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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Terça-feira, 08.07.14

As dúvidas #1

Muitas pessoas quando nos encontram por mero acaso e que já não nos vêem há tempos perguntam sempre pelos filhos, é um posto chegar aos 30 anos e portanto a pergunta é de certa forma normal (uma olhadela para a mão e confirma-se que temos alianças o que faz com que a pergunta - «quando é que casam?» não seja feita).

 

Respondemos então que já temos duas filhas, uma de 5 (nada de estranho) e uma de 17 anos (bem... até se ouvem os mecanismos do pensamento a fazer barulho de tantas contas, e a matemática que é uma ciência exacta começa a ser posta em causa...)

 

A nossa resposta dá direito a uma expressão intrigada e muitas das vezes a olhares estranhos... pois é... tenho de continuar a resposta com:

«não engravidei com 16 anos, claro que tinham dado conta, esta filha quando nasceu já tinha 11 anos!»

 

Ai, a confusão!!!! Muitas pessoas entendem logo à primeira, mas muitas precisam de ouvir, claro e bom som, que adoptámos!

 

É aqui que muitas das vezes se confunde amar com fazer uma "caridadezinha" daquelas de boa consciência. Mas esta nossa decisão nada tem a ver com fazer caridade, esta nossa decisão foi tomada conscientemente, sabendo que poderíamos fazer a diferença na vida de alguém, que podíamos ser uma segunda oportunidade no coração magoado de uma criança!

 

Quando isto é compreendido nascem os sorrisos daqueles que são verdadeiramente nossos amigos! Temos uma família diferente, mas igual a tantas outras a única diferença está na genética, e essa não é de todo a coisa mais importante! O mais importante é o que sentimos no nosso coração, o mais importante é o AMOR!

 

 

 

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por Olívia às 06:00


11 comentários

De Just_Smile a 08.07.2014 às 13:49

Imagino as pessoas a fazerem contas à vossa frente :) Sê então bem vinda à blogosfera :)

De Olívia a 08.07.2014 às 13:58

Obrigada!

De ana a 08.07.2014 às 14:24

No nosso caso é mais: Então e filhos? Temos duas. Tiveram gémeas?
Não, têm 3 anos de diferença. Mas não tinham filhos. Pois não mas agora temos duas.

De Olívia a 08.07.2014 às 14:28

Olá Ana bem vinda!

Imagino a conversa!!! E sei exactamente como se sentem!!!
Beijinhos

E qualquer coisa estamos por aqui (o mail está ali ao lado)

Pode sempre escrever-me!

De Bruxa Mimi a 09.07.2014 às 12:48

Já tinha reparado no nome "adotaramarviver", mas ainda não tinha vindo espreitar o blogue a partir do perfil. Hoje foi o dia! :-)

Não tenho filhos adotados e creio que nunca disse que "adotava se pudesse", no sentido de "se tivesse dinheiro". Mas a disponibilidade para mais uma criança (temos três), natural ou adotada, não é constante da minha parte e pende mais para o não, da parte do meu marido. Não é a disponibilidade para amar, é a disponibilidade para amar na rotina do dia-a-dia... É aí que está a nossa maior dificuldade.

Confesso que a experiência de professora não facilita a abertura em relação à adoção pessoal, pois os casos de crianças adotadas nas várias escolas onde trabalhei têm sido sempre complicados, apesar da boa-vontade e do amor dos pais.

De Olívia a 09.07.2014 às 12:53

Olá, obrigada pela visita!

A verdade é que não é fácil ser-se adoptado, a bagagem é muito pesada e nós pais temos de lutar muito para atenuar os antecedentes... todos os dias é como se fosse o primeiro dia, se nos continuar a seguir irá reconhecer muitas das "cenas" aqui retratadas e que envolvem a escola... mas nós temos muita fé, esperança e todos os dias damos o melhor de nós... uns dias chega lá, outros nem chega perto!

Beijinhos

De Bruxa Mimi a 10.07.2014 às 08:43

Vou continuar a seguir, sim, senhora! :-)

De ana santos a 10.07.2014 às 15:00

Como disse a Bruxa Mimi os casos de crianças adotadas são sempre complicados, e são mesmo, não digo sempre, mas as minhas e outras que conheço sim, mas não nos podemos esquecer que essas crianças já existiam, não fomos nós que as criámos, nós somos " só " os que assumimos a sua educação, o seu dia-a-dia.
Lembro-me de uma conversa que tive à vários anos com uma senhora, ela mesma adotada, e que me dizia que se tivesse adotado, teria que ser bébe... eu ainda não tinha adotado, mas não tinha colocado esse requesito... e de lhe ter respondido - então e as outras, que já sofreram muito, e que se lembram? não têm direito a ter uma família?
Entretanto adotei ( adotamos, sou casada ) 2 meninas, uma bébé e a irmã com 6 anos. Foram muito complicadas as primeiras duas semanas para a bébé que se recusava a adormecer se não estivesse ao meu colo, e eu de pé, nem sentada podia ser, mas depois acalmou, e depois... foi muito complicado com a mais velha durante meio ano e só complicado (sem o muito ) durante mais um ano e meio. E depois veio a acalmia.. até a pequena fazer seis anos e não gostar da sua história. Já lá vão dois anos e já consegue falar do passado sem "se passar".
Mas até agora falei só da parte menos boa, mas a outra parte é excecional, assisti a ambas passarem de percentil 10 para 60, num ano, a mais velha chegou a crescer 12 cm em doze meses!! Dava a impressão que estavam em stand by, à espera de condições favoráveis, como as sementes no inverno.
Os traumas não estão completamente ultrapassados (já passaram cinco anos ), talvez nunca cheguem a estar, porque o passado da mais velha é mesmo muito pesado, mas floresceu, e é com certeza muito mais feliz do que se tivesse continuado institucionalizada.... e nós acreditamos que já valeu a pena... todo o amor que demos... e todo o amor que recebemos...

De Olívia a 10.07.2014 às 15:18

Olá Ana
Imagino como se sentiu... também nós nos vimos a braços com uma menina de 11 e passados 15 dias uma recém-nascida...
Como eu digo, todos os dias são dias de luta. E não são só os meninos adoptados que são problemáticos... soube de uma professora que disse à Gui « tu e o Zé têm o mesmo problema, foram adoptados». Enquanto a mentalidade for esta estamos mal!

Nós passamos grandes preocupações, quer com uma filha quer com a outra, tal como qualquer pai ou mãe, sem nunca esquecer que as feridas estão lá, cicatrizadas, mas estão lá. Cabe-nos a nós e à sociedade aceitar e lutar para que estas crianças não sejam sempre colocadas de lado e rotuladas...

Se vale a pena? Vale sim! Através de vós pais, as suas filhas receberam uma família, um lar, alguém que lute por elas e que as defenda, alguém que estará lá para elas independentemente do que os outros achem ou pensem!

De Isabel Silva a 10.07.2014 às 16:12

Estou chocada!
Como é possível haver profs com esse tipo de discurso.
Realmente tiveram um problema, não o facto de serem adoptados mas por terem educadores com esta mentalidade!

De Bruxa Mimi a 21.07.2014 às 08:44

Realmente é muito triste que uma professora tenha proferido tais palavras.

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