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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Quinta-feira, 27.10.16

"Cada coisa tem o seu tempo próprio"

Pois bem, qualquer pessoa com asma, diabetes, hipertensão e esse género de doenças tem um certo apoio por parte de terceiros. 

 

Mas, o que acontece quando as doenças são do foro psíquico? Oh... isso já é outra conversa... e disso nem se pode falar. Parece-me que existe muito preconceito à volta das doenças mentais. Quem as tem, não gosta de admitir, ou tem vergonha, quem não tem consegue mandar umas valentes farpas e insinuar que "isso são frescuras de gente tonta".

 

Ter familiares que lidam com este tipo de doenças não é fácil, aliás, dói sempre mais quando são os "nossos". Temos sempre esperança que passe depressa, que o diagnóstico esteja errado. Então se depois do nome da doença estiver a palavra "crónico" é caso para ficar completamente em pânico!

 

Nada, nem ninguém nos prepara para enfrentar este tipo de doenças. Nada, nem ninguém sabe o que se sente - a não ser que já tenha passado por isto. Quem está de fora a dar apoio sofre. Sofre por não poder fazer mais nada a não ser o que sempre fez. 

 

Eu sei que este é dos textos mais confusos que já escrevi... mas estas são as palavras que se têm apoderado da minha cabeça nos últimos tempos. Queria escrever mais, muito mais sobre isto, mas não o posso fazer aqui. É preciso proteger alguém, alguém que me é muito querido.

 

Por mais que eu queira que as coisas sejam diferentes, o importante não é o "ter saúde" como toda a gente gosta de acrescentar quando sabe que eu tenho três meninas, o importante é quando não há saúde saber lidar com isso da melhor forma, encarar isso como uma fase da vida e não como um castigo ou uma maldição. Na vida há um tempo para tudo... e eu sei exatamente em que "tempo" estou agora!

 

Neste mundo, tudo tem a sua hora; cada coisa tem o seu tempo próprio.
Há o tempo de nascer e o tempo de morrer;
o tempo de plantar e o tempo de arrancar;
o tempo de matar e o tempo de curar;
o tempo de destruir e o tempo de construir;
o tempo de chorar e o tempo de rir;
o tempo de estar de luto e o tempo de dançar;
o tempo de atirar pedras e o tempo de as juntar;
o tempo de se abraçar e o tempo de se afastar;
o tempo de procurar e o tempo de perder;
o tempo de guardar e o tempo de deitar fora;
o tempo de rasgar e o tempo de coser;
o tempo de calar e o tempo de falar;
o tempo de amar e o tempo de odiar;
o tempo de guerra e o tempo de paz.
 
(Eclesiastes 3, 1-8)
 
Nt: Eu não sei muitos versículos de cor, mas há sempre um ou outro que trago comigo... este é sem dúvida reconfortante.
 

DSCF1739.JPG

 

 
 
 
 Agradeço aqui a quem me enviou o link para este artigo do Observador. 

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por Olívia às 08:50


12 comentários

De Catarina a 27.10.2016 às 09:59

Deixo-te um abraço forte para te dar apoio

De Olívia a 31.10.2016 às 09:32

Obrigada.

De Alguém, algures a 27.10.2016 às 11:09

É bem verdade!
O importante é que em qualquer altura se consiga estar em Paz.
Sobre as doenças mentais q Laurinda Alves escreveu no observador de 18/10/2016, um texto bem interessante sobre uma dessas doenças na juventude.
Ânimo Cristo Ama-te.

De Olívia a 31.10.2016 às 09:32

Muito obrigada

De Sónia a 27.10.2016 às 14:44

Oh minha querida, estou aqui para quando precisares de falar, ou outra coisa qualquer...


Um abraço apertado

De Olívia a 31.10.2016 às 09:32

Eu sei, 

De Alguém, algures a 27.10.2016 às 15:48

Deus lhe dê forças e a ajude.

De Olívia a 31.10.2016 às 09:32

Está a dar, eu sei que sim!
Obrigada

De D. a 28.10.2016 às 15:43

Olívia, convivo com episódios de ansiedade e depressão há uns 12 anos...desde a adolescência, portanto. Mas talvez com uma gravidade menor do que o caso que descreve aqui. A D. "normal" e a D. com ansiedade/depressão são como que duas pessoas diferentes. Estes períodos têm provocado estragos e atrasos na minha vida pessoal e profissional e sei bem que tenho causado muito sofrimento aos que me conhecem mais intimamente, sendo que agora a minha mãe também sofre de ansiedade.

O que a Olívia diz aqui é fundamental: "importante é quando não há saúde saber lidar com isso da melhor forma, encarar isso como uma fase da vida e não como um castigo ou uma maldição.". A normalidade não volta rapidamente e para algumas pessoas, não volta mesmo. Isso pode ser desesperante! Aceitar a doença e depois tentar gradualmente dar os passos possíveis para reconquistar alguma saúde, um passinho de cada vez, é o que se pode fazer.  E entretanto você, como mãe, não se esqueça de cuidar também de si...


Gostaria muito de vos poder ajudar de alguma forma, Olívia, mas não sei bem como e não sou profissional de saúde. Mas caso necessite simplesmente de desabafar com alguém de fora da situação estou sempre disponível. E continuarei a pedir a Deus que vos ajude a ultrapassar isto.


Um grande abraço. 

De Olívia a 31.10.2016 às 09:31

Oh D.!
Tenho tanto para te dizer, mas não será aqui... obrigada pela coragem do teu testemunho.

De Alguém, algures a 28.10.2016 às 16:04

Eu vivo com um Bipolar há anos. É muito desgastante. Cada crise é pior que a outra e a paciência vai faltando. Que tudo lhe corra bem e não deixe de escrever. Tem- me dado muito ânimo ler o que escreve.

De Olívia a 31.10.2016 às 09:30

Confesso que às vezes tenho vontade, mas depois leio estes comentários e fico de coração apertadinho...
Coragem, não desanime (muito)

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