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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

27
Abr17

Ainda sobre as pedras...


Olívia

Não tem sido nada fácil juntar as pedras espalhadas à minha volta, eu sozinha jamais seria capaz de fazer fosse o que fosse com elas. É aqui que entra, uma das muitas coisas, que deveriam fazer-me ser diferente dos outros: eu tenho fé e confio em Deus. Na teoria é bastante simples, basta trabalhar com todo o afinco, e confiar em Deus que me ama e que nunca desiste de mim, mesmo quando eu estou no fundo do poço (é um local frio e escuro... e caio lá algumas vezes por ano).

 

Na prática, é um bocado mais complicado, deveria tornar-se um modo de vida, mas não vale a pena andar com a ilusão de esperar um dia acordar assim, é preciso prática, é preciso persistir, é preciso pedir ao Espírito Santo uma ajuda... e tentar e voltar a tentar...

 

Acho que o principal é mesmo reconhecer que as coisas não estão a correr bem, que por mais que uma pessoa queira não consegue fazer tudo.

 

Algures na semana passada voltámos a passar uma fase complicada em termos de saúde, depois veio a notícia de que ainda não teremos vaga para a Lúcia na creche em setembro pois ninguém desistiu das inscrições, mais as "obras em casa" que transformaram uma casa quase organizada num caos de mobílias por aqui e por ali, mais os afazeres domésticos que andaram meio descurados... muitas complicações no trabalho e por aí fora.

 

É normal que me tenha sentido cansada, não tenho vergonha de o admitir. E é nestas alturas que tenho de começar a desenrolar o novelo de confusões pela ponta, uma de cada vez. Admitir que existem coisas que não posso mudar, adaptar aquilo que está ao meu alcance e ir fazendo aos poucos todas as coisas pequeninas que fazem parte do meu dia. 

 

Nas questões de saúde é sempre mais complicado, mas penso que tomámos as melhores decisões. As obras são um mal necessário, quer dizer lá em casa é como um laboratório, o pai aproveita os tempos livres para aprender e para testar... mais uns tempos e já posso colocar tudo nos lugares com a vantagem de que no final tudo fica mais bonito, mais limpo e pintado de novo! As tarefas domésticas que incluem passar a ferro, e eu não gosto nada de passar a ferro porque fico com dores terríveis nas costas, levaram um grande avanço no feriado, com ajuda da Lúcia que dormiu duas grandes sestas consegui fazer muito mais do que era suposto!

 

Quanto à falta de creches para a Lúcia, e esta notícia foi difícil de gerir, porque não pensem que é fácil entreter uma criança de um ano e meio (quase) fechada numa pequena loja das nove às seis e meia, atender clientes e tentar fazer IRS e outras coisas que tais! Mas, não há mesmo volta a dar e portanto ando a tentar perceber como irei aproveitar o meu tempo durante a semana (quero começar a guardar o domingo para a família), e isso passa por dedicar-me apenas à loja e à Lúcia nos dias em que vem comigo, e dedicar-me às contabilidades nos restantes dias (3ª e 5ª), a escrita no blogue vai ficando assim mais espaçada... com muita pena minha, que gosto muito deste bocadinho.

 

Deixo aqui um até breve, e uma foto da Lúcia com o seu bibe novo, aqui na escola da mãe... agora vou lançar-me ao trabalho, porque ainda é preciso ajudar a Maria a fazer um trabalho sobre uma lenda para uma exposição e ajudar a Margarida com o trabalho sobre o outro lado do 25 de abril...

 

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 Ah, deixo também a fotografia da Margarida que ficou em 6º lugar no concurso da escola cujo tema era:

"O prazer de viajar"

 

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20
Abr17

tudo passa...


Olívia

DSCF3862.JPG

 

«O vento sopra para o sul e roda para o norte;

o vento gira e vira sem parar.

Todos os rios correm para o mar, mas o mar nunca se enche.

Voltam para a sua origem para retomarem o mesmo caminho.»

