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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Quarta-feira, 05.11.14

História XXXII *Os dias seguintes*

Os dias seguintes a termos finalmente o cartão do cidadão e a mudança de nome na escola foram dias mais calmos, e "solarengos", o sol esse é que foi de pouca dura... começaram a aparecer os primeiros grandes problemas na escola, de repente, a menina Gui sentia-se muito senhora do seu nariz e até já se considerava superior aos outros afinal já tinha uma casa, uma família e por isso comportava-se com uma certa arrogância, quer com os colegas, quer com os professores.

Foi certamente uma das piores fases de todo este processo, saber que a todo o instante lá vinha mais uma queixa, mais uma reclamação, mais uma chamada de atenção e pior mais uma falta de respeito ou uma mentira. 

Foi a fase de "esticar a corda", ou seja aquela fase em que os meninos nos testam até à exaustão... seremos nós capazes de aturar tanto mau comportamento, seremos nós capazes de gostar dela, quando outros não gostaram? Seremos nós capazes de ser pais a sério, quando nunca houve ninguém que o fosse? Pois bem, mesmo com muita força de vontade, nós pais vacilámos, fomos confrontados com teorias e mais teorias, com opiniões e sugestões, quando nos vimos a perder o controle da situação tivemos de pedir ajuda, e não havia ninguém para nos ajudar... na segurança social já nos haviam fechado a porta, processo concluído, nada mais havia a dizer... valeu-nos a experiência de alguém que já passara pelo mesmo, alguém que nos mostrou que cabe aos pais, e só aos pais, a educação, que é nossa tarefa responsabilizar os filhos pelas suas acções, mas acima de tudo que devemos ser pais e isso implica dizer "não", dizer "chega", dizer "és nossa", dizer "gostamos de ti por isso ensinamos-te isto e aquilo".

Já passaram seis anos, muitas vezes ficámos frustrados, zangados, sem saber como reagir, mas nunca desistimos, nem nunca deixámos de acreditar, lutámos sempre para que ela se superasse, para que fosse mais além na sua independência, para que tenha autonomia e responsabilidade. Há dias em que ficamos surpreendidos com as suas conquistas, com o seu empenho!

Vamos vivendo um dia de cada vez, recordando o essencial, estamos agora a trabalhar na declaração de missão da nossa família e o amor incondicional aos nossos filhos, cuidando e amando-os sempre estará entre os primeiros tópicos.

Como diz a Teresa e diz muito bem, os filhos não são nossos, são-nos dados por Deus, cabe-nos a nós pais semear os valores pelos quais regemos a nossa vida, indicar-lhes o caminho, rezar por eles e deixá-los um dia seguir a sua vida!

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por Olívia às 06:08


4 comentários

De Paula a 05.11.2014 às 09:57

Bom dia e obrigada pela visita!
Não tenho filhotes mas pelo que acabei de ler, tenho a certeza que a Gui está numa boa família e que encontrou finalmente um lar que nunca lhe vai fechar as portas.
:)

De Olívia a 05.11.2014 às 10:51

A isso se chama sermos pais!
Quando lá chegar vai ver, não há vínculo mais belo do que o da família, mesmo com dias maus ou dias menos bons, faz parte da vida... e temos sempre bons momentos de partilha e aprendizagem!
Felicidades para o novo blogue (espero que nos encontremos um dia... nas Famílias de Caná)

De mãe de coração a 05.11.2014 às 11:43

O nosso filho continua a aguardar os documentos para poder ter o CC verdadeiro! Mas já há muito tempo que vive nesta luta pela certeza de ser amado, por mais vezes que se repita é difícil para eles aceitar, sonho com o dia em que ele se sinta seguro. E torço para que a Gui hoje o entenda, que independentemente dos desafios tem pais que a amam!

De Olívia a 05.11.2014 às 12:27

Acho que não é assim tão linear.
Esse "dia" em que eles se sentem seguros, é o dia em que se sentem sem sombra de dúvida que são nossos filhos, mas connosco não aconteceu num dia específico, foi um processo... é um processo... com dias bons e dias maus... uma caminhada contínua, que penso só será vencida pelo cansaço, de tanto lhes mostrarmos que jamais abriremos mão deles eles hão-de perceber! Nem que seja daqui por 10 ou 20 anos... até lá somos uns pais chatos, tal como todos os outros!!!!!

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