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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

História IX

 

(para ler o início clicar em cima no separador História)

...

 

«Começa assim esta história de "amor parental" (uma expressão muito moderna...), esta menina quando soube que ia de férias, após um verão inteiro sem sair da instituição e com apenas três visitas da família biológica, estava muito ansiosa e ficou radiante quando nos viu, afinal tinha estado em nossa casa e sabia que éramos pessoas “fixes” e para seu espanto não éramos muito velhos como se esperava que fossem as famílias de acolhimento…

 

Agarrámos na mochila cor-de-rosa aos bonecos que tinha o essencial para estes dias fora, numa cadeirinha para o carro (emprestada porque nós não tínhamos dessas coisas) e lá regressámos nós a casa. Convém sempre frisar que a nossa família apesar de tudo ficou bastante espantada com a nossa decisão, uma coisa são uns encontros de um dia com estas crianças, outra coisa é trazer uma menina nas férias e fins-de-semana e depois ter de deixá-la ir qualquer que seja o seu destino sabendo que, caso nos afeiçoemos muito a ela, isso não terá importância nenhuma em termos de adopções, até porque com esta idade o mais certo era já nem poder ser adoptada.

 

Mas mesmo assim decidimos ir em frente e seguir o nosso coração.

 

À entrada de casa dá-se o primeiro grande choque quando ela dispara um: - “ó mãe onde é que eu ponho as coisas?”

Meia atordoada fiquei sem ar e depois uma tontura passou-me pela vista, mas acalmei o meu coração que batia sem parar e tive a destreza mental para a encaminhar ao quarto das crianças, que basicamente estava mobilado desde o dia em que nos casámos e estava pronto para que ela lá dormisse nessa noite e no dia seguinte seguiríamos para o Porto.

 

Depois de nos ir-mos deitar ela ficou acordada, dava para a ouvir a besourar no quarto, ficou a pintar uns desenhos à espera que o sono aparecesse, mas a excitação devia ser muita e só adormeceu depois da meia-noite.

 

Deitada no meu quarto comecei a interrogar-me se estaríamos nós preparados para uma viagem de 300 km com uma criança pequena, e se ela enjoasse? E se ela não quisesse ir? E se depois de lá estarmos ela quisesse regressar? E se chorasse?

 

No meio da minha oração pensei:

 

Meu Deus o que fomos nós fazer?

 

Então senti a resposta mesmo ali ao meu ouvido/coração:

 

Fomos buscar uma criança e dar-lhe a oportunidade de ter alguma alegria nesse verão, o resto resolveríamos quando e se fosse necessário.»

 

A Mãe

 

 

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