas pequenas alterações nas rotinas dar mais ênfase ao "tempo de família", combater o isolamento e fomentar algumas tradições familiares, com gargalhadas e confusão à mistura!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Assuntos Importantes:

Segunda-feira, 22.08.16

Daquelas notícias

Quando a Lúcia nasceu, o pediatra de serviço na unidade neo-natal do Hospital Betariz Ângelo - e que ainda é o mesmo que a consulta de três em três meses, explicou-nos calmamente o que aconteceu com a bebé ao nascer.

 

Naquele dia, confesso que a maior parte das palavras nem as ouvi, retive algumas expressões... estava num estado bastante catatónico debilitado... mas uma das coisas que me lembro foi de jamais ir ao dr. google procurar o nome do diagnóstico e tentar perceber ao máximo o que tinha acontecido escutando o médico.

 

Hoje, ao ler esta notícia, não pude deixar de me comover. Era esta a última opção que havia nos casos semelhantes ao da Lúcia, mas em que o tempo de paragem era superior... era esta a opção no III estádio... a nossa Lúcia felizmente ficou no II.

 

Fico feliz pela bebé, realmente feliz!

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Olívia às 17:01

Sexta-feira, 19.08.16

Frases inspiradoras

 

TP. frase.jpg

 

Retirada deste texto.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quinta-feira, 18.08.16

Amar dói

Ou dito de outra forma, ver os que amamos a sofrer dói muito.

 

Mas dói mais quando não há nada que possamos fazer em concreto para que não sofram.

 

Agora pergunto-me:

- Será que realmente estás a fazer tudo? Será que não há um gesto, uma palavra, um silêncio, um sorriso, um olhar, um mimo, uma oração, um sacrifício que possas oferecer? 

 

Sim, posso sempre tentar dar tudo o que tenho e o que sou, mesmo que possa parecer que não ajuda, vai certamente ajudar de alguma forma.

 

Eu acredito nisto. E escrevê-lo aqui também me ajuda.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quarta-feira, 17.08.16

o que é que escreveste hoje no blogue?

Perguntava-me ontem a Margarida. 

- Nada. - respondi.

 

Depois de um longo silêncio perguntou-me se já não escrevia... 

 

Verdade seja dita, não tenho escrito muito. E escrever faz-me bem. Sinto a falta deste bocadinho, mas não consigo ainda ter disponibilidade para escrever tudo o que me vai na alma.

 

Ao contrário de muitos blogues, optei por ser eu mesma. Sem filtros. Com todas as imperfeições e com todas as facetas que posso ter enquanto mulher, mãe, esposa, pessoa. Não é fácil pensar que a qualquer momento quem me lê fica a perceber exatamente como sou. Mas não consigo fazer isto de outra forma.

 

Neste momento estou ainda fragilizada pelos vários acontecimentos aqui em casa, e precisamos ainda de tempo para assimilarmos tudo, para reajustarmos as nossas rotinas e as nossas vidas. Felizmente que temos junto de nós pessoas que nos ajudam, que se disponibilizam para "estar aqui para o que for preciso", felizmente que neste momento temos a família junta em casa sete dias por semana (a Providência é assim), temos aproveitado ao máximo os nossos tempos de família (ainda que estejamos a trabalhar), e juntando mais uma vez o trabalho e o lazer conseguimos passar dois dias na Serra*, numa paisagem maravilhosa que tanto nos ajuda a retemperar as forças.

 

IMG_20160815_090209.jpg

 

Os dias são vividos num ritmo muito menos exigente, muito mais descontraído, eu estou a mudar.

 

E mudarei sempre que for preciso.

 

20160814_145623.jpg

DSCF1778.JPG

 ---

* Ficámos nos chalés da montanha - e adorámos, são espaçosos e albergam até 6 pessoas!

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sexta-feira, 12.08.16

As culpas também morrem solteiras

Sempre que um acontecimento marcante acontece nas nossas vidas temos tendência a perguntar - porquê? - Porquê eu? Porquê agora? Porquê... porquê? No entanto de que vale uma pessoa consumir-se a tentar compreender aquilo que talvez - só talvez - o tempo venha um dia a mostrar?

