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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Quinta-feira, 27.07.17

Se...

olhas para este blogue, para as nossas fotografias e pensas que somos uma bonita família, numa bonita casa, com filhas bonitas e uma gata bonita... pensa melhor...

 

Não existem famílias perfeitas, sempre "bonitas" mesmo que as imagens do facebook ou do Instagram nos queiram fazer acreditar nisso. A minha casa é exatamente como as outras. A minha família também. A família daquela tua amiga que está de férias nas águas quentes de um país tropical também. A da tua outra amiga que finalmente comprou a sua casa e já a decorou com todos os pormenores também. 

 

Ninguém é imensamente feliz em cem por cento do tempo.

 

Só os que já são santos e nem ligam a certos pormenores terrenos. Todos nós que continuamos a cometer aquelas falhas e erros temos momentos bons e menos bons, mas não fica bem ocupar um feed de notícias com três cestos de roupa para passar, com a areia dos gatos por limpar, com os lenços de papel amachucados em tempo de alergias, também não é bonito colocar uma fotografia do casal logo depois de uma discussão (todos as têm e se não têm a coisa vai mesmo mal), ninguém quer aparecer ao mundo naquela t-shirt de 1999 cheia de manchas, ninguém mostra as migalhas no chão depois de uma festa... mostram só a mesa num "antes" maravilhoso, mostram só os beijinhos e abraços, o vestido novo, a écharpe, o closet com todas as roupas alinhadas naquela fotografia que tornará imortal um acontecimento.

 

As pessoas têm medo, medo de ser julgadas pelo que são, pelo que sentem.

 

Eu também sinto isso.

 

Eu também sinto inveja das famílias perfeitas - mesmo sabendo que não o são - eu também fico triste por ver toda a gente divertida nas férias, ou por ouvir todos os relatos de férias fantásticas durante o verão, eu também me sinto inferior por não ser a mulher bem sucedida na sua carreira profissional depois de tanto investimento em estudos. 

 

Agora, eu não quero ficar presa a estes sentimentos mais do que o mínimo indispensável para sentir pena de mim própria, comer um chocolate ou uma bola de Berlim ali da pastelaria e seguir com a minha vida pequenina.

 

Eu não quero que este sentimento me corroa a alma até não restar mais nada a não ser a dor.

 

Eu não posso deixar que este sentimento esporádico se torne permanente. É por isso que procuro chegar ao fim do dia e agradecer o que tenho, o que sou, o que fiz. Se são coisas pequeninas paciência. Se são coisas desinteressantes aos olhos dos outros, não importa. São essas coisas pequeninas do tamanho de "um grão de mostarda" que eu quero no meu coração, porque eu sei que a árvore que nasce dessa semente pode um dia ser "a maior de todas as árvores do jardim". (Mt.13, 31-32)

 

 

 

 (obrigada V. L. por aquela pequena conversa no mensenger, este post 1000 dedico-o a ti!)

 

 

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Quarta-feira, 26.07.17

n.º 999

Este é o meu post número novecentos e novena e nove.

 

Este foi o número de vezes que abri a página de escrita e que cliquei em "publicar". Muitas mais vezes escrevi e apaguei, ou guardei para depois e depois significou nunca mais. Ao longo de todos estes textos contei histórias, vivências, partilhei memórias e confesso que até escrevi algumas coisas que talvez não conseguisse dizer "cara a cara" se me encontrasse com cada uma das pessoas que aqui passa.

 

Esta tem sido a minha passagem para o mundo dos blogues, não daqueles escritos por pessoas famosas que mostram as suas unhas pintadas com o verniz x e que experimentaram por coincidência todas o mesmo produto naquela semana... os blogues são muito mais do que publicidade.

