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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

A intolerância, convertida em compreensão

É costume lá por casa de vez em quando falarmos da possibilidade de um dia (ainda que longínquo) voltarmos a adotar uma criança, e à volta desta conversa surgem muitas vezes comentários dos quais, nós pais, não gostamos nada.

 

Num destes serões em que deveríamos estar a fazer a nossa oração da noite o tema fugiu para "os chineses e os estrangeiros", ao que parece havia uma certa intolerância da Margarida a outras raças que não a nossa e os "chocolatinhos" (nome dado às bonecas da Maria que são de cor escura e cheiram a chocolate).

 

Daqui a conversa seguiu um rumo diferente, explicámos que na China, por exemplo, os casais não podem ter os filhos que querem, apenas podem ter um, e muitas vezes se têm meninas ou fazem um aborto ou as deixam abandonadas, daí a minha ideia de adotar uma menina chinesa... claro que com isto tivémos de explicar o que é o aborto...e muitas outras coisas tristes que até nem são grande novidade nos dias de hoje...

 

Para que a Margarida compreendesse melhor procurei que imaginasse que estava cheia de fome, mas fome a sério e as duas únicas pessoas que lhe ofereciam comida eram um chinês e um indiano, por exemplo. O que pensava agora ela destes estrangeiros?

 

-"Foram bons para mim!"

 

E essa é a verdadeira lição do serão, as pessoas nunca podem ser exluídas pela cor da sua pele, pela sua origem, pela sua nacionalidade, mas por aquilo que são como pessoas. Jesus procurou sempre estar junto dos que eram discriminados para nos ensinar a ser tolerantes, não para acharmos que somos melhores do que os outros e os olharmos de cima...

samaritan_woman_08102011.jpg

(imagem)

 

Conclusão: passaram-se mais de três quartos de hora, não fizemos uma oração "normal", mas a mensagem ficou, e hoje ambas as nossas filhas irão começar a olhar para o nosso "próximo" com outro olhar... o olhar do coração!