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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Estratégias ou experiências?

Gerir uma família faz com que tenhamos de tomar decisões. Umas mais conscientes, outras menos, no fundo o "deixa andar" não é uma boa táctica! E, se achamos que sabemos sempre o que é melhor, depressa nos enganamos e até achamos que não faz mal mudar, que talvez tenhamos de ir tentando novas estratégias e modificando os nossos hábitos. 

 

Não existem fórmulas mágicas, nem dicas eficazes e certeiras em 100% das famílias, umas precisam mais disto outras daquilo e é assim que nascem as rotinas familiares. Às vezes uma pessoa sente-se um cientista maluco a fazer experiências, na esperança de encontrar aquilo que se chama equilíbrio... e se o encontramos durante cinco minutos não podemos esperar que dure toda a vida, estamos sempre sujeitos a interferências, a acontecimentos não planeados, a surpresas agradáveis! Na maior parte das vezes parece que o meu "laboratório" sofreu uma grande explosão e está virado de pernas para o ar!

 

Ora, eu já testei muitas teorias, muitas ideias, esperei que funcionassem comigo como parecem funcionar noutras casas e no entanto na maior parte das vezes sai tudo ao lado!

 

Eu nunca seria a pessoa que hoje sou se não tivesse constituído família. Se não tivesse que aprender a gerir a vida a dois, a três, a quatro e a cinco, se em dada altura seguisse a razão e não o coração só Deus sabe onde estaria agora! Esta foi a minha escolha, e cada escolha traz consequências, não adianta fazer de conta que  "nem quero saber", porque me importo. Importo-me com a vida que quero viver, com as pessoas com quem convivo, importo-me com os valores em que baseio a minha vida e importo-me comigo própria (às vezes nem parece).

 

Posto isto, e porque na vida nem sempre tudo é mau, decidi diversificar as atividades que fazemos em casa e em conjunto... ainda estamos a dar os primeiros passos na concretização de algumas coisas, mas não tem corrido mal, tenho esperança de que aos poucos encontremos a nossa "organização no meio do caos", porque no fundo a felicidade de cada membro da família pode ser construída com pequenas coisas, que juntas num todo poderão - um dia - refletir-se na felicidade da família!

 

 

Projeto "casa das polis" com a Maria:

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(Ok, no fundo eu queria ser perfeita... mas vá-se lá saber porquê, não sou...)

 

Parabéns Margarida!

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Se existem jovens com uma vida diferente, uma delas é sem dúvida a Margarida! E, ser diferente não tem de ser uma coisa má! A adolescência e a juventude são épocas plenas de conhecimento da nossa própria personalidade, procura de uma identidade e crescimento interior! Grandes mudanças, novas amizades, planos para o futuro... tudo isto é viver! Procurar ultrapassar as dificuldades, adaptar a vida às mudanças, procurar a luz no meio da escuridão!

 

Saber que não importa o que aconteça, uma coisa nunca muda: ter uma família que gosta de ti sempre presente como um porto seguro é talvez a melhor prenda que recebes em cada ano da tua vida!

 

Vive! Aprende! Luta! Conquista! Ama! Confia! Sorri! 

 

Primavera gelada

Quando, há cerca de um mês comecei a planear uma surpresa para toda a família para celebrarmos o aniversário da Margarida procurei no mapa sítios bonitos para se viver um fim de semana primaveril, afinal iríamos nos dias 25 e 26 de março... de todos os locais escolhi a Guarda, marquei pela primeira vez dois quartos partilhados num hotel para podermos descansar sem nos preocuparmos com comidas e ainda dava para irmos ver a serra cheia de flores e de erva verdinha!

 

Mas, Deus surpreendeu-me! Quando na semana passada consultei as previsões do tempo para ver que roupas devia colocar na mala, vi que neste fim de semana ia nevar!

 

E, se foi uma grande alegria quando contámos a novidade, a alegria maior foi mesmo ver a neve que caía sobre o carro enquanto subíamos a serra devagarinho! Pequenos flocos gelados espalhavam o branco por toda a parte! Os ramos, verdes das árvores estavam cobertos com uma fina camada de neve... que bonito!

