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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Sexta-feira, 05.05.17

O carisma e o tempo de família

Se alguém perguntar a alguma das nossas filhas do que gostam mais no que a tempo de família diz respeito, de certeza que passeios em família, churrascos e brincadeira estão no top 3 das respostas! E, se estão nos primeiros lugares foi porque ao longo dos últimos anos temos feito um esforço considerável em passarmos mais tempo juntos e que esse tempo seja bom. Não perfeito, mas bom.

 

Pequenas atividades em conjunto, mais dias de passeio, brincar na rua, partilhar refeições simples e deliciosas em que todos colaboram, passar fins de semana fora, ver coisas, admirar a grandeza daquilo que nos rodeia e contemplar a natureza em qualquer estação do ano têm sido dos momentos mais apreciados na nossa família.

 

E, todos estes momentos têm uma coisa em comum que é: família unida. Quer seja em volta de uma mesa, numa manta de piquenique, no quintal, na casa do lago (em Mira), à lareira no inverno, em viagem no carro, estamos todos juntos.

 

Quando faço uma pequena retrospetiva destes momentos e leio aquilo que é esperado alcançar vivendo este carisma das famílias de Caná, parece-me que estamos no caminho certo, não pela quantidade de coisas que fazemos, mas na forma como encaramos a vida familiar e na forma como tentamos ser alegres, simples e generosos - em família e na comunidade.

 

Quanto mais se aproxima a data do compromisso, mais gostava de ir (aos poucos) aprofundando a nossa carta fundacional porque é lá que está a base daquilo que vivemos e com o qual nos vamos comprometer. 

 

Para quem ainda tem dúvidas se pode ou não enquadrar-se nas famílias de Caná, uma vez que já vive com entusiasmo as seis bilhas na sua vida do dia a dia, aqui fica um excerto da carta:

 

Os membros do Movimento comprometem-se a buscar a santidade de acordo com o carisma das Famílias de Caná. Podem contudo encontrar-se em situações diferentes de vida pessoal ou familiar. Pertencem ou podem vir a pertencer ao Movimento:

  • Famílias que, por inteiro – pais e filhos em conjunto – se comprometem a viver de acordo com o carisma proposto. Nem todas estas famílias estão fundadas sobre o sacramento do matrimónio, mas todas precisam de sentir sede deste sacramento. Assim, há no Movimento famílias de divorciados que vivem numa nova união e que correspondem ao perfil traçado pelo Papa Francisco em Amoris laetitia: “Uma segunda união consolidada no tempo, com novos filhos, com fidelidade comprovada, dedicação generosa, compromisso cristão, consciência da irregularidade da sua situação e grande dificuldade para voltar atrás sem sentir, em consciência, que se cairia em novas culpas.” (nº 298) As famílias resultantes de uma união de facto, que não apresentem nenhum impedimento para a receção do sacramento do matrimónio, só poderão ser Famílias de Caná depois do seu matrimónio, pois a união de facto não sugere sede de vida sacramental. No entanto, o Movimento pode e deve acompanhar estas famílias no sentido de provocar nelas a sede de Deus, necessária para que também elas venham a beber do “vinho novo” de Jesus.
  • Famílias em que apenas um dos cônjuges se deseja comprometer, dada a falta ou a imaturidade de fé do outro cônjuge. Recusar a pertença seria agravar a dor do cônjuge crente. Para estas famílias, são sempre atuais as palavras de S. Paulo: “O marido não crente é santificado pela mulher, e a mulher não crente é santificada pelo marido; de outro modo, os vossos filhos seriam impuros, quando na realidade, são santos.” (1Cor 7, 14)
  • Famílias que vivem todo o tipo de situações problemáticas, como mães solteiras, pais cujos filhos abandonaram a fé, e outras, bastando que um dos membros da família se queira comprometer. O Papa Francisco foi movido pelo Espírito Santo a apresentar a Igreja como um “hospital de campanha”: “Essa é a missão da Igreja, que cura e cuida. Algumas vezes, eu falei da Igreja como um hospital de campanha. É verdade: quantas feridas há, quantas feridas! Quanta gente que tem necessidade de que suas feridas sejam curadas! Essa é a missão da Igreja: curar as feridas do coração, abrir portas, libertar e dizer que Deus é bom, que perdoa tudo, que é Pai, é terno e nos espera sempre”. (Homilia de 5-2-15) Esta imagem vem na mesma senda bíblica que apresenta Jerusalém como ruínas que o Senhor tem a alegria de reconstruir: "Ruinas de Jerusalém, irrompei em cânticos de alegria, porque o Senhor consola o seu povo!" (Is 52, 9) "As velhas ruínas serão restauradas, levantarão os antigos escombros, restaurarão as cidades destruídas!" (Is 61, 4) Jesus nasceu na gruta de Belém e transformou-a em lugar sagrado; em Caná, Jesus restaurou a fonte da alegria. Numa belíssima homilia sobre o mistério das Bodas de Caná, o Papa Francisco fez algumas afirmações proféticas, referindo-se precisamente a estas famílias destruídas: “O melhor vinho ainda não chegou para aqueles que hoje veem desmoronar-se tudo. Murmurai isto até acreditá-lo: o melhor vinho ainda não veio. Murmurai-o cada um no seu coração: o melhor vinho ainda não veio. E sussurrai-o aos desesperados ou aos que desistiram do amor: Tende paciência, tende esperança, fazei como Maria, rezai, atuai, abri o coração porque o melhor dos vinhos vai chegar. Deus sempre Se aproxima das periferias de quantos ficaram sem vinho, daqueles que só têm desânimos para beber; Jesus sente-Se inclinado a desperdiçar o melhor dos vinhos com aqueles que, por uma razão ou outra, sentem que já se lhes romperam todas as talhas.” (Homilia de 6- 7-2015)
  • Jovens que encontram no carisma do movimento um caminho de santidade.
  • Leigos consagrados que encontram no mistério de Caná um chamamento para servir as famílias, especialmente as famílias destruídas, segundo o carisma do Movimento.
  • Sacerdotes diocesanos que querem “beber das Seis Bilhas de Caná”. 

 

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(Manhãs solarengas significam roupa ao sol e brinadeira na rua!) 

 

 

 

 

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por Olívia às 10:30



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