Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Quarta-feira, 29.07.15

Eu não quero ser mãe de "totós"...

Isto de sermos responsáveis pela educação dos nossos filhos tem destas coisas, um dia olhamos para trás e vemos que errámos e que se não mudamos rapidamente estamos mesmo a criar um bando de totós. Quem ainda não deu conta do que estou a escrever aqui fica o link.

 

Não vale a pena dourar a pílula pois bem sei que sou fui do tipo de mãe que usa demais a expressão «cuidado senão cais», e de que adianta dizer isto vezes sem conta se de facto eles um dia caem mesmo? Sim não adianta... há uns tempos que tenho vindo a tentar corrigir-me e deixar de lado esses medos abstratos, lutando muitas vezes contra mim própria...

 

E no fim de semana passado quando li este artigo, bem escusado será dizer que me serviu que nem uma luva, «ora toma lá, para ver se acordas»!

 

Logo eu, que na infância vivia livre e fartava-me de esfolar os joelhos, os braços e tudo mais... tornei-me numa mãe super protetora... e nada me tira cá das ideias que o medo da Maria ir à piscina/praia não tem mesmo que ver com este excessivo «tem cuidado».

 

Se não lhes damos espaço como podem superer-se a si próprios? Se os sufocamos como podem ser livres? Se os abafamos com cinco mil recomendações como queremos que sejam responsáveis e autónomos?

 

Falar é fácil, escrever no blogue também, mas a realidade é muito mais complicada... por aqui fica a promessa de continuar em mudança, de continuar a investir mais nas atividades ao ar livre em vez de estarem sempre em casa, de continuarmos com as aulas de culinária mesmo tendo de acender o  fogão, de as deixar correr e nem um «cuidadooooo» gritar...

 

... de todas as formas acho que é melhor equipar convenientemente a caixa de primeiros socorros! 

 

 

valigetta_primo_soccorso.jpg

imagem

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Assuntos Importantes:

por Olívia às 07:30


16 comentários

De Uma Caravana no Deserto a 29.07.2015 às 11:48

Há um ditado que diz: "o 1º filho é de vidro, o 2º é de borracha e o 3º é da aço!"
Eu também fui mais protectora da 1ª filha do que da 2ª. 
BJS
Mª Jesus

De Olívia a 30.07.2015 às 12:45

É capaz de ser verdade!!!


A minha Lúcia vai ser de aço!!!! ah ah ah

De luis a 30.07.2015 às 14:58

no meu caso foi diferente. eu tive que ser de aço e a minha irmã que veio mais tarde é quase de porcelana. muita liberdade tambem pode esfolar mais do que os joelhos.

De Olívia a 01.08.2015 às 07:27

Às vezes é preciso mesmo esfolar mais do que os joelhos e o sermos de aço (como eu também tive de ser) ajuda-nos a crescer!!!


De A rapariga do autocarro a 29.07.2015 às 14:13

Como mãe de filho único, tento não abusar - Sei que não devo protegê-lo demasiado e não me furtei a pedir ajuda a especialistas para o deixar crescer um pouco mais livre!!!

De Olívia a 30.07.2015 às 12:46

É muito bom quando damos conta disso antes que seja tarde demais!

De FS a 30.07.2015 às 11:12

Adorei o que escreveu, e é bem verdade... Mas é tão fácil cair nisso. Fácil demais. Melhor do que não os deixar cair é mostrar-lhes que sempre que caírem, nós estamos lá para os ajudar a levantar se for caso disso...
Esta coisa da maternidade e da paternidade é complexa, e por mais que não queiramos, nunca seremos perfeitos e havemos de errar em qualquer coisa. 

De Olívia a 30.07.2015 às 12:47

Para mim é uma luta! Mas estou a melhorar!!!

De Catarina a 30.07.2015 às 12:43

Eu estou sempre a dizer o mesmo mas é difícil No meu caso protegemos o primeiro porque era o primeiro. Protegemos o Segundo porque era uma criança doente e além disso o mais velho não deixava o mano chorar. Agora vieram os gémeos e são protegidos porque são dois, porque nasceram prematuros , porque, porque enfim ...
Começo aos poucos a tentar dar mais autonomia aos mais velhos mas é não é facil.

 

De Olívia a 30.07.2015 às 12:48

Pois, exactamente isso, não é fácil, mas se quando nos lembrarmos tentarmos ser diferentes, já é um começo... e um dia já nem nos faz confusão que eles façam o pino em cima de uma bicicleta!!! (estou a exagerar...)


De paranoias-de-mae a 30.07.2015 às 16:05

tudo bem que temos de lhes dar espaço, mas também somos nós as mães que melhor os conhecemos e se entendermos que eles ainda não estão preparados para enfrentar determinado problema, temos de aguardar o tempo deles e não os atirar "aos leões" para eles aprenderem a se desenrascar...

De Olívia a 01.08.2015 às 07:33

Nunca me passaria pela cabeça atirar as minhas filhas aos leões... até porque a nossa filha mais velha, a Margarida, antes de viver connosco foi atirada aos leões, passou por coisas que nunca serei capaz de aqui escrever... isso é crueldade, isso é tudo menos sermos pais e mães.


A responsabilidade adquire-se com vigilância, com apoio e com liberdade, é apenas isso que estou a tentar mudar em mim, deixá-las crescer sem estar sempre «cuidado olha que cais», «cuidado não corras tanto» e por aí fora! Estimular a construção de brincadeiras, imaginar histórias e construir brinquedos!


De família Lopes Palma a 30.07.2015 às 16:42

Cara família este post está em destaque no blogs da sapo.

Graças a Deus

De Olívia a 01.08.2015 às 07:28

É verdade! Que bom!

De Paulo Vasco Pereira a 31.07.2015 às 03:04

A Olívia sempre foi muito ponderada e reflexiva quanto aos seus atos.
Totós as suas crias? Não, não acredito. Foi das poucas mães com as quais troquei opiniões na mesma linha de pensamento.  Preocupa-se sim em ser o melhor possível. E isso é bom.
Bjs

De Olívia a 01.08.2015 às 07:28

Olá Paulo, há tanto tempo!


Gostei de ter notícias e claro das suas palavras! Vamos lutando e rumando contra a maré! 

Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisa de temas

Pesquisar no Blog  

calendário

Julho 2015

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031


Frases nossas

«Mais do que um processo judicial ou burocrático adoptar é amar uma criança e torná-la nossa filha»

Fale connosco através de

olivia.adocao@sapo.pt