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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Segunda-feira, 31.10.16

Todos os anos é a mesma coisa

Bruxas e bruxedos (sem ofensas Mimi), fantasmas e monstros. E todos os anos tenho de ser a mãe chata que não gosta que as filhas brinquem às bruxas... Mas também o que é que eu quero? Se o mundo oferece sempre melhores alternativas do que a família, as minhas filhas tendem a ser do mundo...

 

Pois bem, este ano vamos dar início a uma nova tradição.

 

Vamos festejar a véspera de Todos os Santos e o dia claro! Vou aproveitar a sugestão que vi em dois blogues católicos e as meninas serão princesas e rainhas (o que se pode esperar de filhas de Deus senão isto?) e serão também uma Santa inspiradora. As escolhas são:

 

Margarida: Merida convertida em Rainha Margarida da Escócia (sua padroeira)

 

 

Merida-Margaret.jpg

 

Maria: Rapunzel convertida em Santa Bárbara

Martyrdom-002.jpg

 

Lúcia: A Bela convertida em Rainha Santa Isabel

 

 

bela isabel.png

 

Andei no Pinterest (aquilo é um mundo, obrigada Marisa por me explicares como funciona) e já reuni algumas ideias, este ano vamos fazer tudo muito simples, que andamos também a preparar uma outra grande festa... mas teremos um serão bem recheado de histórias - já que a ideia é conhecer melhor a história destas Santas - e no dia 1 além de irmos à missa, faremos uma festa de chá, com jogos e muitos doces!

 

Deixo a ementa e mais algumas coisas que fiz para a ocasião:

Ementa.docx

Atividades todos os santos.pdf

SaintBingoCallCards.pdf

 

 

 

 Amanhã ou depois mostro fotos!!!

 

20161030_182927.jpg

 

 (Coroas - check)

 

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Quinta-feira, 27.10.16

"Cada coisa tem o seu tempo próprio"

Pois bem, qualquer pessoa com asma, diabetes, hipertensão e esse género de doenças tem um certo apoio por parte de terceiros. 

 

Mas, o que acontece quando as doenças são do foro psíquico? Oh... isso já é outra conversa... e disso nem se pode falar. Parece-me que existe muito preconceito à volta das doenças mentais. Quem as tem, não gosta de admitir, ou tem vergonha, quem não tem consegue mandar umas valentes farpas e insinuar que "isso são frescuras de gente tonta".

 

Ter familiares que lidam com este tipo de doenças não é fácil, aliás, dói sempre mais quando são os "nossos". Temos sempre esperança que passe depressa, que o diagnóstico esteja errado. Então se depois do nome da doença estiver a palavra "crónico" é caso para ficar completamente em pânico!

 

Nada, nem ninguém nos prepara para enfrentar este tipo de doenças. Nada, nem ninguém sabe o que se sente - a não ser que já tenha passado por isto. Quem está de fora a dar apoio sofre. Sofre por não poder fazer mais nada a não ser o que sempre fez. 

 

Eu sei que este é dos textos mais confusos que já escrevi... mas estas são as palavras que se têm apoderado da minha cabeça nos últimos tempos. Queria escrever mais, muito mais sobre isto, mas não o posso fazer aqui. É preciso proteger alguém, alguém que me é muito querido.

 

Por mais que eu queira que as coisas sejam diferentes, o importante não é o "ter saúde" como toda a gente gosta de acrescentar quando sabe que eu tenho três meninas, o importante é quando não há saúde saber lidar com isso da melhor forma, encarar isso como uma fase da vida e não como um castigo ou uma maldição. Na vida há um tempo para tudo... e eu sei exatamente em que "tempo" estou agora!