 

Não é fácil pensarmos em coisas boas quando à nossa volta os castelos desmoronam e deixam à vista um rasto de destruição. Não é bonito ver que o castelo que julgávamos forte estava afinal com problemas estruturais, muitos deles causados por nós, outros ali mesmo à vista e ninguém dava conta. Até ao dia D.

 

E também não é fácil deixar de lado o sentimento de culpa que nos invade porque a nosso ver isto e aquilo poderiam ser evitados se... ou bastava ter feito assim ou assado para que as coisas fossem diferentes... e por aí fora...

 

Uma coisa que tenho aprendido com todas as dificuldades que atravessei é que de nada vale querer saber o porquê, não vale a pena deitar culpas ao mundo, a Deus ou a mim própria e morrer afogada nelas. Talvez deva deixar que as culpas morram solteiras, pelo menos por agora.

 

Em tudo na vida é preciso reagir. Melhorar. Reformular. Unir. Estar lá. E o mais importante: Amar.

 

Algures em 2014 chamei a este blogue Adotar, amar, viver. Nunca esta combinação de palavras fez tanto sentido como hoje. A nossa família nasceu para adotar, a nossa família tem a sua base no amor e nunca, mas nunca deixará de viver pelos valores que definimos.

 

Através das partilhas (quase) diárias neste pequeno espaço, aqui no bairro, tive a alegria de conhecer - ainda que virtualmente - pessoas com as quais a empatia é imediata, que me acarinham com palavras de amizade. Mas, o mais surpreendente é sentir e receber - das pessoas que jamais imaginava - as maiores palavras de apoio. Não há por isso palavras de gratidão que possam mostrar o quanto me sinto menos só nas minhas mágoas e nas minhas tristezas.

 

 

E sim, uma das melhores coisas que fiz na minha vida foi começar este blogue num quente dia de verão.

 

Obrigada.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Assuntos Importantes:

por Olívia às 17:46

Sexta-feira, 12.08.16

Quero o 1º prémio

Não sei em que fase vai o concurso de fotografias: "termómetros a marcar altas temperaturas", mas aqui fica a nossa contribuição.

 

Hoje, 12 de agosto de 2016 pelas 13.53 horas.

 

Numa aldeia perdida no Ribatejo.

 

20160812_135213.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Olívia às 14:47

Quarta-feira, 10.08.16

Os sete hábitos

das famílias altamente eficazes é um livro excelente.

 

Mas, se o lermos, anotarmos as ideias principais e colocarmos de lado é um livro igual a tantos outros. 

 

Se tivermos coragem de aplicar aquilo que aprendemos com ele torna-se numa das melhores leituras de sempre... infelizmente só agora terminei a leitura e só agora me dei conta de que perdi muito tempo com a teoria e pouco com a prática. Mas, e porque não vale muito continuar a deitar culpas a isto e àquilo ou a esta e àquela pessoa, estou motivada a dar continuidade àquilo que aprendi continuando a implementar algumas ideias básicas.

 

Falei aqui do 3º hábito - Primeiro o mais importante - tempo de família e tempo um-a-um

 

Podem ver também o 1º - Ser proativo - fazendo continuamente depósitos na conta emocional

 

E seguir para o 2º - Começar com o objetivo em mente - fazer a declaração de missão pessoal, conjugal e familiar

 

O 4º será pensar que existe uma forma de resolver as várias questões em que todos ganham, ou seja não é preciso que o outro perca para eu sair vencedora nas minhas ideias e convicções.

 

O 5º hábito - um dos mais importantes - primeiro compreender para depois ser compreendido e não o contrário como tantas vezes eu imaginei! Regras básicas: escutar - comunicar - dar feedback

 

No 6º hábito chega a criação de sinergias onde basicamente podemos ver que juntos somos mais e melhores, ou seja 1+1 dará muito mais do que 2!

 

E por último e bastante importante é investir na renovação familiar, afinando os vários instrumentos que temos ao nosso dispor para que não fiquem obsoletos, fala essencialmente na renovação física/social/emocional/espiritual/mental criando tradições e momentos de cumplicidade!

