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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Sexta-feira, 30.09.16

Aqui.

Ao longo de muitos meses este blogue tem sido alimentado com as nossas histórias, as nossas aventuras e as nossas dificuldades. Foi apelidado de inspirador, mas também de "lamechas", foi casa de portas abertas para quem queria ver como vivemos e como vamos enfrentando as dificuldades do nosso caminho. Quem quis pôde sempre voltar, quem perguntou teve sempre resposta, quem comentou devia ter tido sempre um comentário da minha parte, mas isso nem sempre foi assim. A falta de tempo tornou este espaço um pouco mais vazio, menos constante. 

 

Sim, este deixou de ser um blogue diário. É mesmo muito difícil escrever todos os dias, o meu pedacinho de tempo teve de ser repartido por muitas outras tarefas e quando finalmente disponho de dez minutos estou literalmente a cair para o lado com o cansaço.

 

Houve uma altura em que escrevia para mim mesma, depois começaram as visitas a aumentar, certinhas, sempre o mesmo número e percebi que estava a escrever para mais alguém que não apenas eu. Comecei a "conhecer" algumas das visitas e isso levou-me a escrever de determinada forma, tentando nunca ferir ninguém com aquilo que escrevo, tentando nunca ser fundamentalista e acima de tudo não fazendo lei a nossa forma de vida.

 

Ter um blogue não faz de mim blogger, faz de mim alguém que gosta de escrever e que usa um espaço público, nunca aspirei a ser famosa ou uma pessoa influente. E assim que comecei a ter vinte visitas por dia já me considerava responsável por aquilo que escrevia, pelo testemunho que dava.

 

Ser católica nos dias de hoje é complicado, muitas pessoas têm uma má experiência com a igreja, com a religião. Assumir ser e viver de acordo com os princípios da fé afasta as pessoas. Eu sei que é assim. Basta correr por essa Internet fora em notícias sobre a igreja e é ver um longo rol de comentários completamente ofensivos. 

 

Aqui tentei mostrar uma outra forma de assumir a fé, bem sei que não é pacífico dar-se a cara por um ideal porque estamos sempre a ser julgados. Mesmo assim, merecemos alguns destaques na página dos blogues e até na página do Sapo. Foram de resto uma surpresa e uma prova de tolerância magnífica, que me deixaram muito orgulhosa daquilo que tem vindo a ser a nossa caminhada familiar.

 

 

 Aqui tentei ser genuína em cada texto e aqui deixei um pouco daquilo que sou.

 

Mulher, esposa, mãe, católica e amiga.

 

Obrigada.

 

 

 

 

 

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Assuntos Importantes:

Terça-feira, 27.09.16

Filme da semana

Como já tinha escrito algures por aqui começámos a ver um filme em família aos domingos. Assim, vou registar aqui o nome do filme e o que achámos. Por enquanto estamos a esgotar os que estão disponíveis no Netflix.

 

Neste domingo trocámos o filme por desenhos animados. 

 

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O Gang do Parque é realmente divertido (a julgar pelas gargalhadas que ouvia), eu não consegui acompanhar metade porque estive a dar assistência à Lúcia que se entreteve a organizar a nossa biblioteca. Nunca vi mãos tão rápidas e tanto livro espalhado no chão!!!

 

Voltando aos filmes, na outra semana vimos o filme "Hotel para cães".

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Eu já conhecia e devo dizer que é um excelente filme para toda a família. É um filme que nos toca bem no coração ou as duas personagens principais não fossem dois irmãos órfãos entregues a uma família que apenas os quer pelo dinheiro, no entanto mantêm-se unidos e não deixam o seu amigo de quatro patas... esta é uma história de amizade, de conquista, de imaginação e de muitas gargalhadas acompanhadas de uma lágrima ao canto do olho de vez em quando! 

 

Acho que está na altura de fazer um upgrade e na próxima semana vou comprar pipocas para acompanhar!

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Segunda-feira, 26.09.16

Pergunta #1

Há quanto tempo não dás uma gargalhada a sério?

Daquelas mesmo sentidas, com direito a dor de barriga e lágrimas nos olhos?

 

 

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Sábado, 24.09.16

Honestidade? Liberdade de expressão? Estupidez?

As redes sociais permitem que pessoas (conhecidas e desconheceidas) comentem o que escrevem e o que partilham. São pequenos espaços onde se pode dizer o que nos vai na alma.