 

Neste mundo, tudo tem a sua hora; cada coisa tem o seu tempo próprio.
Há o tempo de nascer e o tempo de morrer;
o tempo de plantar e o tempo de arrancar;
o tempo de matar e o tempo de curar;
o tempo de destruir e o tempo de construir;
o tempo de chorar e o tempo de rir;
o tempo de estar de luto e o tempo de dançar;
o tempo de atirar pedras e o tempo de as juntar;
o tempo de se abraçar e o tempo de se afastar;
o tempo de procurar e o tempo de perder;
o tempo de guardar e o tempo de deitar fora;
o tempo de rasgar e o tempo de coser;
o tempo de calar e o tempo de falar;
o tempo de amar e o tempo de odiar;
o tempo de guerra e o tempo de paz.
 
(Eclesiastes 3, 1-8)
 
Nt: Eu não sei muitos versículos de cor, mas há sempre um ou outro que trago comigo... este é sem dúvida reconfortante.
 

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 Agradeço aqui a quem me enviou o link para este artigo do Observador. 

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Quarta-feira, 26.10.16

A semana das consultas

É uma canseira...

 

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Voto em breve!

 

 

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Terça-feira, 25.10.16

Lembrete

Faltam 2 meses para o Natal.

 

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Segunda-feira, 24.10.16

Coisas pequeninas

No final do ano letivo passado, aqui a mãe prometeu a si mesma que teria de optar por outras soluções relativamente aos lanches que as miúdas levam para a escola. Sim, falar é fácil, mas é muito mais rápido mandar um pacote de bolachas do que arranjar uma sandes.

 

Aqui as sandes eram feitas de pão de forma (daquele sem côdea), mas a meio do ano já elas andavam enjoadas, depois havia a variante pequenos croissants (provavelmente cheios de gordura), mas que se vendem aos pacotes e duram muitos dias sem se estragarem.

 

Pois bem, este ano decidi que as sandes iriam ser de pão. Pão a sério, daquele feito no forno, daquele que não é pré feito e colocado nos fornos dos hiper mercados. Para isso só tinha de conseguir levantar-me mais cedo, deixar as meninas ainda a dormir e ir à padaria que ainda fica longe de casa, podia ir de carro, mas mesmo assim ainda demorava dez/quinze minutos.

 

E eu não consegui acordar ainda mais cedo do que as 6.40h. Uma coisa aborrecida é ter de regressar ao pão de véspera, já meio seco... 

 

Ora, estava eu a tirar o carro da garagem logo cedo quando vejo a carrinha branca parar na vizinha do lado, vejo sair o senhor e logo o vejo entrar novamente. Eu costumava ver esta "cena" quase todos os dias.

Naquele dia, quando dei por mim estava já perto do senhor e perguntei se ele vendia pão.

Sim, vendia. Eu nem queria acreditar!

 

Tanto tempo a lutar para encontrar uma forma de ter pão fresco e num dia aparece-me a solução ali, mesmo à porta! Desde então perto das sete coloco um saco com a quantidade de pão e o dinheiro (sim é arriscado, mas estamos numa aldeia e o senhor passa sempre perto dessa hora). Abro a janela da sala e dali a pouco, sem eu dar por isso tenho pão à minha espera.

 

Ando tantas vezes a "empurrar" situações bem mais complicadas do que esta, sem saber o que fazer, sem conseguir ver e agir da melhor forma... perco tanto tempo "anestesiada" com grandes dilemas... Se eu me fosse (ao menos) concentrando nas pequenas coisas que dependem de mim, resolvendo coisas pequeninas como esta, mas que me facilitam tanto a vida em vez de me preocupar com coisas que não tenho mesmo como mudar... ah era melhor do que este pão caseiro com manteiga e uma caneca de café!!!!

 

 

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Sexta-feira, 21.10.16

Primeiros Passos

Ontem.

Dia 20 de Outubro.

 

Sim, sou dessas mães.

 

E gosto.

 

Muito.

 

 

 

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Quinta-feira, 20.10.16

A volta ao mundo

"

...

