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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Devemos ser praticamente da mesma idade

Ah, que bom que é este tema!

Porque é que as mulheres têm tantos complexos de dizer a sua idade? Como qualquer ser vivo sabemos que nascemos, crescemos, (com sorte) envelhecemos e um dia havemos de morrer, isto é matéria do ensino primário, certo?

 

Então porque é que a maior parte das vezes em que falo com outras mulheres elas nunca dizem a idade? Normalmente as conversas desenrolam-se à volta do tema filhos, e ouço muitas vezes a frase «devemos ser praticamente da mesma idade» e eu fico à espera que a pessoa continue e diga «tenho 35 anos», mas não... o mais normal é que a outra pessoa fique à espera de que eu diga «sim, devemos ser».

 

Na sexta feira no minimercado encontrei uma senhora que vejo a deixar a filha a escola, ela sorriu e porque se tinha esquecido do leite deixou tudo em cima do balcão e foi a correr buscar, depois disse a sorrir:

 

- Ai a minha cabeça... é da idade!!

- É mas é do cansaço, não é assim tão velha (respondi eu)

- Pois tem razão, devemos ser praticamente da mesma idade!

(será? Eu sorri e esperei...ela esperou... tive de ser eu a continuar)

- Eu faço 35 no verão! (Cara de espanto)

- Eu já tenho 41 e meio (baixinho)

Sorrimos ambas e cada uma seguiu o seu caminho!

 

Eu sei que pareço mais velha do que sou, desde nova que sempre gostei de conversar com pessoas mais velhas, no trabalho sempre tive colegas mais velhas (todas com quarenta e muitos e algumas de sessenta e eu com vinte e poucos), os meus temas de conversa não são destes tempos... parece que nasci noutra época, é estranho, mas sou assim... sei que já sou adulta, gostava de envelhecer serenamente sem complexos, sem medo de dizer sempre a minha idade, sem querer tentar esconder os anos que passam em roupas de miúda e atitudes de miúda...

 

Quero ter sempre orgulho na minha condição seja ela a de mãe, de esposa, de amiga, mas acima de tudo de mulher! Ainda me recordo de na adolescência achar os de vinte e tal muito adultos e os de trinta e tal muito velhos... mas agora que cá estou, não acho que os trintas sejam velhos, mas também não me acho uma rapariga cheia de energia para ir curtir a noite e fazer farras...

 

Espero encontrar sempre um equilíbrio saudável no meu crescimento pessoal, não apenas físico, mas também interior, há tempo para tudo: há tempo de brincar às casinhas, tempo de sair e divertir-se com os amigos, tempo de estudar, de trabalhar, de ter a nossa própria casa (ainda que modesta), ter uma relação sólida, tempo de receber os filhos, de os ver crescer, de os deixar seguir a sua vida e de voltarmos a ser apenas dois em casa...

 

Isto é normal e os cabelos brancos que já comecei a coleccionar também!

 

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