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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Quinta-feira, 18.06.15

Economia doméstica e Vida Cristã

Numa das muitas notícias (que por vezes me passam ao lado) pude ler esta frase dita pelo Papa Francisco:

 

Antigamente os nossos avós tinham cuidado para não deitar fora os restos de comida. Com o consumismo habituámo-nos ao supérfluo e ao desperdício diário de comida, que às vezes nem conseguimos avaliar correctamente, porque o seu valor ultrapassa largamente os parâmetros económicos. Notem bem, todavia, que a comida que deitamos para o lixo é como se fosse roubada da mesa dos pobres ou esfomeados! Convido todos a reflectirem sobre o problema da perda e do desperdício de comida e encontrarem formas e métodos de abordar o assunto de forma séria, que sejam um veículo para a partilha e a solidariedade para com os necessitados."
Audiência geral no Vaticano, 5 de Junho de 2013

 

Realmente eu recordo-me da minha avó dar tudo o que sobrava (dos pratos e mesmo as cascas da fruta) aos animais dela e das vizinhas, o seu caixote do lixo era tão pequenino e era despejado uma vez por dia, mas não tinha quase nada para mandar fora. Os guardanapos eram de pano, os pacotes da farinha serviam para escorrer os fritos, as especiarias (entre outras coisas) compravam-se em "papeluchos"...

 

Hoje em dia vamos às compras e tudo vem em embalagens com embalagens individuais e mais umas tiras de papel à volta com umas fita-colas enormes... para não perdermos tempo as coisas da charcutaria já vêm embaladas, quando uma pessoa começa a arrumar as compras olha em volta e só vê lixo.

 

É difícil combater esta nova moda e ninguém quer voltar "aos tempos de antigamente", eu também não, então como é que eu me desenrascava sem electrodomésticos e outras "modernices"?

 

Mas, estas coisas do ambiente deixam-me a pensar no quanto nós humanos temos destruído o nosso planeta, no lixo que fazemos e na quantidade de coisas que desperdiçamos todas as semanas... mesmo controlando as coisas acabamos por muitas vezes mandar comida fora...

 

Alturas houve em que eu não fazia ideia de tudo o que tinha guardado na arca congeladora e nas prateleiras da despensa...ia comprando e depois logo se via.

 

Graças a um livro que comprei há uns anos nos correios - A dona de casa perfeita - pude começar a organizar-me melhor.

 

Penso que se fizer um esforço posso, dentro das minhas possibilidades, contribuir positivamente para o nosso ambiente e evitar os desperdícios de comida, por exemplo:

 

  • Comprando as coisas da charcutaria avulsas para evitar trazer muitas embalagens;
  • Levando os nossos próprios sacos;
  • Controlando o excesso de "stocks" armazenados na despensa e na arca/frigorífico para que nada passe da validade;
  • Planeando as refeições para que nada se estrague;
  • Utilizar as sobras em refeições criativas;
  • Separando as embalagens, vidro, papel, as pilhas, óleo... e reciclando!
  • Habituando a gata a comer restos (sem gorduras, ossos e espinhas claro)

 

Como posso eu, que me digo uma mãe cristã, ver o mundo a ficar cada vez mais "pobre", cada vez mais poluído, e não adotar medidas simples que me façam preservar este lindo presente que Deus me deu? 

 

O que quero eu ensinar aos meus filhos? Que na vida tudo passa e por isso podemos estragar o que nos rodeia?

 

Não será melhor ensiná-los a respeitar a natureza, a partilhar o que temos com quem tem menos do que nós e a não desperdiçar nada na nossa casa?

 

 

IMG_20150617_223112.jpg

 

 (Parte da colheita de alperces da nossa "horta" que amadureceu depressa demais e agora está no frio para durar mais uns dias, uma parte já comemos e outra oferecemos...)

 

 

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Assuntos Importantes:

por Olívia às 06:00


2 comentários

De Sónia a 18.06.2015 às 10:07

Verdade, e temos mesmo de ensinar aos nossos filhos a poupança, de tudo, inclusive do ambiente, estamos na era do descartável...tudo é descartável, até as relações.
É um ensinamento difícil tendo em conta a sociedade, mas vale a pena lutar contra a corrente ;)


Beijinhos


De Olívia a 18.06.2015 às 15:54

Sim vale sempre a pena lutar, pode não ser generalizado, mas parece-me que existem já muitas famílias a valorizar estes grandes tesouros!

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