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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Sábado, 06.09.14

ATL

- "Tive de levar a M. para o ATL que já não se pode aturar, precisa de regras e horários... e anda respondona como nunca e eu já não aguento andar com ela todo o dia atrás de mim".

- Olha as minhas continuam a vir comigo quando a minha mãe vai trabalhar, afinal são minhas e por isso têm de vir comigo..." - respondi eu.

Esta menina tem muitas vezes vindo brincar com a minha filha mais nova e ficam as duas aqui na loja, numa sala que temos onde comemos e onde descansamos... ou seja chega aqui às 10h com a mãe e vai para casa às 13h ficando aqui enquanto a mãe trabalha, à tarde penso que fica com o irmão.

 

Esta conversa deixou-me a pensar seriamente no compromisso que assumimos quando temos um filho, dois filhos, três filhos... estarei eu disposta a educar as minhas filhas, a estar com elas ou logo que possa despacho-as para um ATL para andar com a cabeça descansada? Pois é, nestes meses de férias as minhas filhas acompanham-me para o trabalho (coisa que nem todos os pais podem fazer) e quando a avó pode fica com elas. Era mais fácil se estivessem numa ocupação de tempos livres? Sim era. Mas será que ser mais fácil foi o compromisso que assumi ao ter filhos?

 

Sempre senti que a minha vocação era constituir família, educá-la e vê-la crescer no amor. Os primeiros tempos depois das minhas filhas "nascerem" coloquei em dúvida esta minha vocação, senti muitas vezes que não estava a ser capaz de cumprir com o que tinha definido para a minha vida, senti que estava a falhar. Porquê? Porque tinha colocado a fasquia muito alta, porque queria fazer tudo sozinha sem pedir ajuda, porque pensei que era exigido a uma mulher "forte" que cumprisse com todas as tarefas que tinha juntamente com a maternidade.

Pois é, descobri passado algum tempo que não preciso de parecer forte a ninguém, que tenho de fazer as minhas escolhas todos os dias, que não faz mal deixar um cesto de roupa para passar porque fui com a minha família passear, que não faz mal ter brinquedos em todas as divisões da casa porque isso significou que as minhas filhas estiveram a brincar, que ter mil papelinhos cortados no chão da cozinha era normal e não era o fim do mundo.

Tenho aprendido a ser mais flexível, mais compreensiva e menos exigente. Tenho aprendido que na vida primeiro estão as pessoas e só depois delas estão as "coisas", tenho aprendido que pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Tenho aprendido que as minhas filhas não me irão recordar pelo brilho dos vidros das janelas ou do chão da casa, mas pelo tempo que lhes dedico! Tenho aprendido que, em cada dia Deus me dá uma nova oportunidade de ser uma pessoa melhor!

 

 

«O verdadeiro amor

é um sentimento

que, embora nos provoque dor

e nos faça sofrer,

nos torna felizes.

Por isso, devemos orar a Deus,

pedindo-lhe a coragem de amar.»

 

Madre Teresa de Calcutá

 

 

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por Olívia às 06:09


4 comentários

De Mamã a 06.09.2014 às 19:59

Revejo-me tanto no que escreveu... Só tenho pena de não ter um emprego para onde possa levar o Salvador, porque ele ainda é pequeno e destabiliza toda a gente.

De Olívia a 07.09.2014 às 09:30

Bem-vinda de volta! Vai ver que quando ele crescer até vai gostar de ir para o trabalho da mãe e vai portar-se bem!

De Rute Almeida a 07.09.2014 às 00:06

Que lindo testemunho! concordo plenamente... na vida vamos aprendendo com o tempo as verdadeiras prioridades. Nós temos o hábito de levar os nossos filhos sempre connosco para todo o lado, para o grupo de oração, para a catequese ( quantas vezes levei a Clarinha bebé ao colo enquanto dava catequese)...Peço sempre a Deus que me dê um coração sempre quente e iluminado, manso e paciente para lidar com os meus filhos.... beijos

De Olívia a 07.09.2014 às 09:33

Obrigada pelas palavras Rute!

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