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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Mudar cá dentro #3

Mudar implica deixar de ter, de fazer, deixar de ser de determinada forma. Na maior parte dos dias encontro motivação suficiente para continuar com a mudança, noutros dias sinto-me mais tentada a seguir outro caminho. Mudar dá muito trabalho, requer persistência. Acima de tudo requer confiança. 

 

Eu sou do tipo de pessoa que se "perde" nos projetos que tem, que tem tendência para adiar coisas menos interessantes e para deixar cerca de dez por cento do projeto para concluir. 

 

Tenho neste momento uma folha com alguns (poucos) grandes objetivos para concretizar até ao final deste mês. Deveria ter cumprido já mais de cinquenta por cento, mas não o fiz. Perco muito tempo em coisas secundárias, navego demais nesta Internet à procura de coisas e mais coisas quando na verdade já tenho as coisas definidas... e estou justamente a escrever isto enquanto a pequena Lúcia dorme a sesta para ver se ganho #vergonhanacara e me lanço com todas as minhas forças em pelo menos dois destes objetivos.

 

Assim, terei de fazer uma espécie de restrição nas navegações: durante os próximos três dias - quinta, sexta e sábado - não usarei a Internet senão para assuntos de contabilidade, escola e faturação; e farei uma visita ao site das Famílias de Caná na sexta feira, porque me faz bem ao espírito!

 

Até breve!

 

 

 

Assim sendo, mãos à obra!

Mudar cá dentro #2

Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes"

Lc 16, 10

 

Eu queria ser fiel nas coisas grandes e ir deixando andar as coisas pequenas. Aquelas coisitas aborrecidas, monótonas, desinteressantes... essas eram para depois. É daqueles defeitos que uma pessoa tem e que com o tempo acaba por adotar como qualidade. Quebrar esta pequena barreira escolhendo sempre as coisas grandes é andar sempre a adiar e a ignorar mais de setenta e cinco por cento da vida.

 

A vida não é apenas aquele almoço de festa, aquela reunião importante, o passeio em família, as férias... a vida é aquele papel que é preciso pedir na secretaria da escola, o mail que se tem de enviar a reclamar de um serviço, o chão sempre sujo da cozinha, o interminável monte de roupa para passar, aqueles bifes escondidos no fundo do congelador há dois meses, a caixa vazia de benuron, o pão que se compra todos os dias, os momentos em que toda a família se junta à mesa... o silêncio quando a noite já vai avançada, o sol a entrar as frestas das janelas pela manhã...

 

Muitas vezes me senti sobrecarregada quando me via literalmente engolida por dezenas de pequenas coisas para fazer, lamentando-me por mais isto e mais aquilo... escolhendo ignorar quando deveria encarar, mas tenho feito um grande esforço por mudar, por me poder dar - em primeiro a Deus, depois à minha família, aos outros... é daqueles investimentos em que não vemos os frutos no imediato, mas que temos esperança de ver florescer um dia!

 

Quem encontrar a sua vida há de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la." 

Mt. 10, 39

 

Eu acredito - de verdade- que cada vez que dou o meu tempo, a minha dedicação, a minha vida aos outros, um dia terei a vida eterna, mesmo que este dar a vida sejam apenas aqueles quinze minutos de oração em família, ou aqueles dez minutos em que apanho os brinquedos do chão, ou aquela meia hora em que preparo uma refeição... 

 

 

Mudar cá dentro

Durante muito tempo convenci-me de que precisava das minhas coisas, não para ser feliz, mas para viver estavelmente. Não só gostava de as ter como gostava de as ver. Molduras, estatuetas, caixas, potes, livros... e por aí fora. Sentir que tinha as coisas ali "à mão" dava-me aquela falsa sensação de controlo. Falsa, sim. No fundo sempre tive a noção de que não importa a quantidade de coisas que se tem, importa muito mais quem temos connosco.

 

Mesmo assim, por diversas situações que vivi deixei de ter controlo nas coisas que guardava e nas que não me faziam falta, e durante muitas vezes parti numa aventura de organizar a casa, mas comecei pelo fácil: umas etiquetas bonitas nuns frascos e esse género de coisas. Pouco tempo depois desistia porque aquilo da organização era para gente pindérica e que não tinha mais nada para fazer.

 

Quanto mais coisas guardava e tinha em casa, menos vontade tinha de as arrumar, isto porque não estou o dia inteiro em casa, porque somos muitos a desarrumar, porque podia ser preciso e assim já estava ali à vista ou ainda porque era preciso mudar isto ou aquilo e só depois se pode arrumar melhor... e assim uma pessoa começa a inventar desculpas (ao género daquelas que inventamos quando não queremos reconhecer que estamos a engordar e nada fazemos para contrariar) é um estado quase depressivo no que à lida da casa diz respeito, adia-se, finge-se que não se vê... habitua-se a ver (afinal há piores)... e sempre a piorar...

