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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Segunda-feira, 01.05.17

Os trinta minutos e a nossa missão

Num dia da semana passada em que o pai saiu perto das seis da manhã resolvi ir deitar-me mais uns minutos e acabei por dormir um bocadinho, em vez de me levantar antes das sete, levantei-me passavam quinze minutos das ditas sete da manhã. Mesmo sabendo que o tempo não ia render muito, fizemos o que normalmente fazemos, incluindo rezar junto ao canto de oração de manhã e mais umas coisas (prometi a mim mesma não sair de casa sem arrumar a cozinha e a sala).

 

Quando fui tirar o carro da garagem e olhei para as horas fiquei em choque... eram 8.33 e era suposto a Margarida entrar às 8.30 na escola que fica a cerca de treze quilómetros de distância! Resultado, a primeira aula estava perdida e a Maria chegou mesmo em cima das nove.

 

A grande lição é:

Não voltar a levantar-me tão tarde!

 

Trinta minutos é pouco tempo para o muito transtorno causado... a nossa rotina dos dias de escola é como um dominó bem alinhado à espera de um toque para derrubar peça sobre peça. Ninguém gosta de sair de casa de mau humor, à pressa, irritado e com aquela sensação de que alguma coisa ficou esquecida, quando isto acontece o dia torna-se mais confuso, falta a paciência e o sorriso teima em não aparecer!

 

Sinto que a minha família está neste momento a ser moldada, estamos a ajustar-nos aos poucos às várias mudanças sofridas ultimamente. Constantemente faço perguntas sobre como queremos viver o nosso dia, que tipo de família somos, como conseguimos ultrapassar as dificuldades e acima de tudo o que é esperado de nós, enquanto um todo?

 

Durante algum tempo via a minha família como uma ambição pessoal, sim, aquela história do "eu sempre sonhei casar-me e ter filhos", depois comecei a perceber que constituir família é uma vocação, como outra qualquer, exatamente com o mesmo valor. Deixei de ver as coisas como se fosse uma "check-list" e passei a encarar a vida que hoje tenho como um projeto de amor.

 

Estamos neste momento a ser desafiados a assumir um compromisso, enquanto família que quer viver segundo o carisma das Famílias de Caná. Posto isto pergunto: para que quer Deus uma família com tão poucos dons e virtudes como a nossa num movimento como este?

 

Somos pessoas tão normais, tão simples, tão sem estatuto social... não sabemos cantar, nem temos assim nada de especial... e fiz esta pergunta uma e outra vez... a resposta ainda não a tenho concretamente porque só Deus sabe o porquê. No entanto, recordei-me das várias famílias que temos conhecido nos retiros (algumas nem sei ainda os nomes), todos são especiais, tenho a certeza disso.

 

Todas têm alguma coisa que as faz serem chamadas a afirmar o seu Sim consciente no dia 3 de junho. E, ao ler este texto, uma frase fez uma espécie de clique na minha cabeça: "Deus é um verdadeiro adepto da diversidade".

 

Será que somos escolhidos por termos sido abençoados com filhos adotivos e biológicos mostrando assim que é possível estarmos disponíveis - sem medo - para acolhermos os filhos independentemente de serem ou não biológicos, amando-os de igual forma, ensinando, aprendendo e vivendo com simplicidade? (Responder com uma pergunta é uma coisa espetacular, não é?)

 

 

 

 

 

 

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por Olívia às 07:34


1 comentário

De Alguém, algures a 02.05.2017 às 11:55

Somos pessoas tão normais, tão simples, tão sem estatuto social... não sabemos cantar, nem temos assim nada de especial...


É essa normalidade que me faz continuar a vir aqui e a tirar proveito de vir. Bem haja.

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