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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Envelhecer lado a lado

Quando temos quinze anos talvez nos custe pensar que aos trinta e seis ainda sejamos novos, ou que aos quarenta poderemos estar ainda melhor... na maior parte dos dias sinto que tenho cinquenta anos, sinto-me incomodada com tanta coisa, tenho dores nas costas, sofro de ansiedade, oh... é um rol de coisas capaz de encher uma resma de folhas!

 

Normalmente é em conversa com outras pessoas que vejo que ainda sou, de facto, bastante nova. E, é o meu marido quem faz questão de me recordar isto muitas vezes... apesar de ter mais dois anos do que eu, tem uma postura muito mais "animada" quanto às nossas idades!

 

Não é que eu tenha medo de envelhecer, porque gosto de viver, sei que não estou sozinha e que vamos os dois envelhecendo juntos... dia após dia. E tentamos viver bem o tempo que nos vai sendo dado, partilhando as alegrias e as tristezas, a saúde e a doença, tal como prometemos há uns anos um ao outro, respeitando-nos e à nossa família.

 

O ritmo da nossa vida foi sofrendo muitas alterações, umas forçadas outras planeadas, em vários momentos vimos aquilo que era "garantido" tornar-se imprevisível, muitas vezes não concordamos com as mesmas coisas, temos discussões por coisas importantes e outras sem importância nenhuma! Não pensem que lá em casa é tudo sorrisos e jarras de rosas perfumadas, há espinhos e daqueles que picam bastante, caras amuadas e lágrimas de tristeza. 

 

No entanto, é preciso continuar a lutar por sermos uma família, não de cinco, mas de sete. Sim, fazemos questão de convidar Jesus e Maria para lá viverem connosco em casa. E sim, ainda tenho o sonho de, quando formos velhinhos, vermos entrar na nossa casa as famílias dos nossos filhos que nos virão visitar e encher de mimos!

 

Até lá parece-me que temos de nos esforçar a sério para não deixarmos de ser um casal, mais do que pais, somos um só, e se perdermos isto, não nos restará muito mais do casamento quando as pequenas saírem do ninho! Ou será que queremos olhar um para o outro, quando estivermos só os dois e perguntarmo-nos "quem é este/a"?

 

É um desafio muito grande olharmos um para o outro na loucura que é o dia a dia sempre cheio de acontecimentos e coisas para fazer.

 

Há uns tempos eu achava que para manter o meu casamento vivo e emocionante era preciso fazermos um fim de semana só os dois, depois comecei a pensar que talvez bastasse um dia a passearmos juntos, mas ultimamente tenho começado a pensar se não nos bastará aproveitar bem aqueles momentos em que estamos juntos... dez minutos aqui, meia hora acolá... e é por isso que não abdico da hora de deitar as nossas filhas, à hora marcada, mais coisa, menos coisa, a casa fica sossegada, e podemos enfim estar os dois, como se de facto nada mais importasse! 

 

Eu não quero envelhecer sozinha, isolada e seca, quero viver lado a lado com as pessoas que fazem parte da minha vida, criar laços, fazer memórias, deixar saudades... 

 

 

 

 

 

 

 

 

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