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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Terça-feira, 02.09.14

Família pequena...

Olho à minha volta e o que vejo serão sempre famílias com um, no máximo dois filhos. Se alguém engravida pela terceira vez ouve logo um «Ai meu Deus então tu vais ter outro filho?» como se isso fosse uma tragédia, ao que se segue um «bem mais vale isso do que uma doença ruim» (não sei como é que alguém consegue comparar um filho com uma doença, mas enfim).

A mentalidade deste nosso século XXI trouxe-nos essa herança: quanto menos filhos melhor pois assim controlas melhor as coisas, gastas menos dinheiro e podes dar tudo o que eles querem. Também eu cresci assim com esta mentalidade, lembro-me de nos primeiros tempos de namoro na chamada fase "cor-de-rosa" sempre dissemos que teríamos dois filhos um biológico e um adoptivo, passámos por várias etapas e quando finalmente decidimos que a nossa vida só faria sentido se estivéssemos juntos resolvemos casar. Eu ainda estava no 3º ano do curso e para espanto de muitos concluí os estudos, já como esposa e a sonhar ser mãe, mas não podia ser por variadíssimas razões e assim fomos adiando, adiando durante quatro anos.

Quando realmente decidimos que estava na hora... Deus, para nos encher de graças e para nos baralhar os planos, deu-nos então duas filhas logo no mesmo ano. Esse foi um dos anos em que a minha vida mais se comparou a uma montanha russa, muitos risos, muitas lágrimas, muita confusão, muita impaciência, resumindo fiquei com a vida virada do avesso... um dia estava a ler e li uma frase que me mudou: «a vida pode ter-te virado do avesso, mas talvez o avesso seja o teu lado certo», pois foi, não foi apenas a vida que me virou do avesso, eu deixei-me ir por caminhos de dúvidas e muitas inseguranças relativamente às questões da maternidade cada pessoa tinha uma teoria e todas elas pareciam saber do que falavam e eu ali estava meio desorientada, esqueci-me que Deus estava comigo e senti-me só... foi mesmo complicado sair desse estado de dormência. Até que resolvi que a minha vida podia ser tudo aquilo que eu sempre quis, olhei à minha volta e os meus objectivos foram alcançados, então do que me queixava eu? A partir dessa altura passei a ser uma pessoa mais grata, descobri a alegria da partilha e do amor à minha família, comecei a organizar-me e a organizar a casa, a aproveitar cada dia para fazer coisas boas e positivas!

Agora que tive a alegria de conhecer algumas famílias em que ter três filhos é normal... a minha parece-me muito pequena...talvez um dia a minha venha a crescer também!!!

 

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por Olívia às 06:34


3 comentários

De Teresa Power a 02.09.2014 às 20:38

Deus fez tudo muito bem feito: a gravidez são nove meses, e geralmente a adopção também não é menos... Assim, "um dia" fica sempre à distância suficiente de nove meses! Mais vale começar já hoje a trabalhar para esse dia

De Ana Rute Cavaco a 03.09.2014 às 14:30

Gosto de ler o que se passa por aqui!

De Olívia a 03.09.2014 às 16:03

Também gosto de espreitar o vosso cantinho!!!
Como eu costumo dizer ao olhar para o arco-íris : são tantas as cores que nos levam ao mesmo sítio que o mais importante é chegar lá não importa por que cor vamos lá ter!!!

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