- Planeámos dia após dia todas as viagens que faríamos assim que nos reformássemos. Quer dizer, as viagens não. A viagem, seria uma viagem contínua. Todos os dias reuníamos informação de coisas que gostávamos de ver e sítios a quem tínhamos mesmo de ir, poupámos dinheiro para isto e o valor das reformas ia ser bem acima da média.

 

Faltava pouco para a minha reforma, com tantos anos de casa e a começar tão jovens íamos reformar-nos antes dos sessenta, estava tudo tratado. 

 

Parecíamos dois jovens, nem queríamos acreditar que finalmente o nosso sonho ia ser realizado, só nós, a viajar... de mãos dadas... o meu marido reformou-se primeiro, depois passado uns meses reformei-me eu. Os filhos já encaminhados, cada qual na sua vida... 

 

E, uns meses depois de eu ficar em casa... foi tudo muito rápido.

 

A ida ao médico, os exames, a notícia, ficámos sem chão. Os tratamentos e ... o fim.

 

Como é possível? Como é possível que ele tenha morrido? E eu? E os nossos sonhos?

 

E agora? O que vai ser de mim? Porquê?

 

Só lhe digo uma coisa: nunca deixe dar um passeio com o seu marido, nem que seja ir ali à esquina comer um gelado. Não vale a pena deixar para depois, se pode nunca haver um depois. Se ele a convidar, vá. Deixe a loiça na mesa, a roupa a molhar-se à chuva, mas vá."

 

---

Sim, este testemunho é verdadeiro, foi-me contado por uma bonita senhora vestida com umas calças pretas e uma blusa branca com bolinhas pretas, com um laço no decote, trazia óculos escuros que fez questão de colocar ao sair da loja, para esconder as lágrimas que não conseguiu conter. 

 

As lições tire cada qual a sua, eu tirei a minha.

 

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Quinta-feira, 20.10.16

Então Olívia conta lá...

... essa pausa no fim de setembro como correu?

 

 Correu bem já que as semanas antes foram uma desgraça!

 

E sim, por aqui o outono também traz destas coisas, muitos problemas, uns mais graves do que outros, muitas ideias, carradas de projetos, uma vontade louca de querer fazer muita coisa e um cansaço extremo que me deixou de rastos. Aquela sensação de que nada corre bem, de que sou uma coitadinha e tudo lá fora é feio, escuro, triste e muito mau apoderou-se da minha cabeça!

 

Afastei-me das coisas mais importantes (e das menos importantes) e comecei a atingir aquele estado em que nada anima, nada de nada! Sim, nem mesmo um chocolate ou uma fatia daquela pizza muito boa lá do Lidl (oh sim, agora vamos muito lá), enfim andei aqui numa espécie de urso hibernado.

 

Aos poucos fui lutando contra este desanimo, as vitaminas estão a ajudar, comecei a andar menos na Internet e peguei num livro (o mesmo que leio todos os anos): eu gosto dele, gosto muito. Depois desse seguiu-se um dos poucos que tinha ainda por ler. E surpresa das surpresas fiquei rendida!

 

Assim, comecei a abrir os olhos e a ver (com o coração) que por mais sombria que possa parecer a nossa vida, há sempre esperança. Passei a olhar mais para o que é positivo e a registá-lo num bloco, tentei evitar ver logo o lado pior das coisas. Aceitei com humildade aquilo que nunca poderei mudar. Retirei de dentro do peito a raiva e a angústia por não fazer mais e melhor. Retomei alguns dos meus projetos e arrumei outros bem arrumadinhos até um dia lhes pegar.

 

Decidi que de agora em diante vou adotar o lema: "escreve para ti e por ti" independentemente de quem está a ler do outro lado a ler, só assim posso ser sincera.

 

Se já estou bem?

 

Não. Nem perto.

 

Mas encaro esta luta com mais positivismo.

 

 

 

 

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Terça-feira, 18.10.16

O que levo na minha mala

Estou em choque.

Está lá nos destaques um post muito interessante sobre a mala de uma senhora.

Que perfeição!

