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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Sábado, 18.07.15

Desprendimento

Sendo eu neta do meu avô (claro!) parece-me que herdei um pouco da mania que ele tinha de guardar coisas. 

 

Um caderno de escola de 1985, um bilhete de cinema de 1998, um talão de um jantar de 2000 e mais, muito mais... porque cada coisa destas traz uma história. Um momento. Uma recordação.

 

E é assim que se enchem caixas nas arrecadações, dossiês nas estantes, roupas nos roupeiros, loiças nos armários... ter coisas é muito bom, dá aquela sensação de segurança. Se precisar sei que tenho. 

 

Mas esta coisa do apego às coisas tornou-me uma daquelas pessoas que guardam "tralha" demais...

 

Num dos primeiros textos da Teresa que me lembro de ler ela escrevia sobre como é preciso retirar "coisas" de casa cada vez que chega um filho... uma coisa que eu não entendi bem na altura, agora com a chegada de uma nova criança começo a perceber que o espaço que tenho tem de ser melhor aproveitado, é preciso guardar roupas de mais uma pessoa, e roupas inclui as de vestir, as das camas e toalhas de banho...

 

Assim nestas "férias" de verão tenho andado a tentar rentabilizar o espaço, como? Retirando essas tais recordações de há séculos atrás... se me custa? Sim, mas faço-o com alegria! Ao fim de algum tempo já nem me custa tanto desfazer de algumas coisas que em certas alturas pensei que ficariam comigo para sempre...

 

Esta semana recebi a visita de um senhor que costuma passar na rua e ver a montra da loja, nessa montra coloquei um quadro que fiz para a nossa casa, no ano 2000.

 

Qual não foi o meu espanto quando ele me ofereceu uma quantia para ficar com o quadro... claro pensei que ele estava a brincar, o quadro era meu, nunca o pensei vender, mas ao ver que ele realmente gostava do quadro e falando mais a sério concordei em vendê-lo. Por um valor simbólico (eu sei é uma burrice, mas eu sou assim).

 

E assim disse adeus a uma coisa que gostava, sei que será apreciada e estimada e confesso que apenas senti um pequeno aperto no peito, nada mais. 

 

Hoje sou uma pessoa muito mais desprendida das coisas terrenas, hoje sou muito mais livre!

 

Aqui fica a última fotografia deste meu quadro, que agora já não é meu!!!

IMG_20150716_152936.jpg

 

 

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por Olívia às 07:03


6 comentários

De Bruxa Mimi a 18.07.2015 às 08:37

O tal senhor tem bom gosto!


Eu também guardo e guardo... e como às vezes comprovo que o que guardei me deu jeito (ainda esta semana, na escola, aconteceu isso), fica mais difícil deitar fora. Por outro lado, também tenho as minhas ondas de "fora com isto!" e não me costumo arrepender.


Mas a balança pende mais para o lado de guardar do que para o de deitar fora, sem dúvida.

De Olívia a 23.07.2015 às 09:37

Então és como eu... mas gosto tanto quando acordo em dias de "despachar" coisas!!!


:)

De Rute Almeida a 18.07.2015 às 08:47

Que bom testemunho Olívia! Às vezes largar as coisas não é fácil. Eu também tenho sempre imensa tralha que vou guardando, mas de vez em quando é mesmo importante dar ou deitar coisas fora que já não se aproveitam....Com estes pequenos gestos o Senhor já te pode encher muito mais com o seu Amor 
muitos beijinhos
Rute

De Olívia a 23.07.2015 às 09:38

É bem verdade!

De mãe de coração a 18.07.2015 às 19:07

Eu aprendi a lição pouco antes de me casar. 
Havia deixado dois caixotes gigantes em casa da minha mãe com todas as recordações dos anos passados na universidade e de outras tantas da infância, que entretanto tinha levado comigo. Quando ela me disse que as caixas tinham de ir comigo para a casa nova, entrei em pânico, porque não sabia onde as iria guardar. 


Fiz a minha primeira triagem da vida (como lhe chamo). 


Registei na memoria cada recordação, chorei pelas que sabia que ia perder, e guardei as que eram mesmo mesmo importantes. Saí de lá com uma caixa de sapatos mal cheia!! Se me arrependi??, as vezes, mas sobrevivi, e aprendi a não me ligar aos bens materiais. 


Em casa estou sempre a rever os pertences e a "despachar" os que já posso libertar! Alguém lhe chamou, "dar espaço para novas histórias/recordações". 

De Olívia a 23.07.2015 às 09:37

Tens toda a razão, como podemos ter "espaço" para as novas recordações se temos tanta coisa antiga a empatar?


:) A tua mãe deu-te uma grande ajuda nessa dia!

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