 

Os blogues são namoros, noivados e casamentos, são mudanças de trabalho e de cidade, são chávenas de chá em dias frescos e cafés na varanda... são semanas de gravidez contadas ou passeios pelas cidades, são piqueniques no campo e saltos no trampolim, viagens de autocarro, aulas e métodos de estudo, são piadas engraçadas, são descobertas, são famílias grandes e pequenas, são sorrisos e lágrimas, são confusão e solidão... são milhares de livros lidos, outros tantos para ler e bichanos mimados, são pessoas sós e agulhas de croché... são catequeses e ensinamentos, são parvoíces e coisas sérias, sim...

 

Os blogues do Sapo são blogues com gente dentro.

 

Sei que certamente não nos chegaremos a conhecer pessoalmente, mas a verdade é que estas pessoas fazem parte da minha vida!

 

Obrigada por escreverem, por partilharem, por viverem!

 

 

 

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 25.07.17

Mudar cá dentro #4

"Era uma vez uma dona de casa que queria ser mais, que queria ser aquilo que via em blogues e que no fundo, no fundo bem sabia que nunca iria acontecer, mas mesmo assim, decidiu tentar. Tentou ter a casa arrumada, ter uma despensa cheia de coisas boas para que nada faltasse, tentou programar menus e aproveitar as promoções. Tudo em grande! Com direito a cupões de desconto. Em poucos meses o stock duplicou, triplicou... e aquela sensação de que se tem tudo controlado fez com que se sentisse de facto uma excelente dona de casa.

 

MAS

 

Um dia, reparou que existiam umas pequenas borboletas castanhas na despensa, eram pequeninas, mal se viam. Passou um tempo e afinal eram dezenas delas, e já bem grandes... então nesse dia, resolveu ir limpar a despensa, fazer a escolha das coisas mais antigas - estão a ver onde é que esta história vai acabar, certo? - pois, a descoberta foi pavorosa. Praticamente todo o stock de farinha estava atacado, assim como muitas outras coisas, esta dona de casa passou de supercontrolada a completamente descontrolada... foi preciso terapia de choque. Foi preciso retirar tudo da despensa, limpar, lavar as paredes, pintar e recomeçar."

 

Desde este fatídico período nunca mais guardei nada de mercearias naquela despensa, reorganizei os móveis da cozinha e em duas portas guardei o que nos ia fazendo falta. Dois pacotes de cada coisa e ia repondo consoante ia gastando. Claro que este método obriga a andar sempre nas compras e, para quem detesta o processo... torna-se uma canseira! Hoje me dia a coisa está mais organizada porque já consigo "prever" mais ou menos as quantidades de coisas que gastamos por mês - agora nem tanto, porque as miúdas estão de férias e não há nada melhor do que elas almoçarem na cantina da escola! - mas tento sempre ter aquilo que considero suficiente e não ter coisas a mais.

 

Então e a tal despensa? Ah pois, essa zona tenebrosa da casa serviu essencialmente para colocar pacotes de leite, guardanapos, papel absorvente, tralha, roupa para passar a ferro e tralha. Já escrevi tralha? No fim de semana passado ganhei coragem - que bem preciso - e tirei tudo de lá, organizei as coisas, e reparei que 50% das coisas que lá estavam eram.... roupas para escolher e para passar a ferro. No sábado adiantei alguma roupa, mas no domingo à noite fiz uma maratona de três horas, passei quase tudo, fiquei exausta. Na segunda passei o resto, e pela primeira vez neste ano tenho a roupa em dia!

 

Estou bastante satisfeita comigo. Aliás, só o facto de poder olhar para a despensa e sorrir já é recompensa suficiente, mas descobri ao longo deste processo que sou capaz. Eu sou capaz de manter a casa em ordem porque isso me faz sentir bem. Eu sou capaz de manter algum equilíbrio na gestão doméstica, não por obrigação, mas por amor.

 

Logo mais à noitinha já mostro como ficou a despensa (esqueci-me de tirar uma foto), só não mostro o "antes" porque me envergonho bastante daquilo!

 

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Terça-feira, 25.07.17

E então famílias de Caná,

contem lá, quantas vezes rezaram a consagração e só no final repararam que se esqueceram de acrescentar "como tu e José teu esposo"?

