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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Este meu problema

que se chama querer-fazer-tudo-e-não-fazer-nada dá-me cabo dos nervos. 

 

Eu sei desde há muito tempo que tenho uma incapacidade para a concretização das coisas em geral, das coisas de casa em particular. Há anos que sonho fazer isto e aquilo e nada, não faço nada. Faz lembrar as célebres resoluções de ano novo que em setembro ainda estão como estavam no dia um de janeiro pela madrugada...

 

Posto isto eu queria ser diferente, viver uma vida diferente, sentir as coisas de outra forma, mas não consigo. Adio coisas que não devia, lamento-me porque o faço. Ando numa roda viva de emoções e isso torna-me numa pessoa chata. Chata e insatisfeita. Sempre a querer aquilo que não posso ter, no momento em que mais me der jeito, da melhor forma para mim...

 

Chegou o Advento. No dia 27 de novembro a igreja iniciou a preparação para o Natal.

 

Pela primeira vez em anos não teremos uma "caminhada de Advento" cheia de tópicos e de obrigações. Pela primeira vez cedi à ânsia de ter mil e uma coisas preparadas, árvore e presépio feitos a rigor. Decidi não apressar as coisas, decidi investir mais nas pessoas, se o advento não servir para irmos, aos poucos, preparando o nosso coração para o Natal para que servirá então?

 

Para não falhar muito resolvi ir fazendo as coisas aos poucos. Em primeiro lugar quero sentir-me bem na minha casa, não quero ver luzinhas a brilhar quando existe um caos em volta... neste primeiro domingo do Advento limpei, arrumei, enchi sacos de lixo, encontrei um poster com um presépio que tinha guardado para um dia fazermos em família e parece que é este ano! Também conseguimos juntar quatro velas num bonito pratinho - uma para cada semana de caminhada.

 

Acendemos a primeira ao jantar. Pensei que chegava, mas não chega. Acenderemos a vela todos os dias ao jantar, sempre que a família se reúne haverá uma luz diferente a recordar-nos o verdadeiro sentido desta quadra.

 

Este ano não haverão exigências familiares, haverão conversas, partilhas de forma a que todos possam fazer a sua caminhada. Eu quero sentir aquela sensação que só sentem as crianças. O entusiasmo, a alegria, a surpresa do Natal... para isso é preciso regressar à infância, é preciso deixar as etiquetas e as modas, é preciso quebrar a casca que me envolve o coração e não me deixa sentir o amor desta quadra... é preciso regressar aos tempos em que a árvore era um amontoado de fitas pirosas sem nexo, quando o presépio era feito com lenha da lareira, quando as refeições eram simples e festivas, quando o calor da lareira aquecia as mãos geladas... quando espalhava enfeites de Natal por toda a casa, quando ouvia músicas de Natal e sorria até à alma...

 

Dois dias neste Advento e já vi que há tanto que é preciso de mudar em mim...

 

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Quem disse que não era preciso preparar o Natal a sério nunca saberá o que ele verdadeiramente significa... por isso: mãos e coração à obra!

 

 

 

 

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