Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Medo de ter filhos

Vi um destes dias uma publicidade (não sei a quê) cujo tema era o medo, mostravam várias coisas dizendo "não, isso não é ter medo" até que mostram um bebé a ser colocado nos braços dos pais e a legenda diz "Agora sim, ali está o medo" (algo no género).

 

É ou não verdade? Será que aquilo que mais nos assusta é termos alguém que dependa de nós? Alguém que nasce da nosso ser (do coração, da barriga)? 

 

Não terão os nossos pais sentido o mesmo? Sentido o peso da responsabilidade? O medo de fracassarem? E no entanto aqui estamos nós! A escrever e a ler blogues!

 

Realmente ainda me recordo daquilo que senti ao ver os dois testes de gravidez e a carta que veio da segurança social... estava ali a confirmação e não havia volta a dar! Mais do que a alegria esperada senti um medo terrível "E agora, o que é que eu faço?", "Serei capaz?"

 

Sim, o medo é uma coisa terrível, mas mais terrível do que o medo parece-me que é a opinião dos outros. Deixámos de ser capazes de assumir que queremos fazer assim porque é nisso que acreditamos, ou que educamos assim os nossos filhos porque é o que achamos melhor. Não, estamos sempre a ser medidos e julgados... toda a gente tem alguma coisa a dizer sobre os nossos filhos... e o pior é que muitas vezes nos deixamos levar e começamos a acreditar que nós é que estamos errados.

 

Posto isto, o medo nunca desaparece e não deve ser o medo aquilo que nos impede de seguir com a nossa vida! Será que não conseguimos confiar em nós?

 

Eu, que nunca pensei ter mais do que dois filhos (três? nunca, jamais... pois) venci o medo, com uma certa dose de loucura - claro - porque tenho um marido que me apoia. Nem sempre é fácil, nem sempre é simples, temos passado as mais difíceis provas, situações bastante complicadas, além das coisas simples como lanches, materiais e trabalhos da escola, roupas, médicos, inseguranças, teimosias... mas, no final do dia, continuo a sentir-me abençoada, grata e exausta, claro!

 

 

 

2 comentários

Comentar post