 

Será que só nós nos distraímos uma meia dúzia de vezes???

 

 

 

 

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Segunda-feira, 24.07.17

O acampamento das Famílias de Caná

Está mesmo aí ao virar da esquina, nem acredito que vamos poder ficar no Canto de Caná, que vamos ter companhia - da boa - e que teremos tantas, mas tantas coisas para fazer neste fim de semana!

 

Só hoje consegui virar a página e focar-me neste próximo acampamento da família. Tenho neste momento as minhas expetativas elevadas ao mais alto que pode haver... lá por casa já se nota a alegria  e ansiedade de rever amigos, desta vez durante um fim de semana inteiro!

 

Desde que fomos chamados às Famílias de Caná que temos vindo a descobrir novas formas de aproveitar cada pedaço dos nossos dias, que temos tentado mudar a nossa maneira de ser e de pensar. É pois com grande alegria que aguardamos os momentos fortes de partilha em família de famílias como o retiro do Natal ou da Quaresma, e se um dia de retiro em família é bom, um fim de semana será muito, muito bom!

 

Sabemos que as famílias acolhedoras têm tudo muito bem programado, com fortes momentos de oração, com muita partilha, com atividades de evangelização e até teremos um serão junto à fogueira... eu sei parece pouca coisa quando se aspira a umas férias nas Caraíbas, mas para quem um dia ousou sonhar com tendas ali montadas, risos, gargalhadas, cânticos e refeições partilhadas é mesmo uma grande alegria!

 

Não sei se será um tempo de muito descanso, porque acampar dá muito trabalho, mas sei que haverá sempre alguém com quem trocar algumas palavras, que as nossas filhas terão sempre alguém com quem partilhar umas bolachas, que haverá sempre alguém que nos ajude, sei que os laços de amizade serão renovados, que cada momento vivido dará para encher um baú de memórias...

 

 

 

 

 

 

 

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Sexta-feira, 21.07.17

3º Aniversário

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Esqueci-me por completo, mas no dia um de julho de 2014 abri as portas e janelas a esta casa aqui no bairro! Entretanto a casa já foi remodelada vezes sem conta, mas o essencial permanece!

 

Entretanto consegui adiantar uma boa parte das tarefas a que me propus, graças a Deus! 

 

Bom fim de semana a todos e não se esqueçam de VIVER! Mesmo que aquilo que está na vossa lista não seja "ir de férias", "ir à esplanada" ou !ir aos saldos"!

 

 

 

 

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Quarta-feira, 19.07.17

Mudar cá dentro #3

Mudar implica deixar de ter, de fazer, deixar de ser de determinada forma. Na maior parte dos dias encontro motivação suficiente para continuar com a mudança, noutros dias sinto-me mais tentada a seguir outro caminho. Mudar dá muito trabalho, requer persistência. Acima de tudo requer confiança. 

 

Eu sou do tipo de pessoa que se "perde" nos projetos que tem, que tem tendência para adiar coisas menos interessantes e para deixar cerca de dez por cento do projeto para concluir. 

 

Tenho neste momento uma folha com alguns (poucos) grandes objetivos para concretizar até ao final deste mês. Deveria ter cumprido já mais de cinquenta por cento, mas não o fiz. Perco muito tempo em coisas secundárias, navego demais nesta Internet à procura de coisas e mais coisas quando na verdade já tenho as coisas definidas... e estou justamente a escrever isto enquanto a pequena Lúcia dorme a sesta para ver se ganho #vergonhanacara e me lanço com todas as minhas forças em pelo menos dois destes objetivos.

 

Assim, terei de fazer uma espécie de restrição nas navegações: durante os próximos três dias - quinta, sexta e sábado - não usarei a Internet senão para assuntos de contabilidade, escola e faturação; e farei uma visita ao site das Famílias de Caná na sexta feira, porque me faz bem ao espírito!

 

Até breve!

 

 

 

Assim sendo, mãos à obra!

