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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Quinta-feira, 11.05.17

Eu não queria escrever sobre isto

mas cá vai.

 

Quando se misturam numa mesma frase palavras que relacionam recreação com religião e futebol, fico mesmo, mesmo aborrecida. Sim, eu sei que toda a gente pode expressar a sua opinião, porque estamos num país livre, mas confesso que já me enjoa tanta misturada e trapalhada que leio. Algumas a roçar na falta de respeito. Este é o tempo da liberdade. É o tempo da informação. É o tempo de espalhar todo o tipo de disparates nesta grande rede que é a social. Começam a falar de poesia e acabam em insultos, passam por arrasar quem é católico, muçulmano... quem tem fé e quem não tem, numa espécie de "deixa cá destilar aqui algum veneno".

 

Que culpa têm pessoas como eu de que alguém tenha decretado que amanhã haja tolerância? Que culpa tenho eu que o governo agora mande retirar os crucifixos das escolas e hospitais e daqui a pouco ache que toda a função publica queira acompanhar as celebrações do centenário? Que culpa tenho eu de que haja negócios a mais em locais de culto? Que culpa tenho eu?

 

Não é a gozar, nem a insultar que têm mais ou menos razão... a sério que eu nem gosto de falar destas coisas, mas hoje resolvi vir aqui, não para destilar veneno, mas para registar aqui, que existem pessoas como eu, que não comentam por aí, mas que ficam magoadas com a táctica chamada "meter tudo no mesmo saco".

 

 

 

 

 

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por Olívia às 15:38


8 comentários

De Rooibos a 11.05.2017 às 16:24

Como católico que sou, também não gosto de muitas coisas que ouço e leio por aí. É difícil perceber onde fica o limite da liberdade, o tal limite que define onde acaba a liberdade de um e começa a do outro.
Em blogs, tenho lido coisas que considero falta de respeito, enquanto alguns dizem que é apenas liberdade de expressão e humor. Normalmente não comento, pois as coisas têm a importância que lhes damos e eu prefiro não valorizar.
Sei que é difícil. Sei que não vai mudar. Por isso, desejo que tenhas toda a força para não te ires abaixo com isso.

De Olívia a 11.05.2017 às 16:57

Pois, é do género: não mata, mas mói...

De Rooibos a 11.05.2017 às 17:15

Precisamente.
Com o tempo vamos ganhando resistência.

De M.J. a 11.05.2017 às 16:26

mas não percebo: como é que tu pessoalmente te podes sentir magoada por algo que não te é direcionado?

De Olívia a 11.05.2017 às 16:56

MJ, um pouco por todo o lado há publicações sobre Fátima, misturam tudo, se não acreditam, eu respeito, daí a acharem que a culpa da tolerância é dos católicos, que o papa Francisco vem cá por causa da bola ou que o "pacóvio" do rapaz que canta no festival vai ganhar por "milagre" chateia-me... enfim, se calhar exagerei, mas tenho tido dias difíceis...

De M.J. a 11.05.2017 às 17:25

Não entendo. E não vejas isto como um ataque, é pura incompreensão.
Não entendo como se pode fazer de Fátima um Carnaval, sejam os católicos, sejam os crentes de vez em quando, seja a própria igreja, com terços gigantes, milhares de euros envolvidos, autorização que crianças façam centenas de quilómetros a pé e cumpram promessas de joelhos, que transformem um evento católico - que é um evento - numa espécie de atração turistica, com tranfers pela cidade, parques de estacionamento em acampamentos de festa, com limpar de estradas, de caminhos, o colocar a cidade bonita, o transformar uma coisa que supostamente - não sei, não acredito em fátima - devia ser simplicidade, silêncio, meditação e fé, e depois se fique chateado por as pessoas verem esse evento mesmo como ele é, misturando tudo.


Se a visita de um elemento da igreja fosse feita - pela própria igreja - com a simplicidade que apregoam, sem os espalhafate que a igreja diz não querer mas que lhe dá muito jeito, talvez os telejornais falassem menos e as pessoas misturassem menos.


E ainda assim... mesmo que misturem, mesmo que digam que o Salvador vai ganhar por milagre... ( Salvador que para mim não é "pacóvio", se entrarmos por aí então é que isto deixa de fazer sentido) como pode ser isso um ataque à fé individual de cada um? Como pode a crença de alguém ser tocada pela não crença de outro? Se não é o crente o responsável pelo Carnaval que levou a isto, como pode sentir-se atacado?


Reforço mais uma vez: não é um ataque. É só mesmo curiosidade porque na verdade não conheço mais ninguém que se sinta dessa forma e nunca consegui ter uma conversa sobre isto.

De Olívia a 11.05.2017 às 17:59

O que acabaste de fazer aqui, foi aquilo que toda a gente deveria fazer, tu deste a tua opinião. Eu, que acredito em Fátima - milagre  que tocou e mudou a vida dos pastorinhos - não concordo com muito do que se passa por lá, como não concordo com os ataques que existem dentro da própria igreja entre pessoas que dizem professar a mesma fé. Eu não acredito que uma pessoa possa ser "convencida" a acreditar naquilo que não acredita apenas porque se discute isto ou aquilo, tu nunca mudarias a tua opinião sobre isto não importa aquilo que escreva aqui... magoa-me ver, por exemplo, ataques diretos em grupos fechados do FB onde se deveria discutir questões fiscais... magoa-me que reduzam a fé a uma coisa que "fica bem", sem sequer perceberem que há quem de facto se sinta feliz com a ocasião. Eu não sou a igreja, mas faço parte dela, desse todo que é constantemente bombardeado, acontece qualquer coisa má e começam logo a chover bocas "já ouviste isto? Já viste aquilo?", sim, eu vejo, leio, tenho vergonha de muitas coisas que se passam nesta igreja cheia de pecados e imperfeita, mas a fé tão mais do que isso, mais uma vez te digo custa-me que achem que todos os católicos "são farinha do mesmo saco"... não me posso alongar mais porque tenho os ivas para entregar até dia 15... mas talvez ainda "falemos" disto!
Sabes que mais, acabo de chegar do hospital onde fui ver uma amiga que teve bebé, um bebé especial, dizem os médicos que não há taxa de sobrevivência nestes casos, que o seu bebé pode viver um dia, uma semana, um mês no máximo, ela é de uma outra religião, achas que me importa? Eu rezo por eles todos os dias, várias vezes por dia, neste momento é tudo o que trago no coração, um aperto do tamanho do mundo. Afinal, bem vistas as coisas parece-me que aquilo que se passa nas redes sociais comparado com isto é uma coisa pequenina... minúscula... 

De M.J. a 11.05.2017 às 18:04

entendo sobretudo porque nos dói sempre quando é posto em causa, atacado ou ridicularizado algo em que acreditamos ou de que gostamos. 


(mas agora escuta-me: os comentários em redes sociais NUNCA são para levar a peito, ou sequer se pensar mais do que dois segundos neles.)

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