 

Um dia, ouvi uma blogger no seu canal do youtube a dizer uma coisa que me fez abrir os olhos:

 

Valoriza a casa que tens, como está agora, não como querias que fosse. Cuida dela, mima-a, porque a tua casa pode não ser tão bonita como as do Pinterest, pode não ter aqueles acesórios todos chiques, mas é a tua casa, faz dela um lar! Pior do que uma casa humilde e antiga é uma casa suja e desarrumada"

 

Toma lá! Sinceridade da mais pura! De que estava eu à espera para mudar? A minha casa nunca será perfeita, mas pode ser funcional e simples. É neste ponto que me encontro. Começar pelo mais difícil: tirar tudo dos armários e fazer "montes" de coisas semelhantes (roupas, brinquedos...), depois é escolher e tirar de casa - tirar mesmo - o que não nos serve.

 

Dá trabalho. Cansa. É desesperante. Muitas vezes frustrante. Não se consegue fazer tudo num dia. Mas, com força de vontade, dá para começar num sítio e ir avançando. Eu comecei pelas áreas piores: o roupeiro do meu quarto, a bancada da cozinha, os roupeiros da Lúcia e da Maria, juntar todos os brinquedos no quarto, ... quem quer ir vendo é clicar no Instagram e ir dando uma vista de olhos.

 

Neste momento não há volta atrás. Tenho ocupado cada pedaço do meu tempo para fazer da minha casa um lar, para ter gosto em acordar de manhã e ver uma casa limpa e organizada. Se é fácil, não é. Mas não vou desistir.

 

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Podem ouvir aqui este belo podcast em inglês... para quem é como eu e quer mesmo mudar. (Dá para ouvir enquanto se passa a ferro, por exemplo)

 

 

 

 

Na verdade...

... estou com algumas dificuldades em organizar-me. Espero voltar em breve aqui ao blogue, agradeço ao Sapo o destaque na homepage — que eu não vi — mas pelo histórico de visitas só pode ter sido isso que aconteceu no sábado passado.

Entretanto esqueci-me de tirar fotos, estas são as únicas:

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20 coisas que posso tirar de casa HOJE

  1. Meias sem par (guardadas há meses numa gaveta à espera do par que desapareceu...)
  2. Papéis de rascunho, talões de compras que já não estão no prazo de trocas, envelopes velhos, recados
  3. Cd's e DVD's antigos, riscados
  4. Amostras de hoteis e produtos de higiene que não gostámos e mesmo assim estão guardados
  5. Canetas sem tinta, estragagas, lápis velhos que já nem dão para afiar
  6. Roupa que não vestimos há pelo menos um ano (sim, inclui o vestido do baile de finalistas, mas exclui o vestido de casamento)
  7. Mercearias que estão há muito tempo na despensa e não vamos voltar a usar
  8. Medicamentos fora da validade e aqueles que só usámos pontualmente (entregar na farmácia)
  9. Utensílios de cozinha muito na moda, mas que na prática nunca usámos tipo descascador de laranjas
  10. Livros de culinária e coleções de receitas - sim aquelas que nunca fizemos 
  11. Caixas de eletrodomésticos e de telemóveis (e os ditos se já não os usamos, claro)
  12. Sapatos, chinelos e botas que não usamos e/ou não servem
  13. Tampas sem caixa e caixas sem tampa (tipo tuperware)
  14. Malas e bolsas estagadas 
  15. Facas que não cortam e tesouras no mesmo estado
  16. Cabides partidos ou na eminência de se partirem
  17. Manuais de instruções de aparelhos antigos
  18. Pequenos eletrodomésticos que não usamos (máquina de pão, fritadeira...)
  19. Briquedos e jogos em que faltam peças, partidos ou muito velhos
  20. Aqueles potes que nos ofereceram em 1996...
  21. Sacos de papel das lojas ou sacos grandes de supermercado (bastam 4 ou 5)
  22. Faturas anteriores a 2010
  23. Toalhas turcas já sem "felpo" e quase rotas
  24. Agendas antigas
  25. e por último... bilhetes de cinema, de transportes, passes antigos

 

Eram 20 Coisas, lembram-se?

As últimas 5 foram um bónus!!!

 

 

Sugestão para quem não sabe como começar:

  • Comprar sacos de lixo resistentes de 100Lt
  • Agarrar num saco e percorrer as várias divisões, tudo o que não presta vai para o saco. Só o que está nos móveis, em cima de alguma bancada, também se pode abrir uma ou outra gaveta - em especial a gaveta das tralhas - e terminar no frigorífico
  • Seguir a lista acima durante dez minutos alguns dias por semana!