 

Mas, sinceramente, se colocassem as pessoas que fazem os comentários cara a cara com as pessoas que escrevem ou postam (?) coisas teriam elas coragem de lhes dizer - na cara - tudo aquilo que escrevem na caixa de comentários?

 

Meu Deus... é em notícias, em artigos sobre animais, em páginas de grupos... em todo o lado! 

 

Afinal qual é o limite? Há coisas que eu nunca vou entender.

A sério.

 

 

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Sexta-feira, 23.09.16

Bom humor

Andei no youtube para ver umas coisas e descobri um vídeo que me deixa com um excelente humor, nem sei explicar porquê, se é da música, do fator "as aparências iludem", se é do fator surpresa, ou se é do conjunto...

 

Hoje resolvi partilhá-lo aqui. Eu gosto de estar de bom humor. Gosto de ver pessoas a sorrir.

 

Bom fim de semana!

 

 

 

 

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Quinta-feira, 22.09.16

Uma semana de aulas - O balanço

Ou antes: o baloiço... umas vezes para cima outras para baixo... 

 

A verdade é que estes primeiros cinco dias de aulas têm sido um grande desafio. Conjugar os horários de toda a gente com as rotinas familiares está a tornar-se muito difícil. Falta de prática, eu sei. Mas mesmo assim, apesar de andar meio "perdida" cinquenta por cento do tempo, na outra metade temos vindo a fazer um grande esforço para que as coisas corram minimamente bem. 

 

A nossa semana é tudo menos uma monotonia, cada dia é bastante diferente! Às segundas, quartas e sextas tenho a Lúcia, mais a Maria a sair às 16.10h e a Margarida com aulas apenas de manhã. Às terças a Lúcia e a Margarida (que tem o dia livre) ficam na minha mãe, a Maria sai às 17.30 porque agora no terceiro ano há inglês no currículo, mas não entra nas horas normais... à quinta a Margarida tem o dia cheio e a Maria sai mais tarde por causa do tal inglês.. ah e a Lúcia fica na avó! A juntar a isto há sempre umas idas à escola para tratar de coisas que são importantes. Sem esquecer que eu e o pai trabalhamos fora de casa.

 

A parte mais complicada é sem dúvida as idas ao médico (temos as consultas da Lúcia no hospital por causa dos problemas do nascimento - ainda não teve alta - e as da Margarida que teve uns contratempos de saúde no verão). Depois de uma época de férias em que as consultas foram adiadas para setembro, estas têm vindo a ser adiadas novamente. Pegar numa agenda e fazer um malabarismo tremendo para encaixar tudo, facilmente se torna numa tarefa ingrata quando num telefonema de segundos me voltam a trocar as voltas. 

 

Não vou armar-me em boa e dizer que consigo fazer isto de olhos fechados porque não é verdade, ainda ontem depois de ter finalmente encontrado forma de "arrumar" as várias tarefas e idas ao médico recebo um desses telefonemas e vai tudo por água a baixo, só me apeteceu gritar!

 

"Ah... querem ter muitos filhos, olha arranjem-se!"

 

Esta pérola ouvi eu - não sabendo a pessoa quantos filhos temos - e é a verdade, queres ter muitos filhos? Prepara-te! E aprende com a vida sem desanimar. E sem baixar os braços.

 

Por isso acabei de "negociar" com o hospital o horário da consulta de amanhã... a ver se consigo que a Margarida seja a última, assim já podia levar a Lúcia e ir buscar a Maria à escola, a minha mãe ao trabalho e deixá-las em casa, a alternativa é ir tudo para casa à hora do almoço... vamos ver no que dá! 

 

Ora então para concluir este meu balanço: ainda não consegui ter uma rotina minimamente aceitável, o pai tem tido trabalhos cá e lá, as filhas estão a chegar a horas, levam os lanches, levam roupa lavada e passada vestida, têm quem as vá levar e buscar, os trabalhos de casa também vão feitos, saímos daqui às sete, estamos a jantar heroicamente às oito da noite, vão deitar às nove e pouco, a casa está mais ou menos apresentável, o cesto da roupa continua a ganhar recordes dignos do Guinness Book...

 

Ah, e muito importante: eu ainda não me fui a baixo!

 

 

 

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 Agenda Aqui (dá para qualquer ano, a minha estava arrumada... comecei a usar agora em setembro)

 

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Segunda-feira, 19.09.16

A dois

Já não me recordo da última vez que tínhamos feito um programa a dois. Sem ser de trabalho, claro. Mas, neste domingo resolvemos sair para ir namorar e ir ao cinema. E assim foi, com as três manas entregues aos avós saímos por volta do almoço em direção a Lisboa onde almoçámos calmamente. A sensação de sair do carro sem a mochila das tralhas da Lúcia, o silêncio toda a viagem tirando a nossa conversa animada, o facto de ter calçado uns sapatos com um bocado de salto e poder andar para lá e para cá de mão dada com o meu marido sem a preocupação dos filhos foi de facto impressionante!