 

Já fomos muitas vezes à serra, mas esta foi uma experiência única! O trânsito estava cortado por isso descemos rumo à Guarda, por Manteigas e estacionámos na berma num local com bastante neve, não estava muito frio... deu para subir, escorregar, cair, rebolar, fazer um boneco de neve, gritar, rir, tirar fotografias e sentir a neve a cair sobre a cabeça!

 

Ao fim de algum tempo e com a roupa e as botas molhadas e geladas era altura de seguir viagem, a segunda muda de roupa deu muito jeito! 

 

 

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Apesar de nos termos divertido muito fico sempre com a sensação que podia ter sido melhor, que aproveitámos pouco. No domingo regressámos cedo a casa, chovia imenso não conseguimos ver nada de jeito da cidade...

 

Ontem à noite, já na minha casa quentinha, revi estes dois dias... e percebi que ainda preciso de descontrair, preciso de não ser tão impaciente, de levar as coisas na desportiva... dei comigo muitas vezes a pensar que nunca mais ia repetir esta "aventura"... a Lúcia não gostou da neve... chorou imenso... e isso enervou-me... e nem o facto de termos ficado num hotel me tranquilizou... não ter de lavar a loiça, nem fazer comida afinal não me fez mais feliz... estou demasiado acostumada às "casinhas" onde ficamos nas outras vezes, ter um micro ondas e poder fazer as refeições à nossa maneira e nas nossas horas deixa-me bem mais tranquila! 

 

Sim, o meu marido tem razão... não tenho estofo para férias chiques em hotéis!!!

 

 

Medo de ter filhos

Vi um destes dias uma publicidade (não sei a quê) cujo tema era o medo, mostravam várias coisas dizendo "não, isso não é ter medo" até que mostram um bebé a ser colocado nos braços dos pais e a legenda diz "Agora sim, ali está o medo" (algo no género).

 

É ou não verdade? Será que aquilo que mais nos assusta é termos alguém que dependa de nós? Alguém que nasce da nosso ser (do coração, da barriga)? 

 

Não terão os nossos pais sentido o mesmo? Sentido o peso da responsabilidade? O medo de fracassarem? E no entanto aqui estamos nós! A escrever e a ler blogues!

 

Realmente ainda me recordo daquilo que senti ao ver os dois testes de gravidez e a carta que veio da segurança social... estava ali a confirmação e não havia volta a dar! Mais do que a alegria esperada senti um medo terrível "E agora, o que é que eu faço?", "Serei capaz?"

 

Sim, o medo é uma coisa terrível, mas mais terrível do que o medo parece-me que é a opinião dos outros. Deixámos de ser capazes de assumir que queremos fazer assim porque é nisso que acreditamos, ou que educamos assim os nossos filhos porque é o que achamos melhor. Não, estamos sempre a ser medidos e julgados... toda a gente tem alguma coisa a dizer sobre os nossos filhos... e o pior é que muitas vezes nos deixamos levar e começamos a acreditar que nós é que estamos errados.

 

Posto isto, o medo nunca desaparece e não deve ser o medo aquilo que nos impede de seguir com a nossa vida! Será que não conseguimos confiar em nós?

 

Eu, que nunca pensei ter mais do que dois filhos (três? nunca, jamais... pois) venci o medo, com uma certa dose de loucura - claro - porque tenho um marido que me apoia. Nem sempre é fácil, nem sempre é simples, temos passado as mais difíceis provas, situações bastante complicadas, além das coisas simples como lanches, materiais e trabalhos da escola, roupas, médicos, inseguranças, teimosias... mas, no final do dia, continuo a sentir-me abençoada, grata e exausta, claro!

 

 

 

Desafio limpeza em 30 dias #2

Estamos praticamente no final do prazo para terminar as grandes limpezas. E o que era esperado não aconteceu. Mais uma vez fui demasiado exigente comigo mesma. Tentei copiar esta ideia de traçar uma meta e cumpri-la esquecendo-me do fator "imprevisto", esquecendo-me de que trabalho fora de casa, de que tenho obrigações profissionais cujos prazos são bem mais importantes e acima de tudo esquecendo-me de que tenho família.