 

Eclesiastes 1, 6-7

 

20
Abr17

Pedras no caminho


Olívia

Existe algures - por aí - uma frase num daqueles fundos bonitos que diz que devemos apanhar as pedras que encontramos no caminho e fazer com elas: degraus, uma ponte, essas coisas asim. Neste momento deve ter ruído alguma coisa aqui à volta porque para cada lado em que me vire tenho pedras e mais pedras a empatar-me o caminho... o pior é que não sei se tenho habilidade e/ou tempo para fazer com elas alguma coisa, não sei se tenho agilidade para saltar por cima delas.

 

A grande tentação é sentar-me encostada à maior que encontrar e ficar aqui, a ver o que acontece! 

 

E pronto, mesmo quando estava aqui a lamentar-me e a pensar coisas tristes chega a carteira com um envelope... lá dentro tem um livro, um livro muito especial com uma dedicatória belíssima... então,  acho que é melhor ver o que hei-de fazer com estas pedras que estão no meu caminho...

18
Abr17

Uma boa notícia


Olívia

Hoje queria partilhar aqui uma coisa boa, assim como sinal do agradecimento a todos os que se preocuparam - e preocupam - com a nossa pequena (hoje já não tão pequena) Lúcia.

 

Ontem fomos novamente ao hospital para mais uma consulta de seguimento e avaliação do desenvolvimento da Lúcia.

 

Quem convive de perto com crianças pequenas consegue ter uma noção de que coisas uma criança é capaz de fazer com um ano, por exemplo, por isso, para nós a Lúcia tem sido sempre uma menina normal, mesmo sabendo que as estatísticas não são animadoras em casos como o da Lúcia, pudemos ver que ela é muito espevitada e expressiva, tal como os outros meninos com quase um ano e meio!

 

Mais uma vez, o médico ficou bastante surpreendido com as coisas que ela já sabe, já faz e já diz. Ele e a sua colega observaram, perguntaram... mexe-se bem, usa ambas as mãos, come com a colher, come tudo, dorme bem, repete quase todas as palavras, sabe folhear livros e gosta de histórias... já subiu a escada e parece ser do tipo aventureira sem medo de nada... gosta de cantigas e de brincar com água e terra, descobriu o caixote do lixo e adora deitar tudo lá para dentro, não só anda muito bem, como corre e cai muitas vezes!

 

É um doce!

 

No final de toda a conversa, os médicos deram-nos uma grande alegria quando afirmaram que a Lúcia está muito bem e não precisa de lá voltar!

 

É tempo de darmos graças, de respirarmos fundo!

 

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17
Abr17

50 dias de festa


Olívia

Feliz Páscoa a todos!

 

Sim, hoje é o segundo dia desta tão grande festa! Ainda temos muito para festejar! Até ao dia de Pentecostes vamos caminhando agora à Luz de tão belo acontecimento!

 

Cristo, aquele que deu a maior prova de amor dando a vida por mim, por ti, por nós, venceu a morte e vive para sempre! E tudo isto nos foi dado sem termos que dar nada em troca! Não é maravilhoso? Não precisamos de fazer milhões de orações, ir milhares de vezes à missa, fazer grandes penitências para termos a vida eterna! Se o fazemos, é por amor!

 

Nunca seria uma boa troca, afinal eu sou tão pequena e fraca! Mas, mesmo assim, sou amada ao ponto de Deus se ter feito um de nós, vivido como um de nós... e dado a vida, sofrendo mais do que eu algum dia sofrerei... sim eu rezo por gratidão, vou à missa porque me sinto bem visitando o meu Senhor, faço penitência porque quero ser unir a minha dor à de Jesus... e se Lhe ofereço tão pouco... é porque isso é apenas tudo o que tenho... tudo o que sou!

 

Estes últimos dias foram uma excelente oportunidade para viver a Cruz: e  a minha foi pequena, mas custou tanto a carregar! Mas, enquanto o tempo ia passando pequenos sinais de esperança iam dando um novo entusiasmo... na quinta feira, por exemplo recebi a notícia que o GEP adiou o prazo dos RU uma semana... que alegria! Assim não passei estes dias a brigar com um site que não funcionava para cumprir prazos legais... e pude dedicar-me totalmente a viver em casa e em comunidade os grandes momentos do Tríduo Pascal!

