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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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O número certo de filhos

Quem pode dizer com quantos filhos seremos felizes?

 

Conheço casais felizes e que não têm filhos, por opção. Outros não têm filhos por razões biológicas e por isso fazem a sua vida seguindo outras metas e outros objectivos, se são felizes? Certamente.

 

Como já aqui escrevi, os filhos são importantes, mas se por qualquer motivo não tivesse sido chamada à vocação da maternidade haveria certamente um outra vocação à minha espera.

 

Mas desde cedo que no meu coração senti o chamamento a ser uma mãe diferente, e o meu marido foi contagiado (positivamente) por este ideal: receber um filho nascido de outra família que por alguma razão não conseguiu ser o seu porto seguro, de forma a que pelo menos uma das milhares de crianças institucionalizadas pudesse ter uma família. Foi uma opção estranha para a maioria das pessoas com quem nós convivíamos na altura, muitas pessoas ainda não perceberam o porquê e isso faz-me confusão.

 

Tomar uma decisão destas, de adoptar, não foi apenas uma decisão racional, mas de coração. Não foi para parecer bem aos outros, não foi uma obra de caridade, não foi por pena, foi como gosto de chamar um acto de amor. E esta nossa filha é tão nossa filha quanto a que nasceu da minha barriga em 2008 e o que há-de nascer em novembro, disso não tenho dúvidas.

 

Ainda antes da decisão de constituir família já havíamos falado da infertilidade que assombra tantos casais, e perante esse cenário já havíamos decidido que não faríamos tratamentos para engravidar, pois sabíamos que existiria uma criança (pelo menos) que poderia ser nossa filha, nós é que ainda não a tínhamos encontrado.

 

Ao ter engravidado sensivelmente na mesma altura em que conhecemos a Margarida as coisas pareceram encaixar nos nossos planos, assim teríamos os dois filhos que já havíamos decidido ter. E como se costuma dizer, assunto arrumado.

 

Mas a vida tem coisas que nós não conhecemos, que nós não imaginamos e um dia dá uma reviravolta que nos deixa a pensar «e se...», claro que o primeiro pensamento a seguir foi «nem pensar».

 

Então a nossa vida parece estar a começar a estabilizar, eu estou na maior parte dos dias sozinha com os afazeres da casa entre compras de supermercado, refeições, limpezas, roupas e por aí fora, com as especificidades de uma filha na escola primária outra a fazer o 8º ano ao abrigo do Dl3/2008, com as tarefas do trabalho, trabalho esse que me ocupa cinco dias e meio por semana, podíamos lá nós pensar em ter mais filhos? E o tempo? E o dinheiro? E a capacidade mental? E a capacidade física?

 

Pois muito bem, como a vida tem razões que a própria razão desconhece, conhecemos muitas famílias que não se prenderam ao que é comum ou seja ter um, no máximo dois filhos, são pessoas normais, alegres e que colocam na família a sua essência.

 

E nós começámos a alargar os nossos horizontes, e pensámos em seguir em frente na opção de aumentar a família, o resto tenho a certeza de que se vai resolver, dia-a-dia, momento a momento! Não vale a pena começar já a entrar em pânico com os "ses", com as hipóteses, com questões que muito provavelmente nem sequer se vão colocar.

 

Com tudo isto não gostava nada de ser rotulada de mãe inconsequente ou irresponsável, quando muito uma mãe meio maluca! Maluca, mas feliz!!!

 

 

 

7 julho 2012 002.JPG

 

 

amor pelos filhos

 

 

 

 

 

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