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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Em Tua casa

É um livro muito bom para ter em casa!

 

Quem seguia o blogue "Uma Família Católica" tinha esperança de que um dia, alguns textos do blogue fossem imortalizados nas páginas de um livro. Um livro cheio de testemunhos, em palavras siples e ilustrados com a Palavra de Deus! 

 

Mas, este livro é mais do que um apanhado dos melhores textos do blogue. Este livro conta uma história. A história de dois jovens que se uniram pelo matrimónio, que construíram uma família acolhendo os filhos, conta a forma como esta família vai transmitindo os seus valores e vai vivendo com amor em todas as situações da vida: das lágrimas ao sorriso, do silêncio à música, sempre, sempre com pequenos versículos da bíblia adequados a cada situação.

 

Eu já li o livro, claro... e vou continuar a ler, sempre que precisar de uma palavra de esperança e sempre que me apetecer rir com as aventuras da família Power!

 

 Podem comprar o livro AQUI ou AQUI e AQUI... e numa livraria perto de si!

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Dia de compromisso, dia de festa

O próximo dia 3 de junho será um dia muito importante para a nossa família. São três anos de caminhada, três anos de avanços e recuos na tentativa de sermos fiéis àquilo em que acreditamos. 

 

De todos os caminhos passíveis para seguirmos, fomos desafiados a aceitar um caminho diferente e exigente. E neste caminho, podemos demorar mais a chegar, podemos precisar de mais paciência, de ter outra disponibilidade, outra abertura, mas caminhamos juntos. Enquanto família. Não enquanto casal, com filhos, mas enquanto unidade. 

 

Escolhemos estar juntos em todos os momentos e juntos vamos dando pequenos passos, em cada dia, sem desistir. Mas, aproxima-se um grande momento: o do nosso compromisso. "Agora é a sério, vamos assumir uma responsabilidade" digo eu de vez em quando, a resposta é sempre um sorriso e uma expressão de quem acha que "só podia ser assim", escusado será dizer que anda tudo numa grande animação! 

 

E, é esta centelha de luz que me tem dado coragem para viver estes últimos dias de maio, porque o trabalho é ainda muito, o dia 31 está mesmo aí e o cansaço não perdoa. Dizia a Maria ontem: "bem... amanhã já é terça, daqui a pouco acaba a semana para irmos ao Retiro!" - não há visão mais otimista a uma segunda feira do que esta, e embora eu também esteja desejosa de que chegue ao dia de sábado, pesa-me tudo o que ainda preciso de fazer... toda a gente sabe que dia de Retiro, é dia de festa, de rever amigos, de brincar, rezarmos juntos, desta vez temos ainda a grande surpresa que será o novo espaço dedicado às Famílias de Caná e os compromissos que iremos fazer nesse mesmo local.

 

Quando li pela primeira vez o compromisso fi-lo na diagonal, e pensei logo: é uma lista... uma grande lista. Com mais calma, na hora de almoço pude ir vendo tópico a tópico esta bela lista que havemos de afixar numa moldura lá em casa para aqueles momentos de "esquecimento" que por vezes as famílias têm; e já percebi que, estes três anos de preparação foram bastante completos, porque nos irão permitir assumir este compromisso e nenhum outro.

 

Se vai ser mais fácil daqui para a frente? Não. Fazer um compromisso é afirmar que o queremos viver dia após dia, sempre, não apenas nos dias mais calmos, ou nas férias, ou quando nos dá mais jeito. É preciso recordarmo-nos desta promessa, trabalhar nela e vivê-la com dedicação e simplicidade!

 

 

 

 

 

 

 

O clique e a porta fechada

Ser mãe de crianças/jovens com necessidades educativas especiais (NEE) é um grande desafio.

 

Começa por ser capaz de reconhecer que o nosso filho não se enquadra nos padrões regulares de aprendizagem, e para isso é preciso ter a humildade suficiente para aceitar a opinião de professores, médicos ou até mesmo ter a coragem de marcar aquela consulta de desenvolvimento para ter a certeza do que se passa aos primeiros sinais de alerta. Não é fácil para ninguém admitir que o seu filho tem algum problema, já lá vai o tempo em que as crianças que não aprendiam na escola eram rotuladas de "burras", hoje em dia, as crianças são avaliadas e o ensino é adaptado às suas necessidades consoante o diagnóstico feito.

 

Os estabelecimentos de ensino regulares já têm professores especializados para apoiar as crianças com NEE, têm psicólogos e professores de apoio. Não há que recear. Dando o primeiro passo, o resto se há de compor. 

 

Mas, a maior dificuldade é que a criança aprenda com gosto. E o gosto no estudo não se pode ir buscar a lado nenhum senão ao interior de cada pessoa. Um dia, alguém me disse que muitas vezes estas crianças são assim, meio despistadas e sem "foco" até ao dia em que sentem um "clique" e começam a ver as coisas de outra forma, empenhando-se ao máximo na realização dos seus objetivos.

 

Ora eu, uma mãe como tantas outras que passam por estas coisas, aguardei que realmente um dia este clique acontecesse... e no meio da maior confusão, dos mais complicados problemas algo mudou. E dei por mim a pensar que as "guerras do estudo" tinham diminuído, o empenho estava no máximo, a dedicação era agora uma constante e tanto esforço começava a refletir-se nas notas! Finalmente!

 

Agora tudo parecia mais fácil, os projetos para o 10º ano estavam finalmente em cima da mesa, as disciplinas dos cursos profissionais foram todas analisadas uma a uma e uma ou duas opções ficaram escolhidas. Mas, (porque é que tem de haver sempre um mas?) fecharam-nos a porta!

