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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

31
Jan17

Cheia de mim mesma ou consciente do meu valor?


Olívia

A vaidade aliada ao orgulho é uma mistura explosiva na vida de uma pessoa que decide enveredar pelo caminho da simplicidade. Muitas são as vezes em que sou obrigada a travar uma grande luta interior para não me deixar seduzir pelos comentários e observações que apontam uma ou outra coisa de "louvar" na minha vida ou nas minhas ações.

 

Viver consciente do meu valor é uma grande ajuda no combate ao desanimo, à depressão e à falta de objetivos. Sei que sou amada, mesmo que a minha vida fosse completamente diferente, Deus amar-me-ia da mesma forma, mesmo quando faço trapalhadas atrás de trapalhadas Ele não deixa de gostar de mim.

 

 

Esta é a minha crença.

Se Deus me ama é porque terei algum valor. Algures dentro de mim tenho muitos dons que me foram oferecidos gratuitamente, basta procurar... às vezes bem lá no fundo onde ninguém vê... posso não ser um génio a cozinhar, ou a costurar, mas certamente terei alguma coisa de especial. E é essa coisa que não só devo fazer crescer como partilhar e colocar ao serviço dos outros.

 

O problema surge exatamente quando faço alguma coisa e ouço coisas como "tu és especial", ou "tens tanto talento para isso"... lá no fundo do meu ser sinto uma pontada de vaidade, não posso negar... sinto-me orgulhosa. E, se não tenho cuidado a vaidade e o orgulho cegam-me de tal maneira que deixo de me ver e de ver o bem que posso fazer aos outros com determinada ação e passo apenas a ver-me como uma pessoa espetacular... cheia de mim mesma!

 

Eu não quero estar cheia de mim ao ponto de que mais ninguém importe, nada daquilo que eu possa dizer ou fazer pode superar aquilo que eu sou na realidade: uma pessoa exatamente igual às outras aos olhos de Deus. 

 

E deixem-me dizer que muitas vezes demoro a perceber que já ultrapassei a linha que separa a consciência dos meus dons e do meu valor da vaidade pura!

 

DSCF1817.JPG

 

 

 

 

 

30
Jan17

1º mês de 2017


Olívia

Verdade seja dita: o tempo passa demasiado depressa.

 

Janeiro foi um mês com algumas mudanças, era suposto dedicar-me mais tempo a mim mesma, mas acabei por voltar a ignorar parte dos objetivos que tracei no fim do ano passado. Não se pode ter tudo. Para realizar algumas tarefas não fico com disponibilidade para outras. Tenho de fazer escolha atrás de escolha e a maior parte delas faço-as instintivamente ou por necessidade e não porque estive a pensar nisso muito tempo.

 

Uma das coisas boas e novas de janeiro prende-se com o facto de estar novamente a ler, pouco é certo, mas leio. Desde livros de espiritualidade a bonitos romances. Inscrevi-me no livro secreto, uma iniciativa em que cada um dos 27 participantes colocam um dos seus livros à disposição dos outros. Assim durante 27 meses vou receber outros livros em minha casa!

 

Janeiro foi o mês em que inscrevemos a Maria nas aulas de guitarra, a seu pedido. Ninguém aqui percebe nada de música pelo que ela terá de aprender na escola (que é aqui mesmo ao lado) e praticar em casa. Tem sido um desafio, mas ela está bastante contente!

 

Este foi também o mês em que a Margarida retomou em força a fotografia, está mais empenhada, vejo que tem vontade de continuar o blogue, também me parece que está muito empenhada nos trabalhos da escola. Sim, está bastante mais animada!

 

A Lúcia continua bastante enérgica e bem disposta apesar dos dentes começarem agora a romper, já emite alguns sons tentando repetir as nossas palavras, compreende muitas coisas que lhe dizemos e gosta de alinhar com as irmãs nas brincadeiras!

