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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Aquele ditado tão conhecido que diz que...

... Deus escreve direito por linhas tortas, tem sido uma grande verdade na minha vida. Muitas vezes quando estou no meio da "tempestade" estou sempre a perguntar porquê eu, porquê agora... já melhorei muito em relação à minha "juventude" confesso, às vezes consigo até deixar de me preocupar tanto com isso. Se me aconteceu é porque eu tinha de passar por isso. Se caí é porque precisei de aprender a levantar-me, se errei e dei conta disso aprendi mais uma lição nesta vida.

 

Ao olhar para trás, vejo que muitas das situações mais complicadas que já vivi serviram de certa forma para me fortalecer. Sou assim graças a elas. A vida foi-se desenrolando de forma a que eu hoje tivesse as "armas" que preciso para algumas batalhas e assim sendo resta-me agradecer por isso.

 

Recordo agora os tempos que antecederam o parto da Lúcia, tudo tão bem encaminhado e pumba a vida a mostrou-me que afinal não controlo nada! Era uma linda peça de porcelana e ficou em cacos... E depois agarrei nos cacos e fiz outra peça de arte... é assim que tem sido a minha vida. Fui reciclando os cacos e farrapos e construí tudo o que hoje sou!

 

Uma das coisas que mais medo tive quando decidimos aumentar a família foi o "depois", quando o pai estivesse a trabalhar em Lisboa e eu aqui sozinha com as miúdas... achava eu que talvez não desse bem conta do recado, e não dou. Pronto está escrito. Mas lá está o tal provérbio a funcionar mais uma vez.

 

Quando a Lúcia nasceu realmente estive umas semanas (largas) sozinha na maioria dos dias, depois disso o pai ficou por aqui, os trabalhos que teve foram todos coisas mais rápidas (dias e não meses) e nesta zona... coincidência? Claro que não. Providência. O trabalho maior que teve conseguiu ir e vir todos os dias, com grande esforço é certo...

 

O ritmo familiar foi tomando forma, as rotinas voltaram a instalar-se e eis senão quando o pai volta para Lisboa para mais um daqueles trabalhos grandes (como eu gosto de dizer: partir tudo e voltar a arranjar), um não dois. Quando este terminar já tem outro para começar. Graças a Deus, claro que o trabalho faz bem em todos os sentidos e eu sei que ele adora o que faz!

 

Tudo isto para concluir que Deus me deu três meses - completamente grátis - para me organizar, para estabelecer rotinas e horários, nestes três meses estive acompanhada e consegui ultrapassar grandes dificuldades que a maternidade me trouxe!

 

Agora, resta-me seguir em frente, adaptar-me mais uma vez... porque bem sei que daqui por uns anos quando olhar para trás verei que realmente recebi o melhor que podia ter recebido, afinal o tempo de Deus não é o meu tempo e a vontade Dele nem sempre coincide com a minha!!! 

 

 

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