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Terça-feira, 18.07.17

Mudar cá dentro #2

Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes"

Lc 16, 10

 

Eu queria ser fiel nas coisas grandes e ir deixando andar as coisas pequenas. Aquelas coisitas aborrecidas, monótonas, desinteressantes... essas eram para depois. É daqueles defeitos que uma pessoa tem e que com o tempo acaba por adotar como qualidade. Quebrar esta pequena barreira escolhendo sempre as coisas grandes é andar sempre a adiar e a ignorar mais de setenta e cinco por cento da vida.

 

A vida não é apenas aquele almoço de festa, aquela reunião importante, o passeio em família, as férias... a vida é aquele papel que é preciso pedir na secretaria da escola, o mail que se tem de enviar a reclamar de um serviço, o chão sempre sujo da cozinha, o interminável monte de roupa para passar, aqueles bifes escondidos no fundo do congelador há dois meses, a caixa vazia de benuron, o pão que se compra todos os dias, os momentos em que toda a família se junta à mesa... o silêncio quando a noite já vai avançada, o sol a entrar as frestas das janelas pela manhã...

 

Muitas vezes me senti sobrecarregada quando me via literalmente engolida por dezenas de pequenas coisas para fazer, lamentando-me por mais isto e mais aquilo... escolhendo ignorar quando deveria encarar, mas tenho feito um grande esforço por mudar, por me poder dar - em primeiro a Deus, depois à minha família, aos outros... é daqueles investimentos em que não vemos os frutos no imediato, mas que temos esperança de ver florescer um dia!

 

Quem encontrar a sua vida há de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la." 

Mt. 10, 39

 

Eu acredito - de verdade- que cada vez que dou o meu tempo, a minha dedicação, a minha vida aos outros, um dia terei a vida eterna, mesmo que este dar a vida sejam apenas aqueles quinze minutos de oração em família, ou aqueles dez minutos em que apanho os brinquedos do chão, ou aquela meia hora em que preparo uma refeição... 

 

 

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Segunda-feira, 17.07.17

Mudar cá dentro

Durante muito tempo convenci-me de que precisava das minhas coisas, não para ser feliz, mas para viver estavelmente. Não só gostava de as ter como gostava de as ver. Molduras, estatuetas, caixas, potes, livros... e por aí fora. Sentir que tinha as coisas ali "à mão" dava-me aquela falsa sensação de controlo. Falsa, sim. No fundo sempre tive a noção de que não importa a quantidade de coisas que se tem, importa muito mais quem temos connosco.

 

Mesmo assim, por diversas situações que vivi deixei de ter controlo nas coisas que guardava e nas que não me faziam falta, e durante muitas vezes parti numa aventura de organizar a casa, mas comecei pelo fácil: umas etiquetas bonitas nuns frascos e esse género de coisas. Pouco tempo depois desistia porque aquilo da organização era para gente pindérica e que não tinha mais nada para fazer.

 

Quanto mais coisas guardava e tinha em casa, menos vontade tinha de as arrumar, isto porque não estou o dia inteiro em casa, porque somos muitos a desarrumar, porque podia ser preciso e assim já estava ali à vista ou ainda porque era preciso mudar isto ou aquilo e só depois se pode arrumar melhor... e assim uma pessoa começa a inventar desculpas (ao género daquelas que inventamos quando não queremos reconhecer que estamos a engordar e nada fazemos para contrariar) é um estado quase depressivo no que à lida da casa diz respeito, adia-se, finge-se que não se vê... habitua-se a ver (afinal há piores)... e sempre a piorar...