 

Durante a semana o tempo não sobra, ao fim de semana preciso de fazer as tarefas básicas de quem não tem empregada doméstica e preciso de ser mãe e esposa. Já adiantei bastante na parte da zona de brincar e dos livros. Estão agora bem mais organizados por idades e tipos, os brinquedos também foram arrumados deforma a estarem acessíveis... mas estamos naquela fase em que a Lúcia pura e simplesmente pega em tudo e espalha pelo chão, gosta de brincar, entretém-se, mas não sabe arrumar - sim, eu sei, 16 meses é pouco - e ver sempre tantos brinquedos pelo chão é daquelas coisas que eu já não me lembrava!

 

A parte do "escritório" também está muito melhor, falta ainda escolher e arquivar muita coisa, mas já tenho espaço para trabalhar. Além de que resolvi aproveitar a mesa pequena da cozinha que já não usamos como mesa de trabalho para fazermos trabalhos manuais sem estarmos sempre com pressa em arrumar tudo na hora das refeições como acontecia quando usávamos a mesa onde comemos.

 

Nos quartos só falta mesmo ver os roupeiros. Vou aproveitar quando estiver o tempo melhor e precisar de escolher umas roupas mais "primaveris" para retirar tudo e só arrumar o que nos fizer mesmo falta. As roupas da Lúcia que já não servem estou a dá-las todas a uma prima que vai ter uma menina, sacos e sacos já foram despachados! No meu quarto coloquei um móvel com os meus livros, reorganizei as gavetas da cómoda e das mesinhas de cabeceira. 

 

Tenho ainda os posters para colocar nas paredes e a montagem que vou fazer com as fotografias que tirei das molduras que andavam espalhadas pela casa, assim, aproveitando os meus quadros vou fazer várias montagens por temas: família, festas, acontecimentos marcantes, passeios e expor nas paredes. Muito mais fácil de limpar!

 

A cozinha foi alvo de uma grande escolha no ano passado, por isso apenas a despensa está uma tragédia... mas lá chegarei. 

 

Não vou cumprir os 30 dias, está visto. Mas, mais importante do que as arrumações e as limpezas, escolhi aproveitar melhor o tempo em família, logo escreverei sobre isso!

 

Há sempre uma grande lição de humildade a retirar do nosso fracasso. Reconhecer a nossa humanidade. As nossas limitações. Tentar. Cair. Levantar. Voltar a tentar.

 

Viver também é isto.

É saber que sou livre:

Para escolher...

Para avançar e para parar...

Para sorrir e para chorar...

Para cantar ou para calar...

Para ter ou para ser...

Para ir ou para ficar...

Para sobreviver ou para viver...

 

 

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As tentações...

 

Uma das coisas em que medito bastante na quaresma tem a ver com as tentações. Todos os dias, me sinto tentada. Tentada a fazer, a dizer, a pensar coisas que em nada me acrescentam enquanto pessoa. Coisas pequenas, muitas vezes inofensivas, mas que estão sempre no top das minhas fraquezas, depois há ainda as grandes tentações, aquelas que sei reconhecer à légua, aquelas que fazem de mim uma pessoa pior, que me levam por caminhos muito sinuosos, sim...como sou fraca! 

 

O pior é que as tentações nunca vão desaparecer da minha vida, ai não vão mesmo... estão ali mesmo à minha frente, à espera de que eu nem repare, ou repare e mesmo assim caia nelas. E faça coisas que não devia fazer, diga coisas que não devia dizer e pense coisas que não devia pensar... malvadas que não me deixam em paz...

 

Então, sendo eu uma pessoa fraca de poucas virtudes como lutar contra isto? Pois bem, primeiro reconhecer que a tentação existe e é ela que me leva para maus caminhos, depois rezar com mais confiança dizendo: "não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal" e ainda ser persistente.

Contornar.

Parar.

Recuar.

Decidir.

Aprender.

Ter coragem de dizer: "eu consigo". 

 

Afinal, todos somos tentados, ao longo de cada dia... mas dá-me a sensação de quanto maior é o nosso desanimo, a nossa tristeza, a nossa impaciência, a nossa irritação, a nossa saudade, a nossa solidão, a nossa doença, maior se torna a tentação... Nós, Jesus vamos viver o dia a dia e não vamos desistir.

 

 

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Mt. 4, 1-11

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