 

Queridas pessoas que lêem aqui este espaço simplório simples:

 

Lanço o desafio e espero que pelo menos uma pessoa o aceite:

1. Tirar uma fotografia do interior da mala que trazem convosco (sem filtros e arrumações extra)

2. Enumerar os itens que lá têm dentro para os mais distraídos;

3. Partilharem no blogue, instagram, etc com a tag #malasdepessoasnormais

 

Eu só queria ser chique, organizada, perfeita... por favor digam-me que não sou a única!

 

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  •  Papeis, faturas e envelopes vazios
  • 2 pacotes de lenços (ok, também tenho dois ranhosos lá no fundo)
  • 1 cartão de memória vazio
  • 1 bloco notas para as coisas da casa
  • 1 bloco para a gratidão
  • 1 pacote pastilhas (do marido)
  • Chave da loja
  • Chave de casa e do carro
  • 1 bolsa canetas
  • 1 porta moedas
  • 1 carteira documentos
  • 1 colher (reserva para a Lúcia)
  • 1 Bolsa com pensos e brufen 600
  • (costumo ter meias da Lúcia sem par, moedas espalhadas

 

 

 

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Terça-feira, 18.10.16

Concurso de fotografia

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Esta foi a fotografia que ficou em 4º lugar (em 30) no concurso anual de fotografia da nossa aldeia e foi tirada pela Margarida no ano passado. Tivemos de recorrer a fotografias antigas pois desde o fim do verão a máquina da Margarida está a fazer uma pausa, o que é pena, mas em breve deverá regressar ao ativo (espero eu).

 

Às quartas feiras à tarde, na escola, o clube de fotografia vai alargando os seus horizontes e aprendendo coisas novas. Ano após ano a escola oferece aos seus alunos uma grande variedade de "clubes" uns relacionados com desporto, outros com jornalismo, há ainda os de artes dramáticas e claro o da fotografia onde a Margarida se inscreve há uns anos!

 

Este clube tem contribuído de forma exemplar para a formação e para o desenvolvimento da Margarida, tem sido o oásis no meio de tanta exigência letiva, é aqui que ela descontrai e que se dedica a esta arte com todo o empenho e com todo o gosto. A sua professora tem sido incansável, promovendo diversas atividades e iniciativas!

 

 

 

 

 

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Segunda-feira, 17.10.16

Pergunta #2

 

Tens um passatempo de que gostas mesmo muito? Mesmo, mesmo muito? Só de pensar nisso já te sentes feliz?

 

Há quanto tempo não te dedicas a esse passatempo?

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Sábado, 15.10.16

Pinterest

Depois de ter andado uns tempos a chamar-lhe mentalmente pRinterest vi que estava errada.

 

 

Ando a receber uns mails a dizer que tenho pins, seja lá o que isso for... tenho cá uma ideia que tem a ver com uma pesquisa que fiz para o "bible journaling" nas imagens do google, aparentemente devo ter conta algures criada lá por mim numa outra era...

 

Mas, preciso de ajuda:

  1. Qual é o objetivo do Pinterest?
  2. Como se trabalha com aquilo?
  3. Vale a pena?

 

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Sexta-feira, 14.10.16

Filme da semana #3

Num destes domingos, mais uma vez tivemos cinema em casa (Netflix) com direito a pipocas bem doces a acompanhar. Desta vez o filme escolhido foi "Full Out".

 

Esta é a história verídica de uma ginasta chamada Ariana Berlin que ambicionava ir ao jogos olímpicos e que sofre um acidente de automóvel ficando com graves danos num joelho e a quem o médico diz que nunca mais voltará a fazer ginástica. Depois de um longo período de revolta, com a ajuda de uma fisioterapeuta fora do vulgar descobre na dança (hip-hop) uma outra forma de se sentir útil e aos poucos recupera a alegria de viver.

