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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Quarta-feira, 25.11.15

O que não nos mata... fortalece-nos!

Durante dias recordei esta frase dita por alguém que agora não me lembro quem foi, e é justamente assim que me tenho sentido.

 

Dos vinte dias de vida da Lúcia, o início foi realmente complicado, muito atribulado e acima de tudo cheio de grandes dúvidas.

 

Depois de regressarmos a casa, as coisas começaram aos poucos a acalmar. Havia toda uma dinâmica familiar que foi interrompida - já sabíamos que o iria ser, nunca nos passou pela cabeça que fosse desta forma!

 

Durante os sete dias em que me "afastei" de casa, as nossas filhas ficaram entregues à minha mãe e à minha irmã. Foi lá que dormiram, comeram, tomaram o seu banho... foram elas que as levaram à escola e que as foram buscar, foram elas que as auxiliaram nas questões da escola, que lhes prepararam as roupas... ter de "entregar" a gestão da vida familiar não é fácil. Metade da família num local, outra metade longe... deixava-me bastante triste...

 

Apesar de tudo, em cada manhã eu sentia-me uma pessoa abençoada, grata e cheia de esperança! Em cada manhã pelas 8 horas o meu marido deixava-me à porta do hospital para mais um dia.

 

Enquanto ele ia trabalhar, eu entrava e pedia a identificação para poder circular nos corredores e portas onde está escrito "acesso reservado" e a senha do pequeno almoço - no hospital Beatriz Ângelo as mães que estão a amamentar e que têm bebés internados têm direito ao pequeno almoço, ao almoço e ao jantar - depois de comer dirigia-me à capela e ali ficava por meia hora em oração e...em grandes acessos de choro, confesso.

 

Ali era o único local onde eu conseguia "extravasar" tudo o que sentia, ali podia chorar sem que ninguém me julgasse, ali conseguia desarmar-me de todas as "fortalezas" exteriores... ali podia ser eu, no melhor ou no pior, ali podia ser simplesmente uma mãe de coração partido!

 

Às nove horas já estava a entrar na unidade de cuidados neo-natais para ir dar o banho e o pequeno almoço à minha filha mais pequena! Seguiam-se umas fotos com o telemóvel para mostrar ao pai e às manas, e para enviar aos amigos mais chegados. Depois repetiam-se as refeições até à hora de ir embora, apenas saía na hora do almoço por meia hora. Durante a noite podia ir telefonando para saber como estava a nossa pequenina.

 

Depois da ressonância feita no dia 10 e visto que havia realmente sinais de que o pior já tinha passado combinei com o meu marido levarmos o "ovo" de transporte na quarta feira, assim caso a Lúcia tivesse alta podíamos trazê-la logo para casa.

 

Na quarta feira de madrugada apanhei o único botão de rosa do nosso jardim para levar para a capela do hospital, um gesto simples, demasiado simples para tamanha gratidão que sentia no coração (era a esperança de em breve estarmos em casa todos juntos que me fazia sentir assim), voltei a repetir a rotina de cada manhã, desta vez com mais alegria, o botão de rosa deixei discretamente na capela...

 

Perto do meio dia saí para almoçar e resolvi passar de novo na capela, estava tudo preparado para a celebração da missa, em vez de ir almoçar fiquei. Já não ia à missa há tanto tempo... o botão de rosa que havia deixado de manhã cedo estava agora aos pés de Maria, junto ao sacrário, alguém o colocou lá.

 

Nessa mesma tarde a Lúcia teve alta, que alegria! Com calma guardei todas as papeladas, escutei com atenção todas as recomendações da pediatra e das enfermeiras e aguardei que o pai chegasse com o "ovo" para regressarmos finalmente a casa!

 

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por Olívia às 06:18


1 comentário

De marrocoseodestino a 25.11.2015 às 16:17


Fico feliz por saber que já estão em casa.
Muitas felicidades.

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