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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Desprendimento

Sendo eu neta do meu avô (claro!) parece-me que herdei um pouco da mania que ele tinha de guardar coisas. 

 

Um caderno de escola de 1985, um bilhete de cinema de 1998, um talão de um jantar de 2000 e mais, muito mais... porque cada coisa destas traz uma história. Um momento. Uma recordação.

 

E é assim que se enchem caixas nas arrecadações, dossiês nas estantes, roupas nos roupeiros, loiças nos armários... ter coisas é muito bom, dá aquela sensação de segurança. Se precisar sei que tenho. 

 

Mas esta coisa do apego às coisas tornou-me uma daquelas pessoas que guardam "tralha" demais...

 

Num dos primeiros textos da Teresa que me lembro de ler ela escrevia sobre como é preciso retirar "coisas" de casa cada vez que chega um filho... uma coisa que eu não entendi bem na altura, agora com a chegada de uma nova criança começo a perceber que o espaço que tenho tem de ser melhor aproveitado, é preciso guardar roupas de mais uma pessoa, e roupas inclui as de vestir, as das camas e toalhas de banho...

 

Assim nestas "férias" de verão tenho andado a tentar rentabilizar o espaço, como? Retirando essas tais recordações de há séculos atrás... se me custa? Sim, mas faço-o com alegria! Ao fim de algum tempo já nem me custa tanto desfazer de algumas coisas que em certas alturas pensei que ficariam comigo para sempre...

 

Esta semana recebi a visita de um senhor que costuma passar na rua e ver a montra da loja, nessa montra coloquei um quadro que fiz para a nossa casa, no ano 2000.

 

Qual não foi o meu espanto quando ele me ofereceu uma quantia para ficar com o quadro... claro pensei que ele estava a brincar, o quadro era meu, nunca o pensei vender, mas ao ver que ele realmente gostava do quadro e falando mais a sério concordei em vendê-lo. Por um valor simbólico (eu sei é uma burrice, mas eu sou assim).

 

E assim disse adeus a uma coisa que gostava, sei que será apreciada e estimada e confesso que apenas senti um pequeno aperto no peito, nada mais. 

 

Hoje sou uma pessoa muito mais desprendida das coisas terrenas, hoje sou muito mais livre!

 

Aqui fica a última fotografia deste meu quadro, que agora já não é meu!!!

IMG_20150716_152936.jpg

 

 

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