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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

A adoção em palavras #3

 

«A maternidade/paternidade enche-nos de alegria, mas também nos enche de medo!»

 

 

Ora aqui está mais uma coisa interessante que descobri verificar-se seja qual for a forma como nos tornamos pais.

 

Sabemos da novidade, somos invadidos de uma grande alegria, entusiasmo e depois caímos na realidade e surge o medo!

 

Medo de não sermos bons pais, de não sabermos como fazer, de não sermos perfeitos, de que os nossos filhos não gostem de nós tanto quanto gostamos deles, medo do futuro que os espera... medo de não gostarmos do segundo filho tanto como do primeiro, medo de não conseguirmos organizar as coisas com mais do que um filho, medo de que daqui por vinte anos não consigamos dar os estudos aos nossos filhos... e podia continuar que parece-me não ia ter espaço num destes textos para escrever tudo o que nos passa, a nós pais, pela cabeça!

 

É inevitável... sermos responsáveis por uma terceira pessoa deve fazer de nós pessoas com receio, vá, com medo. Não acho que isso seja um drama, pois com o tempo e a experiência vamos conseguindo dar conta do recado.

 

Ainda me recordo da cara de espanto das pessoas em tribunal quando perceberam que estava grávida de três meses e ia iniciar um processo de adoção na segurança social, a primeira pergunta foi:

 

«E mesmo estando grávida quer adotar?»

 

A resposta a mim parecia-me obvia, mas para que ficasse registado respondi que sim, uma coisa não invalidava a outra.

 

Se tive receio de não gostar dos dois filhos de igual forma? Talvez tenha tido durante breves instantes, mas não foi coisa que me tirasse o sono. Já tínhamos decidido que ia ser assim e para nós, era e é, uma coisa natural.

 

Ao longo destes sete anos de maternidade sempre tive medo disto ou daquilo, coisas relacionadas com a adoção, com a gravidez, com esta terceira menina... é normal.

 

O importante é avançar. Ter alguém com quem partilhar estes receios e seguir caminho, se ficarmos sempre a bater na mesma tecla, nunca conseguiremos criar filhos capazes...

 

E a grande beleza de todo este processo é mesmo essa, apesar do medo que nos invade, a certeza de que o amor é maior do que todo o resto faz de nós pessoas muito melhores!

 

E sim, podemos amar os filhos, todos eles, independentemente se são ou não nossos filhos biológicos, se são bebés ou crescidos!

 

 

Porque o amor não tem medidas!

 

 

 

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