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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Terça-feira, 26.07.16

Dias quentes

Temos vivido este verão dias quentes, muito quentes. Eu nem sou de me queixar muito, sei que é verão e que nesta altura as temperaturas sobem. Daqui por uns tempos hão de descer e virá o frio. No entanto este ano tem-me custado mais perceber que o calor incomoda e muito a nossa pequenina Lúcia, nota-se que perde o apetite, custa-lhe, muito adormecer... e por aí fora. 

 

Há uma espécie de instinto protetor numa mulher que se torna mãe. Sentimos uma certa tendência a querer proteger os nossos filhos de tudo quanto não for muito bom. E isto nota-se  muito mais no primeiro filho, as roupas, a caminha, os cremes, as chuchas... tudo do melhor (dentro das possibilidades), eu senti isso e fui assim. Desta vez a coisa foi diferente, estou muito mais descontraída, veste o que há, como as sopas que congelo à semana, deixo-a gatinhar por tudo o lado, deixo-a apanhar as coisas do chão e meter na boca... estou a ensiná-la a não sair porta fora quando está comigo na loja e a dita porta está todo dia escancarada... deixo-a brincar com o que apanha por aqui (caixas vazias, revistas, sacos de papel...)

 

Por momentos cheguei a ter pena desta menina que tem de estar nove horas fechada numa loja, quando lá fora estão 40ºC e sem ar condicionado... depois basta deixar de olhar para o nosso umbigo e levantar a vista para perceber que existem meninos e meninas que suportam muito mais do que o calor abrasador do verão e essa perspectiva faz com que a nossa vida não nos pareça assim tão má.

 

Por muito que queiramos, nós mães/pais nunca conseguiremos proteger os nossos filhos de tudo, nunca conseguiremos impedir que se magoem (física e psicologicamente), nunca poderemos evitar que apanhem valentes desilusões... nós estamos aqui para os amparar e para ajudar, para curar as feridas e incentivar, estamos aqui durante toda a sua vida enquanto pudermos, mas nunca conseguiremos tomar as suas dores ou impedir as suas frustrações... 

 

 Ser mãe/pai também é sofrer pelos filhos e com os filhos, mas sem nunca se deixar abalar e sem nunca deixar de mostrar que não importa o que aconteça, estaremos sempre aqui!

 

 

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por Olívia às 10:14


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