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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Todos os anos é a mesma coisa

Bruxas e bruxedos (sem ofensas Mimi), fantasmas e monstros. E todos os anos tenho de ser a mãe chata que não gosta que as filhas brinquem às bruxas... Mas também o que é que eu quero? Se o mundo oferece sempre melhores alternativas do que a família, as minhas filhas tendem a ser do mundo...

 

Pois bem, este ano vamos dar início a uma nova tradição.

 

Vamos festejar a véspera de Todos os Santos e o dia claro! Vou aproveitar a sugestão que vi em dois blogues católicos e as meninas serão princesas e rainhas (o que se pode esperar de filhas de Deus senão isto?) e serão também uma Santa inspiradora. As escolhas são:

 

Margarida: Merida convertida em Rainha Margarida da Escócia (sua padroeira)

 

 

Merida-Margaret.jpg

 

Maria: Rapunzel convertida em Santa Bárbara

Martyrdom-002.jpg

 

Lúcia: A Bela convertida em Rainha Santa Isabel

 

 

bela isabel.png

 

Andei no Pinterest (aquilo é um mundo, obrigada Marisa por me explicares como funciona) e já reuni algumas ideias, este ano vamos fazer tudo muito simples, que andamos também a preparar uma outra grande festa... mas teremos um serão bem recheado de histórias - já que a ideia é conhecer melhor a história destas Santas - e no dia 1 além de irmos à missa, faremos uma festa de chá, com jogos e muitos doces!

 

Deixo a ementa e mais algumas coisas que fiz para a ocasião:

Ementa.docx

Atividades todos os santos.pdf

SaintBingoCallCards.pdf

 

 

 

 Amanhã ou depois mostro fotos!!!

 

20161030_182927.jpg

 

 (Coroas - check)

 

"Cada coisa tem o seu tempo próprio"

Pois bem, qualquer pessoa com asma, diabetes, hipertensão e esse género de doenças tem um certo apoio por parte de terceiros. 

 

Mas, o que acontece quando as doenças são do foro psíquico? Oh... isso já é outra conversa... e disso nem se pode falar. Parece-me que existe muito preconceito à volta das doenças mentais. Quem as tem, não gosta de admitir, ou tem vergonha, quem não tem consegue mandar umas valentes farpas e insinuar que "isso são frescuras de gente tonta".

 

Ter familiares que lidam com este tipo de doenças não é fácil, aliás, dói sempre mais quando são os "nossos". Temos sempre esperança que passe depressa, que o diagnóstico esteja errado. Então se depois do nome da doença estiver a palavra "crónico" é caso para ficar completamente em pânico!

 

Nada, nem ninguém nos prepara para enfrentar este tipo de doenças. Nada, nem ninguém sabe o que se sente - a não ser que já tenha passado por isto. Quem está de fora a dar apoio sofre. Sofre por não poder fazer mais nada a não ser o que sempre fez. 

 

Eu sei que este é dos textos mais confusos que já escrevi... mas estas são as palavras que se têm apoderado da minha cabeça nos últimos tempos. Queria escrever mais, muito mais sobre isto, mas não o posso fazer aqui. É preciso proteger alguém, alguém que me é muito querido.

 

Por mais que eu queira que as coisas sejam diferentes, o importante não é o "ter saúde" como toda a gente gosta de acrescentar quando sabe que eu tenho três meninas, o importante é quando não há saúde saber lidar com isso da melhor forma, encarar isso como uma fase da vida e não como um castigo ou uma maldição. Na vida há um tempo para tudo... e eu sei exatamente em que "tempo" estou agora!

 

Neste mundo, tudo tem a sua hora; cada coisa tem o seu tempo próprio.
Há o tempo de nascer e o tempo de morrer;
o tempo de plantar e o tempo de arrancar;
o tempo de matar e o tempo de curar;
o tempo de destruir e o tempo de construir;
o tempo de chorar e o tempo de rir;
o tempo de estar de luto e o tempo de dançar;
o tempo de atirar pedras e o tempo de as juntar;
o tempo de se abraçar e o tempo de se afastar;
o tempo de procurar e o tempo de perder;
o tempo de guardar e o tempo de deitar fora;
o tempo de rasgar e o tempo de coser;
o tempo de calar e o tempo de falar;
o tempo de amar e o tempo de odiar;
o tempo de guerra e o tempo de paz.
 
(Eclesiastes 3, 1-8)
 
Nt: Eu não sei muitos versículos de cor, mas há sempre um ou outro que trago comigo... este é sem dúvida reconfortante.
 

DSCF1739.JPG

 

 
 
 
 Agradeço aqui a quem me enviou o link para este artigo do Observador. 

Coisas pequeninas

No final do ano letivo passado, aqui a mãe prometeu a si mesma que teria de optar por outras soluções relativamente aos lanches que as miúdas levam para a escola. Sim, falar é fácil, mas é muito mais rápido mandar um pacote de bolachas do que arranjar uma sandes.

 

Aqui as sandes eram feitas de pão de forma (daquele sem côdea), mas a meio do ano já elas andavam enjoadas, depois havia a variante pequenos croissants (provavelmente cheios de gordura), mas que se vendem aos pacotes e duram muitos dias sem se estragarem.

 

Pois bem, este ano decidi que as sandes iriam ser de pão. Pão a sério, daquele feito no forno, daquele que não é pré feito e colocado nos fornos dos hiper mercados. Para isso só tinha de conseguir levantar-me mais cedo, deixar as meninas ainda a dormir e ir à padaria que ainda fica longe de casa, podia ir de carro, mas mesmo assim ainda demorava dez/quinze minutos.

 

E eu não consegui acordar ainda mais cedo do que as 6.40h. Uma coisa aborrecida é ter de regressar ao pão de véspera, já meio seco... 

 

Ora, estava eu a tirar o carro da garagem logo cedo quando vejo a carrinha branca parar na vizinha do lado, vejo sair o senhor e logo o vejo entrar novamente. Eu costumava ver esta "cena" quase todos os dias.

Naquele dia, quando dei por mim estava já perto do senhor e perguntei se ele vendia pão.

Sim, vendia. Eu nem queria acreditar!

 

Tanto tempo a lutar para encontrar uma forma de ter pão fresco e num dia aparece-me a solução ali, mesmo à porta! Desde então perto das sete coloco um saco com a quantidade de pão e o dinheiro (sim é arriscado, mas estamos numa aldeia e o senhor passa sempre perto dessa hora). Abro a janela da sala e dali a pouco, sem eu dar por isso tenho pão à minha espera.

 

Ando tantas vezes a "empurrar" situações bem mais complicadas do que esta, sem saber o que fazer, sem conseguir ver e agir da melhor forma... perco tanto tempo "anestesiada" com grandes dilemas... Se eu me fosse (ao menos) concentrando nas pequenas coisas que dependem de mim, resolvendo coisas pequeninas como esta, mas que me facilitam tanto a vida em vez de me preocupar com coisas que não tenho mesmo como mudar... ah era melhor do que este pão caseiro com manteiga e uma caneca de café!!!!

 

 

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