 

Um dia, ouvi uma blogger no seu canal do youtube a dizer uma coisa que me fez abrir os olhos:

 

Valoriza a casa que tens, como está agora, não como querias que fosse. Cuida dela, mima-a, porque a tua casa pode não ser tão bonita como as do Pinterest, pode não ter aqueles acesórios todos chiques, mas é a tua casa, faz dela um lar! Pior do que uma casa humilde e antiga é uma casa suja e desarrumada"

 

Toma lá! Sinceridade da mais pura! De que estava eu à espera para mudar? A minha casa nunca será perfeita, mas pode ser funcional e simples. É neste ponto que me encontro. Começar pelo mais difícil: tirar tudo dos armários e fazer "montes" de coisas semelhantes (roupas, brinquedos...), depois é escolher e tirar de casa - tirar mesmo - o que não nos serve.

 

Dá trabalho. Cansa. É desesperante. Muitas vezes frustrante. Não se consegue fazer tudo num dia. Mas, com força de vontade, dá para começar num sítio e ir avançando. Eu comecei pelas áreas piores: o roupeiro do meu quarto, a bancada da cozinha, os roupeiros da Lúcia e da Maria, juntar todos os brinquedos no quarto, ... quem quer ir vendo é clicar no Instagram e ir dando uma vista de olhos.

 

Neste momento não há volta atrás. Tenho ocupado cada pedaço do meu tempo para fazer da minha casa um lar, para ter gosto em acordar de manhã e ver uma casa limpa e organizada. Se é fácil, não é. Mas não vou desistir.

 

--- ^^^^^---

 

Podem ouvir aqui este belo podcast em inglês... para quem é como eu e quer mesmo mudar. (Dá para ouvir enquanto se passa a ferro, por exemplo)

 

 

 

 

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por Olívia às 11:20

Quarta-feira, 12.07.17

Na verdade...

... estou com algumas dificuldades em organizar-me. Espero voltar em breve aqui ao blogue, agradeço ao Sapo o destaque na homepage — que eu não vi — mas pelo histórico de visitas só pode ter sido isso que aconteceu no sábado passado.

Entretanto esqueci-me de tirar fotos, estas são as únicas:

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Segunda-feira, 10.07.17

20 coisas que posso tirar de casa HOJE

  1. Meias sem par (guardadas há meses numa gaveta à espera do par que desapareceu...)
  2. Papéis de rascunho, talões de compras que já não estão no prazo de trocas, envelopes velhos, recados
  3. Cd's e DVD's antigos, riscados
  4. Amostras de hoteis e produtos de higiene que não gostámos e mesmo assim estão guardados
  5. Canetas sem tinta, estragagas, lápis velhos que já nem dão para afiar
  6. Roupa que não vestimos há pelo menos um ano (sim, inclui o vestido do baile de finalistas, mas exclui o vestido de casamento)
  7. Mercearias que estão há muito tempo na despensa e não vamos voltar a usar
  8. Medicamentos fora da validade e aqueles que só usámos pontualmente (entregar na farmácia)
  9. Utensílios de cozinha muito na moda, mas que na prática nunca usámos tipo descascador de laranjas
  10. Livros de culinária e coleções de receitas - sim aquelas que nunca fizemos 
  11. Caixas de eletrodomésticos e de telemóveis (e os ditos se já não os usamos, claro)
  12. Sapatos, chinelos e botas que não usamos e/ou não servem
  13. Tampas sem caixa e caixas sem tampa (tipo tuperware)
  14. Malas e bolsas estagadas 
  15. Facas que não cortam e tesouras no mesmo estado
  16. Cabides partidos ou na eminência de se partirem
  17. Manuais de instruções de aparelhos antigos
  18. Pequenos eletrodomésticos que não usamos (máquina de pão, fritadeira...)
  19. Briquedos e jogos em que faltam peças, partidos ou muito velhos
  20. Aqueles potes que nos ofereceram em 1996...
  21. Sacos de papel das lojas ou sacos grandes de supermercado (bastam 4 ou 5)
  22. Faturas anteriores a 2010
  23. Toalhas turcas já sem "felpo" e quase rotas
  24. Agendas antigas
  25. e por último... bilhetes de cinema, de transportes, passes antigos

 

Eram 20 Coisas, lembram-se?

As últimas 5 foram um bónus!!!