 

Eu nã sou adepta das marcações obrigatórias de uma saída a dois de x em x tempo, passar algum tempo a dois é mais do que uma obrigação... quando nos começamos a distanciar é bom que um ou os dois se manifestem no sentido de passar algum tempo juntos. E foi o que aconteceu.

 

Desde o último retiro das Famílias de Caná que nos apercebemos o quanto temos passado pouco tempo só os dois enquanto casal... desde então tenho tirado um pouco do meu dia - aos fins de semana - para vermos um filme juntos ou um episódio daqueles programas de remodelações de casas que ambos gostamos.

 

Ora desta vez fomos almoçar a um daqueles espaços no Colombo onde fazem grelhados, que eu não sou de comidas gourmet e essas coisas, gosto de comer bem e uns grelhados são sempre uma boa escolha.

 

Depois tivemos de escolher o filme, apesar de serem imensas salas não havia muita coisa que me apetecesse ver, mas eu até nem sou muito esquisita e ambos sugerimos o mesmo filme, e ainda bem que o escolhemos.

 

Fomos então ver o filme "Sully" - milagre no rio Hudson.

 

 

Digam o que disserem eu adorei o filme. Mesmo sabendo o fim da história, o filme prendeu-me em cada minuto, a comoção tomou conta de mim várias vezes ao longo das várias cenas marcantes, como telefonemas, pensamentos, diálogos entre o casal. Só o facto de ser uma história verídica já era suficiente para eu ter gostado, mas juntando o extra de saber que mais uma vez tentaram denegrir a imagem de uma pessoa a fim de prevalecerem os interesses das "grandes empresas" e foram mal sucedidos foi a cereja no topo do bolo.

 

Este filme conta acima de tudo o que sentem e vivem as pessoas envolvidas numa aterragem forçada de um avião no meio de um rio. Pessoas essas que sobrevivem, que ainda hoje - nove anos depois - escrevem postais de agradecimento ao piloto "Sully".

 

Eu gosto de finais felizes, a sério que sim.

 

Gostei do filme, gostei da nossa tarde a dois, gostei do fim do dia em família.

E agora, bem vinda semana de trabalho e de escola!

 

 

 

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Sábado, 17.09.16

Acordei com isto na cabeça...

... porque às vezes é preciso deixar o passado, agarrar o presente e lutar pelo futuro!

 

 

 

Sim, eu gosto desta banda... influências do marido.

Quem diria!!!

 

 

Bom fim de semana

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por Olívia às 11:19

Sexta-feira, 16.09.16

Miniaturas do Lidl

Bolas, as aulas começaram ontem e já andam outra vez a inventar modas lá na primária... agora são umas miniaturas. Que coisa... vão-se safando os que têm muita gente a ir ao dito supermercado, que 15€ uma coisita daquelas até dói!

 

 

Já nem vou falar no anuncio... para não dizerem que tenho mau feitio...

 

 

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por Olívia às 13:04

Quinta-feira, 15.09.16

E assim começa mais um ano letivo

Hoje, as minhas duas filhas mais velhas iniciaram o ano letivo 2016-2017. Mais um recomeço, mais uma fase que se inicia. Novas rotinas estão a ser desenhadas e espero que os próximos dias sejam como o de hoje. Sem pressas. Sem correrias. Sem nervos. Sem atrapalhações. Com vontade. Com entusiasmo. 

 

Por um lado a Maria estava eufórica pois ontem, na reunião encontrou as suas colegas e sabia desde logo que hoje o recreio iria ser preenchido com muita, muita brincadeira. A professora é a mesma. A escola também.

 

Por outro lado a Margarida estava bastante apreensiva com a nova turma, ela que entra numa turma de 9º ano a fim de fazer as disciplinas da segunda fase sabe que a turma vem em conjunto do 7º e 8º pelo que as amizades já estão vincadas. Mais uma vez ela é a nova aluna numa escola que já conhece bem, no entanto terá as suas amigas do ano passado bem perto nos intervalos o que é muito bom. Ontem recebemos uma grande graça: a diretora de turma é a mesma que ela tinha tido no 7º e na primeira fase do 8º ano, conhece a sua história, já trabalhámos em conjunto o que é uma enorme ajuda. Apenas foi preciso alguns minutos de conversa para que ficasse a par dos últimos acontecimentos. 