 

Quanto ao trabalho, prevejo que esta foi a época mais calma, quer na retrosaria, quer na contabilidade. Janeiro é o mês dos inventários e os nossos fornecedores estão fechados. Nas contas começa a tragédia de validar as faturas no e-fatura e os IVAS. Tenho menos clientes porque um saiu (achou que sabia fazer o meu trabalho, logo vê o que lhe vai calhar), outros dois não têm trabalho por causa do inverno (a ver se estes regressam).

 

Não me posso queixar da vida, de vez em quando vou passear, tenho uma boa casa, uma família, sou uma rapariga ainda nova e acima de tudo estou viva!

 

Fevereiro, podes vir. Não estou preparada, mas tenho coragem para ti!!!

 

 

26
Jan17

O Ano novo, o tempo comum e a nossa vida


Olívia

Eu queria escrever um bom texto sobre a vivência do ano litúrgico em família e não estou a conseguir por falta de tempo.

 

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No fundo gostava de deixar aqui um pequeno registo sobre a forma como temos acompanhado o novo ano (não o 2017, mas o Ano A), sobre as nossas catequeses em família, os tempos de oração e a nossa nova rotina do dia a dia.

 

Assim e de forma bastante resumida tenho procurado retomar o meu plano bíblico (estou no dia 281 de 365), também tenho um bloco de notas para apontar as passagens mais marcantes, como num diário. Temos procurado fazer todos os dias a oração da manhã em casa, mas quase sempre acabamos por fazê-la no carro. Em cada dia, uma de nós - a responsável do dia - enuncia as intenções desse dia, oferecendo assim todo o nosso trabalho, esforço, todas as nossas conquistas, invocamos os santos padroeiros e fazemos a consagração à Mãe de Caná.

 

No regresso a casa rezamos o terço, são cerca de vinte minutos o percurso e quase sempre conseguimos concluir todos os mistérios orientados pela responsável do dia, ao serão cantamos e rezamos o Shemá, agradecemos as várias coisas que recebemos nesse dia e pedimos ao Anjo da Guarda que tome conta de nós.

 

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Também retomámos as catequeses em família, uma vez que houve mudanças nos horários e temos tido algumas consultas médicas que impossibilitam a ida à catequese. 

 

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Procurei também dedicar-me às cartas da Palavra Partilhada, e aqui surgiu-me uma grande dificuldade: como as cartas são manuscritas e com o aumento das inscrições não estou a conseguir escrever uma carta por mês para cada pessoa, por isso, dividi em dois grupos e alternadamente vou enviando as cartas sem data marcada, uma coisa é certa: ninguém ficará sem a receber!

 

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 Ah... rezem por mim, para que não caia no desanimo quando me vejo atrapalhada no meu dia a dia!

 

 

25
Jan17

Primeiros dentes


Olívia

Chegaram finalmente os primeiros dentes da Lúcia, ainda que seja uma coisa normal em todas as crianças, gostava muito de deixar aqui o registo da parte engraçada desta novidade, segundo a imagem abaixo, o primeiro dente da Lúcia corresponde ao nº4 do lado esquerdo!!! O próximo deverá ser o nº2 do lado direito!!!

Esta miúda é mesmo fora de série!

 

tabela_nascimentosdentes-630x484.jpg

 

 

(volto em breve ao blogue)

 

 

 

19
Jan17

Quando cai a noite


Olívia

o silêncio faz sobressair os mais pequenos barulhos... a lareira acesa, o estalidos das janelas que se ressentem com o frio que faz lá fora. Tenho neste momento tanta coisa para fazer, todas aquelas coisas que vou mentalmente adicionando a uma lista interminável quando estou fora de casa, mas assim que ponho um pé do lado de dentro as coisas tendem a ter outra dimensão. Pequenas tarefas fazem com que o relógio ande mais depressa do que seria suposto andar. 

 

O tempo não rende. Talvez renda e eu não consiga encontrar o ponto de equilíbrio. 

 

Na maioria das vezes, durante o dia, penso que nesse serão vou fazer mil e uma coisas. Na realidade não chego a fazer um décimo. Uma frustração. 

 

Está na hora de abrir o caderno da gratidão e apontar aquilo que vale a pena, bem sei que não foram poucas as tarefas que fiz hoje, mas não foi o suficiente. Amanhã volto a pensar que vou fazer isto e aquilo. Provavelmente chego à mesma conclusão de hoje. 

