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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

A adoção em palavras #1

 

 

 

Ser mãe adotiva é ser mãe.

 

 

Não é ser nem mais nem menos do que as mães biológicas. Isto é o que sinto hoje, muito depois de termos tomado essa decisão, muito depois de todas as situações que já vivemos aqui na nossa família e na nossa casa.

 

Por vezes ainda me espanto quando as pessoas me dizem que até gostavam de adotar, mas não têm dinheiro. É certo que as condições económicas são importantes, não cabe na cabeça de ninguém fazer sair uma criança de uma instituição para uma casa onde à partida já se sabe que não há condições para que tenha uma vida digna.

 

Mas o dinheiro não é tudo. 

 

Ser família passa também por sabermos gerir aquilo que temos, pensar naquilo que precisamos, encontrar soluções para as nossas dificuldades, sermos muitas vezes criativos na gestão do dia-a-dia!

 

Recordo ainda uma das muitas questões que nos fazem na entrevista para a adoção: porque é que querem adotar?

 

Não é fácil responder a esta pergunta. Um "porque sim" não chega, um "sentimo-nos chamados a ter uma família diferente" também não... muito menos dizer apenas que se quer ter um filho. Querer só por si não chega...

 

Penso que a chave da resposta a esta pergunta está naquilo que para nós é o mais importante e o mais importante passaria por abdicar do nosso conforto e da nossa vida calma a dois para poder receber um filho com todos os extras que qualquer criança nos oferece... passaria por ceder parte do nosso tempo na educação de uma criança, ainda que para isso tenhamos de travar duras batalhas!

 

Custa-me saber de tantos casos em que as pessoas devolvem as crianças depois de se tornarem seus pais. Em que é que estes novos pais são melhores do que os primeiros? Como podem as pessoas pensar que se pode devolver um filho? Como?

 

Passar-me-ia pela cabeça devolver a Maria que nasceu da minha barriga porque nos primeiros quatro anos não dormia as noites inteiras? 

- Não.

 

Como me poderia passar pela cabeça devolver a Margarida só porque ela aprontava todos os dias na escola...e  em casa?

 

Ter um filho não é o mesmo que ir ao supermercado escolher um electrodoméstico, com tudo a que temos direito e depois ir trocá-lo porque isto ou aquilo não funciona... 

 

Ter um filho é lutar em cada dia para que cresçam, para que aprendam, para que se mantenham honestos e trabalhadores, ter um filho tem que ser uma grande batalha, mas uma batalha de amor!

 

E todas as noites peço perdão porque não fui boa mãe, porque penso que devia ter feito as coisas de uma forma e não fui capaz... porque desanimo, porque as coisas não correram bem...

 

... mas isso apenas me faz querer ser melhor, querer aprender, querer viver!

 

Hoje penso com carinho e tristeza nos milhares de crianças que, nas nossas instituições, esperam uma família... hoje recordo aqueles a quem prometeram uma segunda oportunidade e que apenas lhes deram mais razões para não acreditarem que é possível ter uma família que os ame!

 

Que Deus na Sua infinita bondade adoce os corações dos candidatos a pais adotivos para que possam ver para além da idade, da cor, do feitio...

 

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Todas as crianças têm direito a uma família!

 

 

 

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