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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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12.07.14

As dúvidas #2

Olívia

Uma das dúvidas mais frequentes das pessoas tem sido:

 

 - Se podem ter filhos biológicos porque é que adoptaram?

 

A resposta é muito simples, durante grande parte da vida convivi com crianças institucionalizadas e ver, partilhar, conversar com elas faz-nos ter uma percepção muito diferente da vida.

Quando se entra numa instituição deparamos com crianças que estão bem alimentadas, bem vestidas, mas que no entanto sentem uma grande carência de afectos, mesmo nesta instituição onde cada funcionária educa e ama as crianças nunca é a mesma coisa do que viver numa família.

 

A vida nas instituições não é vida para nenhuma criança, é uma passagem, uma solução temporária que não deveria ser definitiva, a realidade no nosso país (e não só) é bem diferente... temos leis que têm por objectivo o «superior interesse das crianças», mas que ainda continuam a apostar no adiamento do inevitável: as famílias biológicas que não amam nunca mudam de atitudes!

 

Cada uma destas crianças, a começar pelas mais pequenas tem um rasgo de esperança de que uma pessoa quando lá entra a vai levar para casa, é comum ouvir no fim do dia «posso ir para tua casa?» E isto faz doer o coração. Ninguém que se diga humano consegue ouvir estas coisas e sair de lá sem que a sua vida se altere e eu já assisti a mudanças radicais na maneira de pensar de certas pessoas...

 

Rezava uma dessas meninas (com 3 anos) todos os dia a Jesus e pedia « Jesus dá-me uma mãe, um pai e um carro!» a Ir. R. perguntou para que era o carro, a resposta foi rápida - «então como é que eu levo as minhas coisas? É preciso um carro!» Soube uns meses mais tarde que Deus deu a esta menina exactamente o que ela pedia, carro incluido! Pois é pequenos milagres ainda acontecem na vida das pessoas!

 

Um dia o meu marido (namorado na altura) começou também a ir à instituição, a conviver com as crianças e tal como eu viu que por vezes podemos optar por uma vida diferente, acolhendo uma criança que precisa e dando-lhe uma família.

 

Deus chama-nos a uma missão e nós sentimos que a nossa era esta: constituir uma família, uma família diferente, sentimos que fomos chamados a responder "sim" ao apelo do coração.

 

 

Como poderíamos viver de outra forma? Como poderíamos ser família se não fosse assim?

 

 

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