 

Na sexta feira, caía já a noite quando percebi que tinha algum tempo livre... como tinha recebido algumas sugestões de atividades pascais, resolvi deitar mãos à obra e no jardim das nossas filhas fizemos um "Jardim da Ressurreição", simples e expectante...

 

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Na noite de sábado, porque não temos aqui Vigília Pascal, fizemos como no ano passado, decorámos o canto de oração com flores bem alegres, acendemos as nossas velas do batismo, lemos as leituras da Vígilia e cantámos Aleluia!

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Foram quarenta dias sem cantar Aleluia... ah... como foi bom! Não foi perfeito, tivemos algumas "coisitas" a estragar a festa, mas foi um momento muito bonito (é do treino que tenho feito tentando viver com alegria mesmo quando as coisas não correm bem) depois de a casa estar em silêncio, deitei mão à obra e fui "transformar" o jardim!

 

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Na manhã de Páscoa, as nossas filhas madrugaram!!! Esperava-as a surpresa no jardim e uma outra surpresa na mesa das refeições... e isto era só o que eu andei a esconder durante a quaresma... porque durante todo o dia recebemos mais e mais doces! Até a Lúcia se estreou a comer chocolate, e se ela gostou!!!

 

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Depois de um grande almoço em família, da brincadeira, das conversas, fomos juntos à missa Pascal, a igreja estava linda com tantas flores... o círio novo foi aceso, cânticos alegres, sorrisos no rosto! 

 

Começou a grande festa, tudo porque Deus nos ama a cada um de nós!

 

Sim, foi por nós que Jesus deu a vida!

 

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13
Abr17

De olhos e coração voltados para o essencial


Olívia

Abril é o pior mês do ano, sempre foi e sempre será. E, nestes dias corro o sério risco de desanimar por não conseguir concentrar-me no essencial.

 

Os prazos são para cumprir. & A Páscoa é para celebrar.

 

Como?

 

Isso ainda estou a tentar definir. Provavelmente deixarei uma ou outra publicação aqui agendada porque gosto de assinalar os próximos dias, no entanto não terei muita oportunidade de estar ligada à blogosfera.

 

Sei também que não terei oportunidade de participar nalgumas celebrações à semelhança dos outros anos. Mas faremos certamente memória dos principais acontecimentos em família.

 

Terminaram os nossos quarenta dias de passagem, de preparação. No entanto sinto que não estou preparada convenientemente para a grande festa! Quanto mais tempo passa, quanto mais leio, quanto mais tento perceber, mais vejo o quanto ainda me falta caminhar... 

 

O bom era poder escolher quando seria a altura melhor para celebrar a Páscoa, escolhia a semana menos atarefada ninguém lhe apetece resolver pendências, fazer relatórios únicos e declarações de impostos nesta altura.

 

Poderia fazer uma lista (ah ah ah) com todos os pormenores mais ou menos fúteis, a casa estaria limpa, arrumada, sem uma migalha no chão, a mesa estaria bem ornamentada e teria saquinhos ou cestas com as lembranças para toda a família, faríamos trabalhos decorativos e teria uma coroa de Páscoa na porta da entrada... mas a vida não acontece apenas quando temos tempo, a vida acontece ininterruptamente, quer estejamos vestido a rigor, quer ainda estejamos de pantufas nos pés e avental ao peito!

 

É por tudo isto que neste momento preciso de voltar o olhar e o coração para o mais importante. Para estar com Jesus à mesa e não ser um dos doze que o trai, para seguir com Ele até ao tribunal e não O negar, para seguir lado a lado com Ele enquanto carrega a Sua cruz pesada, sem fugir porque me parece demasiado cruel, ficar em silêncio junto ao sepulcro enquanto aguardo expetante o que virá a seguir sem cair no desanimo... e só assim, talvez, só assim consiga sentir a verdadeira alegria quando chegar a grande festa da Páscoa!

 

 

 

 

 

 

 

 

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