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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

História XI

...

 

«Aqui estão nas minhas mãos as recordações desses dias, fotos e mais fotos que vou colando, muitos sorrisos e muitas aventuras para guardar no nosso coração, estavam ali as provas concretas do que poderia ser o nosso futuro e o amor nascia assim, sem programação, sem listas ou hipóteses, tão simples quanto isto: não éramos capazes de não ir buscar esta menina nos próximos fins-de-semana.

 

E a rotina instalou-se nas semanas seguintes, vindos de Lisboa na sexta-feira à noite passávamos na instituição para a levar a nossa casa e saber das novidades da semana, e ao domingo de coração apertadinho lá íamos levá-la de novo à instituição, eram as regras.

 

Durante estes fins-de-semana aproveitávamos para descansar, mas também para arrumar a casa e para ver os trabalhos das férias, que eram um dos maiores desafios.

 

Só de olhar para os livros ela chorava logo porque não entendia nada daquilo, apesar da idade ainda estava a fazer o 2º ano escolar e confesso que me fazia muita confusão ela não ler nem fazer contas por mais simples que fossem e dali a nada começava a escola… era de facto uma realidade que me ultrapassava, eu nunca tinha conhecido ninguém a quem a escola assustasse desta maneira e que detestasse tanto fazer coisas da escola.

 

Não tinha noção de que estas crianças são manifestamente crianças desmotivadas, mas não deixa de ser uma coisa esperada, então se ninguém se interessa para que é que elas se vão importar?

 

Se ninguém pergunta ou quer saber o que aprendeu naquele dia para quê aprender?

 

É muito triste mesmo saber que a negligência abarca todas estas facetas, casa, escola, pessoa.

 

E aquilo fazia-me muita confusão por isso começamos aos poucos, com o alfabeto e os números.

No computador escolheu imagens que começavam por A, B, C e assim sucessivamente... íamos fazendo umas pequenas contas com ajuda de lápis/tampas/botões para contar...

 

Devagar, muito devagar as coisas foram evoluindo!»

 

A Mãe

 

 

 

 

 

(Trabalho/Estudo feito pela Gui 2014)

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