 

 

Sugestão para quem não sabe como começar:

  • Comprar sacos de lixo resistentes de 100Lt
  • Agarrar num saco e percorrer as várias divisões, tudo o que não presta vai para o saco. Só o que está nos móveis, em cima de alguma bancada, também se pode abrir uma ou outra gaveta - em especial a gaveta das tralhas - e terminar no frigorífico
  • Seguir a lista acima durante dez minutos alguns dias por semana!

 

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por Olívia às 07:00

Sábado, 08.07.17

Tarefas domésticas

AVISO: »»---- Post não recomendado a feministas pessoas sensíveis----««

 

Cada família tem uma rotina própria no que a tarefas domésticas diz respeito. Se há ou não divisão ou se há tabela rotativa de tarefas, esse género de coisas. Aumentando a família, aumenta o trabalho, aumenta a quantidade de roupa, de loiça, de compras no supermercado, as paredes aparecem misteriosamente riscadas, cortinados cortados ou rasgados e muito, muito lixo para gerir!

 

Sair de casa dos pais, além de se poder ter o próprio espaço, implica gerir uma casa, que por sua vez inclui - além de escolher toalhas a combinar com os pratos e copos para várias ocasiões - a limpeza e a manutenção do espaço... e toda a gente que já saiu de casa dos pais sabe... dá muito trabalho!

 

Na nossa casa sou eu quem cuido da limpeza, da roupa e da comida. Juntamente com a minha descendência -as mais velhas - esforçamo-nos por manter o nível básico de limpeza e arrumação da casa, por fazer a comida e por ter roupa lavada e passada nos roupeiros. Nunca tivemos empregada doméstica e não está nos nossos planos vir a ter. Em alturas criticas a minha mãe deu-nos sempre uma grande ajuda, neste momento prefiro que ela fique com a Lúcia e dedico-me mais à casa.

 

Nestes mais de catorze anos de "gestora da casa" já falhei muitas vezes e em muitas coisas. Alturas houve em que a casa estava sempre muito bem cuidada, depois aquela época terrível em que deixei de querer saber e ainda a época em que quase-quase consegui ter a casa minimamente em ordem... depois chegou a Lúcia e novamente as coisas começaram a "andar", quanto mais deixamos "para depois", menos fazemos, porque o depois demora muito a chegar. Quero com isto dizer que existiram fases na minha vida em que não tive nem tempo, nem coragem para cuidar da casa como deveria.

 

Sendo que é suposto sentirmo-nos bem em casa, sabendo que não ser a fada do lar esperada não é um defeito, mas uma realidade resolvi recomeçar. Não do zero, porque é impossível retirar tudo de casa e começar de novo, mas do ponto onde estamos.

 

  1. Eu quero que a minha casa seja um local simples, limpo, arrumado e organizado
  2. não tenho tempo para me dedicar a "limpezas de verão" e
  3. temos muita tralha em casa

 

Desta vez, mudei de atitude, se antes considerava que era um sacrifício cuidar da casa, ter mil e uma outra coisas para gerir ao mesmo tempo; passei a considerar o tempo que dedico à casa um tempo de doação, de amor e um tempo meu. Posso ter uma casa à minha imagem, posso colocar tudo o que sou nestas pequenas tarefas aborrecidas, posso oferecer à minha família uma casa cuidada.

 

Isto já vai longo, mas como o blogue é uma espécie de diário, vou continuar...

 

Com a decisão tomada só precisava de força e coragem. Porque a casa estava uma verdadeira confusão (pena ter tão poucas fotografias do "antes" e nenhuma dos sacos de lixo que já retirei... Assim pensei em recorrer à minha "dose de vitaminas" para ganhar mais energia, comecei pouco a pouco, uma hora por dia, as tardes de sábado, as manhãs de domingo... e vejo o quanto já consegui fazer, mais do que "organizar" vejo que esta força e coragem finalmente chegaram, sem sequer ter ido à farmácia! Quantas graças dou em cada dia por esta mudança! Quantas ainda tenho de dar!