 

Uma das dicas fundamentais é o amor incondicional:

  • Escutando com o coração - empatia
  • Partilhando autenticamente pensamentos, aprendizagens e emoções
  • Valorizando com confiança, reconhecimento e respeito
  • Rezando com e pelos elementos da família
  • Sacrificando-se servindo sempre com alegria.

 

Três notas finais:

  1. O conhecimento e a esperança conduzem à estabilidade;
  2. O entusiasmo e a confiança conduzem ao sucesso
  3. O sentido de missão e a visão conduzem à significância

 

 Aquilo que nos impede muitas vezes de progredir passa pela autocomisseração,  pela falta de conhecimento, pelo sentido de inutilidade, pelo tédio e sim, passa também pelo medo!

 

 

 

DSCF5170a.jpg

 

Mesmo estando exposta na nossa lareira, na sala, fui esquecendo o mais importante, de agora em diante farei questão de a ler todos os dias!

 

 

 

 (uma nota final: fazer cada uma destas coisas unicamente não resulta, fazer cada uma destas coisas uma única vez nunca trará resultados... há que persistir dia após dia após dia...)

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Segunda-feira, 08.08.16

Reconstruir

Estamos neste momento a reconstruir a nossa relação familiar, durante algum tempo fomos ignorando aquilo que tínhamos como valores fundamentais aqui em casa, fomos deixando de "olhar" para a nossa declaração de missão.

 

Aos poucos fui descurando muitas das coisas que deveriam sempre estar na tal lista de prioridades... uma grande chatice esta lista e não dei conta de que algo se estava a passar aqui em casa, mesmo debaixo do meu nariz.

 

Não é fácil parar e perceber que de tanto querer fazer bem as coisas, estava realmente cega e só aquilo que eu achava importante é que me interessava... fui egoísta e sim, negligente nalgumas coisas.

 

É tempo de repensar e de me colocar novamente na rota. Não abandonarei os vários projetos, mas terei de abdicar de muitas outras coisas.

 

Quero agradecer a todos os comentários, as mensagens e orações, podem parecer-vos pouca coisa, mas dão-me algum alento para não cair no desânimo total.

 

Deus é bom e deu-me amigos e conhecidos para além deste blogue que me estimam e a quem eu muito estimo também.

 

Terei força e coragem agora, nesta grande tribulação. 

 

E a tempestade um dia acalmará, sei que sim.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quarta-feira, 03.08.16

Aquele post difícil de escrever.

Sim, há sempre o post que é difícil de escrever - provavelmente não escreverei tão cedo aqui no blogue, não queria de todo desaparecer sem deixar rasto, não vamos de férias, mas preciso de fazer uma pausa. - Preciso de me centrar na minha família.

 

Estamos a atravessar uma fase muito difícil, não me alongarei muito sobre isto, manteremos a nossa esperança, a nossa fé e conquistaremos novamente a nossa alegria.

 

Sinto que sim.

 

Quando terminei de ler o livro dos sete hábitos das famílias altamente eficazes percebi que estava bastante errada na forma como me tenho vindo a relacionar com as minhas filhas e com o meu marido, ler por ler não vale nada, por isso decidi mudar. 

 

A mudança não chegou a ser concretizada na hora, espero ainda ir a tempo de emendar as minhas grandes falhas enquanto mãe... sim, pela primeira vez terei de admitir que falhei mais do que acertei, que a forma como tenho feito as coisas não foi a melhor, que tudo isto contribuiu negativamente para a nossa "missão" de família... preciso de me colocar na rota novamente, assim Deus mo permita.

 

Espero voltar em breve, mas quem sabe?

 

Neste momento, tenho uma tarefa mais importante para desempenhar e por isso o blogue ficará em pausa.

 

Até um dia e que Deus vos abençoe.

Olívia

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/2



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisa de temas

Pesquisar no Blog  

calendário

Agosto 2016

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031


Frases nossas

«Mais do que um processo judicial ou burocrático adoptar é amar uma criança e torná-la nossa filha»

Fale connosco através de

olivia.adocao@sapo.pt