 

Tarefas domésticas

AVISO: »»---- Post não recomendado a feministas pessoas sensíveis----««

 

Cada família tem uma rotina própria no que a tarefas domésticas diz respeito. Se há ou não divisão ou se há tabela rotativa de tarefas, esse género de coisas. Aumentando a família, aumenta o trabalho, aumenta a quantidade de roupa, de loiça, de compras no supermercado, as paredes aparecem misteriosamente riscadas, cortinados cortados ou rasgados e muito, muito lixo para gerir!

 

Sair de casa dos pais, além de se poder ter o próprio espaço, implica gerir uma casa, que por sua vez inclui - além de escolher toalhas a combinar com os pratos e copos para várias ocasiões - a limpeza e a manutenção do espaço... e toda a gente que já saiu de casa dos pais sabe... dá muito trabalho!

 

Na nossa casa sou eu quem cuido da limpeza, da roupa e da comida. Juntamente com a minha descendência -as mais velhas - esforçamo-nos por manter o nível básico de limpeza e arrumação da casa, por fazer a comida e por ter roupa lavada e passada nos roupeiros. Nunca tivemos empregada doméstica e não está nos nossos planos vir a ter. Em alturas criticas a minha mãe deu-nos sempre uma grande ajuda, neste momento prefiro que ela fique com a Lúcia e dedico-me mais à casa.

 

Nestes mais de catorze anos de "gestora da casa" já falhei muitas vezes e em muitas coisas. Alturas houve em que a casa estava sempre muito bem cuidada, depois aquela época terrível em que deixei de querer saber e ainda a época em que quase-quase consegui ter a casa minimamente em ordem... depois chegou a Lúcia e novamente as coisas começaram a "andar", quanto mais deixamos "para depois", menos fazemos, porque o depois demora muito a chegar. Quero com isto dizer que existiram fases na minha vida em que não tive nem tempo, nem coragem para cuidar da casa como deveria.

 

Sendo que é suposto sentirmo-nos bem em casa, sabendo que não ser a fada do lar esperada não é um defeito, mas uma realidade resolvi recomeçar. Não do zero, porque é impossível retirar tudo de casa e começar de novo, mas do ponto onde estamos.

 

  1. Eu quero que a minha casa seja um local simples, limpo, arrumado e organizado
  2. não tenho tempo para me dedicar a "limpezas de verão" e
  3. temos muita tralha em casa

 

Desta vez, mudei de atitude, se antes considerava que era um sacrifício cuidar da casa, ter mil e uma outra coisas para gerir ao mesmo tempo; passei a considerar o tempo que dedico à casa um tempo de doação, de amor e um tempo meu. Posso ter uma casa à minha imagem, posso colocar tudo o que sou nestas pequenas tarefas aborrecidas, posso oferecer à minha família uma casa cuidada.

 

Isto já vai longo, mas como o blogue é uma espécie de diário, vou continuar...

 

Com a decisão tomada só precisava de força e coragem. Porque a casa estava uma verdadeira confusão (pena ter tão poucas fotografias do "antes" e nenhuma dos sacos de lixo que já retirei... Assim pensei em recorrer à minha "dose de vitaminas" para ganhar mais energia, comecei pouco a pouco, uma hora por dia, as tardes de sábado, as manhãs de domingo... e vejo o quanto já consegui fazer, mais do que "organizar" vejo que esta força e coragem finalmente chegaram, sem sequer ter ido à farmácia! Quantas graças dou em cada dia por esta mudança! Quantas ainda tenho de dar!

 

Não tenho uma data para concluir esta tarefa, mas sei que o farei nos próximos meses.

 

Então e o teu marido, perguntam vocês? Ah... o meu marido tem sido uma grande ajuda, remodelou o nosso quarto o que me obrigou a retirar tudo de lá, colocou chão no roupeiro o que me obrigou a tirar tudo de lá, pintou toda a parte de cima da casa (escritório - sala - espaço de biblioteca) o que... sim, me obrigou a tirar muita, muita coisa de lá!!!

 

É o meu marido que mantém as coisas em funcionamento, é ele que repara, que concerta, que aparafusa e fura, que tem grandes ideias para mudar a casa e ajuda na sua concretização... é ele que incentiva a ideia de destralhar, tendo já feito grandes progressos nas suas "zonas de trabalho", sim, o meu marido não aspira, nem faz comida, não lava loiça, nem passa a ferro, mas tem grandes responsabilidades na manutenção da casa e do quintal... dos carros e das ferramentas das obras... e dos mimos às suas quatros mulheres da casa!

 

Ele é o pilar, eu sou a trave e é assim que a nossa casa, o nosso lar, a nossa família se vai mantendo erguida!

 

 

 

 

 

 

 

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