 

Não tenho uma data para concluir esta tarefa, mas sei que o farei nos próximos meses.

 

Então e o teu marido, perguntam vocês? Ah... o meu marido tem sido uma grande ajuda, remodelou o nosso quarto o que me obrigou a retirar tudo de lá, colocou chão no roupeiro o que me obrigou a tirar tudo de lá, pintou toda a parte de cima da casa (escritório - sala - espaço de biblioteca) o que... sim, me obrigou a tirar muita, muita coisa de lá!!!

 

É o meu marido que mantém as coisas em funcionamento, é ele que repara, que concerta, que aparafusa e fura, que tem grandes ideias para mudar a casa e ajuda na sua concretização... é ele que incentiva a ideia de destralhar, tendo já feito grandes progressos nas suas "zonas de trabalho", sim, o meu marido não aspira, nem faz comida, não lava loiça, nem passa a ferro, mas tem grandes responsabilidades na manutenção da casa e do quintal... dos carros e das ferramentas das obras... e dos mimos às suas quatros mulheres da casa!

 

Ele é o pilar, eu sou a trave e é assim que a nossa casa, o nosso lar, a nossa família se vai mantendo erguida!

 

 

 

 

 

 

 

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Sexta-feira, 07.07.17

Aquelas coincidências da vida

Quando, há muitos anos, num piquenique de primavera com um grupo de amigos estive "mais perto" daquele rapaz, por quem o meu coração batia mais depressa, mas que talvez ainda não se apercebesse que eu existia, consegui articular alguma conversa com ele, uma das primeiras perguntas foi qual era o dia do seu aniversário. A resposta foi direta e muito pouco entusiástica: dia nove de julho. Nesse momento fiquei espantada e muito feliz, respondendo que eu fazia a oito... de julho!

 

Quando o nosso namoro dava os primeiros passos, jamais imaginávamos que as coincidências (ou não) ainda iam ser maiores! Pois é. No final de 2007 engravidei e a data esperada do parto era dia 4 de julho. Chegou o dia e nada, mais um dia e outro... e nada!

 

Na segunda feira dia 7 dei então entrada no hospital para que a Maria nascesse, como percebi que o trabalho de parto estava atrasado fiquei ansiosa e receosa que ela nascesse no dia 8. É sempre muito engraçado quando se faz anos no mesmo dia de alguém da família, mas eu sempre gostei que cada um tivesse o seu dia!

 

As horas passaram e nada de ver progressos. Pelas oito da noite conclui-se que não há forma da bebé nascer de parto normal e "agenda-se" a cesariana para dali a uma hora. Assim foi, com tanta confusão perdi a noção das horas, e quando ela finalmente nasceu perguntei logo que horas eram... eram 21.50h de dia 7! "Oh, que bom, disse eu, não queria nada que ela nascesse amanhã", depois expliquei o porquê...

 

Nos primeiros anos ainda consegui forma de ter três bolos, um no dia 7 outro no dia 8 e outro no dia 9, depois chegámos à conclusão de que não valia a pena, bastava um pequeno bolo no dia 7 e uma festa conjunta no dia 9 (ou seguinte para ser ao fim de semana)!

 

Ontem à noite depois de mais uma hora de limpeza intensa (ao frigorífico) conversava com o Álvaro dizendo que podíamos ter cinco festas em meses diferentes, mas não... temos três festas...uma dela três em um!!!

 

Hoje a Maria e a Margarida vão com a madrinha (minha irmã) e a minha mãe ao cinema e ao Mac. almoçar, hoje haverá bolo, hoje damos graças a Deus pelo dom da vida da nossa filha do meio, são nove anos sempre a crescer, de tamanho, mas sobretudo a crescer no coração, nas atitudes e na responsabilidade!

 

Parabéns Maria!

 

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(foto tirada no aniversário de 2016)

 

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Quarta-feira, 05.07.17

Festas de anos

Estou a preparar uma festa de anos. 