 

Este ano as duas irmãs regressam também à catequese na comunidade aqui da cidade, uma vez que já me reorganizei não há necessidade de deixar passar mais um ano, continuaremos as nossas catequeses familiares aqui em casa, mas elas poderão também conviver e crescer juntamente com os seus pares.

 

Ontem à noite, ao ligar o computador para ouvir os "nossos cânticos" no site das FC (como também já tinha feito no dia anterior) enquanto trabalhava mais um pouco na separação do material escolar, que vergonhosamente deixei para o último dia, pensava no quanto estes dias são difíceis para os jovens e crianças que não têm plena confiança e si próprios, para os que não têm o apoio de ambos os pais, para os que não podem exibir o material da infindável lista por não terem condições de o comprar... recordava os meus primeiros dias de aulas, receosa e cheia de dores de barriga... pensava na pressão que muitos alunos sentem nesta véspera em vez do incentivo que era suposto.

 

Decidi que quero ser a mãe que prepara os lanches com ternura e relembra dia após dia para não se esquecerem dos óculos, do cartão da escola e beber água durante o dia... decidi que não serei a mãe que só sabe criticar e exigir... decidi que quero estar cada vez mais atenta e participar cada vez mais no processo de estudo de todas as minhas filhas, decidi que não importa a idade de cada uma, ambas merecem a mesma atenção, cuidado e dedicação.

 

Hoje levantei-me mais cedo, preparei os pequenos almoços e os lanches, preparei as mochilas e os sacos de material, os livros ainda sem terem sido forrados, porque ontem cedi ao cansaço de um dia de reuniões e de compra de boa parte do material, não importa. O essencial não faltou, uma palavra de coragem, de alento e a nossa oração da manhã, feita no carro a caminho da escola, uma oração muito simples que repetimos todas as manhãs, oferecemos o nosso dia e o nosso esforço, pedimos a interseção dos nossos santos padroeiros e consagramo-nos à Mãe de Caná (sendo esta a sexta bilha, e a forma simples como a conseguimos viver no dia a dia)

 

Prontas para mais um dia, gostava apenas de partilhar a frase que ficou ontem no último slide do power point do 3º ano e que não esqueci:

 

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Um bom ano para todos!

 

 

 

 

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Quarta-feira, 14.09.16

A realidade

Expetativa: Amanhã (segunda feira passada) começo finalmente a fechar a loja às 19 horas, levo uma pizza do supermercado, ponho a piza no forno enquanto trato da Lúcia e comemos com sopa. 

 

Realidade: Esqueci-me de trazer jantar para a Lúcia que come antes das sete. Dei-lhe um suissinho e bolacha para entreter, já não consegui passar no supermercado, não tinha nada para o jantar descongelado. Mal cheguei dei a sopa à Lúcia, depois fui fazer uns bifes meio congelados e massa enquanto a Lúcia chorava agarrada às minhas pernas praticamente debaixo do fogão, eu quase a colapsar cheia de fome que me esqueci de lanchar. A Margarida toma banho, depois a Maria, põe a mesa, a Lúcia não acalma, o pai não chega (foi ver um trabalho), quase grito cheia de nervos, respondo meio torto a uma filha, depois à outra. Vamos comer, a Lúcia sentada à mesa a comer banana em pedaços com a mão, silêncio. Rezamos, acalmamos, comemos e conversamos. Tudo começa a acalmar, eu começo a acalmar e a sorrir um pouco. No final fazemos a oração da noite e seguimos com as tarefas. 

 

A vida é muito mais do que duas linhas de expetativas. A vida é a realidade que nos é colocada à frente para vivermos. Com choros, birras, contratempos, atrapalhações. Não há nada mais sagrado do que esta vida que temos agora para viver. No meio do meu desespero, naqueles vinte e cinco minutos que pareceram horas só uma coisa me fez aguentar, ali, mesmo quase no limite das minhas forças fechei os olhos e confiante disse: Nós, Jesus vamos fazer isto

 

Claro que não é uma fórmula mágica, é uma súplica, um apoio. É saber que mesmo naqueles momentos - e em especial nesses momentos - não estamos sós.

 

Depois desta pequena aventura de segunda feira decidi que depois de deitar as minhas filhas iria adiantar o jantar do dia seguinte para que quando chegasse a casa não andasse feita barata tonta desesperada. E assim tem sido. Ontem já correu melhor.

