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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Segunda-feira, 29.05.17

O clique e a porta fechada

Ser mãe de crianças/jovens com necessidades educativas especiais (NEE) é um grande desafio.

 

Começa por ser capaz de reconhecer que o nosso filho não se enquadra nos padrões regulares de aprendizagem, e para isso é preciso ter a humildade suficiente para aceitar a opinião de professores, médicos ou até mesmo ter a coragem de marcar aquela consulta de desenvolvimento para ter a certeza do que se passa aos primeiros sinais de alerta. Não é fácil para ninguém admitir que o seu filho tem algum problema, já lá vai o tempo em que as crianças que não aprendiam na escola eram rotuladas de "burras", hoje em dia, as crianças são avaliadas e o ensino é adaptado às suas necessidades consoante o diagnóstico feito.

 

Os estabelecimentos de ensino regulares já têm professores especializados para apoiar as crianças com NEE, têm psicólogos e professores de apoio. Não há que recear. Dando o primeiro passo, o resto se há de compor. 

 

Mas, a maior dificuldade é que a criança aprenda com gosto. E o gosto no estudo não se pode ir buscar a lado nenhum senão ao interior de cada pessoa. Um dia, alguém me disse que muitas vezes estas crianças são assim, meio despistadas e sem "foco" até ao dia em que sentem um "clique" e começam a ver as coisas de outra forma, empenhando-se ao máximo na realização dos seus objetivos.

 

Ora eu, uma mãe como tantas outras que passam por estas coisas, aguardei que realmente um dia este clique acontecesse... e no meio da maior confusão, dos mais complicados problemas algo mudou. E dei por mim a pensar que as "guerras do estudo" tinham diminuído, o empenho estava no máximo, a dedicação era agora uma constante e tanto esforço começava a refletir-se nas notas! Finalmente!

 

Agora tudo parecia mais fácil, os projetos para o 10º ano estavam finalmente em cima da mesa, as disciplinas dos cursos profissionais foram todas analisadas uma a uma e uma ou duas opções ficaram escolhidas. Mas, (porque é que tem de haver sempre um mas?) fecharam-nos a porta!

 

A lei diz que alunos do DL 3/2008 (NEE) só se podem inscrever em cursos profissionais se tiverem (à data da matrícula) no máximo 19 anos.

 

A lei, meus amigos está contra nós!

 

 

Mais uma vez, fecha-nos a porta na cara, manda-nos com os nossos planos para o lixo!

 

É justo? Logo agora que a rapariga quer estudar! 

 

(Se não aceitarem a matrícula numa área, sem ser curso profissional, ao abrigo do 3/2008 e por disciplinas, estou a considerar escrever uma carta ao ministro da educação...)

 

 

 

 

 

 

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