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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Segunda-feira, 26.01.15

" O tempo passa...

... a obra permanece!"

 

Esta foi a grande mensagem transmitida no sábado passado naquela que é a instituição do meu coração. A instituição que acolhe crianças e jovens raparigas em situações de risco. A Fundação Luíza Andaluz celebra este ano 90 anos de serviço: Acolher para proteger e educar, e este aniversário foi celebrado com grande simplicidade e entusiasmo na companhia de antigas educandas, benfeitores e amigos da instituição.

Nós também lá estivemos, escutámos testemunhos de meninas - hoje mulheres - que lá estiveram, umas há setenta anos, outras há quarenta, outras há vinte e ainda as que saíram nos últimos anos. Por entre lágrimas de emoção escutámos a mesma mensagem: a eterna gratidão pela casa que fez delas as mulheres que hoje são, que cada ralhete, cada castigo, cada oração, cada palavra não foi em vão.

Foi graças ao esforço, dedicação e confiança de Luíza Andaluz há noventa anos, que centenas e centenas de meninas (nos registos estão cerca de 1210 meninas) foram acolhidas, amadas e educadas numa casa que não era a sua, numa família "emprestada" inserida numa comunidade empenhada que sabe que cada menina é importante, que o seu gesto de partilha e apoio é importante.

Recordo muitas vezes quando, com cerca de 10 anos de idade, as crianças da catequese rumavam à Fundação para passar a tarde com as meninas levando na bagageira do autocarro sacos e sacos de comida que era depois levada por nós e muitas vezes ainda ajudámos a colocar nas despensas... e muitas vezes as despensas já não estavam muito cheias... dizia a Ir. Rita: "Deus nunca nos falta, estávamos a precisar de umas coisas e aparecem aqui vocês!".

Existem muitas instituições, mas esta é especial, pela forma como trabalha, pelo ideal de vida que tem e pelas pessoas que lá estão que são mais do que funcionárias, são como mães e amigas, dão colo, mas também ralham quando é preciso, ensinam e educam, dão uma oportunidade a quem já não tinha mais nada para esperar no futuro a não ser lágrimas e solidão... 

Muitas destas meninas seguem com a sua vida, crescem, estudam, trabalham, constituem família, organizam a sua vida... e a prova disso estava ali na nossa frente, umas de bebé, outras com dois e três filhos em "escadinha", raparigas que recordo ainda crianças, algumas ainda se recordavam de mim!

Esta foi a segunda família da Margarida, foi aqui que recomeçou uma vida nova, foi aqui que a conhecemos e foi aqui que a quisemos ter como filha!

A Margarida reencontrou amigas do seu "ano" no meio de tantas caras sorridentes e cheias de saudades, no meio de risos, abraços e olhares que diziam tudo.

A gratidão sentida e demonstrada comprova que, mesmo quando tudo parecia sem rumo, mesmo quando a vida se complicou, mesmo quando a incompreensão toldava o pensamento, havia vida e alegria para além daquelas portas, e que anos mais tarde, ao regressarem a "casa" reconheceram o bem que lhes foi feito!

Se alguém quiser saber como pode colaborar com esta casa por favor mande-me um e email para olivia.adocao@sapo.pt, há sempre muito que podemos fazer, como dizia Luíza Andaluz:

 

“Mesmo o que é muito pequeno tem importância se com ele podemos provar o nosso amor a Jesus.”

 

PICT3338.jpg

 

 

(A Margarida na Fundação em 2008)

 

 

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por Olívia às 06:00


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