 

Hoje veremos.

 

 

 (Este é apenas uma das muitas vezes em que na realidade vivo a 1ª bilha)

 

 

 

 

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Terça-feira, 13.09.16

Momentos de cumplicidade

Numa família não faltam momentos de cumplicidade, são olhares trocados, meias palavras, sorrisos inesperados, piadas que mais ninguém entende... são assim frações de segundo em que, nos encontramos unidos. Quanto mais a nossa família se for "separando" ao longo do dia, menos momentos destes temos.

 

Estamos a recomeçar mais um ano letivo, a exigência dos horários escolares não deixará muito espaço para que a família - toda - se junte ao longo do dia. Não quer isto dizer que agora vai ser uma tragédia e que a beleza da flexibilidade das férias desapareça, mas a verdade é que os dias vão começar a ser menos quentes, o sol vai andar menos tempo a iluminar-nos e as tarefas vão ser muitas mais.

 

É aqui que tem de entrar a criatividade. A rotina tem de ter espaço para coisas imprevistas, para brincadeiras, para unir a família, mesmo que sejam poucos momentos, que estes momentos sejam significativos.

 

Um dos momentos em que juntamos a família toda na mesma divisão é a hora do jantar. Teremos de a adaptar para que consigamos sentar-nos todos à mesma hora em volta da mesa. Ainda não sei bem como, mas havemos de o conseguir. Depois do jantar, sendo a Lúcia pequenina e que ainda precisa que lhe dê banho e o leitinho da noite, temos ainda de adaptar um outro grande momento: a oração familiar.

 

Talvez não seja muito longa, talvez não seja sempre organizada e perfeita, mas é preciso que aconteça. Nos últimos tempos temos feito a oração logo depois do jantar, muitas vezes ainda com a mesa cheia de pratos e copos, descobrimos que é bem mais fácil porque já estamos todos juntos. Além disso como entretanto mudámos o nossa canto de oração para junto da mesa, conseguimos assim juntar estes dois momentos. A refeição e a oração. 

 

Durante a refeição vamos conversando, combinado coisas para o dia seguinte e logo depois começamos com uma canção fácil e que todos sabemos - até a Lúcia começa logo a bater palmas - e iniciamos assim a oração, uma oração muito simples, mas sentida.

 

Claro que no final é um corre-corre, uns arrumam a cozinha, há a Lúcia para tratar, mais as mochilas da escola, os lanches, as refeições do dia seguinte... e convém dizer que não há formulas mágicas e fixas (esta é para mim), cada dia é um dia, havemos de adaptar a nossa vida às situações específicas de cada momento, mas o essencial está lá. E não, não temos tempo para tudo, por isso temos de fazer escolhas, e viver com elas!

 

Esta é a nossa forma de viver a 4ª bilha - a oração familiar. Se precisa de ser melhorada? Sim. Mas, com pequenos passos vamos seguindo caminho!

 

 

 

 

 

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Segunda-feira, 12.09.16

Pequenos passos

No sábado estivemos em retiro. Foi um retiro diferente, talvez o mais importante de todos em que estivemos presentes. Durante todo o dia tentei absorver o máximo em especial do ensinamento do senhor bispo, e mais do que isso, da conversa sobre o movimento famílias de Caná.

 

Durante o pequeno debate pudemos colocar as nossas questões e dar a nossa humilde opinião sobre cada um dos vários aspetos. E um deles sobressaiu de forma quase espontânea. A "obrigatoriedade" do cumprimento das seis bilhas. De facto para uma família que sempre viveu com a maioria destas premissas é bem mais fácil. Para quem, como eu, passou do nada ao tudo é de facto uma caminhada exigente. Se juntarmos a isto a vivência de aldeia, torna-se ainda mais exigente.

 

Caminhadas exigentes são boas, porque nos obrigam a superarmo-nos em cada passo, mas se forem demasiado exigentes caímos no risco de perder tudo. 

 

Disse o senhor bispo e muito bem, que a família é a segunda coisa mais importante nas FC, sendo que Deus é a primeira. Ora, no meio de tudo aquilo a que me proponho fazer, em que lugar coloco então as duas coisas mais importantes? Será, que tal como os fariseus também eu me preocupo em cumprir as normas e deixo de lado o amor? Será que estou a regredir 2.000 anos? Começámos a casa pelo telhado e isso não pode acontecer, porque as seis bilhas são o caminho, não são a meta... Ah... como não percebi isso antes?