 

A lei diz que alunos do DL 3/2008 (NEE) só se podem inscrever em cursos profissionais se tiverem (à data da matrícula) no máximo 19 anos.

 

A lei, meus amigos está contra nós!

 

 

Mais uma vez, fecha-nos a porta na cara, manda-nos com os nossos planos para o lixo!

 

É justo? Logo agora que a rapariga quer estudar! 

 

(Se não aceitarem a matrícula numa área, sem ser curso profissional, ao abrigo do 3/2008 e por disciplinas, estou a considerar escrever uma carta ao ministro da educação...)

 

 

 

 

 

 

35 horas de trabalho semanal

Parece que é isto que está em causa hoje (greve). Bem sei que era um direito da função pública e que lhes foi retirado há uns tempos. Agora uns trabalham menos do que outros.

 

O horário de trabalho no comércio tradicional é das 9 às 13 e das 15 às 19 de segunda a sexta e aos sábados das 9 às 13h. Somando dá 44 horas semanais. 

 

Quem trabalha por conta própria não tem horários, ou se os tem, muitas vezes trabalha muito mais horas porque precisa.

 

Eu sei, que as pessoas têm o direito de lutar por melhores condições. Hoje vi entrar todas as professoras da escola primária onde a Maria estuda. Todas. E nem uma auxiliar. Por isso, a escola não abriu. Nem esta, nem nenhuma outra aqui na cidade. As minhas filhas têm quem fique com elas - eu. Ou a avó. Mas penso que muitos pais estão hoje verdadeiramente atrapalhados com toda esta situação... se é impacto que querem causar, parece que cumpriram o objetivo.

 

 

 

 

Diz que hoje é feriado.

Aqui no concelho onde vivemos, por isso estamos em casa. O pai, a trabalhar em Lisboa, não teve esta benesse. E, alguém se esqueceu de avisar a Lúcia deste dia já que a rapariga acordou às seis e meia da manhã... são agora quase nove e meia e daqui pouco irá dormir a sesta. Eu, aproveitei para limpar e arrumar as bancadas da cozinha que têm andado mesmo desprezadas.

 

Ainda tenho muitas coisas que quero fazer hoje, a pensar na greve de amanhã!

 

Mas, hoje é feriado, um feriado católico (?), mas não é dia santo. Penso que em tempos passados a quinta feira da Ascensão era feriado, hoje em dia celebramos a Ascensão no próximo domingo, quer isto dizer que ainda estamos na Páscoa! No tempo da Páscoa! Até à grande festa de Pentecostes!

 

Bem, vou tentar dar conta das minhas tropas!

 

 

 

 

Envelhecer lado a lado

Quando temos quinze anos talvez nos custe pensar que aos trinta e seis ainda sejamos novos, ou que aos quarenta poderemos estar ainda melhor... na maior parte dos dias sinto que tenho cinquenta anos, sinto-me incomodada com tanta coisa, tenho dores nas costas, sofro de ansiedade, oh... é um rol de coisas capaz de encher uma resma de folhas!

 

Normalmente é em conversa com outras pessoas que vejo que ainda sou, de facto, bastante nova. E, é o meu marido quem faz questão de me recordar isto muitas vezes... apesar de ter mais dois anos do que eu, tem uma postura muito mais "animada" quanto às nossas idades!

 

Não é que eu tenha medo de envelhecer, porque gosto de viver, sei que não estou sozinha e que vamos os dois envelhecendo juntos... dia após dia. E tentamos viver bem o tempo que nos vai sendo dado, partilhando as alegrias e as tristezas, a saúde e a doença, tal como prometemos há uns anos um ao outro, respeitando-nos e à nossa família.

 

O ritmo da nossa vida foi sofrendo muitas alterações, umas forçadas outras planeadas, em vários momentos vimos aquilo que era "garantido" tornar-se imprevisível, muitas vezes não concordamos com as mesmas coisas, temos discussões por coisas importantes e outras sem importância nenhuma! Não pensem que lá em casa é tudo sorrisos e jarras de rosas perfumadas, há espinhos e daqueles que picam bastante, caras amuadas e lágrimas de tristeza. 

 

No entanto, é preciso continuar a lutar por sermos uma família, não de cinco, mas de sete. Sim, fazemos questão de convidar Jesus e Maria para lá viverem connosco em casa. E sim, ainda tenho o sonho de, quando formos velhinhos, vermos entrar na nossa casa as famílias dos nossos filhos que nos virão visitar e encher de mimos!

 

Até lá parece-me que temos de nos esforçar a sério para não deixarmos de ser um casal, mais do que pais, somos um só, e se perdermos isto, não nos restará muito mais do casamento quando as pequenas saírem do ninho! Ou será que queremos olhar um para o outro, quando estivermos só os dois e perguntarmo-nos "quem é este/a"?

 

É um desafio muito grande olharmos um para o outro na loucura que é o dia a dia sempre cheio de acontecimentos e coisas para fazer.

 

Há uns tempos eu achava que para manter o meu casamento vivo e emocionante era preciso fazermos um fim de semana só os dois, depois comecei a pensar que talvez bastasse um dia a passearmos juntos, mas ultimamente tenho começado a pensar se não nos bastará aproveitar bem aqueles momentos em que estamos juntos... dez minutos aqui, meia hora acolá... e é por isso que não abdico da hora de deitar as nossas filhas, à hora marcada, mais coisa, menos coisa, a casa fica sossegada, e podemos enfim estar os dois, como se de facto nada mais importasse! 

 

Eu não quero envelhecer sozinha, isolada e seca, quero viver lado a lado com as pessoas que fazem parte da minha vida, criar laços, fazer memórias, deixar saudades... 

 

 

 

 

 

 

 

 

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