 

Esta história é realmente muito bonita pois mostra os dois lados no sofrimento:

  • ficar a lamentar-se e a chorar com pena de si própria o resto da vida
  • avançar e fazer tudo, tudo para ultrapassar os problemas

 

E, ainda que todos lhe digam que nunca poderá competir outra vez... muito menos nos jogos olímpicos ela não desiste!

 

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Nota:

(Todos os filmes que escolho para vermos em família faço questão de os ver primeiro, preciso de ter a certeza de que são filmes para toda a família - dos 8 aos 38 anos - a Lúcia não conta que normalmente está a dormir a sesta!!!)

 

 

 

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Quinta-feira, 13.10.16

A casinha verde

Dei ontem conta de que prometi mostrar a casa depois de pintada e até agora nada!

 

Aqui fica ela!

 

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(quem segue a nossa página no Istagram já tinha visto...)

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Quarta-feira, 12.10.16

O pedaço de papel

Desde há uns dias, existe um pedaço de papel que me acompanha. Este pedaço de papel com cerca de 8x8 cm e rabiscado contém uma pequena formula, que não sendo mágica, me recorda quem eu sou. 

 

Eu sou a Olívia nascida e criada numa zona rural que se apaixonou, casou e constituiu uma família para além dos seus maiores sonhos. Sou aquela que acorda com a sensação de que a noite foi curta, sou a que se deita com a certeza de que as dores das costas não são de velhice, mas do colo dado durante o dia a uma bebé traquina, sou a chata da mãe que teima em coisas às vezes demasiado pequeninas... sou a mesma que ralha e se enerva com coisas do dia a dia e a que se ri de piadas parvas.

 

Sou a mulher que perde a paciência quando o marido deixa os ténis espalhados, mas que lhe leva um pedaço de bolo acabado de fazer para comer enquanto descansa... 

 

Sou preguiçosa quando sei que tenho roupa para passar, mas prefiro ficar na conversa com o meu marido, ou quando arranjo mil desculpas para não arrumar o roupeiro só porque não me apetece fazê-lo.

 

Sou egoísta porque gostava que tudo fosse feito como eu quero, sou obsessiva em coisas parvas como arrumar a loiça nos armários sempre nos mesmos sítios, sou teimosa porque me recuso a fazer certas coisas diferentes - e tenho noção disso - sou orgulhosa porque me custa rebaixar, implorar, ceder...

 

Sou fraca porque nem sempre consigo seguir com a  vida sem recurso a uma grande dose de café e de vitaminas fortes.

 

Não sou a mãe perfeita, sempre impecável, que faz fatinhos de tecidos coloridos e festas temáticas, que oferece o último modelo do briquedo mais badalado da televisão. Sim, sou a mãe que contínua a mandar pão com manteiga para os lanches, leite com chocolate e muito raramente umas bolachas... sou a mãe que já se esqueceu do dia de uma consulta no médico, que baralhou a toma dos medicamentos, que se fartou de chorar à noite com pena de si própria!

 

Não sou a esposa perfeita que veste roupas bonitas e elegantes e que aguarda que o seu marido chegue com uma bebida na mão, sou a esposa que se esqueceu de passar a roupa a tempo do dia seguinte e tem de o fazer de madrugada, ou a que faz omeletes para o jantar porque não tem cabeça para mais nada...

 

Isto é o que eu sou. Esta é a minha vida. Está longe de ser perfeita, e isso custa-me a assimilar. 

 

Neste pedaço de papel está escrito (pela mão do padre que me confessou) que em cada semana devo apenas concentrar-me naquilo que posso fazer e não naquilo que acho que posso fazer... está escrito que devo ser grata em tudo, todos os dias, está escrito que o caminho é longo, que a porta é estreita, que estou de passagem. 

 

A pergunta é: como quero caminhar?

Frustrada por aquilo que não consigo/sei/posso fazer?

Ou grata pelos pequenos passos que consigo dar, pelas vitórias em coisas tão pequeninas aos olhos dos outros, mas tão importantes para mim?

 

 

 

 

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