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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Já é noite

São neste momento nove e cinco. Devia estar a validar as últimas faturas de dois casais de clientes e duas crianças. mas estou aqui a escrever.

 

Estou a escrever para tentar "destilar" esta ansiedade que me está a dar cabo da noite... se o dia tivesse corrido normalmente estaria agora ali refastelada no sofá a dar conta das últimas novidades nas redes sociais ou poderia ler um pouco. Claro que ainda tenho de ligar a máquina de lavar loiça e programar a da roupa para que esteja lavada logo cedo, sempre a levo para casa da minha mãe para enxugar durante o dia... quando chego já está tudo molhado e a roupa faz-me falta.

 

A Lúcia anda irritada, são os dentes... mas é daquelas crianças que até nem dão muito trabalho... as manas também têm andado atinadinhas na escola (e fora dela) pelo que tudo estava a correr mais ou menos... mandei o último iva e validei centenas e centenas de faturas durante a sesta da manhã que a Lúcia dormiu - cerca de duas horas. 

 

Na hora do almoço tive de ir ao carro que deixo estacionado no parque ao lado da escola da Maria mesmo ao pé da loja. Qual não foi a minha admiração ao ver dezenas de pedras junto dele no chão, bocados de tijolo e de cimento seco, quando olhei e vi a mala do carro cheia de pequenas marcas espalhadas por todo o lado fiquei tão zangada, mas tão zangada... até no vidro! Já tinha tocado pelo que a criançada estava toda dentro das salas, mas pude ver mais umas quantas pedras junto da rede do lado de dentro da escola. Os sacanas dos miúdos andaram à pedrada ao carro!

 

Enquanto a Lúcia dormia a sesta da tarde, telefonei para a escola, estavam já à espera do meu telefonema, pois o diretor da escola viu o que se passou... não sabiam é de quem era o carro... quando fui buscar a Maria estive a ver com ele como resolver aquilo, uma das mães (eram dois miúdos) estava lá em pânico, quase a chorar, a outra até agora nem deu sinal de vida.

 

Tirei fotos, levei à oficina para me darem um orçamento, voltarei amanhã para que o senhor veja aquilo melhor. A sério que eu não me queria chatear, mas já me chateei, estou com medo que ninguém assuma, a escola já disse que o seguro não paga, aquilo não foi nenhum acidente... uma das mãe diz que paga metade (nem sei se ela tem dinheiro, conheço-a e ela tem uma vida terrível em casa)... com isto tudo deixei muito trabalho por fazer, se o carro for para a oficina como é que me desenrasco com três filhas a morar a 13 quilómetros do trabalho e da escola sem transportes públicos de jeito?

 

Oh Deus, é nestes dias que te louvo por saber que olhas por mim... mas enquanto Te louvo tenho o coração apertado, pequenino e triste...

 

E agora vou trabalhar. Ou ia... que o portal das finanças morreu... 

Amanhã logo se vê...

 

 

 

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