 

Se por um minuto eu conseguir pensar em tudo o que aconteceu hoje, como numa retroespetiva, talvez consiga perceber que foi um dia bom. Não um dia horrível e frio de inverno, mas um dia de trabalho, conversas, orações, escuta, sorrisos, decisões, leituras, escrita, de partilha.

 

 

 

19
Jan17

Percalços de viagem


Olívia

Algumas das cartas da Palavra Partilhada de dezembro foram devolvidas aqui à precedência... porque me enganei nas moradas, é de facto muito aborrecido para quem aguarda a carta e ela teima em não aparecer.

Agora não sei o que fazer.

Mandar a carta antiga que falava do tempo do Natal novamente (uma vez que já está escrita)?

Mandar apenas a de janeiro.

Juntar as duas...

Preciso de ajuda...

 

---

 

adenda:

 

Seguiram hoje as cartas que deveriam ter sido entregues em dezembro. As cartas foram escritas, a mensagem poderá significar algo de importante para cada uma destas pessoas e é por isso que, mesmo tarde, foram enviadas.

De facto, basta uma pequena distração e um algarismo errado numa morada ou código postal e a carta não chega ao destino. Tenho imensa pena que tenha acontecido, mas todos somos humanos, certo? Prometo a mim mesma fazer melhor desta vez.

Obrigada pela compreensão.

 

 

 

 

17
Jan17

O 9º Ano, a reunião e o futuro


Olívia

Cada vez que penso na reunião da entrega das notas do primeiro período ainda fico com dores de cabeça. Por incrível que pareça estavam lá os pais e os alunos todos. A diretora de turma falou, a professora de português também (representado todos os outros professores) e todos ouviram o mesmo que eu: a turma está com um comportamento péssimo, perturbam as aulas, são mal educados, não querem aprender e não têm objetivos para o futuro. Os alunos estavam calados, deve ter sido a única vez em que estiveram uma hora calados na sala de aula. 

 

No final da reunião todos pareciam querer colaborar, eu sugeri uma reunião mensal para que os alunos pudessem mostrar o seu empenho e os seus progressos. Se eles se quisessem comprometer a sério que temos mais do que fazer do que dedicar o nosso tempo a quem não quer aprender nem deixa que os outros aprendam.

 

Doze horas depois, na primeira aula - a de português - o comportamento foi ainda pior. A professora escreveu o sumário e não conseguiu dar a aula. Quem me contou foi uma outra professora, mas ao que parece desde esse dia tem sido assim em todas as aulas. Não dá para compreender. São filhos de "boa gente", não "são repetentes". No entanto, a maioria,  não quer fazer nenhum. Não deixam os dois ou três que estão interessados avançarem coma matéria e um destes dias os professores cansam-se e desistem desta pobre turma!

 

Enfim, eu só queria que a Margarida tivesse um final de 9º ano descansado, mas a verdade é que nem sempre temos o que queremos!

 

Agora é tempo de traçar objetivos, terminar o 9º ano com notas positivas e também é altura de começarmos a pensar um bocado mais a sério no futuro, as escolhas para continuar os estudos e essas passam por um curso profissional com equivalência ao 12º ano.

 

Em todas as fases da vida é preciso quererseguir em frente.

E esta turma precisa disso.

 

 

 

 

16
Jan17

Tuiter


Olívia

Sim, eu sei que se escreve Twitter.

E que está na moda.

E que se é "última-hora-está-no-twitter".

No entanto não sei bem porquê nunca tive curiosidade de abrir lá conta... estava só a pensar nisso e a rir-me um bocadinho quando encontrei estas imagens*...

 

 

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(Gen.8, 8-11)

 

 

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(Mt. 10, 1-5)

 

 

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(1 Jo.3, 2)

 

 

---

* Por favor não me levem a mal a partilha destes cartoons, o objetivo é unicamente usar imagens simples e bem pensadas para ilustrar passagens importantes da bíblia.

 

 

 

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