 

Que tempo dedico eu à minha família, e não contam todas as obrigações de fazer comidas e limpezas... tempo, tempo para brincadeiras, tempo para jogos, conversas? E o meu marido? O meu melhor amigo, quando tempo passamos realmente juntos? Como um só? Será que palavras como "tempo de casal" e "tempo de família" estão a ser substituídos por "tempo pessoal" e "caminhada pessoal"? Parece-me que eu em primeiro lugar está a tornar-se demasiado evidente... e isso troca as prioridades! 

 

Setembro é um excelente mês para nos reorganizarmos. Para nos focarmos novamente no mais importante, para nos redescobrirmos enquanto pessoas individuais, enquanto casal e enquanto família. Só uma família coesa, forte, amada pode fazer espelhar o rosto de Deus, só uma mãe feliz, atenta, compassiva, solidária e acima de tudo amiga pode representar a Mãe.

 

Quando a nossa vivência familiar se aproximar mais e mais de Deus, as seis bilhas não serão uma imposição, serão sim gestos de amor!

 

Não vou voltar a dizer que falhei muito, porque isso era olhar para o passado e ficar presa nele. Só posso dizer que estou pronta a recomeçar, a "olhar com olhos de ver", porque aquilo que todos procuramos, não está num pote de ouro no fim do arco íris, está na nossa casa, no nosso coração.

 

 

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Sexta-feira, 09.09.16

"Verde Cristal"

Ora então, antes de mais os devidos agradecimentos ao Sapo Blogs pelo destaque no dia 8, com a nossa aventura nas pinturas. A cor do destaque faz um excelente "pandant" com o tal verde cristal!

 

 

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Só para que conste, assim que contornámos a curva da estrada que leva a nossa casa e avistámos a nova cor, ouviu-se um coro de vozes no carro com um ""Óóóóóó... tããããoooo liiiindoooo"Até a Lúcia deu o ar da sua graça com uns guinchos!

 

É verdade, todas gostámos da cor e fizemos questão de dizer isso ao pai mal saímos do carro!

 

A foto é uma questão de tempo, mas não há de tardar!

 

 

 

 

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Sexta-feira, 09.09.16

As seis bilhas e o medo de (não) avançar

Fazer parte do movimento Famílias de Caná é uma forma de caminhar dentro da igreja católica com a particularidade da caminhada ser feita em família, pelo que cativar a família e encorajá-la a viver desta forma é um grande passo!

 

Cá em casa, o começo foi confuso e atribulado. Vivíamos uma fé estagnada e muito centrada no cumprimento das normas corretas. Nem sempre caminhávamos juntos. Às vezes acho que nem caminhávamos, estávamos quase, quase parados. E, bem vistas as coisas dá-me a sensação de que às vezes andamos para trás em vez de andar em frente, mas lá está: não podemos desistir!

 

Parece-me então que o primeiro passo é mesmo o querer. Se quisermos muito, muito avançar, não importa o quão devagar vamos, importa sim o esforço que fazemos para que isso aconteça. Quando comecei por ler o testemunho da família Power pensava "Ah... eu gostava tanto de ser assim... de viver assim", depois, quanto mais lia e conhecia mais triste ficava porque a realidade é que "nós nunca seremos como eles". Não sabemos cantar, nem tocar instrumentos, não temos o dom da palavra... não temos... não somos... não fazemos... Oh... e agora?

 

E graças ao facto de conseguirmos admitir isto, pudemos enfim avançar.

 

 

1º Nós não precisamos de ser como A ou B!

2º Nós somos únicos, temos os nossos dons, temos as nossas particularidades. A nossa família é única, tal como qualquer outra.

3º Basta sabermos para onde queremos ir, basta que nos indiquem o caminho, que a forma de lá chegar nós arranjamos... cada qual com a sua bagagem , cada qual com o seu veículo ou a pé, cada qual com a família que tem e com o combustível que conseguir arranjar!

 

Ao longo dos próximos dias hei de escrever aqui um bocado sobre como procuramos viver cada uma das seis bilhas e sobre como vencemos o desânimo quando parece que estamos a falhar...

 

Para recordar as seis bilhas são:

 

1. Comunhão

2. Palavra de Deus

3. Vida sacramental

4. Oração familiar

5. Serviço

6. Consagração a Nossa Senhora

 

(Eu não gosto de as numerar, mas terei de o fazer para ser mais fácil falar delas.)

 

 

Coragem, o caminho é longo, mas o destino vale muito a pena!

 

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por Olívia às 06:45

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