 

As nossas festas costumam ser o tradicional. É verão, temos um bolo de aniversário, mais uns doces, queijos, às vezes frango de churrasco (de compra), batatas fritas e já está.

 

Normalmente costumamos fazer um bolo "temático" decorado com imagens de uns desenhos animados ou flores ou outra coisa qualquer. Temos uns guardanapos coloridos, o básico. 

 

Durante algum tempo bastava-me a imaginação, depois descobri o Pinterest e a coisa mudou de figura... ando lá em busca de ideias e já percebi que as festas de aniversário estão a chegar a um patamar topo de gama... as decorações devem ser idênticas ao tema, as mesmas cores, o bolo, cupcackes a combinar... gelatinas em pequenos copos individuais e coisas assim.

Eu se calhar não tenho nem tempo, nem capacidade para magicar uma coisa assim...

 

O tema da nossa mini festa é o mar. Pensei em colocar um bolo azulado com uma estrela do mar a enfeitar e pronto... depois descobri coisas como estas e fiquei delirante! ---- >>

 

 

HELLO!!!

(só mais esta)

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Siiiiimmmm?

 

Ok, já estou de volta à minha realidade, terei de continuar a fazer a minha festa mais modesta, teremos enfeites e o bolo, algo deste género, mas em chantily e sem os peixitos, talvez com uma estrela do mar (afinal) e conchas...

 

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Isto também me parece fácil de fazer com o creme que sobrar

 

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E gelatina azul é que era!!! Se calhar dava para fazer com corante na de tuti-fruti que é meio esverdeada...

 

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A ver se me armo em bloggerchiquedemáquinafotográfica e depois mostro... como me saí na decoração da festa, vamos fazê-la no domingo*, pelo que tenho o sábado para me esmerar!!!

 

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E as etiquetas em tudo!!! Cheias de estilo....

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(este bolo é mais a minha onda...)

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(Etiquetas giras)

 

 Eis o que tenho:

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--

* Como a festa é no domingo de tarde, optámos por ir afinal, à missa das oito da manhã na aldeia vizinha! Sem missa é que não ficávamos bem!

 

 

 

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Quarta-feira, 05.07.17

As férias e a exploração de mão de obra infanto-juvenil*

Este ano estou muito confiante. Acho que os quatro dias fora me deram outra perspectiva das coisas... enfim, estou a tentar. Então e o que é que mudou nestas férias? Muita coisa. 

 

A grande mudança é que decidimos dar uma oportunidade às nossas filhas mais velhas para mostrarem que são responsáveis e que podemos confiar nelas para ficarem em casa uma parte do dia. A nossa aldeia é pequena, mas sempre me senti com receio de lá deixá-las sozinhas... este ano (e porque investimos num telefone fixo para casa) estou bem mais tranquila, vou ligando, elas ligam quando precisam e as coisas têm corrido bem! 

 

Durante as horas em que ficam em casa (não ficam todo o dia porque vão para os avós um bocado) ficam com a lista de afazeres e com liberdade para verem desenhos animados durante um bocado, o curioso é que - talvez por não estarem habituadas - cansam-se logo e acabam por desligar a televisão... ajudam nas arrumações, e provavelmente embirram uma com a outra!

 

O costume entre irmãos, portanto.

 

 Até à data esta opção está a ter bons resultados, as nossas filhas estão entretidas nas suas coisas, estão em casa à vontade (a loja é pequena) e ainda ajudam nas tarefas de casa.

 

Coisas que fazem parte das listas diárias afixadas no figorífico pela manhã:

  • estender a roupa (deixo tirada da máquina, dobrada num cesto)
  • colocar a loiça na máquina/arrumar a loiça da máquina
  • varrer a cozinha
  • despejar o lixo
  • lavar caixotes e colocar sacos novos
  • apanhar a roupa seca
  • dobrar o que não se passa a ferro

 

 

 

 

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* esta palavra nem deve existir...

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